Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘Gestão do Conhecimento’

3 Práticas de uma Empresa que Aprende

Posted by marcelao em julho 11, 2012


Pessoal,

como disse o pensador Alvin Tofler: “Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não saberão ler ou escrever. Serão que aqueles que não conseguirão aprender, desaprender e reaprender.”

Em um mundo em constante mudança, buscar o aprendizado constante torna-se uma estratégia vital para qualquer empresa que deseje continuar competitiva no mercado atual. No entanto, a maneira que nós aprendemos em ambientes corporativos não mudou em décadas. Nós ainda assistimos a sessões de treinamento de fim de semana, lemos manuais de vendas, e assistimos palestras gravadas.

Nesse sentido, encontrei esse artigo no site www.mashable.com apresentado por Craig Malloy, CEO da Blomfire, que apresenta 3 práticas que auxiliam a tornar a sua empresa em uma organização que aprende constantemente. Relaciono-as abaixo com meus comentários:

Conhecimento no momento e na quantidade exata em que você precisa -> Hoje as empresas empurram uma quantidade enorme de informação nas suas equipes e espera que elas saibam lidar com essa verdadeira avalhanche de informação, além de esperar que eles a recuperem no momento em que precisarem. Agora pense em um sistema de aprendizado que utilizasse o modelo mental de busca do Google. As empresas poderiam possuir algo equivalente. Se você disponibiliza uma estrutura como essa, você fornece aos seus funcionários um corpo permantente de conteúdo / Conhecimento na forma de vídeos e documentos, juntamente com um meio simples de conexão entre os funcionários permitindo a troca de conhecimentos no momento exato em que você precisa;

Todo mundo tem algo valioso para contribuir -> Como sempre digo, mesmo um relógio parado está certo pelo menos duas vezes por dias. Todo mundo tem algo a contribuir. O conhecimento existente nas equipes é o ativo mais valioso de sua empresa, principalmente o conhecimento latente armazenado na experiência e interação entre os seus companheiros e colegas de trabalho. É importante abrir o processo de aprendizagem criando estruturas que facilitem o livre fluxo de infomações entre seus colaboradores, até porque as lições dos pares são frequentemente as mais importantes e as mais fáceis de serem aprendidas. Mas se você quiser tirar vantagem dessa abordagem, é preciso incorporá-la como valor no cerne da cultura da sua empresa;

Nenhum de nós é tão inteligente quanto todos nós -> Um trabalhado gasta em média nove horas por semana em busca de informações. Isso é muito tempo perdido. Deveríamos passar menos tempo procurando respostas, mais tempo colocando-as em prática e refletindo sobre seus resultados. Você precisa ter uma idéia do fluxo de trabalho entre os setores para que você possa facilitar esse processo. Na minha experiência como consultor, já vi vários casos de relacionamento dificeis entre dois setores em que bastava apenas uma conversa onde fosse esclarecido o que cada um espera do outro como entrega para poder dar continuidade ao seu trabalho com qualidade;

Por trás da maioria dos problemas das organizações do século XXI está relacionado a um problema de aprendizado. As 3 práticas acima citadas podem fazer toda a diferença através da prática de compartilhamento de conhecimentos. Isso levará sua empresa de um estágio estático e obsoleto para um estágio dinâmico e próspero.

Afinal de contas, qualquer empresa que deseje prosperar deve aprender ou morrer.

Um abraço.

“I Believe in change”

Twitter: @blogdomarcelao

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Burrice das multidões ou Inteligência Coletiva?

Posted by marcelao em abril 1, 2012


Pessoal,

durante nossa vida, nós acumulamos uma série de lições que aprendemos com diversas pessoas que tivemos contato. Sabe aquela frase: “aprendi com fulano isso…” e outras expressões como essa? Pois um dos ensinamentos que registrei, e que volta e meia eu cito para as pessoas, é uma frase da minha professora de educadoria no MBA que fiz sobre planejamento e gestão empresarial. Em meio a discussão sobre participação das pessoas e processo decisório, alguém comentou sobre a questão da maioria imperar na tomada de decisões. Foi aí que ela afirmou: “Muitos afirmam que a maioria tem razão, mas a maioria não tem razão, a maioria decide o que vai fazer. Se a maioria tivesse razão sempre, nenhuma eleição daria errado”.

