Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘empreendedor corporativo’

Inovação na Gestão : Quem faz realmente acontecer

Posted by marcelao em março 20, 2009


Blog do Marcelão

↑ Grab this Headline

Pessoal,

                  esse post, além de continuar a série sobre inovação na gestão, tem o objetivo de pagar uma promessa que fiz a Adriana Salles quando em post anterior escrevi que faria um texto sobre algumas dicas do professor Gifford Pinchot para estimular o empreendedorismo corporativo nas empresas.

                   Muito se fala que as empresas devem inovar, mas pouco se fala na criação de um ambiente propício para o surgimento e desenvolvimento dos empreendedores corporativos nas empresas. Se a criatividade está ligada ao pensar/criar idéias novas e a inovação está ligada a concretizar essas idéias, o empreendedor é quem cria a ponte entre a criatividade e a inovação. Por essa razão, considero, na minha opinião, a questão do empreendedor corporativo como chave para desenvolver uma inovação na gestão.

                   Mas para que isso aconteça, é preciso criar um ambiente favorável para o surgimento desse ator importantíssimo para as empresas. Portanto, seguem abaixo algumas dicas do professor Gifford Pinchot para criação de um ambiente favorável ao surgimento do empreendedor corporativo : Continue lendo »

Anúncios

Posted in Empreendedorismo, Gestão 2.0, Gestão de pessoas, Inovação, liderança | Etiquetado: , , , , , , , , | 2 Comments »

Receita do Sucesso é a mesma do insucesso

Posted by marcelao em novembro 11, 2008


Blog do Marcelão

↑ Grab this Headline

Pessoal,

 

              parece que para corroborar com o meu post anterior sobre enpreendedorismo corporativo, ouvi o comentário do Max Gehringer na segunda-feira dia 3 de novembro sobre a receita do sucesso.

              Max, com sua espetacular competência de sintetizar e tornar os assuntos do mundo corporativo claros e simples, respondeu a carta de um ouvinte que lhe perguntava qual era a receita para o sucesso.

              Ele resumiu a receita em 4 fatores determinantes para construir uma carreira :

Continue lendo »

Posted in Empreendedorismo, Gestão 2.0, Gestão de pessoas | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , | 18 Comments »

Livro : Empreendedor Corporativo – A nova postura de quem faz a diferença

Posted by marcelao em maio 16, 2008


Pessoal,

               o assunto empreendedor corporativo é um dos temas mais visitados aqui nesse blog. Diante disso, apresento mais uma indicação de livro (clique aqui para acessar outro livro nessa área) que é o livro do Eduardo Bom Angelo que se chama “Empreendedor Corporativo – A nova postura de quem faz a diferença”.

               Conheci o livro assistindo a palestra que o Eduardo apresentou na Endeavor e que está disponível no link http://endeavor.isat.com.br/info.asp?Palestra_ID=141 . A palestra toda é baseada no livro.

               Engana-se quem achar que é tudo teoria, pois a obra é baseada nas experiências do autor como Diretor-Presidente da Brasilprev e em outros negócios desenvolvidos durante a sua carreira e na coordenação do centro de empreendedorismo das faculdades IBMEC/SP.

               O livro procura abordar a questão do empreendedor corporativo de forma holística e multidisciplinar, analisando vários aspectos que contribuem ou inibem o surgimento do empreendedor corporativo dentro das empresas(clique aqui para ler mais).

               São abordados os aspectos que norteiam o atual ambiente competitivo em que as empresas vivem como as mudanças radicais no ambiente socio-economico global e a exigência de respostas mais apropriadas a esse novo tempo, a importância de se rever as ferramentas e modelos de gestão(leia mais aqui) atualmente utilizadas pelas empresas e que já não são mais apropriadas as exigências do cenário competitivo atual(leia o resumo do livro “O futuro da administração” clicando aqui).

                Para isso, será necessário resgatar e implantar um compromisso ético entre as partes e a busca por resultados que não exiga que os individuos faltem com a verdade em nome de uma maior lucratividade, além de criar um senso de justiça e de maior solidariedade entre as pessoas que trabalham e vivem nas empresas.

