Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘computação em nuvem’

Tendências da TI: A Economia Pull

Posted by marcelao em junho 15, 2011


Pessoal,

mudança é assunto mais que recorrente aqui nesse espaço. Estamos passando por um período semelhante ao ocorrido quando da revolução industrial, mas com mais impactos na economia, no trabalho e na sociedade. Toda essa mudança é potencializada pelo crescimento e evolução da Internet. Mas a Internet em sim não poderia fazer toda essa transformação somente por existir. São as pessoas que as utilizam e mexem com a configuração de forças existentes no mundo. As pessoas se conectam com outras pessoas e recebem poder delas, principalmente nas multidões e, nesse sentido, a Internet potencializou todas essas conexões como nunca antes na história da humanidade.

As pessoas sempre se rebelaram contra o poder institucionalizado através de sindicatos ou associações de moradores, por exemplo, mas o equilíbrio delicado entre as economias de escala proporcionadas pelas grandes empresas e as organizações criadas pelas pessoas mudou graças ao surgimento e disseminação das tecnologias sociais.

Nesse sentido, eu relaciono abaixo o que considero ser a grandes forças que estão transformando a economia, o trabalho e a sociedade como consequência de toda essa mudança:

– Confiança em empresas está decaindo -> Segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology) apenas 14% das pessoas acreditam em propaganda veiculada na mídia tradicional(Jornais, TV e rádio). As demais pessoas(86%) acreditam mais na opinião de outras pessoas veiculadas através das midias sociais como blogs, facebook e twitter. Estudo da Mckinsey mostra que 62% da população adulta em 20 países confiava menos em empresas em dezembro de 2008 do que um ano antes;

– Transformação dos 4”P”s em 4 “E”s do marketing -> Ao invés de preço, produto, praça e promoção, agora temos troca(Exchange) ao invés de preço, Experiência ao invés de produto, Engajamento ao invés de promoção e Onipresença (EveryPlace) ao invés de praça;

– Transferência do poder das instituições para as pessoas – > As tecnologias que mais beneficiam as empresas não costumam pegar. As que beneficiam as pessoas, sim. O Facebook deu às pessoas o poder de se conectar sem terem a supervisão de uma corporação. A Wikipedia permitiu as pessoas criarem conteúdo sem terem a aprovação de um expert. O Twitter, da mesma forma, permite que as pessoas se conectem;

– Migração de uma economia de massa para uma economia de nicho – > Os custos de atingir nichos estão caindo drasticamente, fundamentalmente em empresas que oferecem serviços, pois a produção de serviços é cada vez mais realizada de forma digital.

– Economia de abundância – > Vivemos cada vez mais em uma economia de abundância ao invés de escassez, pois os recursos de produção são cada vez mais baratos devido a migração de um mercado que oferecia produtos e que agora oferece serviços. Nesse sentido, é preciso repensar modelos de negócio e gestão, pois tudo o que foi feito até agora nas empresas foi baseada na escassez e no custo alto dos recursos de reprodução;

– Crescimento da demanda por sustentabilidade – > Nesse sentido, não que não seja importante, é preciso encarar sustentabilidade não só como uma agenda ambiental. É preciso perceber os custos intangíveis que as pessoas estão pagando por um modelo de capitalismo que se esgotou como, por exemplo, aumento de pessoas doentes por conta do trabalho, aumento do stress na sociedade e consequente baixa tolerância onde simples acidentes no trânsito podem levar até a morte de alguém, e outras coisas mais;

Nas últimas décadas, têm se verificado uma tendência para a adoção de uma economia pull em alternativa a uma economia push devido a uma libertação do comércio e a um aumento da concorrência, que se traduziu num aumento da oferta muito além da procura. Continue lendo »

Anúncios

Posted in Colaboração, Consumidor 2.0, Gestão de mudanças, Inovação, Poder do consumidor, tendências da tecnologia da informação | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , | Leave a Comment »

Dica de Filme: Os primeiros 20 milhões

Posted by marcelao em dezembro 12, 2010


Pesssoal,

ontem eu assisti a um filme que recomendo como metáfora para o empreendedorismo. O filme chama “Os primeiros 20 milhões” que é uma hilária comédia que satiriza o estouro da bolha da Internet e do comércio eletrônico do final da década de 90, através da história fictícia de um jovem (Adam Garcia) que abandona um excelente emprego no departamento de marketing de uma poderosa empresa do Vale do Silício para perseguir seu sonho de trabalhar construindo algo palpável. Ele se envolve no projeto de invenção e comercialização de um computador de 99 dólares – na verdade a grande piada do centro de estudos. Continue lendo »

