Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘projetos’

Palestra Realizada na Tecnologia do BB : Empreendedorismo, Inovação e projetos

Posted by marcelao em dezembro 13, 2008


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BOAS NOTÍCIAS

Pessoal,

                realizei hoje (11.12) uma palestra na diretoria de tecnologia do Banco do Brasil com o titulo “empreendedorismo corporativo, inovação e projetos”. O objetivo da palestra era apresentar o que caracteriza a inovação e o empreendedorismo e a relação deles com a gestão de projetos.

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Empreendedor corporativo : Vida dificil nas empresas brasileiras

Posted by marcelao em outubro 23, 2008


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Pessoal,

                um dos assuntos que mais gosto de abordar aqui nesse espaço é a questão do empreendedor corporativo. Como já escrevi em outros posts, empreendedor corporativo ou intraempreendedor é aquele sujeito que possui as características de empreendedor, mas não não é dono de um negócio próprio, pois prefere e sente-se confortável trabalhando dentro de uma empresa.

                O objetivo desse post é mostrar as dificuldades que esse empreendedor encontra no cotidiano das empresas para empreender.

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Sua empresa é flexível?

Posted by marcelao em julho 11, 2008


Pessoal,

              Nesses tempos de muita competição e de grandes transformações na economia, o sucesso de qualquer empresa depende muito de quão flexível é essa empresa para conseguir sobreviver nesse ambiente de alta competitividade. Adaptabilidade é o novo jogo.

              A pergunta é : Qual o nível de flexibilidade que a sua empresa possui para vencer nesses novos tempos?

lebre_rapidez.jpg

              Competição exige agilidade. Para ilustrar essa necessidade, vou usar como exemplo um trecho do livro “Planejamento Estratégico” do professor Idalberto Chiavenato :

              “Um cão caçador atento, de orelha em pé, observa o contexto e percebe uma oportunidade : há uma lebre na proximidade, o que imediatamente lhe aguça os sentidos. Mantendo o olho fixo no alvo móvel, o cão avalia rapidamente suas possibilidades de sucesso e toma uma decisão : vai caça-la. Parte em sua direção. Ao perceber a movimentação do cão em sua direção e cada vez mais perto, a lebre começa imediatamente a correr para fugir da perseguição. Busca escapar da perigosa situação. Ziguezagueia para enganá-lo na direção, avança, salta, roda malandramente tentando ludibriá-lo a todo custo. O cão segue em sua corrida sinuosa, refazendo rumos a cada momento, coerente com o foco e a sua estratégia, em perfeita sintonia com o contexto. Assim, a cada manobra mais arrojada, a lebre vê minuto a minuto, seus objetivos se afastarem. A perseguição continua, e agora a lebre já demonstra cansaço e parece estar perdendo o rumo em sua fuga. O Cão decide, então, utilizar todo o seu arsenal de recursos. Corre e se esforça mais e mais para alcançar o seu objetivo, sincronizando seus movimentos com o alvo móvel, até que, finalmente, consegue capturar sua presa.”

energia.jpg

              A fábula acima ilustra a necessidade de agilidade na tomada de decisão. Agora, imaginem se isso ocorresse em uma organização em que a função de encontrar uma lebre (oportunidade) fosse de um cachorro que repassaria a informação para outro cachorro que analisaria a possibilidade de captura para depois tomar decisão se outro cachorro deve sair a caça(iniciação do projeto). Tomada a decisão de caça, o cão que recebeu essa função inicia a caça e ao perceber que a lebre mudou de rumo (mudança de cenário) solicita novas instruções ao seu superior sobre qual medida tomar. Provavelmente, o resultado será que o concorrente já passou na frente e caçou a lebre antes dessa empresa.Agora transportem essa pequena ilustração para a sua organização e analise se essa realidade não se repete.

               Essa fábula revela também o nível de fragmentação das responsabilidades dentro das empresas. Quando vários pessoas são responsáveis por um projeto significa que ninguém é responsável. O problema é que esses modelos de gestão estão baseados em funções e não em responsabilidades. Modelos baseados mais em responsabilidades do que em funções são mais adequados no atual ambiente de competitividade e que exige uma maior gama de competências na condução de projetos.

