Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘Empresas do século XXI’

Enxergue de forma mais abrangente

Posted by marcelao em maio 3, 2009


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Pessoal,

                no mestrado que estou cursando, eu tenho que ler alguns textos sobre competências nas organizações e o texto que estou lendo atualmente é sobre o desenvolvimento de competências já existentes dentro das empresas, o que chamaos de knowledge exploitation ou, em uma tradução mais literal, exploração do conhecimento. Entre os fatores que dificultam o desenvolvimento de competências já existentes dentro da organização é o fator miopia gerencial.

                Ao ler sobre esse fator, lembrei de varios casos de miopia que poderiamos citar. Entre eles, vou citar três casos, sendo dois recentes e um mais voltado para a gestão nas empresas. Continue lendo »

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Dica de vídeo : Conheça a cultura corporativa do Google

Posted by marcelao em setembro 28, 2008


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Pessoal,

              em tempos de crise financeira, que mostra que o modelo exploratório baseado na máxima de que para alguém ganhar alguém tem que perder, é importante conhecer modelos de gestão onde o capital intelectual (talento humano) vale mais do que o capital financeiro, principalmente aqueles decorrentes de especulação financeira.

                O Google é um exemplo de empresa da nova economia que está alinhado aos novos tempos mais condizentes com modelos colaborativos, onde para ganhar não é preciso que outro perca.

                Por essa razão, aqui vai a dica de video que é a palestra em video disponivel no site da endeavor (www.endeavor.org.br) no link http://endeavor.isat.com.br/info.asp?Palestra_ID=332 . Nele, o diretor de comunicação do Google, Carlos Felix Ximenes, apresenta a cultura corporativa do Google. Uma cultura inovadora fortemente baseado no empreendedorismo interno de seus colaboradores. Lá a missão não precisa ficar exposta em um quadro pregado na parede. Faz parte do dia-dia da empresa.

                 Carlos apresenta vários cases que comprovam como essa cultura está enraizada dentro da empresa. A missão de organizar toda informação útil e acessível do mundo aparece em todos os produtos que o Google desenvolveu ao longo da sua existência, como no caso da parceria do Google com o exercito americano no auxilio as vitimas do furacão Katrina.

                  O modelo de empreendedorismo interno é baseado na idéia de que aquelas pessoas que abriam empresas no vale do silicio, quebravam suas empresas e abriam novos empreendimentos logo em seguida, poderiam fazer tudo isso dentro do Google. Lá não existe um departamento de inovação, todos podem ser inovadores e qualquer idéia pode ser desenvolvida desde que atendesse uma única regra, passar pelo julgamento do usuário final.

                   Mas, mesmo um produto não aceito pelo usuário final, não é totalmente descartado, como no caso de um colaborador que resolveu aplicar a idéia do Google Earth em outro planeta, criando assim o Google Mars. Como nenhum “marciano” interessou-se pelo produto, ele voltou para a prancheta para ser aproveitado em outro momento, pois um dia alguém irá precisar dele.

                   Tudo isso permitido pelo modelo de inovação apresentado na figura abaixo :

                   Aliás, alguns dizem que os 10% constantes do gráfico acima quer dizer que cada um pode fazer o que quiser no seu tempo livre. Como disse Carlos na sua palestra, não existe “tempo livre” existe o tempo em que ele está trabalhando em novas idéias. Isso não é “tempo livre”.

                   No Google, as pessoas são estimuladas a querer melhorar sempre e o conflito de idéias é incentivado e bem vindo. No livro “O futuro da Administração”, o autor relata um depoimento do atual presidente do Google, Eric Schmidt, que quando participiou da primeira reunião com todos os colaboradores da empresa, ele sentiu como se estivesse no meio de dez partidas simultâneas de tênis tal era o nível de discussão da empresa. A partir daí, ele percebeu que ele deveria adaptar-se a cultura da empresa e não a empresa adaptar-se ao seu estilo. Ele teria que adotar uma postura mais questionadora e direcionadora do que uma postura deterministica.

                   A cultura do Google é fortemente baseada nos valores apresentados na figura abaixo :  

                   Para fechar, seguem as 9 noções de inovação do Google :

                   – Inovação, não perfeição instantânea;

                   – Compartilhe tudo o que você possa;

                   – Se você é brilhante, nós contratamos;

                   – Uma licença para perseguir sonhos;

                   – Idéias surgem de todos os lados;

                   – Evite a promoção, use dados;

                    – Criatividade odeia restrições;

                   – Foco na usabilidade e no usuário, não no dinheiro;

                   – Não mate projetos, transforme-os;

                   Um dos principios mais forte é lançar produtos o mais rápido possível e depois aperfeiçoa-los. O segredo é identificar a principal necessidade do usuário e diminuir o custo do erro o máximo possível. Um exemplo claro disso é o Orkut que começou permitindo adicionar 12 fotos ao seu perfil e hoje permite um número infinito, criação de albuns para organiza-las, adicionar videos,…

                   Esse é modelo de empresa da nova era, a era do conhecimento, que se assemelha ao modelo da Internet devido as suas características de adaptabilidade, envolvimento e inovação onde todos têm o direito de opinar, a capacidade conta mais do que cargos e credenciais, o compromentimento é voluntário, quase tudo é descentralizado, as idéias competem em pé de igualdade e onde as decisões são tomadas entre os usuários.  

                    Tudo isso é resumido no pensamento dos fundadores, Larry Page e Sergei Brin :

“É preciso ter um desprezo saudável pelo impossível

 e tentar coisas que a maioria das pessoas não tentaria.”

Um abraço.

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Leia também os seguintes posts :

– Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;

– Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui para ler;

– Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui para ler;

– Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui para ler;

– Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

– Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

– Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para ler;

– Livro : Qual é a tua obra? – > Clique aqui para ler;

– Importância da franqueza nas organizações – > Clique aqui para ler;

– Competências dos lideres do futuro – > Clique aqui para ler;

– Competências dos lideres do futuro – II – > Clique aqui para ler;

– Importância da franqueza nas organizações – > Clique aqui para ler;

– Questionar é preciso : liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;

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Seis Meses de Blog – Hora de Revisão

Posted by marcelao em julho 12, 2008


Pessoal,

             na quarta-feira (09.07) fui convidado, pelo pessoal que cuida da comunicação interna na Diretoria em que trabalho no Banco do Brasil, a selecionar um dos posts do meu blog para ser utilizado como parte de uma reportagem sobre os blogueiros que eles iriam publicar na reinauguração da intranet da Vice-Presidência.