Posted in Empreendedorismo, Gestão 2.0, Gestão de pessoas, Inovação, liderança | Etiquetado: , , , , , , | 2 Comments »

Tendências de TI: Exaflood e os Limites da Internet

Posted by marcelao em setembro 16, 2010


Pessoal,

A internet pode parar no final do próximo ano por uma razão aparentemente simples: nessa data, segundo previsões de órgãos especializados, esgotam-se os endereço do tipo IPv4 (Internet Protocol versão 4). Um endereço IP (Internet Protocol), de forma genérica, é um endereço que indica o local de um determinado equipamento (normalmente computadores) em uma rede privada ou pública, ou seja, cada dispositivo conectado a internet recebe um endereço IP para poder trocar mensagens entre computadores no mundo inteiro. Como o objetivo desse blog é discutir gestão e tendências, se você quiser saber mais sobre o que é um endereço IP, clique aqui para acessar a explicação desse conceito na Wikipedia.

A razão para esse problema está no crescimento do uso da Internet no mundo e o aumento de oferta de serviços por meio desse canal. Tal problema deve-se agravar com o crescimento cada vez maior do uso de smartphones para acessar a Internet e o desenvolvimento do conceito de “Internet das coisas”. A Internet será cada vez mais não só uma rede que conecta pessoas, mas também uma rede que conecta coisas como a sua geladeira, televisão, carros, … Para se ter uma idéia do que estamos falando, assista ao vídeo abaixo:

Outra força que expõe os limites atuais da Internet é o crescimento do uso de transmissão de vídeos pela Internet, tendência essa identificada pelo Google em 2006 ao adquirir o youtube. Cada vez mais serão oferecidos serviços de vídeo pela Internet como stream vídeo(vide twitcam), filmes para assistir on-line sem o uso de mídias físicas, etc. Para se ter uma idéia, em 2009 o youtube transmitiu ao vivo o show do U2 para 16 países. Junte a isso iniciativas da Microsoft em disponibilizar filmes via Xbox e você terá cada vez mais a Internet sendo utilizada para transmitir vídeos sob demanda.

Todo esse tráfego de serviços de vídeo vem preocupando os grandes players do mercado como o Google, pois, segundo o que alguns especialistas avaliam, a Internet está chegando perto de sua capacidade. Em breve a Internet precisará de EXABYTES para lidar com o crescimento do trafego de vídeos. Líderes de tecnologia estão chamando essa necessidade de EXAFLOOD(em uma tradução literal: Inundação de Exabytes). Veja mais sobre isso nos 2 vídeos abaixo: Continue lendo »

Posted in tendências da tecnologia da informação | Etiquetado: , , , , , , | 2 Comments »

Tendências da TI : A visão do Google para Cloud computing

Posted by marcelao em abril 29, 2009


Blog do Marcelão

↑ Grab this Headline Animator

Pessoal,

                 via @google (Twitter), tive acesso a um post do blog do Google Enterprise que apresenta a visão do Google para cloud computing com o Título “What we talk about when we talk about Cloud Computing”. O post foi feito pelo Sr. Rajen Sheth, senior product manager do Google apps.

                 O objetivo do post tem o objetivo de esclarecer melhor o que é cloud computing e o seu papel para as grandes empresas. Resumidamente, as grandes vantagens para um empresa em aderir a esse serviço está no ganho de escala com a redução de custos com investimentos em expansão da sua infra-estrutura de TI para suportar o negócio e, consequentemente e segundo beneficio, na liberação dos recursos para investimentos no core business da empresa e aumentar a vantagem competitiva da empresa adaptando-se as mudanças de cenário com maior facilidade. Continue lendo »

Posted in tendências da tecnologia da informação | Etiquetado: , , , , | Leave a Comment »

TI é serviço e não produto

Posted by marcelao em abril 19, 2009


Blog do Marcelão

↑ Grab this Headline Animator

Pessoal,

                 Comprei hoje a revista exame de 22/04 e nela há uma reportagem sobre a revolução da computação em nuvem ou Cloud Computing. A reportagem traz os conceitos sobre o serviço de cloud computing, mas o que é mais importante é que ela aborda que, nos tempos atuais, computação é serviço e não produto.