Resgato essa passagem, e ensinamento da minha vida, porque tive contato com um artigo da professora de programação e criadora de games Kathy Sierra sobre inteligência coletiva. Segundo a professora, aproveitar a inteligência coletiva pode trazer muitos benefícios – desde que não seja necessário um consenso prévio entre as pessoas que compõem essa inteligência. O objetivo é agregar de algum modo a sabedoria de cada individuo independente. Kathy exemplifica separando inteligência coletiva ou burrice das multidões:

– Inteligência coletiva é um monte de gente escrevendo resenhas de livros na Amazon. Burrice das multidões é um monte de gente tentando escrever um romance juntos;

– Inteligência coletiva são todas as fotos no Flickr, tiradas por individuos independentes, e as novas ideias criadas por esse grupo de fotos. Burrice das multidões é esperar que um grupo de pessoas crie e edite uma foto juntas; Continue lendo »

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Expomanagement 2011: O que eles disseram

Posted by marcelao em novembro 16, 2011


Pessoal,

na última página da revista HSM Management, sempre vem a seção “O que eles dizem sobre “. Trata-se de um conjunto de frases sobre determinado assunto e que servem como insights para o nosso cotidiano. Acho a idéia excelente e sempre a utilizo para reunir aqui no blog algumas frases apresentadas pelos palestrantes nos eventos da HSM de que participo.

Seguem abaixo, algumas frases que capturei durante a ExpoManagement 2011 realizada entre os dias 05 e 07 de Novembro:

Clayton Christensen:

“Inovação não é algo inerentemente previsível do sucesso”

“Uma estratégia de baixo custo só funciona quando existem concorrentes com produtos de alto custo. Se tudo vira comoditie, essas empresas quebram”

“Os maiores mercados são aqueles que não existem ainda”

“Empresas devem buscar uma compreensão que reflete o modo como os clientes vivem a vida”

“Tentar entender o cliente é errado. O que precisamos compreender é a função que o cliente está querendo utilizar”

“O cliente raramente compra o que as empresas pensam que estão vendendo” (citando Peter Drucker)

“Entenda nao PORQUE o cliente compra seu produto, mas O QUE DE FATO ele faz com ele. Assim você consegue melhorá-lo” Continue lendo »

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Vídeo: 20 dicas para aprender a inovar

Posted by marcelao em novembro 2, 2011


Pessoal,

segue vídeo da consultoria TerraFórum com 20 dicas para aprender a inovar. Todas elas são muito boas e importantes, mas eu particularmente gostei muito e venho praticando algumas dessas dicas e que comento logo após o jump.

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Minha Entrevista sobre Redes Sociais nos Projetos

Posted by marcelao em maio 30, 2011


Pessoal,

segue abaixo vídeo contendo uma entrevista que concedi ao pessoal da organização do 8o Congresso de Profissionais de Gerenciamento de Projetos organizados pelo PMI-RJ. Nesse evento, eu palestrei sobre a utilização de Redes Sociais no gerenciamento de projetos.

Esse ano estarei presente palestrante também no 9o Congresso discursando sobre a importância do Design Thinking como ferramenta de criatividade e de percepção real da necessidade do cliente no gerenciamento de projetos.