                O livro apresenta com bastante propriedade quais as características que um verdadeiro empreendedor corporativo possui. Empreendedores muitas vezes são vistos como loucos, como pessoas que perseguem sonhos impossíveis, mas que a história comprova que foram esses homens que fizeram a humanidade evoluir e crescer. Empurraram a humanidade para frente porque acreditavam que podiam. (Veja o vídeo “Pense Diferente” clicando aqui)

                Empreendedores internos são “Agitadores”, “Subversivos”, gente inquieta e permanentemente insatisfeita, pois jamais se contentam em obedecer ordens sem primeiro entender o “porquê”, oferecem sugestões e melhorias mesmo quando não solicitadas, adoram desafios e são profundamente comprometidos com a inovação.

                O livro aborda com muito qualidade as razões por trás das dificuldades que muitas empresas têm para identificar esses empreendedores procurando explicações nos modelos de gestão arcaicos existentes nas empresas que privelegiam a repetição e que inibem o surgimento da criatividade, tão importante para implantar uma cultura inovadora dentro da empresa.

               Além disso, faz um apelo para que sejam revistos os modelos de gestão baseados em grandes quantidade de níveis hierárquicos calcados em forte hierarquia que prioriza o controle “policial” das pessoas com o objetivo de manter o seu poder e o status quo beneficiando os escalões superiores.

               Além de apresentar todo esse conteúdo, a segunda e a terceira parte apresentam as visões de outros profissionais sobre o tema e o perfil de quatro exemplos de empreendedores corporativos, respectivamente.

                  É um livro de excelente qualidade sobre o tema e que faz você pensar que é possível criar um ambiente favorável ao surgimento dos empreendedores corporativos dentro das empresas.

Um abraço.

 P.S : Leia o resumo de outros livros que recomendo nesse link.

Leia também outros posts relacionados ao assunto :

– Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui;

– Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui;

– Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui;

– Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui;

– Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui;

Livro : O futuro da administração – >   Clique aqui;

Livro : Intraempreendedorismo na Prática – > Clique aqui ;

Empreendedor corporativo – > Clique aqui;

Empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos – > Clique aqui;

Empreendedorismo, inovação e projetos – > Clique aqui;

Transformação da empresa deve vir de cima ou de baixo : Clique aqui;

Importância das pessoas para inovação nas empresas : Clique aqui

Miopia Gerencial : Clique aqui;

Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos : Clique aqui;

A sua empresa é do século XXI : Clique aqui

Posted in Ética, Colaboração, competição, Empreendedorismo, Gestão 2.0, Gestão de mudanças, Gestão de pessoas, Gestão do Conhecimento, Inovação, liderança, Livros recomendados, Nova Economia, Uncategorized | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 7 Comments »

As sete leis da criatividade

Posted by marcelao em maio 15, 2008


Pessoal,

              como já foi colocado em outros posts nesse blog, vivemos uma mudança de época em que a competição entre as empresas está cada vez mais acirrada, e para sobreviver nesse ambiente de competividade, elas precisam inovar para sobreviver e obter vantagem competitiva.

               Diante disso, reproduzo abaixo as sete leis da criatividade apresentadas por Rodrigo Lóssio no artigo “Um passo para a inovação”. No artigo, Rodrigo argumenta que não é mais possível admitir que, em pleno século XXI, uma empresa que almeja o sucesso não tenha como lema a inovação, mas que é preciso combinar esse principio com o principio do processo criativo e, só assim, as organizações continuarão a existir nas próximas décadas e, junto com outras ações estruturantes, manterem-se competitivas.

               Esse ambiente exigirá que as empresas procurem trabalhadores com perfil mais empreendedor disposto a pertubar a ordem econômica com um novo produto ou serviço, tendo como base o processo criativo.