              O segundo aspecto a ser considerado é o nível de centralização das decisões nos mais altos níveis da organização e a quantidade de pessoas envolvidas nas decisões. Se esse nível é alto significa que o processo de decisão passa por vários níveis dentro da organização até que seja tomada a decisão, o que distancia muito o tomador de decisão da realidade em que o problema foi originado, ou seja, as decisões estão muito afastadas dos executores das tarefas.

              Essa característica acaba por criar um clima de insegurança e aversão ao risco por parte dos executores dos projetos, uma vez que eles temem tomar decisões que sejam mais tarde condenadas pelos níveis superiores. A consequência disso é uma dependência muito grande dos colaboradores dos executivos da empresa que acabem por ocupar o seu tempo para essas decisões em detrimento do tempo que poderiam estar dedicando a pensar mais estrategicamente e, na identificação de novas oportunidades e nas mudanças do ambiente.

              Uma forma simples de medir esse nível de dependência é estar atento a quantidade de ligações que você recebe no seu celular para tomar decisões ou para cobrar uma assinatura de documento.      

              Outro aspecto a ser considerado na medição do nível de flexibilidade da empresa é quão heterogenêa é a alta administração da empresa. Diretorias que possuem alto grau de homogeneidade de conhecimentos e formações tendem a possuir um maior grau de conformidade e uma maior tendência a focar na eficiência e a preservar o status quo. Já diretorias mais heterogêneas buscam aumentar o potencial de adaptabilidade e criatividade da empresa devido a variedade de perspectivas e fontes de informação favorecendo uma maior criatividade e inovação na tomada de decisões. Lembro-me de uma frase que ouvi na palestra do Ricardo Viana Vargas : “Onde 10 concordam, 9 são dispensáveis.”

               Outra consequência importante originada pela diversidade de perspectivas é o aumento do conflito de idéias atuando como um gerador de visões alternativas. Nesse cenário, o lider maior da organização deve ter o cuidado de garantir que essa diversidade não gere um verdadeiro abismo entre os executivos.

               Esses três aspectos abordados nesse post são apenas a ponta do Iceberg, existem outros aspectos a serem considerados como a cultura organizacional, a propensão a aceitar  a mudança por parte dos colaboradores da empresa e o nível de empreendedorismo existente dentro da empresa. Todos eles são importantes para aumentar o nível de flexibilidade da sua empresa. Caberá a alta administração o papel de identificar quais são os mais criticos e estabelecer a estratégia para realizar as mudanças necessárias. Afinal de contas, Adaptabilidade e flexibilidade são os nomes do jogo na nova economia.

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

Google – Modelo de Inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;Clique aqui para ler;

Inovação – o poder da colaboração – >

Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

Quanto vale uma empresa da nova economia? – > Clique aqui para ler;

A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para ler;

Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para ler;

Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos? – > Clique aqui para ler;

Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para ler;

As sete leis da criatividade – > Clique aqui para ler;

Dicas para estimular a criatividade – > Clique aqui para ler;

Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

Importância do aprendizado contínuo – > Clique aqui para ler;

Empreendedor corporativo – > Clique aqui;

Empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos – > Clique aqui para ler;

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Aprendiz 5 – Comentários Episódios 9 e 10

Posted by marcelao em junho 6, 2008


Pessoal,

             continuando a série de comentários sobre o Aprendiz 5, primeiramente gostaria de deixar claro que a intenção desses post é apresentar o meu ponto de vista, principalmente na perspectiva de gestão de projetos, sobre os episódios complementando os comentários apresentados na sala de reunião pelos conselheiros e os membros da equipe derrotada.

             Em segundo lugar, quero explicar a dinâmica que utilizo para fazer os comentários. O episódio da terça eu assisto e reviso ele utilizando o youtube o que confere uma melhor qualidade aos comentários, enquanto que o episódio da quinta, eu vou montando durante a apresentação do episódio registrando alguns insights.

             Feitas essas observações, vamos começar pelo episódio 9 exibido na terça 03.06 que foi a prova da realização da convenção da Emirates para agentes de viagem.