             Escolher um dos posts que já escrevi é uma tarefa dificil, pois todos os que escrevi até hoje foram feitos com muito carinho e dedicação. Foi aí que percebi que no dia 10.07.2008 completavam seis meses do meu projeto de blog. Nesses seis meses foram 121 posts, mais de 67.700 acessos sendo que no último mês a média de acesso foi em torno de 800 por dia e o dia com maior acesso foi 20.06 com 1.246 acessos.

             Então pensei comigo mesmo : porque, ao invés de escolher um post, eu não faço um histórico e um resumo das minhas idéias.

             Esse blog começou como fruto de um planejamento estratégico pessoal que criei no começo do ano. O primeiro passo para realizar um planejamento estratégico pessoal é fazer uma jornada interior para descobrir os seus valores, esperanças, sonhos e aspirações possibilitando visualizar objetiva e autenticamente sua vida enquanto pessoa completa. É uma auto-análise na busca por mudar o processo de pensamento e raciocinio, preparando-se para a ação e para o envolvimento interno em seu trabalho, com resolução, paixão e energia.

              Ao término dessa jornada interior, uma das características que identifiquei foi o prazer que sinto em aprender continuamente e compartilhar conhecimento. Característica essa acentuada com minha participação na comunidade do Orkut chamada “Q3 – No mundo da excelência”. A partir dessa característica, estabeleci a minha missão de vida : “Transmitir paixão pelo aprendizado contínuo através do compartilhamento de conhecimento.” Daí para montar o blog foi um pulo, pois ele serve como um registro das minhas idéias, uma forma de memória disponibilizando um pouco do que sinto, estudo, vivo e, desta forma, serve como uma fonte de informação e conhecimento para os meus amigos e pessoas que compartilham das minhas idéias.

             O assunto escolhido foi tudo relacionado a excelência da gestão com maior enfase em gestão de projetos, liderança, empreendedorismo corporativo e inovação. Mas se eu tivesse que resumir toda a mensagem que procuro passar nos meus posts em uma única palavra, essa palavra teria que ser um verbo e esse verbo seria EVOLUIR.

             A partir desse verbo, dividirei esse resumo em três partes : Evolução das empresas, Evolução dos Gestores e evolução dos individuos.

             No âmbito das empresas, os posts que escrevi sempre abordam a necessidade de evoluirmos nos modelos de gestão, na busca de modelos mais apropriados ao momento de transição que estamos passando no mundo no campo da economia, da politica, da educação e das relações pessoais.

             A associação que sempre faço é que os modelos de gestão do século passado foram baseados na revolução industrial, na analogia com o funcionamento das máquinas. A visão mecanicista de como o mundo funciona em que as empresas devem ser perfeitas e estáticas como as máquinas, que as pessoas devem ser tratadas como mão-de-obra e do funcionamento dos processos como linhas de montagem onde as responsabilidades são fragmentadas pelos vários níveis hierárquicos dentro da empresa afastando cada vez mais as pessoas da verdadeira razão de existência de uma empresa que é atender a sociedade.

             Essa fragmentação das responsabilidades teve como consequência a perda de significado para as pessoas que trabalham nas empresas do sistema como um todo. Para efeito de comparação, antes da revolução industrial, o fazendeiro trabalhava em todo o processo iniciando pela plantação das sementes, passando pela colheita e finalizando com a venda de seus produtos diretamente aos consumidores o que proporcionava a ele um feedback, sem ruidos na comunicação, de como os seus clientes avaliavam os seus produtos, oferencendo a oportunidade de rever seu processo e aprimorá-lo.

             Na atual era, o modelo a ser seguido é o da Internet buscando a construção de modelos de gestão que se assemelhem ao modelo da Internet devido as suas características de adaptabilidade, envolvimento e inovação onde todos têm o direito de opinar, a capacidade conta mais do que cargos e credenciais, o compromentimento é voluntário, quase tudo é descentralizado, as idéias competem em pé de igualdade e onde as decisões são tomadas entre os usuários.    

            A razão para essa evolução é muito simples. A economia do século passado tinha como fatores de produção terra, trabalho e capital. Com o advento da globalização, esses fatores passaram a estar disponíveis em maior escala como, por exemplo, o Capital financeiro que não possue limitações relacionados a fronteiras geográficas. Outro exemplo que podemos citar é que não existem mais vantagens competitivas na utilização de ferramentas ou processos mais modernos. O Mainframe de última geração que você adquiriu recentemente, também é vendido para o seu concorrente, assim como novos processos, como a gestão de projetos, são utilizados pela sua empresa e pelo seu concorrente.

            A pergunta é : Se tudo isso virou comoditie, qual passa a ser o fator de vantagem competitiva do século XXI? A resposta é : Conhecimento e talento humano. Se você acha que essa não é a resposta, responda a pergunta de por quê empresas como o Google e a Microsoft valem na bolsa de valores até 100 vezes mais do que o registrado em seus balanços patrimoniais?

            Essa resposta exige que passemos agora a tratar da questão da evolução dos gestores.

            Como o fator de vantagem competitiva do século XXI passa a ser o conhecimento e talento humano, o único lugar onde você os encontrará não será nas máquinas, mas sim nas pessoas, no trabalhador do conhecimento. E isso muda o papel dos gestores dentro das empresas que passam a ter que adotar uma postura mais de lideres cuja principal responsabilidade passa a ser TRANSFORMAR O CONHECIMENTO EM AÇÃO E RESULTADOS.

            Toda empresa quer contar com equipes constituidas de pessoas inteligentes e talentosas, mas quanto mais inteligentes e talentosas são essas pessoas, mais dificil é lidera-las, pois elas são exigentes e avessas a opiniões que não sejam as suas e agem de acordo com quem as gerencia.