                As sete leis da criatividade são :

  1. Domine a auto-critica – A primeira e talvez mais simples providência que você pode empreender para melhorar a sua criatividade é entrar em contato com o seu senso de auto-avaliação;
  2. Seja um entusiasta da mudança – A ligação entre criatividade e mudança é óbvia, pois é esse processo que permite a implementação das idéias criativas, às vezes em detrimento do já existente.
  3. Busque o diferente – Não fique no usual : Leia assuntos diferentes, coma pratos exóticos, percorra caminhos alternativos, fale com pessoas de experiências diversas.
  4. Persista – Chover no molhado é preciso. Faz parte da natureza o principio da seleção, quer seja de espécies, quer seja de idéias.
  5. Aumente o seu conhecimento – Fator imprescindível a criatividade : o conhecimento formal e teórico ou o conhecimento tácito e prático de como fazer algo.
  6. Distribua a sua criatividade – Faça com que pelo menos uma parte de seus esforços criativos beneficie outras pessoas além de você.
  7. Sonhe com o impossível – Imaginar o futuro, por mais impossível, fantástico, ou aparentemente irrealizável que pareça, além de ser sedutor, é a marca registrada dos grandes inventores, e de alguns dos grandes gênios.

               Avalie cada uma das leis e analise em quais você se encaixa. Depois estabeleça um plano para cumprir as demais. Lembre-se que inovar é o passo final de um longo caminho. Nas empresas trata-se de um processo longo, dificil e doloroso de mudança da cultura organizacional e que exige disciplina e determinação por parte de todos os níveis das empresas.

Um abraço.

Leia também :

Empreendedor corporativo – > Clique aqui;

Medo – Barreira para inovação – > Clique aqui;

Empreendedorismo, Inovação e projetos – > Clique aqui;

Resumo Palestra Jack Welch – > Clique aqui;

Empreendedorismo Corporativo e o gerente de projetos – > Clique aqui;

 Livro : O futuro da administração – > Clique aqui;

Transformação da empresa deve vir de cima ou de baixo? – > Clique aqui;

Inovação é só em produto? – > Clique aqui;

A importância das pessoas para inovação nas empresas – > Clique aqui;

A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui;

Um abraço.

 

Posted in Colaboração, competição, Empreendedorismo, Gestão 2.0, Gestão de mudanças, Gestão de pessoas, Gestão do Conhecimento, Inovação, Nova Economia | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 13 Comments »

Livro : Intraempreendedorismo na Prática

Posted by marcelao em abril 29, 2008


Pessoal,

 

               este livro é de autoria Ron Pellman e Gilfford Pinchot, um dos maiores especialistas nessa área de intraempreendedorismo. O livro é fruto de um aprendizado dos autores baseado em experiências de sucesso com equipes envolvidas em projetos que partiram de uma idéia e atingiram margens de vendas superiores a US$ 1 bilhão, e também em casos de fracasso que resultaram de falta de disciplina em seguir os preceitos do intraempreendedorismo.

                O livro apresenta formas práticas de alcançar a inovação com maior eficácia com o objetivo de auxiliar todos os atores envolvidos no processo de inovação, pois mais importante do que inovar é criar uma cultura de inovação voltada não somente para as grandes inovações (no livro chamadas de Home Run), mas também para criação de grandes quantidades de pequenas inovações.

                O livro preocupa-se primeiro em entender qual o papel desse ator dentro da empresa e as barreiras existentes na empresa(leia o post Barreiras para inovação) que o impedem de, em primeiro lugar, surgir e depois de inovar. Barreiras como o excesso de normas, atitudes burocráticas evasivas, gerentes que não apoiam a experimentação e o pensamento da alta administração da empresa de “Detemos o melhor conhecimento”, pensamento tipico da revolução industrial ligado a resistência as iniciativas de mudanças, pois seu próprio domínio está ameaçado de perder o poder ou influência.

                No atual ambiente competitivo em que as empresas estão inseridas, inovar é mais do que importante, é uma questão de sobrevivência. Os autores argumentam que marcas só conseguem sobreviver com a constante inovação do produto e quando esse é renovado através de campanhas de marketing, mas toda essa inovação vem de colaboradores que apresentam atitude e espirito empreendedor, que apresentam coragem, visão estratégica e desejo de se comprometer e fazer acontecer, pois não basta ter boas idéias, mas sim transformar essas idéias em realidades rentáveis.