             Na equipe Master, Henrique começou apresentando um cronograma para facilitar a definição de papéis e responsabilidades, tática muito bem escolhida porque o planejamento feito com cronograma e definição dos papéis e responsabilidades diminui um pouco da subjetividade e diminui os riscos com problemas de comunicação para realização das tarefas. Ele ficou no papel de coordenação e integração das equipes que é o papel de um lider, seguindo uma boa prática da gestão de projetos, como eu havia postado anteriormente, em que o principal papel do lider é atuar como integrador das atividades, sendo que para isso ele gasta 90% do seu tempo com comunicação. Também na equipe Masters, tivemos um exemplo de um processo criativo, onde uma idéia inicial de Check-in deu origem a outras idéias que culminaram na criação do ambiente de uma viagem.

             NA equipe Foccos, houve falha ao não perceber logo que estavam desviando do plano original. É como eu já havia postado anteriormente, planejar é preciso para controlar e você deve estar sempre certificando as hipóteses que você considerou para o seu plano. Outro fato a ser destado, foi o evidente desgaste do Clodoaldo em fazer todas as ligações, pois uma atividade rotineira cansa demais, fato esse que não ocorreu na equipe Master, onde essa tarefa foi dividida entre todos os membros da equipe.

             Uma diferença que notei entre as duas equipes é que durante a fase de preparativos para o evento, havia muito mais vibração e alegria na equipe Master do que na equipe Foccos que se mostrou muito apática, talvez porque tudo tenha dado certo para a equipe Master fazendo com que a equipe ganhasse mais confiança, enquanto que na equipe Foccos os contratempos devem ter minado o entusiamo e a energia.

             No evento, a equipe Master fez uma apresentação que abordou todas as qualidades da empresa, enquanto que a equipe Foccos focou (olha o trocadilho) erradamente apenas na classe econômica. A descrição da tarefa falava em enfase e não exclusividade, que são coisas diferentes. Além disso, a apresentação e o ambiente criados pela equipe Masters tinham uma integração muito forte, já na equipe Foccos as idéias não possuiam liga entre elas culminando no truque do balão que ficou sem sentido. Acho eu que a intenção da idéia do balão era falar da importância dos detalhes para passar uma mensagem tipo “Pensamos em todos os detalhes para o seu conforto”, mas ficou uma mensagem muito mais ligada a idéia de crise do que a mensagem dos detalhes.

              Na sala de reunião, ficou clara a falta de liderança da Patricia o que ficou agravado pelo fato de que sua eliminação foi unanimidade entre todos os participantes da sala. Ela também colaborou para sua eliminação com uma defesa fraca.       

              No episódio 10 de 05.06, quando houve a indicação do Hugo para a equipe Foccos, pensei que a vitória seria da equipe da Master, porque para mim os quatro membros da equipe Master eram os mais fortes candidatos do programa.

              Mas logo no inicio da realização das tarefas, percebi que a equipe Master perderia a tarefa. E acertei meu prognóstico que vocês podem confirmar visitando o link : http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3499388&tid=5202361978612295249&na=2&nst=57 . Esse link são dos comentários que fiz na comunidade “Q3 – No mundo da Excelência” durante o programa e registrei esse prognóstico quinze minutos antes da divulgação do resultado.

              Fiz esse prognóstico porque percebi que não houve planejamento da equipe Masters e que os membros estavam um pouco perdidos. Contribuiu para isso o fato de terem interpretado erroneamente o dossiê, tratando apenas a parte do projeto cromático. Já postei nos tópicos sobre gestão de projetos, a primeira atividade a ser feita em um projeto é entender o seu objetivo, equalizar e torná-lo claro para todos os membros da equipe, é pensar no “O QUÊ?” para depois pensar no “COMO”, ou seja, pensaram apenas no operacional e não primeiramente no estratégico.

              Já a equipe Foccos pensou na estratégia primeiro procurando conhecer um pouco mais da história do lugar através da realização de pesquisas e entrevistas com moradoradores, já que se tratava de um lugar considerado histórico por entidades internacionais. Isso tornou o projeto da equipe Foccos mais abrangente do que o projeto da equipe Masters. Além disso, na execução das tarefas procuraram realizar alguns testes e acompanhar de perto o trabalho das pessoas contratadas, ação que se mostrou sábia já que foi necessária a intervenção do Clodoaldo e do Danilo.

