Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘Atitude empreendedora’

Empreendedor corporativo : Vida dificil nas empresas brasileiras

Posted by marcelao em outubro 23, 2008


Blog do Marcelão

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Pessoal,

                um dos assuntos que mais gosto de abordar aqui nesse espaço é a questão do empreendedor corporativo. Como já escrevi em outros posts, empreendedor corporativo ou intraempreendedor é aquele sujeito que possui as características de empreendedor, mas não não é dono de um negócio próprio, pois prefere e sente-se confortável trabalhando dentro de uma empresa.

                O objetivo desse post é mostrar as dificuldades que esse empreendedor encontra no cotidiano das empresas para empreender.

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Indicação de Blog – DoceBlog

Posted by marcelao em junho 1, 2008


Pessoal,

 

              segue mais uma indicação de blog para vocês. Dessa vez, indico o blog DoceBlog do Roberto Machado hospedado no link www.doceshop.com.br/blog . Trata-se de um blog corporativo criado com o objetivo de “promover e incentivar práticas empreendedoras. São discutidas estratégias de marketing, idéias e oportunidades de negócio, práticas de gestão de micro e pequenas empresas que estão obtendo melhores resultados e o dia-a-dia empreendedor do proprietário da DoceShop Roberto Machado.”

              Como sempre faço quando indico um blog, destaco o post criado pelo Roberto chamado “Como desenvolver e usar sua intuição na tomada de decisões.” disponível no link http://www.doceshop.com.br/blog/?p=402 . O post é sobre a necessidade de não tomar decisões usando apenas resultados apresentados por programas de computadores ou pesquisas, sendo necessário muitas vezes usar a sua intuição. Já escrevi sobre isso no post sobre processo decisório (clique aqui para ler) e a importância do planejamento estratégico para o processo decisório (clique aqui para ler).

              Na visão de Roberto, o verdadeiro empreendedor toma muitas decisões através da mistura de dois elementos : Informações lógicas e emoção (informação abstrata, sentimento). A essa mistura dá-se o nome de intuição.

              Roberto argumenta que para melhorar a sua intuição você deve ler, refletir e experimentar. Ler porque aumenta o número de perspectivas pelas quais você pode olhar um problema ou apresentar soluções. Refletir porque você deve sempre estar questionando as verdades e os pressupostos e até mesmo as suas verdades. Experimentar porque sem tentar o novo, você nunca alcançará o sucesso e, se por acaso errar, aprenda e corrija os erros procurando sempre evoluir.

              Para concluir, vou citar o exemplo da Sony que, antes de lançar o Walkman, fez uma pesquisa com consumidores para saber a viabilidade de sucesso de venda de um dispositivo que permitisse ouvir música onde você estiver. A pesquisa apontou que o produto seria um fracasso, mas seu fundador, Akio Morita, ignorou os resultados e lançou assim mesmo. Se temos o Ipod e outros dispositivos móveis foi por conta dessa ousadia baseada puramente na intuição.

 

Um abraço.

 Leia também os seguintes posts :

Importância do aprendizado contínuo – > Clique aqui para ler;

Empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos – > Clique aqui;

Livro : Empreendedor Corporativo – a nova postura de quem faz a diferença – > Clique aqui para ler;

Medo – Barreira para a inovação – > CLique aqui para ler;

As sete leis da criatividade – > Clique aqui para ler;

Frases inspiradoras sobre aprendizado – > Clique aqui para ler;

Importância do planejamento estratégico para o processo decisório – > Clique aqui para ler;

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Transferência de poder e nova postura do profissional

Posted by marcelao em maio 6, 2008


Pessoal,

quem acompanha esse blog, já deve ter identificado que um dos assuntos que mais gosto de escrever é sobre as transformações que estão ocorrendo na sociedade e que traz consequências para o ambiente de competição em que as empresas vivem hoje em dia. Mudanças essas que geram a necessidade de identificação e formação de um novo profissional dentro das empresas. Um profissional com atitude mais participativa nas decisões das empresas, com mais atitude empreendedora( clique aqui para ler sobre isso).