                 A idéia por trás de cloud computing é que você utilizar os serviços de computação na quantidade que você precisa e não mais que isso. A reportagem mostra vários exemplos de empresas que já utilizam o serviço de computação em nuvem como a companhia aérea Azul que não utiliza mais PCs conectados em rede a um servidor dentro do aeroporto, mas sim terminais “burros” conectados a servidores a centenas de quilômetros dali, mais especificamente em um datacenter da Symantec. Aliás, a Azul exemplifica o que foi debatido nos comentários do post publicado no blog da HSM (clique aqui para acessar o post), ou seja, que as primeiras empresas a aderirem ao serviço de cloud computing seriam empresas com baixo ou nenhum legado de computação. Continue lendo »

Posted in tendências da tecnologia da informação | Etiquetado: , , , , , , | 17 Comments »

Livro : A grande Mudança – Reconectando o mundo, De Thomas Edison ao Google

Posted by marcelao em dezembro 21, 2008


Blog do Marcelão

↑ Grab this Headline Animator

 

Pessoal,

                 esse livro é de autoria do ex-editor da revista Harvard Business Review, Nicholas Carr, que trata, segundo ele, da grande mudança que está ocorrendo no mundo com o advento da Internet e o que tendências da tecnologia, como Computação em nuvem, trarão de benefícios para a sociedade. Se fosse para resumir esse livro em uma única frases escreveria que ele classifica a Internet como sendo a grande ferramenta de mudança dos tempos atuais assim como a eletricidade foi para a revolução industrial.

Continue lendo »

Posted in Uncategorized | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 20 Comments »

Mercado de TI : Tendência de consolidação

Posted by marcelao em dezembro 8, 2008


Blog do Marcelão

↑ Grab this Headline Animator 

Pessoal,

             vocês devem ter acompanhado através do noticiário a fusão do Itaú com o Unibanco. Esse é mais um ato de um processo de consolidação do mercado bancário que se iniciou há muito tempo, mais precisamente na época do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com a venda de bancos estaduais como Banerj no Rio de Janeiro.

              Esse processo, de fusão de bancos, levando a uma maior consolidação do mercado bancário, é consequência, principalmente, das inovações tecnológicas e a uma tendência, pelo menos antes da crise financeira, de declínio nas margens liquidas de juros dos bancos devido a competição bancária. Diante desse cenário, os bancos precisam aumentar a sua escala de operação para manter sua lucratividade e sua competitividade.

               No mercado de TI, houve recentemente uma tentativa de compra do Yahoo pela Microsoft que foi recusada. Além disso, o Google vem realizando várias aquisições de empresas no mercado de Ti como a Doubleclick e o Youtube. Tudo isso pode ser entendido como um movimento de consolidação do mercado da mesma forma que ocorreu com o mercado bancário e pelo mesmo motivo : ganho de escala.

               Segundo dados fornecidos no site da IBM http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/ctaurion?entry=cloud_computing), as cinco maiores empresas de busca na Internet tem ao todo um parque computacional de cerca de 2 milhões de servidores.

             Segundo o site da IBM, o principal benefício é  uma melhor utilização dos recursos computacionais, potencializando os conceitos de consolidação e virtualização. Além disso, reduz sensivelmente o time-to-market para aplicações e-business e Web 2.0, que demandam conceitos do modelo computacional on-demand (alocar recursos à medida que for necessário, de forma dinâmica).

             Todo esse movimento de consolidação tem um motivo simples chamado “Cloud Computing” . O  conceito de Cloud Computing(Computação em Nuvem) refere-se a um ambiente de computação baseado em uma rede massiva de servidores, sejam estes virtuais ou físicos (cloud). Cloud computing pode ser visto como o estágio mais evoluído do conceito de virtualização. Esse conceito já é utilizado em larga escala por empresas como o Google e Yahoo.

              A motivação para adoção de cloud computing vem da crescente demanda por espaço para armazenamento de dados dentro das empresas, o crescento número de implantações de aplicações e, consequentemente, maior consumo de energia. Além dessas razões, existe o problema que a necessidade de recursos computacionais deve sempre atender ao pico de demanda da empresa levando a uma subutilização desses recursos na maioria do tempo. Essa subutilização é uma das maiores razões de conflito entre o CFO (Chief Financial Oficcer) e CIO (Chieg Information Oficcer) nas empresas.