              Quanto a melhor sala de reunião que eu já assisti, por razões óbvias, vou dividir meu comentário em duas partes. Inicialmente ficou claro para mim que não é só o Henrique que tem problemas de relacionamento para trabalhar em equipe, todos os membros apontaram essa falha na lider Sandra. Para mim seria ela seria eliminada, prognóstico que registrei no link acima ao mesmo tempo que disse que a equipe Masters perderia.

              Para finalizar, queria registrar os meus PARABÉNS para a atitude da ADRIANA. Para mim, ela era a minha favorita ao lado do Henrique. E Se tem uma palavra que resume a atitude dela, essa palavra é ÉTICA. Diferente do Peter do Aprendiz 3 e do Fábio do Aprendiz 4, a Adriana colocou o seu desejo somente depois de ter certeza que ela não seria a eliminada. Ela, para ser justa com todos, decidiu não prejudicar nenhum dos demais dos candidatos porque percebeu que eles estavam com mais vontade do que ela e não seria justo que um deles saisse e depois ela pedisse para sair. Foi muito comovente a atitude da Adriana que pensou no seu filho, no tempo que ela estava perdendo com ele, ouvindo as primeiras palavras, vendo os primeiros passos. Ela deu um excelente de exemplo de ÉTICA E VALORES, ou seja, passar os momentos iniciais da vida do seu filho é mais importante do que ser sócio do Roberto Justus.

 

              Para a Adriana, eu só posso BATER PALMAS DE PÉ, mesmo que virtualmente.

 

Um abraço. 

P.S : O meu palpite para vencer o Aprendiz é o Henrique.

Leia também os seguintes posts :

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– Planejar é preciso? – > Clique aqui;

– A relação entre o planejamento estratégico e a gestão de projetos? – > Clique aqui;

– Processo decisório – > Clique aqui;

– Pontos de controle do projeto – > Clique aqui;

– Ciclo de vida dos projetos – parte I – > Clique aqui;

– Ciclo de vida dos projetos – parte II – > Clique aqui;

– O que é gestão de projetos? – > Clique aqui;

– Aprendiz 5 – comentários episódios 1 a 6 – > Clique aqui;

– Aprendiz 5 – comentários episódios 7 e 8 – > Clique aqui;

– Competências dos lideres do futuro – > Clique aqui;

– Competências dos lideres do futuro – II – > Clique aqui;

– Livro : O lider do futuro – > Clique aqui;

– Estilos de liderança – Existe o Ideal? – > Clique aqui;

– Liderança do futuro – Lider 2.0 – > Clique aqui;

– Resumo Palestra Jack Welch – > Clique aqui;

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Transferência de poder e nova postura do profissional

Posted by marcelao em maio 6, 2008


Pessoal,

quem acompanha esse blog, já deve ter identificado que um dos assuntos que mais gosto de escrever é sobre as transformações que estão ocorrendo na sociedade e que traz consequências para o ambiente de competição em que as empresas vivem hoje em dia. Mudanças essas que geram a necessidade de identificação e formação de um novo profissional dentro das empresas. Um profissional com atitude mais participativa nas decisões das empresas, com mais atitude empreendedora( clique aqui para ler sobre isso).

Primeiro, vamos trazer para análise os conceitos apresentados pelo pesquisador americano Alvin Toffler que são concentrados na temática da mudança.

Toffler baseias suas pesquisas no que acontece com às pessoas quando toda a sociedade se transforma abruptamente em algo novo e inesperado, além do efeito dessas transformações nas organizações. Entre seus estudos, destacam-se os três livros lançados por ele que são “O Choque do futuro”, “A terceira onda” e “Powershift”. Nesse post, vamos nos concentrar nos dois ultimos trabalhos que são os mais recentes.

“A terceira onda” fala das três ondas existentes na história da humanidade e que foram importantes para o desenvolvimento humano. A primeira onda foi denominada como a revolução agricola que trouxe a transformação do ser-humano em uma figura do caçador-coletor, que precisa sair a caça do seu alimento para sobreviver, para o agricultor organizado proporcionando a estabilidade e a segurança necessárias para o desenvolvimento das artes e da tecnologia, que são a base da sociedade como a conhecemos hoje.

Para efeito de comparação com as outras ondas, o trabalho na agricultura permite ao trabalhador acompanhar todo o processo de produção, desde o momento que ele espalha as sementes dos produtos, passando pela colheita e finalizando com a venda do produto, permitindo a esse trabalhador uma visão completa de todo o processo, além de ter o feedback do consumidor no momento da venda possibilitando a esse trabalhador rever o seu processo a fim de atender as exigências do consumidor apresentadas quando da venda do produto.

No entanto, os bens produzidos não eram suficientes para atender a todos que deles necessitassem, ou que os desejassem, prevalecendo a escassez. A partir desse fato, iniciou-se um movimento para aumentar o volume de produção, com a mecanização das oficinas, que se transformaram nas primeiras fábricas. Trata-se da segunda onda, a revolução industrial.

Na revolução industrial, passou a prevalecer a produção em série, com redução de custos, que tornava os produtos acessíveis a um número bem maior de consumidores, muitos dos quais integrantes de uma nova classe social que surgia, a dos assalariados. A revolução industrial teve o mérito de dar um fantástico salto à frente nos métodos de produção e na organização do trabalho.

Por outro lado, a revolução industrial trouxe alguns malefícios onde podemos citar algumas consequências como o afastamento de boa parte da empresa da percepção de necessidade do consumidor o que levou o homem a ter uma visão fragmentada do processo. Se utilizarmos a fazenda como analogia, é como se eu tivesse uma pessoa para semear, outra para irrigar o terreno, outra para colher e outra pessoa para vender o produto. Cada um desses atores passou a ter a visão apenas da funcionalidade atribuida a ele perdendo a visão do todo e do significado e importância que a sua tarefa tinha para o todo. A imagem mais emblemática desse período é o filme de Charles Chaplin chamado “Tempos modernos”.

A terceira onda trata da revolução da informação, dos profundos efeitos que a tecnologia da informação e a biotecnologia trazem para a economia, e as mudanças que hoje vemos acontecer com os métodos de fabricação, marketing e padrões de trabalho.  Mudanças essas que permitem a geração de novas oportunidades como o marketing de nicho e o aumento do poder do consumidor. Até cunhou um novo termo chamado “prosumidor” que é o consumidor como produtor (clique aqui para ler sobre isso). Apenas para exemplificar, esse blog é um exemplo de consumidor e produtor, pois gera conteúdo e consome conteúdo ao permitir que ele localize e seja localizado por pessoas que possuem os mesmos interesses referentes a excelência da gestão.

Toda essa mudança proporcionada pela terceira onda traz profundas mudanças na questão do poder, não se limitando apenas a transferência do poder das empresas para os consumidores, mas também do alto escalão da empresa para o trabalhador do conhecimento, mas também de uma mudança profunda na própria natureza do poder. Esse é o trabalho apresentado no terceiro livro chamado “Powershift”.

Esse trabalho apresenta as três fontes básicas de poder : violência, riqueza e conhecimento. Podemos utilizar esse conceito e aplica-los as três ondas onde a violência foi o poder que imperou antes da primeira onda, pois o homem precisava caçar para sobreviver e nesse ambiente ganhava o mais forte. Na revolução agricola e industrial imperou o poder da riqueza onde as pessoas com maior “salário” eram quem determinava os destinos da empresa.

Já a crescente importância do conhecimento provocou mudança no equilibrio entre elas, pois com a revolução da informação potencializada pela Internet, a informação passou a estar disponível em larga escala e com maior facilidade de acesso. Junta-se a isso o crescente número de pessoas que tiveram acesso a cursos de nível superior e temos ai um maior nivelamento do conhecimento entre as pessoas. Deter o conhecimento passa a ser o diferencial competitivo das empresas e das nações. Para se ter idéia dessa mudança, existem empresas onde quem ganha os maiores salários ou recompensas são aqueles que detém maior conhecimento e não aqueles que estão nos níveis mais superiores das organizações.

Outra mudança identificada por Toffler é a reversão das tendências das soluções de massa predominantes no final do século XX com o surgimento do marketing de nicho e da exigência dos consumidores por soluções mais customizadas o que leva as grandes empresas a serem divididas em unidades pequenas e autônomas.