             Por essa razão, os lideres dessas equipes devem adotar novas maneiras de tratar essas pessoas. O velho modelo de controlar e patrulhar terá que ser substituido por um modelo que utilize mais os verbos facilitar e possibilitar. O papel do lider dessas equipes passa ser mais de direcionador.

             O lider terá que criar uma missão e um clima de colaboração dentro da equipe. Para isso terá atuar mais com perguntas do que oferecendo respostas. Questionar é preciso. Diante disso, terá que adotar uma postura mais humilde e menos competitiva com sua equipe.

             O lider de equipes de talento cria um senso de ética, integridade, confiança, transparência, aprendizado contínuo, inovação, proatividade, paixão e, sobretude, humildade. Cultiva a capacidade de colocar o cliente como seu foco. Encara o empreendedorismo como um estado de espírito, além de ser coerente servindo de exemplo pelas suas ações e não só pelas suas palavras.

             Essas equipes de talentos não gostam de se sentirem comandadas. Por essa razão, o lider deve atuar como questionador, direcionando com suas perguntas as ações dessas pessoas de forma a perceberem o seu ponto de vista. Ele terá que estar do lado das perguntas e não das respostas. As respostas devem ficar a cargo dos talentos da sua empresa.

              Mas o lider sozinho não consegue fazer toda a transformação necessária. Ele precisará da colaboração de todos nesse processo de evolução. Inclusive, esse foi um dos tópicos discutidos na comunidade “Q3 – No mundo da excelência” se a transformação na empresa deve vir de cima ou de baixo, bidê ou chuveiro. Foi quando um dos membros da comunidade fez um comentário fantástico : A transformação não deve ser bidê OU Chuveiro, ela deve ser Banheira de Hidromassagem, ou seja, deve vir de todos os lados.

              Para isso, os colaboradores das empresas deve estar conscientizados de que as transformações que estão ocorrendo no mundo exigem uma nova forma de pensar e de ser como profissionais. Elas devem passar a ser mais NEXIALISTAS. Esse termo eu colhi do blog da Viviane Ventura, vencedora do primeiro aprendiz com Roberto Justus, em que ela afirma que a discussão não está mais se você deve ser generalista ou especialista, você tem que ser nexialista, um profissional que têm experiência em diversos tipos de ambiente e também uma formação diferenciada. Nas palavras do Walter Longo : “É o que não tem todas as respostas, mas sabe onde encontrá-las”.

               Esse modelo de profissional aproxima-se bastante do modelo “T”, que é o profissional que tem uma forte especialização em uma área de conhecimento, mas que tem uma visão abrangente e conceitual de todas as outras áreas que compõem a empresa. Dessa forma, ele consegue montar uma rede “Subterrânea” de contatos em todas as outras áreas facilitando o seu trânsito entre elas, e consequentemente, conseguindo que as pessoas dessas áreas contribuam para os seus projetos sem que ele tenha que enfrentar a burocracia das estruturas hierarquicas dos modelos de gestão do século passado.  

                Esse profissional “T” tem visão multidisciplinar e coloca sempre o cliente em primeiro lugar para atingir suas metas. Ele executa qualquer tarefa necessária para fazer o projeto funcionar, a despeito da descrição do cargo. Não são movidos pelo poder, mas sim pelo sonho. São obcecados pelas oportunidades, holisticos nas abordagens e procuram sempre apresentar propostas que agreguem valor.

                Para isso, será necessário resgatar e implantar um compromisso ético entre as partes e a busca por resultados que não exija que os individuos faltem com a verdade em nome de uma maior lucratividade, além de criar um senso de justiça e de maior solidariedade entre as pessoas que trabalham e vivem nas empresas.

                O ambiente competitivo exigirá das empresas o abandono de velhos paradigmas, um verdadeiro processo de “Destruição criativa”, eliminando preconceitos e adotando posturas mais alinhadas a realidade da sociedade pós-industrial, ultracompetitiva, baseada sobretudo na aquisição permanente de conhecimento.

                Afinal de contas, vivemos em uma nova era, em uma nova economia. Uma economia que está passando de analógica para digital caracterizada pela rapidez e pela inovação que requer pequenas ações empreendedoras de cada um dos personagens do cenário altamente competitivo em que vivemos atualmente.

                Para finalizar, faço um convite a todos para exercitar a competência de colaborar e participar da Blogosfera citando um ditado chinês que encontrei em uma comunidade do Orkut :

“Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, e, ao se encontrarem, eles trocam os pães, cada homem vai embora com um. Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada cada um carregando uma idéia, e, ao se encontrarem, eles trocam as idéias, cada homem vai embora com duas.
Sempre que possível troque idéias, elas esclarecem, acrescentam, ajudam, evoluem… ainda que você não precise, servirão para o outro.”

BLOGAR FAZ BEM PARA A ALMA E PARA O CORAÇÃO.

Keep the Faith.

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

Sua empresa é Flexível? – > Clique aqui para ler;

Google – Modelo de Inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;

Inovação – o poder da colaboração – > Clique aqui para ler;

Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

Quanto vale uma empresa da nova economia? – > Clique aqui para ler;

A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para ler;

Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para ler;

Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para ler;

As sete leis da criatividade – > Clique aqui para ler;

Dicas para estimular a criatividade – > Clique aqui para ler;

Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

Importância do aprendizado contínuo – > Clique aqui para ler;

Empreendedor corporativo – > Clique aqui;

Empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos – > Clique aqui para ler;

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Sua empresa é flexível?

Posted by marcelao em julho 11, 2008


Pessoal,

              Nesses tempos de muita competição e de grandes transformações na economia, o sucesso de qualquer empresa depende muito de quão flexível é essa empresa para conseguir sobreviver nesse ambiente de alta competitividade. Adaptabilidade é o novo jogo.

              A pergunta é : Qual o nível de flexibilidade que a sua empresa possui para vencer nesses novos tempos?

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              Competição exige agilidade. Para ilustrar essa necessidade, vou usar como exemplo um trecho do livro “Planejamento Estratégico” do professor Idalberto Chiavenato :

              “Um cão caçador atento, de orelha em pé, observa o contexto e percebe uma oportunidade : há uma lebre na proximidade, o que imediatamente lhe aguça os sentidos. Mantendo o olho fixo no alvo móvel, o cão avalia rapidamente suas possibilidades de sucesso e toma uma decisão : vai caça-la. Parte em sua direção. Ao perceber a movimentação do cão em sua direção e cada vez mais perto, a lebre começa imediatamente a correr para fugir da perseguição. Busca escapar da perigosa situação. Ziguezagueia para enganá-lo na direção, avança, salta, roda malandramente tentando ludibriá-lo a todo custo. O cão segue em sua corrida sinuosa, refazendo rumos a cada momento, coerente com o foco e a sua estratégia, em perfeita sintonia com o contexto. Assim, a cada manobra mais arrojada, a lebre vê minuto a minuto, seus objetivos se afastarem. A perseguição continua, e agora a lebre já demonstra cansaço e parece estar perdendo o rumo em sua fuga. O Cão decide, então, utilizar todo o seu arsenal de recursos. Corre e se esforça mais e mais para alcançar o seu objetivo, sincronizando seus movimentos com o alvo móvel, até que, finalmente, consegue capturar sua presa.”

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              A fábula acima ilustra a necessidade de agilidade na tomada de decisão. Agora, imaginem se isso ocorresse em uma organização em que a função de encontrar uma lebre (oportunidade) fosse de um cachorro que repassaria a informação para outro cachorro que analisaria a possibilidade de captura para depois tomar decisão se outro cachorro deve sair a caça(iniciação do projeto). Tomada a decisão de caça, o cão que recebeu essa função inicia a caça e ao perceber que a lebre mudou de rumo (mudança de cenário) solicita novas instruções ao seu superior sobre qual medida tomar. Provavelmente, o resultado será que o concorrente já passou na frente e caçou a lebre antes dessa empresa.Agora transportem essa pequena ilustração para a sua organização e analise se essa realidade não se repete.

               Essa fábula revela também o nível de fragmentação das responsabilidades dentro das empresas. Quando vários pessoas são responsáveis por um projeto significa que ninguém é responsável. O problema é que esses modelos de gestão estão baseados em funções e não em responsabilidades. Modelos baseados mais em responsabilidades do que em funções são mais adequados no atual ambiente de competitividade e que exige uma maior gama de competências na condução de projetos.

              O segundo aspecto a ser considerado é o nível de centralização das decisões nos mais altos níveis da organização e a quantidade de pessoas envolvidas nas decisões. Se esse nível é alto significa que o processo de decisão passa por vários níveis dentro da organização até que seja tomada a decisão, o que distancia muito o tomador de decisão da realidade em que o problema foi originado, ou seja, as decisões estão muito afastadas dos executores das tarefas.

              Essa característica acaba por criar um clima de insegurança e aversão ao risco por parte dos executores dos projetos, uma vez que eles temem tomar decisões que sejam mais tarde condenadas pelos níveis superiores. A consequência disso é uma dependência muito grande dos colaboradores dos executivos da empresa que acabem por ocupar o seu tempo para essas decisões em detrimento do tempo que poderiam estar dedicando a pensar mais estrategicamente e, na identificação de novas oportunidades e nas mudanças do ambiente.

              Uma forma simples de medir esse nível de dependência é estar atento a quantidade de ligações que você recebe no seu celular para tomar decisões ou para cobrar uma assinatura de documento.      

              Outro aspecto a ser considerado na medição do nível de flexibilidade da empresa é quão heterogenêa é a alta administração da empresa. Diretorias que possuem alto grau de homogeneidade de conhecimentos e formações tendem a possuir um maior grau de conformidade e uma maior tendência a focar na eficiência e a preservar o status quo. Já diretorias mais heterogêneas buscam aumentar o potencial de adaptabilidade e criatividade da empresa devido a variedade de perspectivas e fontes de informação favorecendo uma maior criatividade e inovação na tomada de decisões. Lembro-me de uma frase que ouvi na palestra do Ricardo Viana Vargas : “Onde 10 concordam, 9 são dispensáveis.”

               Outra consequência importante originada pela diversidade de perspectivas é o aumento do conflito de idéias atuando como um gerador de visões alternativas. Nesse cenário, o lider maior da organização deve ter o cuidado de garantir que essa diversidade não gere um verdadeiro abismo entre os executivos.

               Esses três aspectos abordados nesse post são apenas a ponta do Iceberg, existem outros aspectos a serem considerados como a cultura organizacional, a propensão a aceitar  a mudança por parte dos colaboradores da empresa e o nível de empreendedorismo existente dentro da empresa. Todos eles são importantes para aumentar o nível de flexibilidade da sua empresa. Caberá a alta administração o papel de identificar quais são os mais criticos e estabelecer a estratégia para realizar as mudanças necessárias. Afinal de contas, Adaptabilidade e flexibilidade são os nomes do jogo na nova economia.

Um abraço.

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Inovação – o poder da colaboração – >

Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

Quanto vale uma empresa da nova economia? – > Clique aqui para ler;

A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para ler;

Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para ler;

Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos? – > Clique aqui para ler;

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Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

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Empreendedor Corporativo

Posted by marcelao em abril 25, 2008


Pessoal,

             Como vocês devem ter acompanhado nesse blog (clique aqui), o final do século XX e o início do século XXI foram marcados pela globalização e pela internacionalização da economia, acirrando uma corrida competitiva (leia mais sobre competição). Este cenário faz com que a figura do empreendedor seja mais evidente e valorizada tanto à frente quanto dentro das organizações.
            Já escrevi alguns posts sobre empreendedor corporativo (clique aqui para ler), mas ainda não tinha apresentado algo detalhando esse conceito e o que caracteriza um empreendedor corporativo. Além disso, um colega da comunidade de empreendedorismo no Orkut (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31891), Beto, postou uma dúvida na comunidade sobre a existência desse perfil nas empresas e isso motivou-me a escrever esse post.
           Inicialmente, vamos conceituar o termo empreendedorismo e depois detalharemos o empreendedor corporativo, também chamado de intraempreendedor.
          O tema empreendedorismo é cada vez mais abordado em diversos estudos, e comumente utiliza-se o termo para designar, principalmente, as atividades de quem se dedica à geração de riquezas sob todos os aspectos.


          Alguns autores como Drucker e Schumpeter definem empreendedor como sendo uma pessoa com criatividade e capaz de assumir riscos para obter sucesso com suas inovações. Schumpeter entendia que empreendedores criam novas riquezas através da destruição das estruturas de mercados existentes, conceito esse conhecido como “Destruição criativa”.
          Já Drucker acrescenta a definição de empreendedor o conceito de risco, pois empreender é fazer com que o negócio de hoje seja capaz de construir o futuro. É um processo de “criar alguma coisa diferente com valor pela dedicação do tempo e do esforço necessário, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais associados, recebendo as recompensas resultantes na forma de satisfação monetária e pessoa”.
         Um dos Autores brasileiros, José Carlos Dornelas, afirma que “o empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ele, assumindo riscos calculados independentemente dos recursos que possua, pois sabe como buscá-los e gerenciá-los”.
         Como podemos ver, o conceito de empreendedor está ligada a geração de riqueza (dinheiro novo) e assumir riscos em prol de uma inovação de sucesso e visionária.

         Vamos agora começar a detalhar o conceito de empreendedor corporativo ou intraempreendedor.
         A maior referência nesse campo, Gilford Pinchot, introduziu o conceito de Intraempreendedor em 1985 como sendo o empreendedor dentro da organização.
         Segundo ele, um funcionário não precisa deixar a empresa onde trabalha para vivenciar as emoções, riscos e gratificações que uma idéia ou sonho transformado em realidade pode oferecer, exercendo assim seu empreendedorismo a favor da organização para qual trabalha.


         Uma vez que o empreendedorismo funciona como um impulso no crescimento econômico ao servir como o elo entre a inovação e o mercado, e justamente para diferenciar uma organização das demais, o intraempreendedor tem se tornado peça fundamental nesse contexto. Ele é o agente da transformação inserido no micro-ambiente da organização.
         O empreendedor corporativo apresenta as seguintes características :

  • Tem atitude de dono na empresa: não tem olhos apenas para o seu departamento, mas para a companhia como um todo.
  • Tem paixão pelo que faz: tanto pelo trabalho como pela empresa onde atua. Isso inclui acreditar no negócio e ter a sensação de que a experiência está valendo a pena.
  • Habilidade de transformar iniciativa em “acabativa”: implanta projetos com começo, meio e fim.
  • É persistente: faz de tudo para que o negócio dê certo e dissemina a idéia para os outros colaboradores, atuando como líder da equipe e encorajando-os a continuar.
  • Tem prazer em ensinar aos outros o que sabe: gera efeito cascata e forma outros executivos empreendedores. Este tópico é importante porque é praticamente impossível a empresa funcionar com apenas um único empreendedor.
  • É pró-ativo e se antecipa ao futuro: é a capacidade de ver na crise uma oportunidade de crescimento e de aprendizado.
  • É um profissional extra-muros: ele excede os limites, vai além do pré-estabelecido e realmente faz acontecer.
  • São autoconfiantes e corajosos;
  • São cínicos a respeito do sistema, mas otimistas quanto a sua capacidade de superá-lo;
  • Têm atenção aos riscos e necessidades;
  • Focalizam os clientes;
  • Gostam de riscos moderados;
  • Fazem sua própria avaliação intuitiva do mercado.
  • Sabem delegar, mas põem a mão na massa;
  • Procuram fazer as tarefas sempre buscando uma diferenciação;
  • Trabalham com a Intuição;
  • Sonhadores realistas (visionários);
  • Líderes;
  • Procuram encontrar aliados dentro da empresa para trabalhar em rede com moderação
  • Tem uma maneira própria de aprendizagem e de forma contínua;

          Grande parte dos colaboradores com tais características deixam as organizações por se sentirem frustrados em suas tentativas de inovar, se sentem cerceados quanto à aplicação de suas idéias e não recebem incentivos para colocar em prática na organização os seus conhecimentos.

          Para que o empreendedor corporativo seja um agente da transformação, eles devem ser apoiados pela empresa com o objetivo de adotar uma cultura empreendedora, de forma a gerar inovações contínuas e consequentemente vantagens competitivas em relação às demais empresas, mantendo-a em uma situação de liderança tecnológica sustentável.
         Segundo Pinchot, existem 19 (dezenove) fatores de sucesso para criação de uma cultura empreendedora dentro das empresas visando criar as condições necessárias para uma inovação econômica na empresa. São eles:

  • Transmissão da visão e do objetivo estratégico;
  • Tolerância a riscos, erros e falhas;
  • Apoio a intraempreendedores;
  • Gerentes que patrocinam a inovação;
  • Equipes multifuncionais dotadas de empowerment;
  • Tomada de decisão pelos executores;
  • Tempo discriminado;
  • Atenção no futuro;
  • Auto-seleção;
  • Nenhuma transferência de tarefas;
  • Sem fronteiras;
  • Comunidade organizacional forte;
  • Foco nos clientes;
  • Escolha de fornecedores internos;
  • Medição da inovação;
  • Transparência e verdade;
  • Bom tratamento pessoal;
  • Responsabilidades social, ambiental e ética;
  • Evitar a filosofia home run (busca apenas de inovações maiores).

          Dornelas complementa esses fatores apresentando indicadores para existência de uma cultura intraempreendedora, e os chama de “ingredientes” que devem ser fortalecidos e suportados pelas práticas gerenciais para que exista na empresa uma estratégia empreendedora na empresa bem definida. Os “ingredientes” são:

  • Desenvolvimento de uma visão empreendedora;
  • Incentivar e aprimorar a percepção da oportunidade;
  • Institucionalizar a mudança;
  • Alimentar o desejo de ser inovador;
  • Investir nas idéias das pessoas;
  • Compartilhar riscos e recompensas com os colaboradores;
  • Reconhecer que o ato de falhar é crítico, mas importante.