Primeiro, vamos trazer para análise os conceitos apresentados pelo pesquisador americano Alvin Toffler que são concentrados na temática da mudança.

Toffler baseias suas pesquisas no que acontece com às pessoas quando toda a sociedade se transforma abruptamente em algo novo e inesperado, além do efeito dessas transformações nas organizações. Entre seus estudos, destacam-se os três livros lançados por ele que são “O Choque do futuro”, “A terceira onda” e “Powershift”. Nesse post, vamos nos concentrar nos dois ultimos trabalhos que são os mais recentes.

“A terceira onda” fala das três ondas existentes na história da humanidade e que foram importantes para o desenvolvimento humano. A primeira onda foi denominada como a revolução agricola que trouxe a transformação do ser-humano em uma figura do caçador-coletor, que precisa sair a caça do seu alimento para sobreviver, para o agricultor organizado proporcionando a estabilidade e a segurança necessárias para o desenvolvimento das artes e da tecnologia, que são a base da sociedade como a conhecemos hoje.

Para efeito de comparação com as outras ondas, o trabalho na agricultura permite ao trabalhador acompanhar todo o processo de produção, desde o momento que ele espalha as sementes dos produtos, passando pela colheita e finalizando com a venda do produto, permitindo a esse trabalhador uma visão completa de todo o processo, além de ter o feedback do consumidor no momento da venda possibilitando a esse trabalhador rever o seu processo a fim de atender as exigências do consumidor apresentadas quando da venda do produto.

No entanto, os bens produzidos não eram suficientes para atender a todos que deles necessitassem, ou que os desejassem, prevalecendo a escassez. A partir desse fato, iniciou-se um movimento para aumentar o volume de produção, com a mecanização das oficinas, que se transformaram nas primeiras fábricas. Trata-se da segunda onda, a revolução industrial.

Na revolução industrial, passou a prevalecer a produção em série, com redução de custos, que tornava os produtos acessíveis a um número bem maior de consumidores, muitos dos quais integrantes de uma nova classe social que surgia, a dos assalariados. A revolução industrial teve o mérito de dar um fantástico salto à frente nos métodos de produção e na organização do trabalho.

Por outro lado, a revolução industrial trouxe alguns malefícios onde podemos citar algumas consequências como o afastamento de boa parte da empresa da percepção de necessidade do consumidor o que levou o homem a ter uma visão fragmentada do processo. Se utilizarmos a fazenda como analogia, é como se eu tivesse uma pessoa para semear, outra para irrigar o terreno, outra para colher e outra pessoa para vender o produto. Cada um desses atores passou a ter a visão apenas da funcionalidade atribuida a ele perdendo a visão do todo e do significado e importância que a sua tarefa tinha para o todo. A imagem mais emblemática desse período é o filme de Charles Chaplin chamado “Tempos modernos”.

A terceira onda trata da revolução da informação, dos profundos efeitos que a tecnologia da informação e a biotecnologia trazem para a economia, e as mudanças que hoje vemos acontecer com os métodos de fabricação, marketing e padrões de trabalho.  Mudanças essas que permitem a geração de novas oportunidades como o marketing de nicho e o aumento do poder do consumidor. Até cunhou um novo termo chamado “prosumidor” que é o consumidor como produtor (clique aqui para ler sobre isso). Apenas para exemplificar, esse blog é um exemplo de consumidor e produtor, pois gera conteúdo e consome conteúdo ao permitir que ele localize e seja localizado por pessoas que possuem os mesmos interesses referentes a excelência da gestão.