Daí podemos concluir que toda essa transformação exige uma nova postura do profissional que trabalha dentro das empresas, posturas essas abordadas em outros tópicos desse blog como nos posts sobre empreendedorismo corporativo (clique aqui para acessar), empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos (clique aqui para acessar), empreendedorismo e inovação e projetos (Clique aqui para acessar). Uma postura mais próativa, uma visão mais conectada com o mundo, mais participativa das decisões das empresas o que exigirá a contra-partida que é assumir responsabilidades.  Exigirá também uma nova postura dos gerentes das empresas, uma postura que saiba trabalhar com a diversidade de opiniões, trabalhe com a motivação no sentido de identificar o motivo para ação de cada colaborador, uma postura que coloque o conhecimento em ação, afinal de contas, uma empresa na mais é do que um portfólio de competências a serviço da sociedade.

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

Revolução na sociedade – > Clique aqui para acessar;

Quanto vale uma empresa da nova economia? – > Clique aqui para acessar;

A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para acessar;

Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para acessar;

Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos? – > Clique aqui para acessar;

Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para acessar;

Livro : O lider do futuro – > Clique aqui;

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Indicação de Blog

Posted by marcelao em abril 19, 2008


Pessoal,

              como o objetivo é disseminar conhecimento, vou indicar posts de outros blogs sobre tem relação com os assuntos divulgados por esse blog.

              Aqui vão duas dias de posts :

              – As regras da excelência em processos : Post sobre 4 dicas para o sucesso na execução dos processos extraído do artigo “Decodificando o DNA da Toyota que aborda o real conceito de processos que muita gente confunde com construção de fluxogramas, quando fluxograma é apenas uma ferramenta para a gestão de processos, sendo mais importante entender o conceito de cliente-fornecedor e a propriedade vital de um processo que é agregar valor. O post está no blog “O Blog da gerência de projetos” no link : http://gerenciapratica.blogspot.com/2008/04/as-4-regras-da-excelncia-em-processos.html

              – Prince2 no Brasil – Blog do Flavio Jesus sobre gestão de projetos e apresenta a metodologia Prince2 que vem crescendo de importância e vem atraindo a atenção de muitos gerentes de projetos no Brasil. O link é http://gfinfo.blogspot.com/2008/01/prince2-no-brasil.html

 

Um abraço. 

 

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Empreendedorismo Corporativo e o Gerente de Projetos

Posted by marcelao em abril 15, 2008


Pessoal,

             é sabido que no mundo corporativo atual, o sucesso do passado não é garantia de sucesso no presente e muito menos no futuro. Dentro desse contexto, inovar é mais do que importante, é uma questão de sobrevivência.

             A inovação é o assunto da moda, mas pouco tem sido falado sobre o principal ator desse processo que é o empreendedor. No caso das empresas, estamos falando do empreendedor corporativo.

             As empresas tem procurado e valorizado bastante pessoas que possuam atitudes empreendedoras, que não fiquem de braços cruzados esperando uma ordem, que sejam  contestadoras do status quo e estejam dispostas a assumir mais riscos e a inovar mais.

             O empreendedor corporativo é aquele colaborador que apresenta características especiais como responsabilidade, iniciativa própria, vontade para fazer negócios, vocação para assumir riscos e desejo de empreender. É uma pessoa que se tivesse capital suficiente, talvez até criasse sua própria empresa, mas que se sente feliz como colaborador de uma empresa, desde que possa exercitar seu talento e ser adequadamente reconhecido e recompensado pelo que consegue fazer ou realizar.

              Nesse contexto, ele se assemelha muito com as características de um gerente de projetos principalmente quanto a assumir e gerenciar riscos do projeto e na capacidade de liderar a transformação, de fazer acontecer o novo.

              Tanto o empreendedor corporativo quanto os gerentes de projetos podem ser os artifices da substituição do espirito conservador e burocrático por um espirito de empreendimento profissional e de realização pessoal.

               Empreendedores não enxergam as coisas como elas são, mas sim como deveriam ser, mas geralmente são vistos como pessoas problemáticas devido ao fato de que a mediocridade e a miopia gerencial é que imperam nas empresas com culturas burocráticas, pois o empreendedor deixa de lado a burocracia e ousa a inovação por meio de seu talento pessoal.

               Definem uma visão pessoal e a buscam com determinação e consistência enxergando seu trabalho como criação de valor que os impulsiona para frente e todas as suas prioridades são totalmente direcionadas para essa visão. Seu senso de responsabilidade o faz ficar profundamente descontente com o mau resultado e extremamente orgulhoso quando ocorre o sucesso.

               O empreendedor sente, vive, respira, pulsa e se julga o responsável pelos resultados de suas ações e por essa razão não conseguem sobreviver em ambientes burocráticos, mas, devido as suas características, funcionam muito em ambiente com cultura voltada para a realização de projetos.

E a sua empresa? Tem procurado identificar esses colaboradores especiais e propiciado a eles as oportunidades de realização que eles necessitam?

Um abraço.

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Gestão de projetos – Indicação de Blog

Posted by marcelao em abril 9, 2008


Pessoal,

              o objetivo desse blog é compartilhar conhecimento o que significa não só disponibilizar conhecimento, mas também indicar conteúdos que considero como sendo de qualidade.

              Diante disso, indico o blog do Davi Rios e especialmente o post “Aprenda a dizer não” que está no link http://gerenciapratica.blogspot.com/2008/04/aprendendo-dizer-no.html

              São dicas interessantes de algumas situações onde responder “NÃO” é a melhor atitude que um lider de projetos deve ter, principalmente, se ele não quiser que o projeto dele vire o que eu chamo de “Projeto Highlander – aquele que nunca morre”.

               Acessem e curtam o conteúdo.

 

Um abraço.

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A relação entre planejamento estratégico e a gestão de projetos

Posted by marcelao em abril 7, 2008


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Pessoal,

             conforme havia prometido no post anterior (clique aqui para ver), vou escrever sobre a relação entre o planejamento estratégico e a gestão de projetos.

             Vamos iniciar com os conceitos, começando com o conceito de planejamento estratégico como sendo um plano antecipado do que deve ser feito a longo prazo, envolve tomar decisões atuais que envolvem RISCOS e tem a função de levar a empresa do patamar atual em que se encontra para um patamar superior. A estratégia está intimamente ligado a necessidade da empresa crescer e evoluir.

              Já o projeto é um trabalho TEMPORÁRIO e ÚNICO que possui inicio e fim claramente definidos, um escopo de trabalho bem definido, um orçamento e um nível de perfomance a ser atingido. São importantes instrumentos para transformar a estratégia em resultados principalmente em ambientes de grandes mudanças. Gerenciar um projeto é aplicar conhecimentos , habilidades, ferramentas e técnicas nas atividades do projeto de forma a atingir os resultados esperados. Gerenciar projetos envolve pessoas, processos e ferramentas.

              Qual a relação que podemos identificar entre esses conceitos? Se o planejamento estratégico tem como função fazer com que a empresa cresça, esse crescimento não se dará através das atividades atuais da empresa e sim de novos empreendimentos ligados a inovação. Para realizar esses NOVOS EMPREENDIMENTOS você precisará de PROJETOS. O planejamento estratégico será desdobrado em objetivos que gerarão iniciativas que, por sua vez, originarão atividades que visam alcançar as metas estabelecidas pela empresa. Essas atividades devem ser conduzidas como PROJETOS.

             Como vimos no post sobre ciclo de vida dos projetos (clique aqui para ler), outra relação que podemos fazer entre projetos e planejamento estratégico é a fase de iniciação dos projetos. A fase de iniciação envolve o processo de priorização e seleção dos projetos, uma vez que os recursos são finitos e as necessidades são infinitas. Qualquer decisão que envolve a escolha de qual projeto deve iniciar passa pelo planejamento estratégico da empresa identificando qual o grau de alinhamento do projeto com o planejamento estratégico da empresa. Se o projeto não atende a estratégia, ele deve ser descartado.

            Diante disso, podemos concluir que o planejamento estratégico da empresa é o grande projeto da empresa por se tratar de algo novo para empresa, é conduzido pelas pessoas, precisa ser monitorado e ajustado de acordo com as mudanças do ambiente.

 

Um abraço.

Se você quiser ler mais sobre :

– Planejamento estratégico – > clique aqui;
– Gestão de projetos – > clique aqui;
– Inovação – > clique aqui;

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