          Além destes “ingredientes” Dornelas (2003) afirma que não é fácil, para muitas organizações e pessoas na organização, superar certas barreiras organizacionais, que podem impedir a implementação de conceitos empreendedores e a prática do empreendedorismo.
          Podemos concluir que as características de um empreendedor corporativo permitem perceber que o ambiente social no qual o indivíduo está inserido é fator determinante na potencialização ou opressão de características empreendedoras. Em função disso observa-se a importância de criar uma cultura empreendedora dentro das organizações.

 

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

– Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui;

– Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui;

– Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui;

– Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui;

– Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui;

Transformação da empresa deve vir de cima ou de baixo : Clique aqui;

Importância das pessoas para inovação nas empresas : Clique aqui

Miopia Gerencial : Clique aqui;

Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos : Clique aqui;

A sua empresa é do século XXI : Clique aqui;

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Livro : O futuro da administração

Posted by marcelao em abril 17, 2008


Blog do Marcelão

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Pessoal,

             este é o livro elaborado por Gary Hammel em parceria com Bill Breen fruto de um laboratório de inovação em gestão criado pelos autores na London Business School.
             O livro reune vários cases sobre inovação na gestão e procura detalha-los e apresenta-los como a verdadeira vantagem competitiva das empresas sendo mais importante que a inovação em produtos (leia o post “Inovação é só em produto?” clique aqui).
             A intenção é desafiar os pressupostos que foram a base dos modelos de gestão para o século passado e apresentar novos paradigmas para a gestão moderna das empresas (leia o post sobre “Sua empresa é do século XXI?” clique aqui). Intenção essa que se apresenta já no prefácio do livro com uma pequena história do filho de um controlador de solo na Nasa quando o módulo de comando da Apollo 8 tornou-se o primeiro objeto construído pelo homem a orbitar ao redor da Lua. O menino perguntou ao seu pai quem estava comandando a nave e o astronauta Bill Anders respondeu : “Acho que Sir Isaac Newton está no comando agora.”


            A partir dessa história é feita uma analogia com a pergunta : “Quem está comando a sua empresa?”. O autor esclarece que quem está administrando sua empresa são um grupo de teóricos e profissionais que já morreram há muito tempo, e que criaram as regras e convenções da gestão “moderna” nos primeiros anos do século XX. Essas crenças moldam, de maneira invisível, os modelos mentais das empresas na alocação de seus recursos, definição de orçamentos, distribuição de poder e como toma decisões.
           Esse modelo criado no século passado foi criado para funcionar em ambientes de relativa estabilidade e sujeito a poucas mudanças, e não para os tempos atuais com grande quantidade de variáveis complexas, mudanças abruptas, janelas de oportunidade reduzidas, avanço da tecnologia, aumento do poder do consumidor e com o dinheiro circulando sem fronteiras pelo mundo. (Leia o resumo do livro “O lider do Futuro” clicando aqui)


            O autor ressalta que esse é um livro para sonhadores e executores(Leia o post destinado aos sonhadores clicando aqui ). É para qualquer pessoa que se sente manipulada pela burocracia, que se preocupa com o fato de o “Sistema” estar sufocando a inovação, que secretamente acredita que os obstáculos estão na alta administração, que se pergunta por que a vida corporativa tem de ser tão desestimulante, que acha os funcionários bastante inteligentes para se auto-administrar, que sabe que a “gestão”, como ela é praticada atualmente, é um obstáculo ao sucesso – e quer fazer alguma coisa a respeito.

            No primeiro capítulo são apresentadas características que mostram como a tecnologia de gestão evoluiu pouco nos últimos tempos. A hierarquia ficou mais nivelada, mas não desapareceu, pois continua-se com a idéia de que a estratégia deve ser determinada pelo topo da organização e que as decisões são tomadas pelas pessoas que possuem os cargos e salários mais altos. Essa baixa evolução da gestão fez com que esse modelo atingisse o topo de um penhasco próximo. Aqui, a intenção não é desvalorizar as conquistas desse modelo, pois se temos carros, televisão e um celular, devemos isso a esse modelo.

             Ocorre que o preço que pagamos por esse modelo criou uma série de trade-offs preocupantes que exigem uma nova forma de se enxergar as coisas através de um pensamento ousado e abordagens originais. O maior preço pago foi que pessoas rebeldes e de espiríto livre adaptem-se a condições e regras, mas isso fez com que elas desperdiçassem quantidades imensas de imaginação e iniciativa. Esse é um dos trade-offs de que o livro fala, pois trouxe disciplinas as operações, mas coloca em risco a flexibilidade da organização e também escraviza milhões em organizações hierárquicas e quase feudais( leia o post sobre “Miopia Gerencial” clique aqui), matando a criatividade das pessoas.

             O desafio proposto é aprender a coordenar os esforços das pessoas sem criar um hierarquia opressiva de administradores, manter controle sobre os custos sem sufocar a imaginação humana, e contruir organizações em que a disciplina e a liberdade não sejam mutuamente exclusivas.

              O autor define conceito de inovação na gestão como sendo qualquer coisa que altera substancialmente formas organizacionais costumeiras e, como resultado, faz progredir as metas da organização, ela muda a forma que os gestores trabalham, e o faz de uma maneira que aprimora o desempenho organizacional. A inovação na gestão contempla os processos de gestão de uma empresa – as fórmulas e rotinas que determinam como o trabalho de gestão é realizado diariamente e envolve os seguintes processos :

             – Planejamento estratégico;

             – Orçamento de capital;

             – Gestão de projetos;

             – Contratação e promoção de pessoal;

             – Treinamento e desenvolvimento;

             – Comunicação interna;

             – Gestão do conhecimento;

             – Análise periódica de negócios;

             – Avaliação e remuneração de funcionários.

             A inovação em gestão é apresentada como responsável por avanços importantes na prática de gestão que provocaram mudanças significativas na posição competitiva e que conferiram uma vantagem duradoura para empresas pioneiras como a GE demonstrada pela quantidade de patentes que a empresa possui, pela DuPont com o desenvolvimento da técnica de ROI (Retorno sobre investimento), A Procter e Gamble com sua filosofia de gestão de ativos intangíveis e da marca, a Toyota com sua habilidade inigualável de envolver os empregados na busca incansável de eficiência e qualidade e na crença na capacidade de empregados “comuns” para resolver problemas complexos.

             A inovação em gestão depende fundamentalmente da cultura e do clima organizacional propício ao desenvolvimento das pessoas (Leia o post sobre a “Importância da gestão de pessoas para a inovação” clicando aqui). Um clima que gere motivação, ou seja, como escrevi em post anterior (clique aqui para ler ), em encontrar o motivo para ação (MOTIVO + AÇÃO) nas pessoas. Como seres humanos, somos definidos pelas causas a que servimos e pelos problemas que lutamos para superar e pela paixão em solucionar problemas extraordinários que cria o potencial de realizações extraordinárias. O objetivo é tornar a inovação uma responsabilidade de todos. (Leia o post sobre “Importância das pessoas para a inovação” clicando aqui)

               Para não ficar apenas no sonho, os autores apresentam casos de empresas que apresentam inovação na gestão. Entre elas, destacamos o Google.

               O Google mudou profundamente os negócios de software ao oferecer seus softwares na Internet sob a forma de serviços on-line, mas o que o torna único é o seu modelo de gestão que beira o caos que incluem componentes como hierarquia o mais nivelada possível, rede densa de comunicação horizontal, politica de conceder recompensas enormes para grandes idéias, forte trabalho em equipe e o credo corporativo de que o usuário está em primeiro lugar.

                Os fundadores do Google, Sergei Brin e Larry Page, dão uma lição de humildade ao reconhecer que o sucesso inicial da empresa deveu-se muito a um feliz acaso e que, ao invés de se enxergarem como as pessoas mais inteligentes do mundo, o que mais importa em um mundo de descontinuidade não é a vantagem competitiva de uma empresa em um único momento, mas sua vantagem evolucionária ao longo do tempo. Diante disso, a intenção é que a empresa evolua tão rapidamente quanto a própria Web e que a única maneira de o Google manter sua liderança é inovar incansavelmente, entendendo que a lucratividade de amanhão depende da evolução de hoje.

                Algumas práticas do Google :

                – Sistema 70-20-10 : sistema que determina que os recursos da empresa sejam alocados 70% no aprimoramento dos seus negócios principais, 20% em serviços que ampliem as atividades básicas e 10% para novas idéias como ajudar municípios a montar redes públicas sem fio.

                 – Ambiente onde as pessoas gostassem de passar a maior parte do tempo : Ambiente que estimula as pessoas a aplicar seus esforços a alguns dos problemas mais fascinantes do mundo. O modelo visa a construir pequenas unidades de trabalho, grande número de experiências, feedback intenso entre os colegas e a missão de melhorar o mundo.

                 – Criar uma causa nobre : Funcionários extremamente idealistas que acreditam que podem mudar o mundo que se preocupam em democratizar o conhecimento ou mudar a maneira como o mundo aprende (Leia o post sobre aprendizado contínuo clicando aqui .

                 – Processo de recrutamento e seleção : Selecionar apenas o crème la crème, aqueles que estão na extremidade direita da curva de Bell. Na opinião dos fundadores, profissionais classe A querem trabalhar com profissionais classe A – colegas cultos que estimularão seu raciocínio e acelerarão seu aprendizado.

                  – Drasticamente nivelado, radicalmente descentralizado : Os fundadores valorizam a sua independência intelectual e “Não gostam de autoridade, nem que lhes digam o que fazer.” Eles sabem que os avanços dependem de questionar pressupostos e quebrar paradigmas e não simplesmente fazer alguma coisa apenas porque alguém disse para fazer. Questionar é o imperativo do inovador. Quando funcionários altamente motivados e capacitados compartilham a mesma visão, eles não precisam ser supervisionados meticulosamente.

                  – Equipes pequenas e autodirigidas : São criadas equipes de três ou quatro participante sendo que cada equipe tem um lider de alto nível técnico e essa responsabilidade se altera entre os membros conforme os requisitos do projeto. Para eles, em grandes equipes, as contribuições pessoais importantes geralmente são confiscadas por superiores ou neutralizadas por colegas ignorantes.

                 – Fluxo contínuo de comunicação em toda a empresa : Em empresas hierarquicas, as vias de comunicação são basicamente verticais e não horizontais. O Google investiu pesado na criação de uma rede de comunicação no trabalho que torne fácil para os funcionários trocarem idéias, fazer pesquisas de opinião entre os colegas, recrutar voluntários e formar grupos de mudança – tudo isso exige muito mais que um bom sistema de e-mail (leia o post sobre “O poder da colaboração em comunidades” clicando aqui). É a transparência interna do Google e o feedback contínuo entre colegas e não um quadro enorme de gerentes de nível médio, que mantém as iniciativas díspares da empresa no caminho certo. A única maneira de administrar é aplicar o talento coletivo nas pequenas e grandes decisões – e isso exige franqueza, tranparência e muita comunicação horizontal.

             Em resumo, o livro lança uma série de desáfios para aqueles que acreditam que alguma coisa precisa ser feita para que os modelos de gestão evoluam, para que a criatividade e a imaginação possam fluir com maior facilidade dentro das organizações, mas ressalta que esse é um caminho sem volta, embora cheio de obstáculos para as organizações que desejam sobreviver no ambiente de extrema competividade dos tempos atuais.

             A visão do autor é a construção de modelos de gestão que se assemelha ao modelo da Internet devido as suas características de adaptabilidade, envolvimento e inovação onde todos têm o direito de opinar, a capacidade conta mais do que cargos e credenciais, o compromentimento é voluntário, quase tudo é descentralizado, as idéias competem em pé de igualdade e onde as decisões são tomadas entre os usuários.

              É um livro para sonhadores com pé no chão.

 Um abraço.

P.S : Leia o resumo de outros livros que recomendo nesse link.

Leia também os seguintes posts :

– Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui;

– Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui;

– Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui;

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– Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui;

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Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos?

Posted by marcelao em março 5, 2008


 

Pessoal, 

               Muito tem se falado que as empresas devem se tornar o mais flexíveis possíveis devidos aos desafios gerenciais que vem acompanhados da  transformação que vem ocorrendo nessa virada de século, mas a pergunta mais feita é como transformar uma empresa com velhas crenças e modelos mentais em uma empresa adaptável aos novos tempos? Acadêmicos, consultores e grandes organizações chegaram a um consenso: uma empresa leva, no mínimo, cinco anos para conseguir mudar sua cultura, pois é o tempo que a nova geração de lideres levará para substituir a anterior.

               Em tempos de mudança constante, isso representa um pesado ônus em termos de vantagem competitiva, uma vez que os clientes e os mercados estão cada vez mais exigentes e ávidos por agilidade e produtos com maior qualidade e baixos preços. Para enfrentar esse desafio, as empresas devem utilizar de mecanismos criativos para acelerar a mudança através da capacitação dos funcionários, seja agindo primeiro e fazendo os ajustes depois, seja criando um senso de urgência capaz de manter a velocidade de mudança.

                Os dois exemplos mais citados pela mídia de mudança de cultura empresarial das décadas de 80 e 90 foram a Xerox e a General Electric (GE). As duas empresas tinham em comum uma cultura burocrática, marcada por concentração de poder e controle, e ambos desejavam mudar para uma cultura dotada de rapidez, simplicidade e confiança. A profundidade das mudanças pretendidas nesses dois casos já indicava que levariam um longo tempo e exigiria um dispêndio de tempo e esforço e assim foi feito, levando 5 anos na Xérox e 7 anos na GE, mas as duas iniciaram seus processos de mudança pelos aspectos culturais como o comportamento dos gestores, o trabalho em equipe e a tomada de decisões de forma hierárquica, e levou adiante uma mudança cultural que abrangeu mudanças de atitudes, comportamentos, sistemas e estruturas.

                 Ainda não descobriram uma fórmula simples de aplicação universal para acelerar a mudança e fazer com que as pessoas rompam com hábitos e padrões antigos, mas já existem três fórmulas de aplicação específica que apresentam boas oportunidades de imprimir velocidade à mudança da cultura empresarial e acabar com os gargalos:
                 – Acelerar a compreensão das pessoas e seu comprometimento com a mudança fazendo com que elas aprendam a se comportar e pensar de uma nova maneira, utilizando um trabalho que combina informação, comunicação, e conscientização em relação a necessidade de mudança, sem menosprezar o processo de conscientização o que pode deixar pessoas essenciais fora do processo de mudança o que pode levar a consumir muito tempo ate que todas as pessoas sejam atingidas. As pessoas devem abandonar o senso de estabilidade e estarem sempre aptas a mudar;
                 – Acelerar a experimentação da mudança e sua implementação, ou seja, pode ser melhor agir primeiro e fazer os ajustes depois lançando-se a mudança cultural de uma vez, sem pensar muito. Esse tipo de medida é conseqüência da dificuldade de mudança de comportamento da gerencia média na rapidez necessária;
                 – Manter a velocidade do processo. Um dos aspectos mais terríveis dos processos de mudança é o de como manter o sentido de urgência depois de efetuar uma mudança rápida – porque, quanto mais veloz for a transformação, menos necessário será manter a urgência. Acontece que manter a urgência é fundamental, porque, sem ela, o interesse cai, e sem o interesse a mudança cultural pode não se efetivar.
                 Uma mudança cultural deve ter o mesmo sentido de urgência de um lançamento de um produto. Se o produto for lançado tarde demais, o seu concorrente sai na frente e os seus custos para alcança-lo serão maiores. A aceleração da mudança exige liderança e constância de propósitos. O líder máximo da empresa tem papel fundamental nesse contexto liderando e resistindo as forças que querem manter o status quo e vai precisar de habilidade, determinação e criatividade.            

                 A aceleração exige desafiar velhas crenças e paradigmas e depois buscar maneiras de fazer as coisas de modo diferente ou melhor. Os exemplos apresentados neste artigo são uma luz de esperança para aquelas empresas que verdadeiramente querem mudar, e rápido.

Um abraço.

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A sua empresa é do século XXI?

Posted by marcelao em fevereiro 14, 2008


     

 Pessoal, 

             O objetivo desse post é apresentar as diferenças existentes entre as características das empresas do  século passado, dos gerentes e das pessoas que trabalham nas empresas. Utilize essas comparações para verificar se a sua empresa pertence ao século passado ou já está no século XXI.

              1 – Diferenças entre as empresas :

Século Passado (Velha Economia)

Século XXI (Nova Economia)
Empresa feita de concreto e tijolos(BRICKS) Empresa feita de bites, bytes e CLICKS
Oferecer Produtos Oferecer Serviços
Ambiente de Estabilidade Ambiente de Instabilidade
Manutenção do Status-quo Melhoria Contínua e Inovação
Organizações Burocráticas Organizações Flexíveis (Adaptável a mudanças)
Estrutura Organizacional Orientada a Funções Estrutura Organizacional Orientada a Responsabilidades
   

               2 – Diferenças entre os gestores :  

Assunto

Século Passado (Velha Economia) Século XXI (Nova Economia)
Função Controla Lidera
Decisões Solitárias Solidárias (Envolvendo a equipe)
Estilo de Gestão Centralizador Descentralizador
Foco Foco no Presente Foco no Futuro
Preocupa-se Com a Produção Com o Cliente
Sua equipe é composta de … Subordinados Colaboradores
Visão Limitada a sua função Sistêmica/Holistica

              3 – Diferenças entre os funcionários :  

Assunto

Século Passado (Velha Economia)

Século XXI (Nova Economia)

Motivação

Poder

Criar o novo

Treinamento

Somente em Sala de aula

Aprende sempre

Atividade

Supervisão

Fazer Junto

E o risco?

Evitar

Assumir

Decisões

Cumpre ordens

Participa

Serve a …

Superiores

A si e clientes

Relacionamentos

A Hierarquia é a base

Os acordos são a base

Erros

Evita/Foge

Aprende

Um abraço.

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