                O livro apresenta os principios da inovação economica que são :

  • Procure agir de forma rápida e econômica diante de erros : Aborda a questão do tempo que uma inovação leva para apresentar resultados em ambientes burocráticos com excesso de zelo que levam a retardar as ações que poderiam levar a um aprendizado mais rápido;
  • Aposte nas pessoas e não apenas em idéias : A inovação nunca ocorre conforme planejado. Aposte em pessoas que possam fazer correções diante de imprevistos;

  • Saiba reconhecer verdadeiros intra-empreendedores : Saber diferenciar entre “promotores”  e intraemprendedores. Promotores identificam e vendem o objetivo, mas não tem inclinação para arregaçar as mangas e trabalhar para atingir esse fim;
  • Procure não filtrar a verdade : Crie sistemas abertos que distribuam aprendizagens a partir de sucessos e fracassos, sem rotular pessoas no processo;

  • Trate a equipe como uma única entidade : A equipe é uma unidade, coletivamente responsável pelo sucesso ou fracasso do todo, para isso recompense toda a equipe e não apenas o líder ou alguns membros excepcionais;
  • Não dispare o sistema de autodefesa da empresa com suas grandiosidades : Inicialmente, divulgue idéias com modéstia, a fim de não assustar as pessoas que podem se opor a você. Converse com amigos e procure obter feedback. Concentre-se no aprendizado e não em contas as pessoas sobre sua grande idéia;
  • Conviva com os clientes : Ningué consegue descrever precisamente a forma como os clientes pensam. Aprenda sobre as necessidades dos clientes observando-os, verificando seus problemas e tentando descobrir o que você buscaria se estivesse na mesma situação. Passe algum tempo com eles até dizerem “Você parece um de nós”. Assim, você poderá identificar o que os clientes requisitarão, não mais se concentrando apenas no que eles acreditam desejar;
  • Patrocinadores, sejam mais modestos em relação ao seu status : Patrocinadores devem proteger intraempreendedores do poder destrutivo do sistema imunológico contra mudanças da empresa, mas seu status podem intimidá-los. Para isso, eles devem manter um relacionamento cooperativo com as equipes patrocinadas;
  • Sem fronteiras : Inovação exige trabalho conjunto para romper barreiras organizacionais. Agradeças as pessoas de outras áreas a ajuda prestada a você ou a membros de sua equipe. Rejeite o comportamento “Territorial”;
  • Construa a comunidade organizacional privelegiando a generosidade (leia o post sobre o poder da colaboração em comunidades) : O valor da comunidade está no prazer em servir os outros sem pedir nada em troca. A inovação é uma dádiva, pois cria o futuro para todos na empresa.

                 O livro traz uma importante contribuição que é uma pesquisa com perguntas voltadas para identificar como está o clima organizacional para o surgimento e trabalho dos intraempreendedores abordando os fatores de sucesso para criar uma cultura de inovação que abordam a questão da comunicação da visão e do objetivo estratégico, aprendizado com os erros, suporte gerencial, autonomia dos intraempreendedores, visão estratégica, forte comunidade organizacional, foco no cliente e outros mais.

                 Assim como no livro “O Futuro da Administração” (leia o resumo aqui), esse não é um caminho fácil em que não podem se transformar promessas em sucesso da noite para o dia sem ter disciplina, compromisso e coragem. Para isso, é preciso motivar cada colaborador a ser uma parte dessa engrenagem e de uma nova mentalidade dentro do seu universo de trabalho, mesmo com todas as dificuldades que o ambiente de trabalho possa apresentar. O desafio aqui é visualizar essa nova postura como uma valiosa contribuição para o crescimento indivudual e coletiva, começando com a mudança por parte do próprio individuo. Como disse Mahatma Gandhi e Leon Tolstoi respectivamente : “Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo.” e “Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.”

 

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

Empreendedor corporativo : Clique aqui;

Transformação da empresa deve vir de cima ou de baixo : Clique aqui;

Importância das pessoas para inovação nas empresas : Clique aqui

Miopia Gerencial : Clique aqui;

Empreendedorismo, Inovação e projetos : Clique aqui;

– Competências dos lideres do futuro – Parte I – > Clique aqui;

– Competências dos lideres do futuro – Parte II – > Clique aqui;

– Leia o resumo do livro “O livro do futuro” de John Naisbitt – > clique aqui;

Posted in Colaboração, Empreendedorismo, Frases Marcantes, Gestão 2.0, Gestão de mudanças, Gestão de pessoas, Gestão do Conhecimento, Inovação, liderança, Livros recomendados, Nova Economia | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 12 Comments »

Medo – Barreira para inovação

Posted by marcelao em abril 28, 2008


Pessoal,

             este post é baseado em um tópico criado por mim na comunidade “Q3 – No munda excelência” (clique aqui para acessar a comunidade) sobre uma das barreiras que considero empecilhos para sermos inovadores que é o medo. Medo de errarmos, medo de encarar os obstáculos mais como desafios do que como empecilhos, Medo de ousar e fazer diferente.


             Vale lembrar que a inovação é o instrumento de trabalho do empreendedor e o empreendedor é aquele sujeito que não tem medo de arriscar e que aprendo com os erros, além de estar sempre desafiando o status quo. Para isso ele demonstra muita CORAGEM.
             Mas o medo de inovar pode ser apenas uma consequência e as causas podem ser outras como, por exemplo, cultura de punir erros. Como disse o filósofo Mario Sergio Cortella (leia o resumo de seu livro aqui), erro é para ser corrigido e não para ser punido. Deve-se punir a negligência, a desatenção e o descuido e não o medo. Thomas Edison inventou a lâmpada elétrica após 1.430 experiências sem sucesso. Ele aprendeu que o fracasso não acontece quando se erra, mas quando se desiste face ao erro, o que nos leva a concluir que não se aprende com os erros, mas sim com a correção dos erros.

            Algumas pessoas podem dizer que falta iniciativa aos colaboradores da empresa, mas não se pode cobrar iniciativa de um colaborador sem que que haja um trabalho de comunicação por parte do gestor em apontar qual a direção que a empresa quer ter esclarecendo a missão e a visão da empresa estabelecido no planejamento estratégico (leia o post sobre planejamento estratégico), pois corre-se o risco de os colaboradores tomarem iniciativas no sentido errado, desalinhados com a estratégia da empresa.

            Outras pessoas argumentam que os colaboradores desejam continuar na sua zona de conforto, mas o que eles querem na verdade é aumentar essa zona de conforto. Ocorre que para aumentar essa zona de conforto, eles precisam de um ambiente que permita a eles experimentar novos procedimentos, novas formas de realizar seu trabalho buscando a melhoria contínua e o papel do lider nesse contexto é muito importante. Para aumentar a zona de conforto é necessário aumentar a zona de esforço, é necessária uma ATITUDE EMPREENDEDORA.
             A falta desse ambiente de experimentação faz com que as pessoas tenham medo de serem melhores do que são, com medo de serem cobrados sempre pelo algo mais. Volta e meia eu escuto “Nossa, você faz palestras tão boas” e eu respondo que ela também pode fazer, mas ela se sente acanhada.

             Alguém pode concluir a partir desse post que não devemos ter medo. Não é isso. O medo é um importante mecanismo da sobrevivência humana, pois o medo faz com que você se prepare melhor para enfrentar os desafios. No último filme da série “Rocky”, o lutador de boxe criado por Sylvester Stallone, Rocky já é um lutador aposentado que cuida de um restaurante, mas que devido a algumas circunstâncias da história é desafiado a enfrentar o campeão do momento, lutador muito mais novo que ele. Tem uma cena em que Rocky pergunta a esse lutador se ele tem medo da luta e o lutador diz que não e vira-se para ir embora. Nesse momento, Rocky diz ao filho que ele está mais confiante para a luta porque quem não tem medo não se prepara devidamente.


             Na verdade, o problema não está no medo, mas sim na nossa atitude de paralisia diante do medo, na acomodação de mantermos as coisas como estão “Porque aqui sempre foi assim”. Então, podemos concluir é que a maioria dos nossos medos são criados por nós mesmos e cabe a nós nos prepararmos cada vez mais para aumentar nossa zona de conforto e enfrentá-los.


             Não podemos esperar pelo vento para mover nossos barcos, temos que cria-los.

             O medo, a paralisia e a acomodação são o freio de mão da Inovação.

Um abraço e “Keep the Faith”.