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, but i still believe”

Twitter: @blogdomarcelao

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Dr. House – Design Thinker e CIO

Posted by marcelao em abril 26, 2011


 

Pessoal,

gosto muito de acompanhar a série “House” exibida no Brasil pelo canal de tv a cabo “Universal Channel”. House é um infectologista e nefrologista(especialista em doenças do sistema uirnário) que se destaca não só pela capacidade de elaborar excelentes diagnósticos diferenciais, como também pelo seu mau humor, cepticismo e pelo seu distanciamento dos pacientes, comportamento anti-social(misantropia), já que ele considera completamente desnecessário interagir com eles.

 House, interpretado por Hugh Laurie, é o chefe do Departamento de Medicina Diagnóstica do Hospital de Princeton-Plainsboro. Ele possui uma equipe interdisciplinar formada na primeira temporada por uma imunologista(Cameron), um neurologista (Foreman) e um médico intensivista(Chase), sendo que, a partir da quarta temporada, essa equipe é reformulada e passa a contar com um clinica geral(Thirteen), um cirurgião plástico (Taub) e um médico desportivo e fisiatra(Kutner).

Como vocês podem perceber, a equipe de House reune vários campos de conhecimento da medicina e é aqui que começo a fazer as relações do personagem House com a de um Design Thinker. Quase todos os episódios começam fora do hospital com pessoas anônimas que apresentam vários sintomas de uma doença e, na grande maioria das vezes, raras. House e a sua equipe iniciam o diagnóstico diferencial de um paciente apenas quando o diagnóstico do mesmo falha nos outros hospitais ou durante situações de urgência de Plainsboro, tornando os casos complexos. 

A complexidade apresentada pelos sintomas exige que eles sejam avaliados utilizando mais de uma perspectiva, reunindo conhecimento de vários campos. House atua como um verdadeiro provocador fazendo colidir idéias de campos de conhecimento diferentes de cada membro de sua equipe para gerar soluções diferenciadas que resolvam os problemas complexos apresentados pelos pacientes, uma vez que a resolução desses problemas não se dará pela somatório de idéias, mas sim da combinação entre elas.

Na grande maioria das vezes, os sintomas ou as situações são conflitantes como no caso de uma candidata a um posto de astronauta da Nasa que apresentava sintomas de uma doença que ninguém conseguia diagnosticar devido ao fato de que ela não queria se submeter a nenhum procedimento cirúrgico, pois, se isso acontecesse, ela perderia a vaga de astronauta na Nasa. Chegou um certo momento em que eles precisavam abrir o peito da paciente para realizar um exame, mas ela não permitiu porque deixaria uma cicatriz no local fazendo com que ela fosse despedida da Nasa. Ele voltou para sua equipe e lançou o desafio conflitante: “Como fazer um exame no peito da paciente sem abrir o peito dela?”. Eis que o Dr. Taub(cirurgião plástico) sugeriu que eles fizem um implante de silicone na paciente, porque dessa forma ela poderia alegar que a cicatriz era consequência da cirurgia plástica, uma questão de vaidade.

A equipe de House é a representação perfeita de como uma equipe deve ser montada para resolver os problemas atuais da nova economia, pois em organizações hierárquicas e organizadas estruturalmente de forma vertical, seria preciso vencer as barreiras entre as “caixinhas” das organizações para promover o intercâmbio de conhecimentos, de perspectivas e de experiências diferenciadas de forma a enfrentar os desafios complexos apresentados nos episódios da série.

A associação que podemos fazer do personagem “House” com a de CIO(Chief Information Office – Chefe do departamento de TI) vem de uma frase que ele usa como premissa nos seus diagnósticos que é “Everybody lies”(“todo mundo mente”) que pode ser igualada a uma frase muito recorrente nos departamentos de TI que é “O usuário não sabe pedir”. Muitas vezes no seriado,  os sintomas não são bem definidos porque os pacientes escondem ou simplesmente mentem levando ao Dr. House a utilizar técnicas não muito ortodoxas para reunir informações para seu diagnóstico. A relação que podemos fazer com a área de TI é que nessas ocasiões ele não se restringe simplesmente as informações que o paciente, no caso da TI seria o usuário, transmite para ele. Isso faz com que ele procure informações sobre o comportamento dos pacientes, sobre seus hábitos mais escondidos em busca de informações em que ele possa relacionar com os sintomas apresentados para descobrir a causa da doença. Esse mesmo procedimento poderia ser utilizada pelas equipes de TI procurando mapear a interação dos usuários com seus sintomas a fim de procurar desenvolver soluções que sejam mais funcionais e de uso mais intuitivo, principalmente na fase de diagnóstico do sistema.

Os dois aspectos apresentados acima mostram a necessidade cada vez maior de entendermos e aplicarmos o processo criativo nas organizações. Em um processo criativo há cinco fases bem definidas e aceitas do pensamento criativo: uma visão em primeiro lugar, a saturação, a incubação, iluminação e a verificação. Nem sempre elas se desdobram de forma previsível, mas elas nos fornecem um roteiro para mapear todo o cérebro, indo e voltando entre pensamento analitico, raciocínio dedutivo do hemisfério esquerdo, e mais os padrões de busca, do grande retrato e o pensamento do hemisfério direito.

Há mais questões para explorar do que nunca antes, mas muitas descobertas serão de uma natureza diferente da do passado. Em vez de nos ajudar a entender as partes individuais do mundo, elas nos ajudarão a entender como essas partes interagem. É como disse o professor Alvin Tofler: “O futuro está lá fora, apenas está mal distribuído”. Nesse sentido, é preciso fazer as conexões entre os diversos campos de conhecimento para saber enxergar esse futuro. É preciso desenvolver cada vez mais o poder de observação e de empatia para descobrir as melhores soluções não só na TI, mas também em todos os campos da economia.

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, But i still believe”

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Fórum HSM de Gestão e Liderança – Sintese I: Significado

Posted by marcelao em abril 8, 2011



Pessoal,

Nos dias 5 e 6 de junho participei do Fórum HSM de Gestão e liderança onde passaram grandes nomes como John Kotter, Vicente Falconi, Dan Ariely, César Souza. Robert Sutton, Sonia Esteves e Claudio Áraoz que compartilharem com os participantes do evento suas visões e conhecimento sobre gestão em diferentes perspectivas.

Todo o evento teve a cobertura do portal da HSM e está disponível no site da HSM(clique aqui para acessar). Meu objetivo com esse texto é fazer uma síntese e trazer a minha visão do que pude captar nas palestras.

Nesse sentido, se eu tivesse que resumir todas as palestras em duas palavras, essas duas palavras seriam significado e execução. E para cada uma delas eu farei um post.

Significado é o que as pessoas procuram cada vez mais no trabalho que desempenham em suas empresas, principalmente nos tempos atuais onde as mudanças são cada vez mais freqüentes, ou como afirmou César Souza: “Não vivemos em uma época de mudanças, mas sim em uma mudança de época”. Em uma época como essa é “inaceitável a hesitação em um mundo que se move em nanosegundos” Continue lendo »

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Gestão 2.0: Quanto vale um parafuso?

Posted by marcelao em fevereiro 27, 2011


Pessoal,

certo dia eu ouvi um conto que achei muito interessante, mas que ilustra bem algumas questões debatidas aqui nesse blog.

O conto era sobre uma empresa que enfrentava um problema com seu servidor de Internet que apresentava quedas constantes prejudicando a realização de negócios da empresa. Diante de tal problema, o diretor-presidente da empresa solicitou a presença de um técnico da empresa fornecedora do servidor para que o problema fosse solucionado.

O técnico da empresa chegou e foi direto analisar o que estava acontecendo com o servidor. Abriu a máquina, analisou, fez alguns testes e calculos e chegou a uma conclusão. Ele então trocou um parafuso e o servidor passou a funcionar com 100% da performance que se esperava dele.

Feito o trabalho, ele apresentou a fatura: R$1.000.000,00. O Supervisor da área de produção recebeu a fatura e encaminhou para o diretor-presidente que havia solicitado o serviço. Assim que o diretor-presidente percebeu o valor cobrado, ficou indignado por e exigiu que o técnico discriminasse todos os custos envolvidos, pois ele iria contestar. Continue lendo »

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HSM – Mosaico de Tendências – Minhas previsões

Posted by marcelao em fevereiro 5, 2011


Pessoal,

está disponível uma iniciativa muito legal no portal da HSM que é o mosaico de tendências. O Mosaico está disponível no endereço http://www.hsm.com.br/mosaico/index.html#/pt_BR/home/

Lá você pode fazer suas previsões nos campos da Gestão e Negócios, Sustentabilidade, Web e Mobilidade, Brasil, Marketing e liderança. Se você não tem previsões a fazer, você também pode participar opinando sobre a qualidade das previsões feitas por outras pessoas.

Eu mesmo já fez duas previsões lá. A primeira, que está disponível em http://bit.ly/hkC3sO , é sobre o futuro da gestão das organizações. Na minha opinião, empresas grandes trazem uma complexidade muito grande para serem administradas e o custo de gestão de toda essa complexidade está cada vez mais elevado e insustentável e a consequência disso é a falta de mobilidade e flexibilidade das empresas para acompanhar as mudanças cada vez mais frequentes proporcionadas pela evolução cada vez mais rápida da tecnologia e, o que considero pior, o grande distanciamento da alta administração das grandes empresas daqueles que são a razão de ser de qualquer empresa que são seus clientes. Continue lendo »

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Steven Johnson: De onde as idéias vêm?

Posted by marcelao em dezembro 28, 2010


Pessoal,

hoje reservei um tempo para assistir a algumas palestras do TED e pude finalmente assistir toda a palestra do escritor americano Steven Johnson – especializado em divulgar estudos sobre a sociedade, a ciência e as idéias – que faz uma proposta reveladora em seu mais recente livro, Where good Ideas come from (De onde vêm as boas idéias – a história natural da inovação). Segundo ele, a genialidade é uma idéia romântica e momentos de iluminação individual seriam raríssimos.

Para Steven Johnson, a inovação é muito mais resultado da conexão de idéias e essa conexão só ocorre  em ambientes que favoreçam a interação entre as pessoas como em uma rede neural do cérebro. Momentos “Eureka” são na verdade resultado de uma cadeia de outras decobertas, menores, às quais não damos valor.

Concordo com Steven Johnson, afinal de contas, se fizermos um levantamento de todas as invenções realizadas ao longo da história, veremos que muitos dos inventores são anônimos, sendo provável que muitas das invenções básicas, como a primeira roda ou sobre quem fundiu o primeiro cobre, tenham sido feitas independetemente, em diferentes épocas e em diferentes lugares. Mesmo nos tempos atuais, ocorre de inventores rivais registrarem patentes um do outro, em um prazo de dias ou mesmo de horas. A idéia,  em sentido metafórico, estava no ar, pronta para ser agarrada.

Johnson propõe um caminho para desenvolver um ambiente propício para surgimento da cultura de inovação nas empresas utilizando alguns princípios que relaciono abaixo junto com meus comentários:

– A gestação de idéias demora: Uma impressão ou uma intuição precisam de tempo, pesquisa e observação para virar uma idéia. No filme “Avatar” o personagem Jake Sully é orientado a registrar toda a experiência que ele teve ao usar seu avatar porque, segundo os cientistas que o acompanhavam, “Boa ciência é boa observação”. Isaac Newton não descobriu a lei da gravidade quando a maçã caiu em sua cabeça. Essa descoberta foi resultado de um processo que envolveu observações, citações, idéias improvisadas e desenhos descartados. Com certeza, ele releu suas anotações, combinou conceitos e questionou alguns pressupostos. Se você quer um exemplo desse processo, assista ao seriado “House” que passa no Universal Channel; Continue lendo »

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