Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘consumidor moderno’

Internet e a Experiência de Consumo

Posted by marcelao em outubro 1, 2012


Pessoal,

a Internet criou novas fronteiras e continuará quebrando por muito tempo, principalmente após o advento das redes sociais. O Vídeo abaixo mostra como a Internet criou novos conceitos e novas formas de relacionamento com o consumidor moderno e a importância dessas mudanças na experiência do cliente.

Estamos vivendo uma nova era na economia caracterizada principalmente pela abundância, não pela escassez, e pela trasferência de poder, fluindo das empresas para os consumidores. A empresa que não perceber essa mudança, vai se encaminhar para o cemitério das CNPJs.

Um abraço.

“I Believe in change”

Twitter: @blogdomarcelao

Um abraço.

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O Poder Corrompe. A Falta Dele Também

Posted by marcelao em julho 19, 2010


Pessoal,

em um artigo passado, eu procurei trazer para reflexão se os modelos de gestão e a postura dos administradores da empresa estão estimulando o comportamento não ético dos funcionários da empresa, principalmente a postura de tentar alcançar a excelência por decreto(clique aqui para ler). Hoje quero abordar a questão da autonomia dos funcionários no desempenho de suas tarefas diárias.

Na edição de julho de 2010, recentemente lançada, a revista Harvard Business Review Brasil apresenta um artigo da especialista em Gestão de mudanças, Rosabeth Moss Kanter, em que ela levanta a questão sobre se a falta de poder pode corromper e que isso tem muito a ver com os entraves existentes dentro das empresas por questões burocráticas e manutenção de silos de poder. Você tenta avançar no seu trabalho e emperra em frases como, por exemplo, “Os procedimentos não permitem”, “Vai levar meses para ser aprovado”, “Isso não vai dar certo”, “Aqui sempre foi assim”.

Diante desse tipo de barreira, ou você entra no jogo da troca de favores ou você é excluído do processo. É por essa razão que as relações políticas imperam muito mais nas empresas do que o atingimento dos resultados que interessam realmente a empresa. O projeto passa a ser individual e não de interesse coletivo. Leva mais quem tem maiores relações com quem está no poder atualmente do que a importância que um projeto tem para a empresa, o que leva a um fisiologismo pérpetuo que compromete a eficácia organizacional. Como as pessoas não podem enfrentar muitas dessas barreiras, elas acabam por “sabotá-la”. Acabam usando as relações para inverter e conseguir o que deseja. Quanto mais ordem, quanto mais centralização do poder, maior é a inversão.

Tal comprometimento da eficácia organizacional da empresa tende a trazer conseguências terríveis em futuro muito próximo para as empresas, uma vez que uma das grandes forças de mudança no cenário competitivo das empresas é a transferência de poder do centro para as bordas, principalmente, em consequência do aumento do poder do consumidor que hoje ainda é muito mais ciente de sua força na econonia do que em tempos anteriores.

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Forum Mundial de Estratégia HSM 2008 – Impressões – Parte III

Posted by marcelao em agosto 15, 2008


Pessoal,

             continuando a série sobre o Forum Mundial de Estratégia 2008 organizado pela HSM, vamos abordar a palestra realizada pelo consultor especialista em estratégia empresarial e membro de conselhos de administração de empresas de classe mundial, C.K. Prahalad.

           Sua palestra intitulada “A nova face da estratégia e da criação de valor” tratou sobre inovação como criação de valor, valor no significado relacionado ao Marketing como sendo a diferença por ele percebida entre os benefícios obtidos com a troca e os custos envolvidos nesse processo. Os benefícios se classificam em funcionais (concernentes à função desempenhada pelo bem adquirido) e emocionais (relativos aos efeitos psicológicos que o bem causa em quem o está adquirindo).

           Seu foco nos estudos está concentrada na antecipação dos movimentos, nas práticas futuras e não nas melhores práticas, na relação empresa-consumidor, as mudanças atuais e no que elas implicam, sempre sob uma perspectiva globalizada.

           A palestra foi como um resumo dos seus livros lançados anteriormente – Competindo pelo futuro, O futuro da competição, A riqueza na base da pirâmide – concluindo com seu mais novo livro : A nova era da Inovação.

           Começando pelo seu primeiro livro – Competindo pelo Futuro, livro que estou lendo atualmente e recomendo fortemente, a proposta é desenvolver uma nova cultura nas empresas, uma cultura mais empreendedora voltada a descoberta de novas oportunidades, em procurar aumentar o numerador(Receita) do que concentrar unica e exclusivamente na diminuição do deniminador (Despesas), caracterizando uma critica clara e dura aos movimentos de Downsizing ainda praticados nas empresas que estão presas ao passado.

           O desafio proposto por Prahalad aos gestores da empresa foi em como criar grandes aspirações (desafios) para motivar os recursos existentes dentro da empresa, mesmo que sejam escassos. Ele considera que uma empresa com poucos recursos, mas com aspirações muito elevadas é muito mais interessante do que uma empresa com muitos recursos, mas com aspirações pequenas. “Recursos, por si só, não têm significado absoluto, eles dependem e estão ligados diretamente à aspirações”, explica C.K. indicando que talvez o melhor caminho não seja o mais óbvio. “Sem aspirações não há transformação, nem empreendedorismo”.
           Conforme resumo do site da HSM sobre a palestra (disponível no endereço http://www.hsm.com.br/canais/coberturadeeventos/fme2008/ck_prahalad1_050808.php? ) : Prahalad colocou os quatro princípios de como é possível conseguir mais com menos e virar o jogo:

  • criar um clima empreendedor, com aspirações maiores que os recursos
  • orientar sua estratégia orçamentária de acordo com o que você imagina para o futuro, mesmo que tenha que fazer desvios no meio do caminho até ele.
  • começar das próximas praticas e não das melhores ou das atuais.
  • inovar com base numa caixa de areia, onde os parâmetros sempre mudam. Inovação deve partir dos limites que existem para ela
  •            Diante disso, como já havia comentado em outros posts (veja a relação deles ao final do post), esses principios exigem uma nova postura da alta administração da empresa no sentido de desenvolver novas lideranças internas, promover a diversidade de pensamento devido a complexidade da nova economia (era digital) com o objetivo de amplificar os sinais fracos das mudanças no seu nascedouro e, dessa forma, identificar novas oportunidades e mercados ainda não explorados.

               Um desses mercados ainda não explorados é justamente o assunto do terceiro livro do palestrante, A Riqueza está na base da pirâmide, em que Prahalad apresenta a tese que existe todo um mercado nas classes C, D e E que não está sendo atendido e que representa uma oportunidade de US$ 5 trilhões de dólares, segundo estudo do International Finance Corporation e do World Resources Institute. “Isso é uma oportunidade para serviços e produtos, seja porque você se sente culpado por eles serem pobres, seja por ser engajado ou então por ser ganancioso. Não importa o ponto de partida, importa a inovação”

               Aproveitar essa oportunidade de 5 trilhões de dólares exigirá das empresas uma mudança na forma de enxergar os mais pobres, deixando de avaliarem os pobres como sendo um problema insolúvel e não sendo da alçada das empresas e passar a visualiza-los com uma nova oportunidade de serviço, como uma fonte de inovação.

               Essa foi uma oportunidade percebida pelo setor de telefonia celular que obtiveram boa parte do crescimento de suas receitas originadas de pessoas da base da pirâmide em países como África do Sul, China, India, Filipinas e em países da América Latina. Na India, por exemplo, o custo do minuto no celular é de 6 centávos de dólar, mas representa uma capitalização para quatro empresas da India no valor de 75 bilhões de dólares.

               Para o consultor, o segredo para atender esse mercado de pessoas mais pobres é pensar em fazer as coisas em escala, para que a equação “preço – lucro = custo” funcione. Como exemplo, ele citou a India como referência em cirurgia de cataratas que custam 25 dólares, enquanto que nos EUA elas custam 3 mil dólares, sendo que nos EUA são realizados 5 procedimentos de cirurgia de catarata por semana e na India são realizados 150 por dia. Tal fato acabou gerando uma outra oportunidade para o país que é o turismo médico, pois com o dinheiro gasto com uma cirurgia de catarata nos EUA (3 mil dólares) é possível pagar por tratamentos mais baratos e reconhecidamente melhores para a sua saúde e ainda aproveitam para conhecer outro país e até relaxar alguns dias. 

                Para finalizar o tema do livro e servir como gancho para o próximo livro, o consultor citou o caso do fogão Flex desenvolvido por um grupo de jovens pesquisadores em parceria com a empresa British Petroleum e que aceita tanto o gás GLP quanto a biomassa como combustível, além de tratar-se de um produto mais seguro e que diminui o desmatamento, uma vez que para cozinhar, as pessoas pobres utilizavam-se da queima de gás de cozinha ou do carvão e da madeira, que, além de derrubar árvores e gerar poluição, era perigoso para as crianças e pessoas que ficavam dentro de casa.        

                A última parte da palestra foi sobre o novo livro “A nova Era da Inovação” (já comprei) em que ele apresenta a tese de que fatores como a globalização, conectividade, digitalização, convergência e redes sociais exigem uma nova abordagem da inovação e da criação de valor. Como já havia colocado em outros posts (veja a lista de posts relacionados abaixo), há uma verdadeira transferência de poder em curso, onde o poder das empresas está sendo transferido para os consumidores (PROSUMERS) e o poder da alta administração das empresas está sendo transferido para o trabalhador do conhecimento, potencializado pelo poder que a tecnologia da informação e a Internet possuem em criar novas disrupturas no mercado.

                Cada vez mais os consumidores participaram do processo de produção de novos produtos que eles mesmo irão comprar, além de exigir uma maior personalização dos seus produtos. O trade-off Massificação X Personalização está quebrado com a evolução da TI e da Internet. Empresas como Google, Ebay e Amazon já trabalham com esse novo paradigma de atendimento de milhões de consumidores tratando cada um como único através da customização de seus produtos e serviços. Como já escrevi em outros posts, a participação do consumidor nesse processo diminui os riscos, uma vez que os produtos são oferecidos com base naquilo que o consumidor imaginou como lhe sendo útil.

                Como exemplo de aliança entre produtos e serviços, o consultor citou o caso em que, com a inserção de um aparelho GPS em pneus de carro, por exemplo, seria possível fazer com que o consumidor não pagasse mais pelo item pneu, mas pelo uso do pneu: “como linhas telefônicas, você pagaria mais se usa e gasta mais e menos se usa pouco o carro”. O sistema de conectividade permitiria o usuário receber, além de dicas de direção e manutenção do carro”, ajuda na hora de encontrar determinados estabelecimentos e teria um registro completo, como uma caixa preta, de tudo o que ocorre com o carro. “É uma oportunidade de se relacionar com o consumidor todo dia para um segmento –venda de pneus – que só costuma se relacionar na hora em que o cliente faz uma troca de produto”.

                      Como o segredo para atender o mercado é pensar em fazer as coisas em escala, para que a equação “preço – lucro = custo” funcione e, além disso, oferecer personalização dos produtos, o modelo de criação de valor das empresas muda. No século passado, empresas como a Ford, com seu famoso modelo T, buscavam a padronização dos seus produtos para atender vários clientes. No século atual, o modelo exigido passa a ser várias empresas para atender UM consumidor, ou seja, são vários fornecedores (R=G Acesso pluri-institucional e plurigeográfico a recursos) e cada pessoa é pensada individualmente (N=1, Co-criação de experiências personalizadas). As fontes de competência estão mudando, já que antes a corporação era o portfólio de competências e hoje o que faz a diferença é uma boa rede de parceiros, consumidores e fornecedores.
                      Na nova arquitetura empresarial, as bases de sustentação são:

                      – tecnologia da informação e da comunicação –a espinha dorsal da empresa
                      – Acesso a recursos e talentos do mundo inteiro: R=G
                      – Experiências co-criadas personalizadas: N=1
                      – Processos de negócio flexíveis, maleáveis e resistentes, e análises focadas

                      Os Fundamentos Filosóficos para amudança são:

  • Supremacia do indivíduo (microconsumidores, microprodutores, microinovadores e microinvestidores).
  • Interdependência das instituições (o surgimento de “ecossistemas” de inovação).
  • Criação de riqueza por meio da inovação (interativa, iterativa e contínua).
  • Empreendedorismo democratizante (consumidores ativos e bem informados, e a relação simbiótica entre grandes e pequenas organizações).
  •                   Eu, particularmente, já havia postado sobre esses assuntos aqui no blog, comentando sobre o aumento do poder do consumidor devido ao potencial que a Internet tem em conectar pessoas com mesmo interesse e que estão expressando seus desejos e insatisfações por meio das redes sociais como o Orkut e dos blogs que crescem de forma exponencial constituindo o que chamamos de blogosfera.

                       É uma nova era, uma era de novos desafios que requer novas formas de enxergar o mundo e as oportunidades existentes para quem souber enxergá-las antes e, dessa forma, construir o futuro, um futuro melhor para todos na sociedade, um futuro que deixe de lado o modelo exploratório do século passado e adote um modelo mais colaborativo para atender a sociedade como um todo. Afinal de contas, essa é a verdadeira razão da existência das empresas – um portfólio de competências que visem atender as necessidades da comunidade global.

    Um abraço e até o próximo post da série.

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    Leia também os seguintes posts :

    Funcionários satisfeitos = maior valor das ações – > Clique aqui para ler;

    Importância da franqueza nas organizações – > Clique aqui para ler;

    Importância do aprendizado contínuo – > Clique aqui para ler;

    Prosumer – Caso prático – > Clique aqui para ler;

    Revolução na sociedade – > Clique aqui para ler;

    Para os rebeldes. Pense diferente – > Clique aqui para ler;

    Inovação – o poder da colaboração – > Clique aqui para ler

    Miopia gerencial – > Clique aqui para ler;

    Sua empresa é Flexível? – > Clique aqui para ler;

    Questionar é preciso – Liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;

    Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

    Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

    Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para ler;

    Empreendedor Corporativo – > Clique aqui para ler;

    Competências dos lideres do futuro – II – > Clique aqui para ler;

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    Forum Mundial de Estratégia HSM 2008 – Impressões – Parte I

    Posted by marcelao em agosto 14, 2008


    Pessoal,

                 como havia prometido, começo hoje a escrever sobre o evento organizado pela HSM que foi o “Forum Mundial de Estratégia 2008”.

                 Para começar, é bom esclarecer que boa parte do que vou escrever nesse post está disponível no site da HSM no link : http://www.hsm.com.br/canais/coberturadeeventos/fme2008/index.php? . Ao conteúdo disponível no site da HSM, eu vou acrescentar minhas opiniões e as relações que identifiquei no cotidiano das empresas.

                 A primeira palestra do dia foi realizada pelo professor Vijay Govindarajan da Tuck School of Business, da Dartmouth University, e autor de “Os 10 Mandamentos da Inovação Estratégica”.
                 O pilar da palestra de Vijay foi sobre Estratégia como criação do futuro. As empresas que desejem competir no futuro devem equilibrar seus esforços em 3 horizontes : 

                 1 – Gerenciar o presente(Core Business);

                 2 – Esquecer seletivamente o passado(Espaço adjacente);

                 3 – Criar o futuro(Negócios totalmente novos);

                 Na visão de Vijay, muitas empresas pensam que gerenciar a estratégia é estar no primeiro horizonte (Gerenciar o presente) e poucas pensam no que devem fazer hoje para chegar ao futuro. Lembrando Peter Drucker : “Planejar é pensar o que você deve fazer hoje para merecer o amanhã”. Estratégia diz respeito a como se cria o futuro administrando o presente, sendo que para isso é preciso contruir um novo modelo mental, pois o pensamento necessário para desempenhar no presente é diferente do pensamento para criar o futuro. Para o presente é necessário utilizar a competência de análise e para o futuro é preciso utilizar a competência de imaginação.

                 Um exemplo de empresa que está pensando no futuro é a GM com seu projeto “7 of 2030” que consiste em 7 estagiários de designer que estão pensando no carro do futuro em 2030. Resta saber se a GM irá sobreviver em virtude dos últimos problemas que ele vem enfrentando devido a complexidade de sua operação e a perda da sua liderança mundial para a Toyota. Esse case já foi comentado aqui nesse blog no link : https://marcelao.wordpress.com/2008/07/12/recomendacao-de-programa-de-tv/

                 O palestrante argumentou que as empresas devem seguir um manual do crescimento que envolve saber identificar as mudanças não-lineares e criar um intenção estratégica para criar o futuro. Esquecer seletivamento o passado envolve pensamento não-lineares, identificar padrões e fazer associacões que ninguém consegue enxergar, característica essa presente nas pessoas que possuem espirito empreendedor. O objetivo é criar novos negócios identificando as mudanças de comportamento dos clientes/consumidores, pois a descontinuidade dos clientes exigirá a geração de novos negócios. 

                 Isso envolve em identificar o seu Core Bussiness (negócio essencial) e como você consegue acrescentar inovações incrementais a ele para ampliar o seu espaço de atuação de forma a atender os seus não-clientes. Além disso, é preciso pensar em espaços totalmente novos, sem relações com os produtos atuais, em idéias malucas baseadas em hipóteses e premissas procurando identificar mudanças não-lineares no comportamento do consumidor moderno.

                 O palestrante citou dois casos de empresas que não tiveram competência para esquecer o passado que foram a Enciclopédia Britânica e a Xerox. No caso da Enciclopédia britânica, o negócio essencial (Core Business) era oferecer conhecimento, sendo que a forma para esse negócio foi reproduzi-lo de forma encadernada ao preço U$3.500,00 utilizando uma rede de vendedores que ofereciam o produto de porta em porta. Ocorre que o mundo passou por uma mudança que o transformou de analógico para digital. O que ocorreu é que a Microsoft lançou a enciclopédia Encarta em CD-ROM ao preço de US50,00 sendo vendida em lojas e supermercados. O que fez a empresa responsável pela Enciclopédia Britânica? Lançou sua enciclopédia em CD-ROM com a seguinte proposta : “experimente o CD e será grátis, se você comprar a coleção de livros a US$ 2.000. Mas, se você não quiser comprar os livros em papel, pagará US$1.500 pelo CD”. Não é preciso explicar muito porque essa estratégia não funcionou e a empresa quebrou.

                   Outro caso citado pelo autor foi a Xerox cujo modelo de negócio voltado para os escritórios era baseado no dominio de patentes, força de vendas direta, organização de serviços, estrutura de leasing e na força da sua marca. Algumas empresas como a IBM e a Kodak tentaram entrar nesse mercado, mas utilizaram as mesmas estratégias e, por essa razão, não obtiveram sucesso. Até que veio a Canon com sua estratégia de impressoras pessoais criando um novo mercado que era ignorado pela Xerox. Embora a Xerox seja a inventora do escritório moderno com produtos como impressão a laser, a Xerox lucrou muito pouco com sua criatividade, ela perdeu muito mais oportunidades por não ter regenerado sua estratégia principal e reinventado seu conceito de empresa.

                   Criar o futuro exigirá das empresas a criação de uma nova arquitetura estratégica por meio de uma intenção estratégica que seja motivadora e desafiante a todos os colaboradores da empresa. Criar uma intenção estratégica é buscar ampliar as possibilidades, estabelecer objetivos não realistas e ambiciosos (Visão da Coca-Cola : Matar a sede do mundo). É mirar acima do alvo para atingir o alvo. A intenção estratégica funciona como um direcionar das ações de todos os setores da empresa, pois a direção é mais importante que a velocidade.

                  Para isso será necessário pensar nas competências que precisarão ser desenvolvidas hoje para se criar o futuro. Investir no legado apenas geram conhecimentos legados. Envolve a mudança no papel dos gestores de controladores para facilitadores do conhecimento dentro da empresa, entendendo que a sua responsabilidade é transformar o conhecimento em ações e resultados. O próprio palestrante citou o filme Apolo XIII em que nenhuma das soluções para trazer a nave de volta a terra partiu do “CEO” interpretado pelo ator Richard Harris. Ele apenas apresentou as perguntas a serem respondidas como na cena em que ele desenhou no quadro o ponto até onde o combustível restante na Apolo XIII levaria e a distancia que ainda faltava para trazer os tripulantes vivos de volta a terra.

                  Para fechar esse post, cito as perguntas que Vijay sugeriu que os gestores, presentes no evento, façam ao voltarem para suas empresas :

    • Existem projetos suficientes nos três horizontes?
    • Quantos projetos estão no horizonte 1, que é o do negócio essencial (core business), do qual vêm os lucros?
    • Quantos estão no horizonte 2, o do “espaço adjacente”, que pode ser um espaço de produto, de clientes e de geografia?
    • Quantos projetos de 2008 estão no horizonte 3, o do totalmente novo?
    • Será que estamos gerenciando esses projetos de maneira diferenciada?

                  Como citado no resumo disponível no site da HSM ( http://www.hsm.com.br/canais/coberturadeeventos/fme2008/vijay_govindarajan3_050808.php? ) : “Cada horizonte pede uma abordagem. No terceiro horizonte, no espaço de criar o futuro, um projeto começa com 90% de premissas e 10% de conhecimento, ou seja, o desafio é converter premissas em conhecimento. “Gaste pouco e aprenda muito”, aconselha V.G. “Mantenha o custo de fracasso baixo e, assim, você pode fracassar com mais freqüência.” No horizonte do presente, ocorre o contrário: 90% de conhecimento.”

                  Esse resumo é referente a primeira parte da palestra do Vijay. No próximo post, escreverei sobre a segunda parte da palestra que foi sobre “Como construir negócios altamente inovadores dentro de um negócio lucrativo já existente”.

    Um abraço e até lá.

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    Importância do planejamento estratégico para o processo decisório – >  Clique aqui para ler;

    Importância do planejamento estratégico em ambientes de grandes mudanças – > Clique aqui para ler;

    Questionar é preciso : liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;

    Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

    Motivação – O que é isso? – > Clique aqui para ler;

    A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para ler;

    Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para ler;

    Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos? – > Clique aqui para ler;

    Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para ler;

    Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

    Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

    Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para ler;

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    Será o Fim do SECOND LIFE?

    Posted by marcelao em julho 10, 2008


    Pessoal,

                 acabei de ler no site do omelete (www.omelete.com.br) que o Google acaba de lançar uma versão beta do que seria um concorrente do Second Life, o Lively.

                 Segundo o omelete, a vantagem do Lively em relação ao second life é a menor necessidade de hardware para roda-lo, sendo possível roda-lo em ambientes Windows XP com Internet explorer ou firefox. “O Lively (http://www.lively.com/) é um ambiente 3D cartunesco em que você pode criar seu próprio avatar, desenhar ambientes, divulgar fotos e vídeos, conversar e todas essas coisas que ficam muito melhor ao vivo que na internet.”

                 Na minha opinião, esse pode ser o último prego do caixão do second life, pois se tem algo que o google é campeão é em permitir a criação em larga escala dessas redes sociais. As aquisições que o Google fez nos últimos anos como o youtube e doubleclick, oferecem uma quantidade imensa de informações sobre o comportamento e preferências dos consumidores ao redor do mundo.

                 Essas informações, aliadas a competência do Google no desenvolvimento de ferramentas de busca, permitirá a empresa estar sempre oferecendo a outras empresas, que pagam pelos links patrocinados, formas de encontrar consumidores para os seus produtos, além de informações para geração de novos produtos que cada vez mais serão customizados e personalizados.

    Um abraço.

    Leia também os seguintes posts :

    Livro : Wikinomics – > Clique aqui para acessar;

    Google – Modelo de Inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;

    Inovação – o poder da colaboração – > Clique aqui para ler;

    Prosumer – Caso prático – > Clique aqui para ler;

    Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

    Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para acessar;

    Palestra realizada na Aiec – > Clique aqui para acessar;

    Revolução na sociedade – > Clique aqui para acessar;

    Quanto vale uma empresa da nova economia? – > Clique aqui para acessar;

    A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para acessar;

    Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para acessar;

    Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos? – > Clique aqui para acessar;

    Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para acessar;

    Livro : O lider do futuro – > Clique aqui;

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    Prosumer – Caso Prático

    Posted by marcelao em junho 10, 2008


    Pessoal,

                  um dos primeiro posts que escrevi foi o resumo do livro Wikinomics. No livro é abordado a necessidade que as empresas tem de inovar com seus clientes, tarefa essa facilitada pela existência de grandes redes sociais como o Orkut e o Facebook. Daí surge o conceito de PROSUMER, ou seja, consumidores atuando também como colaboradores para empresas no processo de criação de novos produtos ou de idéias que serão consumidos por esses mesmo consumidores. Outro termo utilizado para caracterizar esses consumidores é “Consumidor 2.0”.

                  Se fizermos um resgate histórico das três ondas de toffler, na primeira onda (revolução agricola), o fazendeiro era responsável por todo o processo, desde a plantação dos alimentos, passando pela manutenção e irrigação da terra, até o processo de venda. No ato da venda, esse mesmo fazendeiro tinha o feedback do cliente quanto a qualidade do seu produto seja por sugestões ou reclamações do cliente, seja pela baixa venda. Esse feedback realimentava o processo do fazendeiro fazendo com que ele melhorasse cada vez mais a qualidade do seu produto, ou seja, o estímulo a melhoria era gerado pelos seus clientes.

                   Com o tempo, essa estrutura de fazendas teve que crescer porque já não atendia a demanda do mercado, foi onde houve o investimento nas grandes máquinas e a criação das indústrias (revolução industrial). Para que fosse possível controlar o processo produtivo com mais qualidade, as indústrias começaram a criar mais níveis hierárquicos, o que começou a afastar o nível de decisório, que na revolução agricola era de responsabilidade do fazendeiro, do contato com o cliente final, porque para essa informação (feedback do cliente) chegasse ao presidente da empresa, era necessário passar por vários níveis, o que acabava por distorcer a mensagem inicial.

                   Hoje em dia (Revolução do conhecimento), com as redes sociais como o Orkut e o Facebook, o contato com o cliente final ficou mais facilitado. E um exemplo prático disso, você pode constatar acessando o link http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=16659751&tid=5209865359523411841&start=1 que é um tópico criado na comunidade “Aprendiz 5 # O sócio” no orkut. Nesse tópico, a primeira vencedora do aprendiz, Vivianne Ventura, participará como entrevistadora oficial da comunidade entrevistando os demitidos do programa logo após o programa. Além disso, alguns representantes da comunidade estarão na platéia do auditório no programa final do Aprendiz.

                   Trata-se de um exemplo prático de uso das redes de relacionamento pelas empresas na busca da inovação dos seus produtos, pois além desse tópico, existem outros tópicos com diversas sugestões dos participantes para melhoria do programa.

    Um abraço.

    Leiam também os seguintes posts :

    Livro : Wikinomics – > Clique aqui para acessar;

    Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para acessar;

    Palestra realizada na Aiec – > Clique aqui para acessar;

    Revolução na sociedade – > Clique aqui para acessar;

    Quanto vale uma empresa da nova economia? – > Clique aqui para acessar;

    A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para acessar;

    Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para acessar;

    Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos? – > Clique aqui para acessar;

    Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para acessar;

    Livro : O lider do futuro – > Clique aqui;

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    Revolução na Sociedade

    Posted by marcelao em janeiro 19, 2008


    Pessoal,

                abro esse novo tópico para falar no poder que a WEB 2.0 traz para todos nós. A Internet é a nossa grande chance de RE-criarmos uma nova sociedade, uma nova humanidade, uma HUMANIDADE 2.0 como diria o meu amigo Gil Giardelli. Parafraseando um famoso politico, Nunca na história desse mundo estivemos tão perto de fazer uma revolução de baixo para cima, uma RE-Evolução.

                O mais recente exemplo dessa revolução é movimento dos moradores e associações de bairros da cidade do Rio de Janeiro que estão propondo o boicote ao pagamento IPTU desse ano. A razão desse boicote é que a cidade do Rio de janeiro, segundo relatos, está entregue a própria sorte quanto a sua manutenção com ruas e calçadas esburacadas, grama sem cortar virando capim, árvores que não recebem poda há muito tempo, proliferação de camelôs nas ruas, … E só quando se aproximam as eleições é que o prefeito da cidade resolve fazer acontecer valendo-se daquela máxima de que a “última impressão é a que fica”.

                   Ocorre que os moradores cansaram-se dessa postura e resolveram pagar o IPTU apenas em Novembro fazendo com que o prefeito não tenha recursos para continuar com essa prática eleitoreira.

                    Esse é o poder da revolução que vem de baixo para cima. Se começarmos a reparar, existem várias dessas revoluções acontecendo ao redor do mundo, como a que cito abaixo sobre os leitores do Homem-Aranha,  e o potencializador dessa revolução é a WEB 2.0 oferecendo toda a estrutura necessária para proliferação dessas grandes redes sociais que estão surgindo cada vez mais em maior número. 

                      Em um futuro cada vez mais próximo, essa revolução vai mudar a forma como as empresas serão geridas  e como os governantes de todos os países prestam contas de seus atos perante a sociedade. Os chefões, que não respeitam os seus funcionários e não conseguem transforma-los em parceiros do seu sucesso, e os governantes, que não governam com os ouvidos voltados para a sociedade como um todo, estão fadados a extinção, pois as armas, que eles possuiam para segurar essa revolução, acabaram, principalmente, porque não há como esconder mais nada da população uma vez que a informação corre o mundo inteiro em uma velocidade assustadora o que torna as pessoas mais conscientes dos seus direitos e mais dispostas a brigarem por eles.

                     Para fechar, segue abaixo um video que pode orientar você a iniciar essa revolução começando por você mesmo.

    Um abraço.

    Posted in Consumidor 2.0, Nova Economia | Etiquetado: , , , , , , , , , , | 18 Comments »

     
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