Leia também os seguintes posts :

– Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui;

– Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui;

– Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui;

– Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui;

– Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui;

Frases inspiradoras sobre mudança -> Clique aqui ;

Época de mudança ou mudança de época? -> Clique aqui ;

Frases inspiradoras sobre empreendedorismo – > Clique aqui;

Motivação – O que é isso? – > Clique aqui ;

Liderança do futuro – Lider 2.0 – > Clique aqui ;

Posted in Empreendedorismo, Gestão 2.0, Gestão de mudanças, Gestão de pessoas, Inovação, liderança | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 15 Comments »

Empreendedor Corporativo

Posted by marcelao em abril 25, 2008


Pessoal,

             Como vocês devem ter acompanhado nesse blog (clique aqui), o final do século XX e o início do século XXI foram marcados pela globalização e pela internacionalização da economia, acirrando uma corrida competitiva (leia mais sobre competição). Este cenário faz com que a figura do empreendedor seja mais evidente e valorizada tanto à frente quanto dentro das organizações.
            Já escrevi alguns posts sobre empreendedor corporativo (clique aqui para ler), mas ainda não tinha apresentado algo detalhando esse conceito e o que caracteriza um empreendedor corporativo. Além disso, um colega da comunidade de empreendedorismo no Orkut (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31891), Beto, postou uma dúvida na comunidade sobre a existência desse perfil nas empresas e isso motivou-me a escrever esse post.
           Inicialmente, vamos conceituar o termo empreendedorismo e depois detalharemos o empreendedor corporativo, também chamado de intraempreendedor.
          O tema empreendedorismo é cada vez mais abordado em diversos estudos, e comumente utiliza-se o termo para designar, principalmente, as atividades de quem se dedica à geração de riquezas sob todos os aspectos.


          Alguns autores como Drucker e Schumpeter definem empreendedor como sendo uma pessoa com criatividade e capaz de assumir riscos para obter sucesso com suas inovações. Schumpeter entendia que empreendedores criam novas riquezas através da destruição das estruturas de mercados existentes, conceito esse conhecido como “Destruição criativa”.
          Já Drucker acrescenta a definição de empreendedor o conceito de risco, pois empreender é fazer com que o negócio de hoje seja capaz de construir o futuro. É um processo de “criar alguma coisa diferente com valor pela dedicação do tempo e do esforço necessário, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais associados, recebendo as recompensas resultantes na forma de satisfação monetária e pessoa”.
         Um dos Autores brasileiros, José Carlos Dornelas, afirma que “o empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ele, assumindo riscos calculados independentemente dos recursos que possua, pois sabe como buscá-los e gerenciá-los”.
         Como podemos ver, o conceito de empreendedor está ligada a geração de riqueza (dinheiro novo) e assumir riscos em prol de uma inovação de sucesso e visionária.

         Vamos agora começar a detalhar o conceito de empreendedor corporativo ou intraempreendedor.
         A maior referência nesse campo, Gilford Pinchot, introduziu o conceito de Intraempreendedor em 1985 como sendo o empreendedor dentro da organização.
         Segundo ele, um funcionário não precisa deixar a empresa onde trabalha para vivenciar as emoções, riscos e gratificações que uma idéia ou sonho transformado em realidade pode oferecer, exercendo assim seu empreendedorismo a favor da organização para qual trabalha.


         Uma vez que o empreendedorismo funciona como um impulso no crescimento econômico ao servir como o elo entre a inovação e o mercado, e justamente para diferenciar uma organização das demais, o intraempreendedor tem se tornado peça fundamental nesse contexto. Ele é o agente da transformação inserido no micro-ambiente da organização.
         O empreendedor corporativo apresenta as seguintes características :