              Todo esse movimento por ganho de escala, redução de custos através da substituição de custos fixos por custos variáveis, levam-me a concluir que haverá, assim como no mercado bancário, uma consolidação do mercado de TI sendo que, assim como o Unibanco era a “noiva” do mercado bancário, a “noiva” do mercado de TI é o Yahoo.

Um abraço.

Bookmark and Share

Leia também os seguintes posts :

– Tendências da Tecnologia da Informação – > Clique aqui para ler;

– É o fim do analista de TI – > Clique aqui para ler;

– Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

– Livro : Know-How – As 8 competências que separam os que fazem dos que não fazem – > Clique aqui para ler;

– Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui para ler 

– Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para ler;

– Miopia gerencial – > Clique aqui para ler;

– Dicas para estimular a criatividade – > Clique aqui para ler;

– Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui para ler;

–  Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

– Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

– Questionar é preciso : liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;

–  Inovação – o poder da colaboração – > Clique aqui para ler

– Importância da franqueza nas organizações – > Clique aqui para ler;

– Google – Modelo de Inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;

– Gestão e inovação é com o lado direito do cérebro – > Clique aqui para ler

Posted in Inovação, Nova Economia | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , | 22 Comments »

Big Bang – Colaboração e Evidências das Tendências da Tecnologia da Informação

Posted by marcelao em setembro 11, 2008


Blog do Marcelão

↑ Grab this Headline Animator

Pessoal,

              no post “Tendências da Tecnologia da Informação” comentei sobre o conceito de computação em nuvem (Cloud Computing) que se trata de um ambiente de computação baseado em uma rede massiva de servidores, sejam estes virtuais ou físicos (cloud). Cloud computing pode ser visto como o estágio mais evoluído do conceito de virtualização. Esse conceito já é utilizado em larga escala por empresas como o Google e Yahoo, ou seja, cada consulta utilizando o Google pode ser providenciada por um servidor diferente localizados até mesmo em países diferentes.

              Volto ao assunto porque eu estava assistindo a uma reportagem da Globo News sobre o acelerador de particulas que tenta simular o BIG BANG (clique aqui para acessar a reportagem da Globo.com), que foi o evento que criou o universo, segundo alguns cientistas teorizam. Uma iniciativa que envolve a participação de dezenas de países, em maior ou menor grau, no projeto, sendo que o Brasil é um deles. Essa experiência é mais um exemplo de colaboração em larga escala.

               Na reportagem,  o professor titular do Instituto de Física Teórica da Unesp, Sergio Novaes, foi perguntado sobre os benefícios desse experimento para o mundo e, entre vários benefícios, ele citou o uso da tecnologia de computação em nuvem para processar os dados gerados pelo experimento, processamento esse que só foi possível pelo uso da tecnologia de computação em nuvem.

               Para se ter idéia do uso dessa tecnologia, o Brasil é responsável pela análise dos dados de dois detectores utilizando uma rede de processamento Brasileira, denominada Sprace (Centro Regional de Análise de São Paulo). Essa participação gera grandes benefícios para o desenvolvimento da tecnologia de computação em Grid em solo brasileiro. Segundo o professor Sergio Novaes “Estamos dotando o estado de São Paulo de uma completa infra-estrutura de ‘grid'”, destacando o sistema de processamento paralelo que envolve a montagem de uma rede superpotente de computadores para lidar com os copiosos dados fornecidos pelos detectores do acelerador de partículas. 

                Se lembrarmos do post com o resumo da palestra do consultor em estratégia C.K Prahalad(clique aqui para ler), veremos que esse experimento é uma aplicação do conceito de R=G, ou seja, acesso a recursos e talentos do mundo inteiro. As fontes de competência estão mudando, já que antes a corporação era o portfólio de competências e hoje o que faz a diferença é uma boa rede de parceiros, consumidores e fornecedores, no caso do experimento do acelerador de particulas, trata-se de uma rede de paises atuando de forma colaborativa para alcançar um objetivo.

                Como disse o presidente do Google, Eric Schmidt, o computador do futuro é a Internet que passará a oferecer serviços de processamento, armazenamento e uso de aplicativos através de uma rede de servidores espalhados pelo mundo.