Toda essa mudança proporcionada pela terceira onda traz profundas mudanças na questão do poder, não se limitando apenas a transferência do poder das empresas para os consumidores, mas também do alto escalão da empresa para o trabalhador do conhecimento, mas também de uma mudança profunda na própria natureza do poder. Esse é o trabalho apresentado no terceiro livro chamado “Powershift”.

Esse trabalho apresenta as três fontes básicas de poder : violência, riqueza e conhecimento. Podemos utilizar esse conceito e aplica-los as três ondas onde a violência foi o poder que imperou antes da primeira onda, pois o homem precisava caçar para sobreviver e nesse ambiente ganhava o mais forte. Na revolução agricola e industrial imperou o poder da riqueza onde as pessoas com maior “salário” eram quem determinava os destinos da empresa.

Já a crescente importância do conhecimento provocou mudança no equilibrio entre elas, pois com a revolução da informação potencializada pela Internet, a informação passou a estar disponível em larga escala e com maior facilidade de acesso. Junta-se a isso o crescente número de pessoas que tiveram acesso a cursos de nível superior e temos ai um maior nivelamento do conhecimento entre as pessoas. Deter o conhecimento passa a ser o diferencial competitivo das empresas e das nações. Para se ter idéia dessa mudança, existem empresas onde quem ganha os maiores salários ou recompensas são aqueles que detém maior conhecimento e não aqueles que estão nos níveis mais superiores das organizações.

Outra mudança identificada por Toffler é a reversão das tendências das soluções de massa predominantes no final do século XX com o surgimento do marketing de nicho e da exigência dos consumidores por soluções mais customizadas o que leva as grandes empresas a serem divididas em unidades pequenas e autônomas.

Daí podemos concluir que toda essa transformação exige uma nova postura do profissional que trabalha dentro das empresas, posturas essas abordadas em outros tópicos desse blog como nos posts sobre empreendedorismo corporativo (clique aqui para acessar), empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos (clique aqui para acessar), empreendedorismo e inovação e projetos (Clique aqui para acessar). Uma postura mais próativa, uma visão mais conectada com o mundo, mais participativa das decisões das empresas o que exigirá a contra-partida que é assumir responsabilidades.  Exigirá também uma nova postura dos gerentes das empresas, uma postura que saiba trabalhar com a diversidade de opiniões, trabalhe com a motivação no sentido de identificar o motivo para ação de cada colaborador, uma postura que coloque o conhecimento em ação, afinal de contas, uma empresa na mais é do que um portfólio de competências a serviço da sociedade.

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

Revolução na sociedade – > Clique aqui para acessar;

Quanto vale uma empresa da nova economia? – > Clique aqui para acessar;

A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para acessar;

Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para acessar;

Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos? – > Clique aqui para acessar;

Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para acessar;

Livro : O lider do futuro – > Clique aqui;

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Frases Inspiradoras sobre Coragem

Posted by marcelao em maio 1, 2008


”É muitas vezes nas pequenas coisas e não nas grandes que se conhecem as pessoas corajosas.” Baldassare Castiglione

“Devemos construir diques de coragem para conter a correnteza do medo.” Martin Luther King

“Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo.” Mark Twain

“A diferença fundamental entre o homem comum e o guerreiro, é que o guerreiro encara tudo como desafio, enquanto o homem comum encara tudo como benção ou maldição.” Carlos Castañeda

Todas as frases postadas estão reunidas na página “Frases e pensamentos marcantes”

Leia também :

Medo – Barreira para inovação : Clique aqui

Empreendedor Corporativo e o Gerente de projetos : Clique aqui

Competências dos lideres do futuro : Clique aqui

Competências dos lideres do futuro – II : Clique aqui

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Livro : Intraempreendedorismo na Prática

Posted by marcelao em abril 29, 2008


Pessoal,

 

               este livro é de autoria Ron Pellman e Gilfford Pinchot, um dos maiores especialistas nessa área de intraempreendedorismo. O livro é fruto de um aprendizado dos autores baseado em experiências de sucesso com equipes envolvidas em projetos que partiram de uma idéia e atingiram margens de vendas superiores a US$ 1 bilhão, e também em casos de fracasso que resultaram de falta de disciplina em seguir os preceitos do intraempreendedorismo.

                O livro apresenta formas práticas de alcançar a inovação com maior eficácia com o objetivo de auxiliar todos os atores envolvidos no processo de inovação, pois mais importante do que inovar é criar uma cultura de inovação voltada não somente para as grandes inovações (no livro chamadas de Home Run), mas também para criação de grandes quantidades de pequenas inovações.

                O livro preocupa-se primeiro em entender qual o papel desse ator dentro da empresa e as barreiras existentes na empresa(leia o post Barreiras para inovação) que o impedem de, em primeiro lugar, surgir e depois de inovar. Barreiras como o excesso de normas, atitudes burocráticas evasivas, gerentes que não apoiam a experimentação e o pensamento da alta administração da empresa de “Detemos o melhor conhecimento”, pensamento tipico da revolução industrial ligado a resistência as iniciativas de mudanças, pois seu próprio domínio está ameaçado de perder o poder ou influência.

                No atual ambiente competitivo em que as empresas estão inseridas, inovar é mais do que importante, é uma questão de sobrevivência. Os autores argumentam que marcas só conseguem sobreviver com a constante inovação do produto e quando esse é renovado através de campanhas de marketing, mas toda essa inovação vem de colaboradores que apresentam atitude e espirito empreendedor, que apresentam coragem, visão estratégica e desejo de se comprometer e fazer acontecer, pois não basta ter boas idéias, mas sim transformar essas idéias em realidades rentáveis.

                O livro apresenta os principios da inovação economica que são :

  • Procure agir de forma rápida e econômica diante de erros : Aborda a questão do tempo que uma inovação leva para apresentar resultados em ambientes burocráticos com excesso de zelo que levam a retardar as ações que poderiam levar a um aprendizado mais rápido;
  • Aposte nas pessoas e não apenas em idéias : A inovação nunca ocorre conforme planejado. Aposte em pessoas que possam fazer correções diante de imprevistos;

  • Saiba reconhecer verdadeiros intra-empreendedores : Saber diferenciar entre “promotores”  e intraemprendedores. Promotores identificam e vendem o objetivo, mas não tem inclinação para arregaçar as mangas e trabalhar para atingir esse fim;
  • Procure não filtrar a verdade : Crie sistemas abertos que distribuam aprendizagens a partir de sucessos e fracassos, sem rotular pessoas no processo;

  • Trate a equipe como uma única entidade : A equipe é uma unidade, coletivamente responsável pelo sucesso ou fracasso do todo, para isso recompense toda a equipe e não apenas o líder ou alguns membros excepcionais;
  • Não dispare o sistema de autodefesa da empresa com suas grandiosidades : Inicialmente, divulgue idéias com modéstia, a fim de não assustar as pessoas que podem se opor a você. Converse com amigos e procure obter feedback. Concentre-se no aprendizado e não em contas as pessoas sobre sua grande idéia;
  • Conviva com os clientes : Ningué consegue descrever precisamente a forma como os clientes pensam. Aprenda sobre as necessidades dos clientes observando-os, verificando seus problemas e tentando descobrir o que você buscaria se estivesse na mesma situação. Passe algum tempo com eles até dizerem “Você parece um de nós”. Assim, você poderá identificar o que os clientes requisitarão, não mais se concentrando apenas no que eles acreditam desejar;
  • Patrocinadores, sejam mais modestos em relação ao seu status : Patrocinadores devem proteger intraempreendedores do poder destrutivo do sistema imunológico contra mudanças da empresa, mas seu status podem intimidá-los. Para isso, eles devem manter um relacionamento cooperativo com as equipes patrocinadas;
  • Sem fronteiras : Inovação exige trabalho conjunto para romper barreiras organizacionais. Agradeças as pessoas de outras áreas a ajuda prestada a você ou a membros de sua equipe. Rejeite o comportamento “Territorial”;
  • Construa a comunidade organizacional privelegiando a generosidade (leia o post sobre o poder da colaboração em comunidades) : O valor da comunidade está no prazer em servir os outros sem pedir nada em troca. A inovação é uma dádiva, pois cria o futuro para todos na empresa.

                 O livro traz uma importante contribuição que é uma pesquisa com perguntas voltadas para identificar como está o clima organizacional para o surgimento e trabalho dos intraempreendedores abordando os fatores de sucesso para criar uma cultura de inovação que abordam a questão da comunicação da visão e do objetivo estratégico, aprendizado com os erros, suporte gerencial, autonomia dos intraempreendedores, visão estratégica, forte comunidade organizacional, foco no cliente e outros mais.

                 Assim como no livro “O Futuro da Administração” (leia o resumo aqui), esse não é um caminho fácil em que não podem se transformar promessas em sucesso da noite para o dia sem ter disciplina, compromisso e coragem. Para isso, é preciso motivar cada colaborador a ser uma parte dessa engrenagem e de uma nova mentalidade dentro do seu universo de trabalho, mesmo com todas as dificuldades que o ambiente de trabalho possa apresentar. O desafio aqui é visualizar essa nova postura como uma valiosa contribuição para o crescimento indivudual e coletiva, começando com a mudança por parte do próprio individuo. Como disse Mahatma Gandhi e Leon Tolstoi respectivamente : “Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo.” e “Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.”

 

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

Empreendedor corporativo : Clique aqui;

Transformação da empresa deve vir de cima ou de baixo : Clique aqui;

Importância das pessoas para inovação nas empresas : Clique aqui

Miopia Gerencial : Clique aqui;

Empreendedorismo, Inovação e projetos : Clique aqui;

– Competências dos lideres do futuro – Parte I – > Clique aqui;

– Competências dos lideres do futuro – Parte II – > Clique aqui;

– Leia o resumo do livro “O livro do futuro” de John Naisbitt – > clique aqui;

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Medo – Barreira para inovação

Posted by marcelao em abril 28, 2008


Pessoal,

             este post é baseado em um tópico criado por mim na comunidade “Q3 – No munda excelência” (clique aqui para acessar a comunidade) sobre uma das barreiras que considero empecilhos para sermos inovadores que é o medo. Medo de errarmos, medo de encarar os obstáculos mais como desafios do que como empecilhos, Medo de ousar e fazer diferente.


             Vale lembrar que a inovação é o instrumento de trabalho do empreendedor e o empreendedor é aquele sujeito que não tem medo de arriscar e que aprendo com os erros, além de estar sempre desafiando o status quo. Para isso ele demonstra muita CORAGEM.
             Mas o medo de inovar pode ser apenas uma consequência e as causas podem ser outras como, por exemplo, cultura de punir erros. Como disse o filósofo Mario Sergio Cortella (leia o resumo de seu livro aqui), erro é para ser corrigido e não para ser punido. Deve-se punir a negligência, a desatenção e o descuido e não o medo. Thomas Edison inventou a lâmpada elétrica após 1.430 experiências sem sucesso. Ele aprendeu que o fracasso não acontece quando se erra, mas quando se desiste face ao erro, o que nos leva a concluir que não se aprende com os erros, mas sim com a correção dos erros.

            Algumas pessoas podem dizer que falta iniciativa aos colaboradores da empresa, mas não se pode cobrar iniciativa de um colaborador sem que que haja um trabalho de comunicação por parte do gestor em apontar qual a direção que a empresa quer ter esclarecendo a missão e a visão da empresa estabelecido no planejamento estratégico (leia o post sobre planejamento estratégico), pois corre-se o risco de os colaboradores tomarem iniciativas no sentido errado, desalinhados com a estratégia da empresa.

            Outras pessoas argumentam que os colaboradores desejam continuar na sua zona de conforto, mas o que eles querem na verdade é aumentar essa zona de conforto. Ocorre que para aumentar essa zona de conforto, eles precisam de um ambiente que permita a eles experimentar novos procedimentos, novas formas de realizar seu trabalho buscando a melhoria contínua e o papel do lider nesse contexto é muito importante. Para aumentar a zona de conforto é necessário aumentar a zona de esforço, é necessária uma ATITUDE EMPREENDEDORA.
             A falta desse ambiente de experimentação faz com que as pessoas tenham medo de serem melhores do que são, com medo de serem cobrados sempre pelo algo mais. Volta e meia eu escuto “Nossa, você faz palestras tão boas” e eu respondo que ela também pode fazer, mas ela se sente acanhada.

             Alguém pode concluir a partir desse post que não devemos ter medo. Não é isso. O medo é um importante mecanismo da sobrevivência humana, pois o medo faz com que você se prepare melhor para enfrentar os desafios. No último filme da série “Rocky”, o lutador de boxe criado por Sylvester Stallone, Rocky já é um lutador aposentado que cuida de um restaurante, mas que devido a algumas circunstâncias da história é desafiado a enfrentar o campeão do momento, lutador muito mais novo que ele. Tem uma cena em que Rocky pergunta a esse lutador se ele tem medo da luta e o lutador diz que não e vira-se para ir embora. Nesse momento, Rocky diz ao filho que ele está mais confiante para a luta porque quem não tem medo não se prepara devidamente.


             Na verdade, o problema não está no medo, mas sim na nossa atitude de paralisia diante do medo, na acomodação de mantermos as coisas como estão “Porque aqui sempre foi assim”. Então, podemos concluir é que a maioria dos nossos medos são criados por nós mesmos e cabe a nós nos prepararmos cada vez mais para aumentar nossa zona de conforto e enfrentá-los.


             Não podemos esperar pelo vento para mover nossos barcos, temos que cria-los.

             O medo, a paralisia e a acomodação são o freio de mão da Inovação.

Um abraço e “Keep the Faith”.

Leia também os seguintes posts :

– Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui;

– Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui;

– Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui;

– Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui;

– Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui;

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Importância da gestão de pessoas para a Inovação

Posted by marcelao em fevereiro 24, 2008


 

Pessoal,

              como vocês devem ter lidos nos posts anteriores(aqui, aqui, aqui e aqui), estamos em uma fase de transição e de transformação na sociedade e na economia, uma transformação que envolve a transferência de importância do capital financeiro para o capital intelectual.
              Essa transformação muda tudo na área de administração, pois nada da administração foi feita baseada em pessoas. A administração foi feita baseada em processos, em máquinas, em gerencia do capital financeiro, em patrimônio e no fim de tudo pensava-se nas pessoas que eram chamadas de mão de obra.
              Como foi citado anteriormente, as pessoas estão no centro do processo agora, mas ocorre que a maioria ainda não está preparada para essa mudança. A maioria delas foi preparada para ser mão de obra, para ter um chefe mandando o que fazer. No ambiente cada vez mais competitivo em que as empresas atuam, o que as pessoas precisam é desenvolver uma atitude mais empreendedora, mais inovadora. Elas precisam se sentir como donas das empresas em que trabalham, sentir-se como a parte mais importante da empresa atuando como um gerente da sua parte no processo.


             Nesse ambiente em constante mudança e exigente por inovação, o papel da gestão de pessoas é a criação e manutenção de uma estrutura que permita com que a inovação seja não só criada, mas comunicada, aceita, testada e implementada, além de incutir na alta gerência o comprometimento com a inovação para que seja dada liberdade aos funcionários da empresa e incentivar comportamentos audaciosos, para que eles se sintam tentados a criar.

Um abraço.

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