  • Tem atitude de dono na empresa: não tem olhos apenas para o seu departamento, mas para a companhia como um todo.
  • Tem paixão pelo que faz: tanto pelo trabalho como pela empresa onde atua. Isso inclui acreditar no negócio e ter a sensação de que a experiência está valendo a pena.
  • Habilidade de transformar iniciativa em “acabativa”: implanta projetos com começo, meio e fim.
  • É persistente: faz de tudo para que o negócio dê certo e dissemina a idéia para os outros colaboradores, atuando como líder da equipe e encorajando-os a continuar.
  • Tem prazer em ensinar aos outros o que sabe: gera efeito cascata e forma outros executivos empreendedores. Este tópico é importante porque é praticamente impossível a empresa funcionar com apenas um único empreendedor.
  • É pró-ativo e se antecipa ao futuro: é a capacidade de ver na crise uma oportunidade de crescimento e de aprendizado.
  • É um profissional extra-muros: ele excede os limites, vai além do pré-estabelecido e realmente faz acontecer.
  • São autoconfiantes e corajosos;
  • São cínicos a respeito do sistema, mas otimistas quanto a sua capacidade de superá-lo;
  • Têm atenção aos riscos e necessidades;
  • Focalizam os clientes;
  • Gostam de riscos moderados;
  • Fazem sua própria avaliação intuitiva do mercado.
  • Sabem delegar, mas põem a mão na massa;
  • Procuram fazer as tarefas sempre buscando uma diferenciação;
  • Trabalham com a Intuição;
  • Sonhadores realistas (visionários);
  • Líderes;
  • Procuram encontrar aliados dentro da empresa para trabalhar em rede com moderação
  • Tem uma maneira própria de aprendizagem e de forma contínua;

          Grande parte dos colaboradores com tais características deixam as organizações por se sentirem frustrados em suas tentativas de inovar, se sentem cerceados quanto à aplicação de suas idéias e não recebem incentivos para colocar em prática na organização os seus conhecimentos.

          Para que o empreendedor corporativo seja um agente da transformação, eles devem ser apoiados pela empresa com o objetivo de adotar uma cultura empreendedora, de forma a gerar inovações contínuas e consequentemente vantagens competitivas em relação às demais empresas, mantendo-a em uma situação de liderança tecnológica sustentável.
         Segundo Pinchot, existem 19 (dezenove) fatores de sucesso para criação de uma cultura empreendedora dentro das empresas visando criar as condições necessárias para uma inovação econômica na empresa. São eles:

  • Transmissão da visão e do objetivo estratégico;
  • Tolerância a riscos, erros e falhas;
  • Apoio a intraempreendedores;
  • Gerentes que patrocinam a inovação;
  • Equipes multifuncionais dotadas de empowerment;
  • Tomada de decisão pelos executores;
  • Tempo discriminado;
  • Atenção no futuro;
  • Auto-seleção;
  • Nenhuma transferência de tarefas;
  • Sem fronteiras;
  • Comunidade organizacional forte;
  • Foco nos clientes;
  • Escolha de fornecedores internos;
  • Medição da inovação;
  • Transparência e verdade;
  • Bom tratamento pessoal;
  • Responsabilidades social, ambiental e ética;
  • Evitar a filosofia home run (busca apenas de inovações maiores).

          Dornelas complementa esses fatores apresentando indicadores para existência de uma cultura intraempreendedora, e os chama de “ingredientes” que devem ser fortalecidos e suportados pelas práticas gerenciais para que exista na empresa uma estratégia empreendedora na empresa bem definida. Os “ingredientes” são:

  • Desenvolvimento de uma visão empreendedora;
  • Incentivar e aprimorar a percepção da oportunidade;
  • Institucionalizar a mudança;
  • Alimentar o desejo de ser inovador;
  • Investir nas idéias das pessoas;
  • Compartilhar riscos e recompensas com os colaboradores;
  • Reconhecer que o ato de falhar é crítico, mas importante.

          Além destes “ingredientes” Dornelas (2003) afirma que não é fácil, para muitas organizações e pessoas na organização, superar certas barreiras organizacionais, que podem impedir a implementação de conceitos empreendedores e a prática do empreendedorismo.
          Podemos concluir que as características de um empreendedor corporativo permitem perceber que o ambiente social no qual o indivíduo está inserido é fator determinante na potencialização ou opressão de características empreendedoras. Em função disso observa-se a importância de criar uma cultura empreendedora dentro das organizações.

 

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

– Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui;

– Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui;

– Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui;

– Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui;

– Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui;

Transformação da empresa deve vir de cima ou de baixo : Clique aqui;

Importância das pessoas para inovação nas empresas : Clique aqui

Miopia Gerencial : Clique aqui;

Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos : Clique aqui;

A sua empresa é do século XXI : Clique aqui;

Posted in competição, Empreendedorismo, Gestão 2.0, Gestão de mudanças, Gestão de pessoas, Inovação, Nova Economia, Uncategorized | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 19 Comments »

 
%d blogueiros gostam disto: