Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘criatividade’

Diversidade = Antídoto para Complexidade

Posted by marcelao em outubro 25, 2012


Man Woman Face People Problem Puzzle

Pessoal,

diante da complexidade que envolve os problemas atuais na economia e na sociedade, cresce cada vez mais em importância estudar a totalidade do sistema,  porque nenhuma colagem de estudos parciais de um sistema complexo e não linear pode dar uma boa idéia do comportamento do todo. Quando comparamos a maneira como as coisas foram feitas, como elas são feitas e como deverão ser feitas, não chegamos a nenhum tipo de certeza. O que podemos supor é que nossa forma de pensar precisa ser ajustada para lidar com as incertezas que temos pela frente.

Como escrevi no post anterior, cada vez mais cresce a importância de construir equipes interdisciplinares para que uma empresa tenha mais chances de gerar soluções inovadoras por meio de uma atitude que requer reflexão e desprendimento de forma a favorecer o criação de visão interdisciplinar. Dessa forma será possível combinar diferentes perspectivas e buscar encontrar a síntese existente na combinação dessas perspectivas.

Tudo isso refere-se ao cruzamento de conhecimentos técnicos, mas como seria a composição de uma equipe interdisciplinar do ponto de vista de personalidade de cada individuo?

Segundo Paul Torrance, professor e psicólogo americano, para o ato de criatividade em geral, insumo básico para qualquer processo de inovação, contribuem, além do conhecimento, certos traços de personalidade e características cognitivas.

Como os processos cognitivos que dizem respeito aos processos psicológicos envolvidos no conhecer, perceber, aprender, etc., fazem referência à forma como o indivíduo lida com os estímulos do mundo externo, as habilidades intelectuais, analisadas por Torrance, caracterizam os traços que fazem com que certos indivíduos sejam mais criativos do que outros, ou então, apresentem diferentes perfis de criatividade. Elas estãoclassificadas por indivíduo em habilidades cognitivas, produtivas e avaliativas:

– as habilidades cognitivas enfatizam no indivíduo criativo as características dos traços como a fluência, flexibilidade, originalidade, elaboração, e respectivos estilos presentes, tais como, gerador, conceitualizador, otimizador e implementador;

– as produtivas estão relacionadas ao uso de produtos com funções já organizadas, isto é, a descobertas de respostas convencionais e previsíveis;

– as avaliativas determinam se os produtos com funções já organizadas e conhecidas são adequados, convenientes e se corretos ou não.

Torrance, dedicando-se ao estudo da criatividade como o resultado de habilidades intelectuais, enfatiza as características dos traços individuais como a fluência, flexibilidade, elaboração e originalidade da seguinte maneira:

Fluência:   sua característica é a facilidade com que o indivíduo utiliza seu conhecimento, a partir de informações pessoais registradas, para apresentar uma resposta à um problema ou estímulo existente, e cujas funções encontram-se parcialmente conhecidas. Segundo Torrance, o escore é dado pelo número de diferentes respostas apresentadas.

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A Pergunta É Mais Importante que a Resposta

Posted by marcelao em outubro 19, 2012


Pessoal.

quando o assunto é inovação, pergunta é inovação e resposta é manutenção. Inovação vem da experimentação de coisas novas, em descobrir novas utilidades para tecnologias emergentes. Quando se trata de inovação, nenhuma experiência gera respostas errados, mas sim a busca pela pergunta certa a ser respondida.

Quando focamos em responder ou reagir a alguma situação problema, nós acabamos por reforçar a cultura do que é imediato e provisório resultando em limitar nossa percepção a fatores alheios à organização que trarão grande impacto para o futuro e a perenidade da empresa.

Como disse uma vez Warren Bennis: “Os executivos de sucesso são grandes questionadores”. Isso requer reflexão e desprendimento com uma atitude que favoreça a uma visão interdisciplinar. Para isso ele precisa saber combinar diferentes perspectivas e buscar encontrar a síntese existente na combinação dessas perspectivas. Enxergar os cenários que influenciam a economia e a sociedade, o que acaba por afetar a sua empresa, requer a capacidade de fazer a pergunta certa e relevante, mesmo quando não se tem uma resposta imediata para ela. Continue lendo »

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Manifesto Incompleto pela Criatividade

Posted by marcelao em outubro 9, 2012


Pessoal,

a criatividade é a matéria-prima da inovação. Nesse sentido, criar um ambiente propício para o surgimento da criatividade é vital para qualquer empresa. Em 1998, o designer canadense Bruce Mau fez uma seleção de práticas e ações para motivar e liberar a criatividade. Seu objetivo inicial era visando os designers, mas conceitualmente esse manifesto aplica-se a qualquer profissão.

Bruce Mau acredita que o Design é uma nova maneira de aumentar a qualidade do ensino das crianças e assim, gerar inovadores profissionais no futuro. Ele entende que o poder do design não tem limites, e tem a capacidade de trazer mudanças positivas em uma escala global.

Mau acredita que, em tempos de abundância, que devemos perseguir a grande questão da vida: “Agora que podemos fazer qualquer coisa, o que faremos?”. Isso explica porque o Manifesto Incompleto ganhou esse nome justamente por ter um desenvolvimento contínuo.

Abaixo, segue uma seleção de algumas afirmativas contidas no manifesto que considerei as mais importantes:

  • Permita-se mudar com os acontecimentos: Você tem que estar disposto a crescer. Crescimento é diferente de algo que acontece com você. Você pode produzi-lo. Você vive isso. Para um crescimento significativo, é preciso estar aberto para experimentar eventos e a vontade de ser mudado por eles.
  • Esqueça o bom: Bom é uma quantidade conhecida. Bom é o que todos nós concordamos.
  • O crescimento não é necessariamente o bom: Crescimento é uma exploração constante.  Se você já se contentar com um bom, você nunca vai ter um crescimento real.
  • Não deixe de lado os erros acidentais: A resposta errada é a resposta certa em busca de uma questão diferente. Colecione respostas erradas como parte do processo. Faça perguntas diferentes. Continue lendo »

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A História da Lego

Posted by marcelao em agosto 16, 2012


Pessoal,

segue abaixo animação em vídeo em comemoração aos 80 anos da Lego. História repleta de persistência, coragem e criatividade.

Um abraço.

“I believe in change”

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O Futuro Pertence aos Curiosos, …

Posted by marcelao em julho 2, 2012


… afinal de contas, são as perguntas que movem o mundo para frente, não as respostas.

Um abraço.

“I believe in change”

Twitter: @blogdomarcelao

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Expomanagement 2011: O que eles disseram

Posted by marcelao em novembro 16, 2011


Pessoal,

na última página da revista HSM Management, sempre vem a seção “O que eles dizem sobre “. Trata-se de um conjunto de frases sobre determinado assunto e que servem como insights para o nosso cotidiano. Acho a idéia excelente e sempre a utilizo para reunir aqui no blog algumas frases apresentadas pelos palestrantes nos eventos da HSM de que participo.

Seguem abaixo, algumas frases que capturei durante a ExpoManagement 2011 realizada entre os dias 05 e 07 de Novembro:

Clayton Christensen:

“Inovação não é algo inerentemente previsível do sucesso”

“Uma estratégia de baixo custo só funciona quando existem concorrentes com produtos de alto custo. Se tudo vira comoditie, essas empresas quebram”

“Os maiores mercados são aqueles que não existem ainda”

“Empresas devem buscar uma compreensão que reflete o modo como os clientes vivem a vida”

“Tentar entender o cliente é errado. O que precisamos compreender é a função que o cliente está querendo utilizar”

“O cliente raramente compra o que as empresas pensam que estão vendendo” (citando Peter Drucker)

“Entenda nao PORQUE o cliente compra seu produto, mas O QUE DE FATO ele faz com ele. Assim você consegue melhorá-lo” Continue lendo »

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Dr. House – Design Thinker e CIO

Posted by marcelao em abril 26, 2011


 

Pessoal,

gosto muito de acompanhar a série “House” exibida no Brasil pelo canal de tv a cabo “Universal Channel”. House é um infectologista e nefrologista(especialista em doenças do sistema uirnário) que se destaca não só pela capacidade de elaborar excelentes diagnósticos diferenciais, como também pelo seu mau humor, cepticismo e pelo seu distanciamento dos pacientes, comportamento anti-social(misantropia), já que ele considera completamente desnecessário interagir com eles.

 House, interpretado por Hugh Laurie, é o chefe do Departamento de Medicina Diagnóstica do Hospital de Princeton-Plainsboro. Ele possui uma equipe interdisciplinar formada na primeira temporada por uma imunologista(Cameron), um neurologista (Foreman) e um médico intensivista(Chase), sendo que, a partir da quarta temporada, essa equipe é reformulada e passa a contar com um clinica geral(Thirteen), um cirurgião plástico (Taub) e um médico desportivo e fisiatra(Kutner).

Como vocês podem perceber, a equipe de House reune vários campos de conhecimento da medicina e é aqui que começo a fazer as relações do personagem House com a de um Design Thinker. Quase todos os episódios começam fora do hospital com pessoas anônimas que apresentam vários sintomas de uma doença e, na grande maioria das vezes, raras. House e a sua equipe iniciam o diagnóstico diferencial de um paciente apenas quando o diagnóstico do mesmo falha nos outros hospitais ou durante situações de urgência de Plainsboro, tornando os casos complexos. 

A complexidade apresentada pelos sintomas exige que eles sejam avaliados utilizando mais de uma perspectiva, reunindo conhecimento de vários campos. House atua como um verdadeiro provocador fazendo colidir idéias de campos de conhecimento diferentes de cada membro de sua equipe para gerar soluções diferenciadas que resolvam os problemas complexos apresentados pelos pacientes, uma vez que a resolução desses problemas não se dará pela somatório de idéias, mas sim da combinação entre elas.

Na grande maioria das vezes, os sintomas ou as situações são conflitantes como no caso de uma candidata a um posto de astronauta da Nasa que apresentava sintomas de uma doença que ninguém conseguia diagnosticar devido ao fato de que ela não queria se submeter a nenhum procedimento cirúrgico, pois, se isso acontecesse, ela perderia a vaga de astronauta na Nasa. Chegou um certo momento em que eles precisavam abrir o peito da paciente para realizar um exame, mas ela não permitiu porque deixaria uma cicatriz no local fazendo com que ela fosse despedida da Nasa. Ele voltou para sua equipe e lançou o desafio conflitante: “Como fazer um exame no peito da paciente sem abrir o peito dela?”. Eis que o Dr. Taub(cirurgião plástico) sugeriu que eles fizem um implante de silicone na paciente, porque dessa forma ela poderia alegar que a cicatriz era consequência da cirurgia plástica, uma questão de vaidade.

A equipe de House é a representação perfeita de como uma equipe deve ser montada para resolver os problemas atuais da nova economia, pois em organizações hierárquicas e organizadas estruturalmente de forma vertical, seria preciso vencer as barreiras entre as “caixinhas” das organizações para promover o intercâmbio de conhecimentos, de perspectivas e de experiências diferenciadas de forma a enfrentar os desafios complexos apresentados nos episódios da série.

A associação que podemos fazer do personagem “House” com a de CIO(Chief Information Office – Chefe do departamento de TI) vem de uma frase que ele usa como premissa nos seus diagnósticos que é “Everybody lies”(“todo mundo mente”) que pode ser igualada a uma frase muito recorrente nos departamentos de TI que é “O usuário não sabe pedir”. Muitas vezes no seriado,  os sintomas não são bem definidos porque os pacientes escondem ou simplesmente mentem levando ao Dr. House a utilizar técnicas não muito ortodoxas para reunir informações para seu diagnóstico. A relação que podemos fazer com a área de TI é que nessas ocasiões ele não se restringe simplesmente as informações que o paciente, no caso da TI seria o usuário, transmite para ele. Isso faz com que ele procure informações sobre o comportamento dos pacientes, sobre seus hábitos mais escondidos em busca de informações em que ele possa relacionar com os sintomas apresentados para descobrir a causa da doença. Esse mesmo procedimento poderia ser utilizada pelas equipes de TI procurando mapear a interação dos usuários com seus sintomas a fim de procurar desenvolver soluções que sejam mais funcionais e de uso mais intuitivo, principalmente na fase de diagnóstico do sistema.

Os dois aspectos apresentados acima mostram a necessidade cada vez maior de entendermos e aplicarmos o processo criativo nas organizações. Em um processo criativo há cinco fases bem definidas e aceitas do pensamento criativo: uma visão em primeiro lugar, a saturação, a incubação, iluminação e a verificação. Nem sempre elas se desdobram de forma previsível, mas elas nos fornecem um roteiro para mapear todo o cérebro, indo e voltando entre pensamento analitico, raciocínio dedutivo do hemisfério esquerdo, e mais os padrões de busca, do grande retrato e o pensamento do hemisfério direito.

Há mais questões para explorar do que nunca antes, mas muitas descobertas serão de uma natureza diferente da do passado. Em vez de nos ajudar a entender as partes individuais do mundo, elas nos ajudarão a entender como essas partes interagem. É como disse o professor Alvin Tofler: “O futuro está lá fora, apenas está mal distribuído”. Nesse sentido, é preciso fazer as conexões entre os diversos campos de conhecimento para saber enxergar esse futuro. É preciso desenvolver cada vez mais o poder de observação e de empatia para descobrir as melhores soluções não só na TI, mas também em todos os campos da economia.

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, But i still believe”

Twitter: @blogdomarcelao

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Vídeo: De onde vêm as boas idéias

Posted by marcelao em março 14, 2011


Pessoal,

segue abaixo vídeo demonstrando de forma bastante lúdica a tese do professor Steven Johnson sobre como as idéias surgem.

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, but i still believe”

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5 regras de inovação segundo Gandhi

Posted by marcelao em fevereiro 21, 2011


Pessoal,

no blog “Gestão e Inovação” (clique aqui para acessar) li um post bem interessante sobre as idéias do cientista indiano Raghunath Mashelkar sobre gestão e inovação. Ele propõe uma abordagem diferente de pesquisa e desenvolvimento baseada nos princípios de vida do ícone maior do pacifismo: Mahatma Gandhi.

Ele chega a cunhar o termo “Engenharia Gandhiana” para definir inovações que permitam conseguir mais com menos para mais pessoas baseado em um dos ensinamentos do herói da independência indiana que dizia que “A Terra provê o suficiente para satisfazer as necessidades, não a ganância, de todos os homens”. Produtos e serviços que melhorem a vida de todos – inclusive, mas não somente, as dos 4 bilhões de pessoas que vivem hoje com menos de dois dólares por dia. Isto significa, sim, custos ultrabaixos.  Para isso ele propõe o trinômio “baixo preço, alto desempenho e alta tecnologia”.

Ele cita como exemplos um novo sistema de localização por satélite de zonas pesqueiras elevou os níveis de produtividade, e portanto de renda, de milhões de pessoas ao longo da costa indiana que dependem da pesca para sobreviver. Cientistas medem a quantidade de clorofila na água e a temperatura na superfície do mar para detectar a concentração de peixes em uma determinada área. A informação é, então, transmitida para painéis eletrônicos instalados nos piers onde se concentram os pescadores e, por mensagem de texto, para os celulares daqueles que já estão no mar. Bom negócio tanto para o provedor de notícias por celular (neste caso, a Bharti Airtel) como para os pescadores.

O cientista cita as 5 regras de inovação segundo Gandhi e com meus comentários: Continue lendo »

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Disney: Magia=Arte + Ciência

Posted by marcelao em fevereiro 8, 2011


Pessoal,

no vídeo abaixo é explorada a história e o papel das equipes de engenheiros de som e como eles contam as histórias e os desafios enfrentados com muita criatividade na busca por continuar encantando adultos e crianças ao redor do mundo. Continue lendo »

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