                Pelo visto, não estamos muito longe dessa visão de futuro do Google.

Um abraço.

Bookmark and Share

Leia também os seguintes posts :

Tendências da Tecnologia da Informação – > Clique aqui para ler;

É o fim do analista de TI – > Clique aqui para ler;

Inovação – o poder da colaboração – > Clique aqui para ler

Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

Gestão de longo prazo – > Clique aqui para ler;

Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

Google – Modelo de Inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;

Importância do planejamento estratégico em ambientes de grandes mudanças – > Clique aqui para ler;

Posted in Colaboração, Gestão do Conhecimento, Inovação, Planejamento Estratégico | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comment »

Tendências da tecnologia da informação

Posted by marcelao em julho 19, 2008


Pessoal,

              como vocês sabem, eu trabalho na área financeira mais precisamente no Banco do Brasil e, como vocês devem perceber no seu dia-dia, nenhum banco consegue sobreviver nos tempos atuais sem utilizar fortemente tecnologia da informação, tornando-os fortemente dependentes da TI para realização de negócios. Diante disso e da velocidade com que TI evolui, vem a minha pergunta : Qual é a tendência da Tecnologia da Informação para os próximos anos?

              Em 2003, o ex-editor da revista Harvard Business Review, Nicholas G. Carr, escreveu um artigo polêmico à época de que TI já não importa, não seria mais uma vantagem competitiva para as empresas. A base de seu argumento é que o que torna ferramentas como a TI como um recurso realmente estratégico – o que o capacita a servir de base para uma vantagem competitiva sustentada – não é a sua ubiqüidade, mas sim sua escassez. A vantagem competitiva está em possuir algo que os seus concorrentes não tem.

             Segundo Nicholas G. Carr, as funções básicas de TI – armazenamento, processamento e transporte de dados – estão disponíveis a todos, ou seja, já não oferecem diferenciação em relação ao seu concorrente. Já havia escrito isso em outro post, o mainframe de última geração que sua empresa adquiriu também pode ser adquirido pelo seu concorrente, afinal de contas, trata-se do mesmo fornecedor.

             Para embasar sua tese, o autor faz comparações com outros setores da economia ao considerar TI como a mais recente de uma série de tecnologias amplamente adotadas que remodelaram a indústria ao longo dos últimos dois séculos – da locomotiva e da ferrovia ao telégrafo e ao telefone, passando pelo gerador elétrico e pelo motor de combustão interna.

             O argumento do autor é que tecnologias infra-estruturais como TI geram muito mais valor quando compartilhadas do que quando usadas exclusivamente. Para reforçar esse argumento, o autor faz um resgate da história do desenvolvimento das ferrovias levantando a hipótese de uma determinada indústria detivesse os direitos de toda a tecnologia exigida para criar uma ferrovia. Se quisesse, essa empresa poderia erguer apenas linha proprietárias entre seus fornecedores, suas fábricas e seus distribuidores e rodar suas próprias locomotivas e vagões nos trilhos. Mas, para a economia de maneira geral, o valor produzido por tal atitude seria pequeno se comparado ao que seria gerado pelo desenvolvimento de uma malha ferroviária aberta que conectasse várias empresas, fornecedores e clientes.

             Se o exemplo acima não ficou claro para você, podemos usar como exemplo também o uso de energia elétrica no seus primórdios em que as empresas, para obter vantagem competitiva, instalavam-se perto de usinas geradoras ou, se retrocedermos mais ainda no tempo, no fim do século XIX, as empresas dependiam da pressão da água ou do vapor para operar seu maquinário. Com o avançar do tempo, a disponibilidade de energia cresceu, o seu custo diminui e o acesso a rede elétrica tornou-se maior e menos custoso. A partir disso, recursos como as ferrovias e a energia elétrica deixaram de serem vantagens competitivas.

             A partir dessa constatação, voltamos ao cerne da questão levantada por Nicholas G. Carr sobre a tecnologia tornar uma comoditie. A pergunta é : Ele tem razão? Se tem razão, que sinais podem ser identificados que podem confirmar a sua tese? A resposta pode estar em dois conceitos : cloud computing e SAAS.

             O conceito de Cloud Computing(Computação em Nuvem) refere-se a um ambiente de computação baseado em uma rede massiva de servidores, sejam estes virtuais ou físicos (cloud). Cloud computing pode ser visto como o estágio mais evoluído do conceito de virtualização. Esse conceito já é utilizado em larga escala por empresas como o Google e Yahoo, ou seja, cada consulta utilizando o Google pode ser providenciada por um servidor diferente localizados até mesmo em países diferentes. O que vai definir qual o servidor que atenderá o serviço solicitado por você é o nível de utilização de processamento que é definido por ferramentas que controlam o balanceamento de processamento entre os servidores. Para se ter idéia do poder de processamento dessa nuvem, segundo dados fornecidos no site da IBM (http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/ctaurion?entry=cloud_computing), que as cinco maiores empresas de busca na Internet tenham ao todo um parque computacional de cerca de 2 milhões de servidores.

             Segundo o site da IBM, o principal benefício é  uma melhor utilização dos recursos computacionais, potencializando os conceitos de consolidação e virtualização. Além disso, reduz sensivelmente o time-to-market para aplicações e-business e Web 2.0, que demandam conceitos do modelo computacional on-demand (alocar recursos à medida que for necessário, de forma dinâmica).

             Como exemplo de cloud computing sendo utilizada por nós usuários da internet é o serviço de armazenamento de fotos Picasa(www.picasaweb.com) oferecido pelo Google.

            Cloud computing tem muito a ver com outro conceito importante que é o conceito de SaaS (Software as a Service). SaaS funciona como um cloud computing, a diferença é que ao invés de oferecer infra-estrutura de armazenamento e processamento, SaaS disponibiliza softwares utilizados via browser para milhares de clientes como se uma mesma instância de um software sendo disponibilizado para múltiplos clientes ao mesmo tempo, ou seja, são aplicações web dispobilizados como serviço.

            O modelo de negócios de aplicações baseados em SaaS não utiliza o conceito de licenças de software em que você paga por cada licença, mas sim pela utilização do software. Essa características tornam o SaaS extremamente atrativo para as empresas devido ao baixo custo de manutenção, a diminuição da dependências dos departamentos de TI internos e o seu uso descentralizado.

            A comparação que podemos fazer para tornar mais claro para você leitor são os pacotes de aplicativos de escritório como processadores de texto e planilhas de cálculo. O modelo da Microsoft é baseado na venda de licenças do pacote Office, enquanto o Google oferece pela Web os serviços do GoogleDocs. Outra diferença entre esses dois modelos é que, quando você compra a licença de um aplicativo como WORD e você utiliza nem 10% de todas as funcionalidades, no GoogleDocs, que por enquanto é gratuito, você pagará apenas pelas funções que mais utiliza.

           Podemos perceber que o elemento comum entre esses dois conceitos é a Internet. Tudo isso só é possível de se imaginar hoje devido ao nascimento da Internet pela sua característica de canal perfeito para transporte de dados, informações e aplicações genéricas, sendo que essas tendências ganharam aceleração com o advento da WEB 2.0.

           Esse movimento de disponibilização da TI como serviço para satisfazer as necessidades das empresas, já vem sendo liderado por empresas como a IBM, Google e Microsoft oferecendo seus serviços pagos cobrando tarifas, da mesma forma que o modelo utilizado por empresas de energia elétrica ou de telecomunicações.

            Com base nesses dois conceitos, cloud computing e SaaS, na minha opinião, pode-se concluir que a tese apresentada por Nicholas G. Carr está correta e está muito próxima de se tornar realidade. Vale lembrar que o sonho de qualquer administrador é sempre trabalhar com custos variados, pois dessa forma o aumento ou redução do custo acompanhará de forma diretamente proporcional o nível de demandas por serviços. Os dois conceitos apresentados, por serem baseados em pagamento sob demanda, podem viabilizar cada vez mais esse sonho dos administradores.

            A pergunta que deixo para reflexão é : Qual o impacto que esses conceitos trarão para os departamentos de TI das grandes empresas? Isso será assunto do próximo post cujo titulo será “O FIM DO ANALISTA DE TI”.

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

Google – Modelo de Inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;

Inovação – o poder da colaboração – > Clique aqui para ler;

Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

Empreendedor corporativo – > Clique aqui para ler;

Empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos – > Clique aqui para ler;

Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para ler;

Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui para ler

Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui para ler

Posted in Colaboração, competição, Gestão de mudanças, Nova Economia, Planejamento Estratégico | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 32 Comments »

 
%d blogueiros gostam disto: