Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘Auto-confiança’

Humildade: Diferença entre Arrogância e Auto-confiança

Posted by marcelao em setembro 16, 2010


Pessoal,

já escrevi em posts anteriores que existe uma linha tênue entre arrogância e auto-confiança e que a diferença entre os dois estava na humildade e no comportamento que as pessoas apresentam diante de uma mesma situação.

Há tempos atrás, eu escrevi um post exaltando a “rebeldia” saudável que o jogador do Santos Paulo Henrique Ganso teve ao desobedecer o técnico Dorival Júnior quando quis substituí-lo na final do campeonato paulista desse ano, pois, naquele momento, ele entendia que estava sendo muito importante para o time na retenção de bola.

Ontem tivemos uma situação semelhante de rebeldia, mas de forma negativa. A situação envolveu o jogador Neymar do Santos, da mesma geração de talentos que vem o Paulo Henrique Ganso, e que vem sendo alvo de diversas polêmicas nos últimos tempos. No último domingo, ele se desentendeu com o volante João Marcos, do Ceará. Nesta quarta-feira, durante jogo contra o Atlético-GO, na Vila Belmiro, a confusão foi com seus próprios companheiros. Rebelde, se recusou a cumprir ordens. Passou a rebolar em campo, negando-se a trocar passes com o restante da equipe. Ele discutiu com o zagueiro Edu Dracena e com o técnico Dorival Júnior. Chegou até a xingar o chefe.

Qual a diferença entre essas duas situações? Apenas uma palavra: HUMILDADE.

Um abraço.

“Keep the Faith”

twitter: @blogdomarcelao

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Inovação na Gestão : Começando por você

Posted by marcelao em março 23, 2009


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Pessoal,

                 um dos desafios que o Gary Hammel apresentou e que foi publicado na HBR de fevereiro foi sobre diminuir o medo e aumentar a confiança. Na minha opinião, entendo que muito dos nossos problemas e das amarras impostas pelo sistema de comando e controle são em razão da falta de confiança nas pessoas. A pergunta que faço é : Estamos preparados para recebermos mais confiança?

                  Essa pergunta pode levar as pessoas a pensar que não acredito na confiança como um elemento na busca pela inovação na gestão, pelo contrário, eu acredito, defendo e luto por uma maior confiança nas pessoas dentro das organizações, mas tenho dúvidas se elas realmente a querem. Uma vez conversando com um amigo meu sobre participação das pessoas nas decisões das empresas, ele me disse : “As pessoas não querem participar porque assim elas terão que também se responsabilizar. Por essa razão é que elas não se envolvem como deveriam.” Complemento essa frase com um pensamento que li na UNB em uma sala de aula : “Não é que as pessoas não sejam livres, elas não querem ser livres.”

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Livro : O sucesso está no equilíbrio

Posted by marcelao em janeiro 19, 2009


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Pessoal,

                 esse livro é de autoria é do Sr. Robert Wong, a quem tive o prazer de conhecer no final do ano de 2008 durante um evento. Muitos livros nós podemos definir com uma palavra, mas esse nós podemos resumir em único número : o número 3.

                   O número 3 para apresentar trilogias. Trilogias que apresentam a trilha para alcançar o sucesso através do equilíbrio, apresentadas por uma pessoa TRI-Cultural, pois Robert tem a sua formação constituída por três culturas, a chinesa, a anglo-saxônica e a brasileira, o que permite uma combinação, à brasileira, da sabedoria oriental e o pragmatismo ocidental para compartilhar com seus leitores a sabedoria que acumulou sob a influência dessas três culturas.

                     Robert apresenta onze trilogias, que são :

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Auto-Conhecimento : O conhecimento mais importante

Posted by marcelao em janeiro 15, 2009


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Pessoal,

                assistindo a palestra do Sr. Robert Wong, eu capturei uma dica muito importante, entre inúmeras, para aumentar a nossa autoconfiança. Robert falou sobre autoconhecimento. O raciocío é simples : para confiarmos em alguém, precisamos conhece-la, então, se precisamos ter mais autoconfiança, precisamos nos auto-conhecer. No seu livro (estou devendo o resumo aqui no blog), Robert afirma “Conhecimento anda passo-a-passo com confiança. Por isso, autoconhecimento gera autoconfiança, que é a característica mais importante para o sucesso”. Aliás, Galileu Galilei já dizia : “Não é possível ensinar nada a um homem; você apenas pode ajudá-lo a descobrir esse conhecimento nele próprio. ”

                Cada um de nós possuem filtros para processar as informações que recebemos diariamente, filtros esses que são construidos ao longo da sua vida e moldam a maneira como você vê o mundo. Afinal de contas, não enxergamos o mundo como ele é, mas sim como nós somos. Continue lendo »

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Por quê é tão dificil mudar?

Posted by marcelao em janeiro 4, 2009


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Pessoal,

                o tema mudança é recorrente aqui nesse blog, afinal de contas, mais do que uma época de mudanças, estamos vivendo uma mudança de época. Mudanças em vários aspectos como no comércio, relações entre as pessoas e entre países, na tecnologia, na nossa forma de viver e ver o mundo.

                  Mas, por outro lado, se vivemos uma mudança de época, a pergunta é : Por quê é tão dificil mudar? Do meu ponto de vista, o medo de mudar tem muito mais a ver com o medo do diferente do que o medo da mudança. Encarar o diferente e, principalmente, o novo envolve desconforto, significa sair da zona de conforto. Vale lembrar que o medo é um importante mecanismo da sobrevivência humana, pois o medo faz com que você se prepare melhor para enfrentar os desafios.

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A diferença entre auto-confiança e arrogância

Posted by marcelao em setembro 5, 2008


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Pessoal,

               durante as olimpíadas de Pequim, nosso nadador medalha de ouro, Cesar Cielo, foi entrevistado pelo repórter da Rede Globo logo após ganhar a medalha de bronze nos 100 metros livres. A última pergunta feita foi sobre os próximos passos, ou seja, a prova dos 50 metros livres. A resposta foi : “Agora eu vou atrás do ouro”. O resto vocês já sabem.

               Essa resposta do Cesar foi considerada arrogante por alguns e de muita confiança em si mesmo por outras pessoas. A pergunta é: Qual a diferença entre a arrogância e a auto-confiança?

               Segundo a Wikipedia, arrogância é o sentimento que caracteriza a falta de humildade. É comum identificar a pessoa que apresenta este sentimento como alguém que não deseja ouvir os outros, aprender algo de que não saiba ou sentir-se ao mesmo nível do seu próximo. São sinônimos, o orgulho excessivo, a soberba, a altivez, o excesso de vaidade pelo próprio saber ou o sucesso.

               No caso do Cesar, a minha opinião é de que a declaração dele foi de extrema confiança em si mesmo. Arrogância para mim nesse caso seria ele sentir-se como o melhor do mundo e não treinar para isso. O arrogante acha que sabe tudo e que não precisa de ninguém para ajudá-lo. Confundem o fato de serem donos do poder com donos da verdade e esquecem-se que não existem verdades, mas sim hipóteses que ainda não foram refutadas.

               Para ilustrar, cito um post que meu amigo Carlos Meira, da comunidade “Q3 – no mundo da excelência” (clique aqui para acessar a comunidade), citou sobre uma palestra do Amyr Klink. O Amyr Klink estudou economia e começou a velejar aos 30 anos. Contrariando engenheiros navais de escolas de primeira linha, projetou um mastro e até ganha dinheiro com a patente. O tal mastro era considerado inviável. Ele deu a volta ao mundo com o impossível. Superou a arrogância técnica dos técnicos.

               Outro caso de arrogância de grandes técnicos e também de auto-confiança foi citado no livro “O futuro da administração” (clique aqui para ler o resumo) de Gary Hammel. O autor conta um fato acontecido com dois médicos australianos que descobriram a causa da úlcera.

               Havia uma crença na comunidade médica que a causa da úlcera eram alimentos apimentados, estresse e bebida alcoolica. No entanto, Dois médicos australianos chamados Barry Marshall e Robin Warren propuseram uma explicação alternativa de que as úlceras eram causadas por uma bactéria mínima o que fez com que a comunidade médica reagisse com descrença arrogante. Afinal de contas, nada poderia sobreviver no ambiente ácido e estéril do estomago. Outro fator que levou a descrença que os dois australianos trabalhavam em um hospital e não em um laboratório de prestígio, além de um deles ser apenas um residente de trinta e poucos anos e nem era um especialista em gastroenterologia.

               Mas esses médicos eram extremamentes confiantes e insistiram na tese, pois eles sentiam extremamente frustrados com o sofrimento dos pacientes com a úlcera. Então eles começaram a acumular evidências.
               Um dia, por acidente, uma das culturas de bactérias ficou sem supervisão por mais tempo que devia e quando lembraram dela, ela estava cheia de germes. Como não podia testar úlceras em animais, o intrépido inovador ingeriu ele mesmo uma dose. Três dias depois ele apresentou os sintomas da úlcera.
A partir daí, eles desenvolveram um tratamento baseado em antibiótico e, em algumas semanas, a úlcera havia sido erradicada. Os médicos apresentaram sua experiência em um congresso em Bruxelas e foram tratados como “LOUCOS”. 

               Passaram-se anos até que o trabalho desses médicos fosse reconhecido. Finalmente, em 2005, mais de vinte anos depois da primeira experiência, os dois médicos tiveram o reconhecimento pelo trabalho e ganharam o prêmio Nobel de medicina.

               Como no caso do Amyr Klink e dos comunidade médica quanto as experiências dos dois médicos australianos, ficou demonstrado que o arrogante é que aquele sujeito que não tem dúvidas, só certezas. Esquecem-se que quem só tem certezas, está cristalizado, está dentro de uma redoma para se proteger. O arrogante tem uma opinião irreal sobre suas próprias habilidades, considera os outros inferiores e usa a sua própria arrogância como uma forma de manifestar sua própria insegurança.

               Já o auto-confiante confia muito em si porque ele se prepara para realizar seus projetos. Está sempre procurando melhorias. Está sempre se questionando, não aceita verdades absolutas, tem a mente aberta. Sabe que precisa combater sua arrogância ouvindo e aprendendo de maneira humilde com qualquer pessoa do seu circulo de convivio social. Sabe que reconhecendo as forças dos outros é o primeiro passo para aprender com eles.

              Acontece muito também de confundirmos o auto-confiante com o arrogante como alguns fizeram no caso do Cesar Cielo, pois a fronteira entre elas é uma linha muito tênue e é facilmente ultrapassada. Nesse caso, todos temos que sempre estar nos vigiando quanto as nossas atitudes arrogantes. Eu mesmo já fui acusado de ser arrogante. Embora eu estivesse certo na maioria dessas ocasiões (não é arrogância da minha parte), a minha postura foi de extrema arrogância comportando-me como o dono da verdade, quando você é apenas dono de parte da verdade.

              Como disse meu amigo Waldemar, criador da comunidade Q3 : “Acredito que o que separa a arrogância da auto-confiança começa com a atitude de respeito ao próximo por parte de quem comunica. O mesmo conteúdo pode parecer arrogante quando a atitude do comunicador é de superioridade e menosprezo, e não de colaboração, compartilhamento ou ajuda na solução do tema em questão.”

              Agora, transportando esse assunto para dentro das empresas, peço a vocês que reflitam : Quanto que a arrogância, de algumas pessoas no alto escalão das empresas, não está atrapalhando o aumento da produtividade dos funcionários das empresas? Quanto a falta de humildade de alguns gestores impede que eles aprendam a delegar responsabilidades?

              Para fechar, cito uma frase do filosófo Mario Sergio Cortella e uma sobre os três caminhos para o fracasso ditas por São Beda e citada por Cortella em suas palestras :

              “Mente humana é igual pára-quedas, funciona melhor aberta”.

              Citação de 3 caminhos para o fracasso :

              – Não ensinar o que sabe;
              – Não praticar o que sabe;
              – Não perguntar o que não sabe;

Um abraço.

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Questionar é preciso : liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;

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Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

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Os Jogos Olímpicos e a Gestão

Posted by marcelao em agosto 24, 2008


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Pessoal,

              os jogos olímpicos chegaram ao final e chega a hora da avaliação dos resultados sob a ótica da gestão. Essa análise será feita sobre três aspectos :  dos esportes que trouxeram medalha, do caso de excelência do voleibol brasileiro e os resultados da delegação Brasileira,

                Na análise dos esportes que trouxeram medalhas, tivemos destaques individuais com Cesar Cielo e Maurren Higa Maggi. Duas histórias de superação. Cesar Cielo que optou por estudar e treinar em universidade americana e, por essa razão, teve o seu patrocínio cortado. Cesar Cielo que, ao final da semifinal para a prova dos 100 metros livres, estava desconsolado porque achava que estava fora da final, percepção essa que estava errada. Com isso, partiu para a final dos 100 metros na raia 8, a pior raia. No entanto ganhou o bronze e depois de sair da piscina, deu entrevista falando da sua felicidade e que já estava concentrado para ir buscar o ouro nos 50 metros livres, esbanjando auto-confiança. Nesse caso, esse bronze valeu o ouro, pois se não fosse ele, Cesar Cielo não teria a mesma confiança para vencer os 50 metros.

                O Caso de Maurren é um caso de superação. Na melhor fase da sua carreira, foi acusada de doping em 2003  e punida com dois anos de suspensão. Nesse tempo, ela casou, teve uma filha e chegou a abandonar o esporte. Retornou em 2006 porque precisava sustentar a sua filha. Muitos não acreditavam que ela voltaria a competir em alto nível, mas a resposta começou a ser dada no Pan de 2007 no Rio de Janeiro com a medalha de ouro. A sua medalha de ouro na olimpíada foi ganha no detalhe com apenas 1 centímetro de diferença.

                Os outros esportes, como a vela e o vôlei de praia, passam por um momento de transição. Sobre o vôlei, eu comentarei no parágrafo mais abaixo. Quanto a vela, já não contamos com Torbem Grael, Brasileiro com o maior número de medalhas da história, e temos o Robert Scheidt trocando de categoria e mesmo assim trazendo um grande resultado que foi a medalha de prata nessa olimpíada e a conquista do último campeonato mundial na classe Star.

                O destaque da delegação brasileira como esporte foi o vôlei que trouxe 4 das 15 medalhas no total, sendo que apenas o vôlei de praia feminino não trouxe uma medalha. Esse resultado do vôlei não é a toa. Ele é fruto de um trabalho de longo prazo que envolve o desenvolvimento das categorias de base onde o Brasil ganha quase tudo, infra-estrutura de excelência em Saquarema e um trabalho de gestão que envolve patrocinador forte e planejamento estratégico.

                Para se ter uma idéia da importância do planejamento estratégico, desde que houve a mudança no tamanho da área de jogo no vôlei de praia, passou a ter mais importância a força do que a habilidade, mudança essa que não foi benéfica para os jogadores brasileiros, principalmente no feminino. Fato esse comprovado pela vitória das duplas americanas no vôlei de praia com Walsh e May, que dominam o circuito desde antes das olimpíadas de Atenas/2004, e com Rogers e Dalhausser que literalmente bloqueou a dupla brasileira no tie-break. 

                Antes da mudança, as jogadoras do feminino dominavam o circuito devido a grande habilidade que possuiam com as duplas Jaqueline e Sandra e, Adriana Behar e Shelda, mas com as mudanças, a altura das jogadoras passou a ser fator decisivo para o ataque e o bloqueio. Em virtude disso, a seleção de novas jogadoras para o vôlei de praia no centro de excelência de Saquarema passou a contar com o critério altura onde jogadoras com 16 anos devem ter no minimo 1,70 m de altura.

               O Vôlei de quadra feminino do Brasil confirma a importância do planejamento de longo prazo. Em Atenas/2004, o técnico José Roberto Guimarães assumiu a seleção feminina em agosto de 2003, faltando menos de 1 ano para as olimpíadas e após uma temporada com poucos resultados da equipe feminina. Mesmo diante das dificuldades, a seleção feminina chegou perto de uma final olímpica, esbarrando nos famosos “24 a 19” do quarto set com a Rússia na semifinal, fato esse que acompanharia a trajetória do treinador em vários ginásios em que sempre havia um cartaz com o placar “24 a 19” na torcida adversária. A partir daí, ele foi mantido como técnico da seleção e iniciou um novo ciclo olímpico de 4 anos. O Resultado desse planejamento foi a medalha de ouro em Pequim/2008.

                     Outro resultado fruto do planejamento de longo prazo é o vôlei de quadra masculino em que chegamos a segunda final consecutiva. Mesmo ganhando a prata, é uma equipe com excelentes resultados (25 finais e 21 titulos em 27 torneios) nesses oito anos sob o comando do técnico Bernardinho. Aliás, cabe aqui um parêntese. No post “E agora Bernardinho”, eu havia previsto a dificuldade que seria enfrentar a seleção americana devido ao uso constante de informações estatísticas, fato ressaltado durante a transmissão da TV Globo pelo comentarista e ex-jogador de vôlei Tande. Agora, o desafio do técnico Bernardinho é conduzir a renovação dessa equipe para o próximo ciclo olimpico, uma vez que alguns jogadores já declararam que encerraram seu ciclo na seleção.

              Em termos de medalhas de ouro, nossa participação iguala-se a olimpíada de 1996 em Atlanta-EUA como a segunda melhor campanha e em termos de quantidade total de medalhas iguala-se a campanha de 2004 em Atenas na Grécia, mas talvez a melhor comparação a ser feita é com as olimpíadas de Sidney na Austrália devido a dificuldade trazida pelo fuso horário de 11 horas de diferença em Pequim, sendo que na Austrália essa diferença de fuso era de 14 horas.

               O parágrafo acima tratou de analisar a participação do Brasil em termos de medalha, mas temos que fazer uma avaliação em termos de evolução do esporte nacional. Muitos esportes apresentaram evoluções. Nesse grupo, podemos incluir :

                – Ginástica artistica – > Chegamos pela primeira vez a uma final de aparelhos no masculino com o Diego Hypólito que, infelizmente, falhou aos 46 minutos do segundo tempo. Chegamos pela primeira vez a uma final por equipes no feminino, com duas atletas na final feminina no individual geral, duas atletas nas finais individuais femininas (solo e salto sobre o cavalo). É uma evolução muito grande se compararmos com outros anos onde no máximo chegamos a uma final no individual feminino;

                – Natação – > Chegamos a mais finais (5 no masculino e 1 no feminino contra apenas 2 finais em Atenas) e trouxemos duas medalhas, uma de ouro (A primeira da história da natação brasileira) e uma de bronze, ambas com Cesar Cielo;

                – Judô – > Três medalhas de bronze, sendo uma delas a primeira do feminino que também foi a primeira individual de uma atleta feminina. Destaque também para Thiago Camilo, que chegou como o campeão mundial e grande favorito, mas que perdeu uma luta e soube encontrar motivação e superar-se na busca pela medalha de bronze;

               – Outros esportes – > No boxe tivemos dois lutadores que chegaram as quartas-de-final. No Taekwondo, tivemos a primeira medalha (bronze) com Natália Falavigna.

              Apesar da evolução no número de finais(foram 37 em Pequim/2008, 30 em Atenas/2004, 22 em Sidney/2000 e 20 em Atlanta/1996), estamos longe de sermos uma potência olímpica, pois apenas o vôlei apresenta resultados consistentes e constantes, devido a sua estrutura de excelência, e muitas medalhas são resultado de esforços individuais de alguns atletas, haja vista que o esporte que mais trouxe medalhas na história olímpica brasileira ainda é a vela, que é um esporte de elite. Além disso, as medalhas do Cesar Cielo foram resultados de investimentos próprios do nadador e a medalha de prata do futebol feminino foi conquistada mesmo sem investimentos e um campeonato nacional organizado pela CBF.

                 Para concluir, dois destaques. O primeiro não poderia deixar de ser para o nadador americano Michael Phelps, o destruidor de recordes mundiais (sete em Pequim) e detentor de oito medalhas em Pequim e 14 no total da sua participação em três olimpíadas, tornando-se o maior vencedor da história dos jogos olimpicos, que, mesmo com todos os holofotes e a pressão em cima, soube manter uma postura de serenidade e auto-confiança, vencendo as suas provas individuais e contando com o trabalho em equipe no revezamento 4X100 metros medley, principalmente com a ajuda do nadador Jason Lezak que largou com meio corpo de desvantagem em relação ao Francês Alan Bernard para os últimos 100 metros no estilo nado livre, detentor do recorde mundial nessa mesma modalidade, mas que o venceu mesmo com essa desvantagem.

                 O segundo destaque não poderia deixar de ser para as mulheres. A nossa evolução no quadro de medalhas, ainda que pequena, deve-se muito a evolução das mulheres na conquista de medalhas. Evolução que começou em Atlanta com as medalhas de ouro e prata no vôlei de praia, as primeiras do esporte feminino brasileiro,  e fechando com Pequim onde tivemos as primeiras medalhas no judô (bronze), a primeira medalha de ouro do esporte individual feminino (salto em distância), a primeira no Taekwondo e a primeira medalha de ouro do vôlei de quadra feminino.

                  Agora é esperar pelas olimpíadas de Londres em 2012, buscar novas fontes de recursos para investimentos em infra-estrutura e no incentivo ao esporte nas escolas, aprender e corrigir erros cometidos para planejar um novo ciclo olimpico e buscar a superação em busca de mais medalhas para o Brasil.

Um abraço

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Gestão de longo prazo – > Clique aqui para ler;

Importância do planejamento estratégico para o processo decisório – >  Clique aqui para ler;

Importância do planejamento estratégico em ambientes de grandes mudanças – > Clique aqui para ler;

E agora Bernardinho? – > Clique aqui para ler;

Livro : Transformando suor em ouro – > Clique aqui para ler;

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Medo – Barreira para inovação

Posted by marcelao em abril 28, 2008


Pessoal,

             este post é baseado em um tópico criado por mim na comunidade “Q3 – No munda excelência” (clique aqui para acessar a comunidade) sobre uma das barreiras que considero empecilhos para sermos inovadores que é o medo. Medo de errarmos, medo de encarar os obstáculos mais como desafios do que como empecilhos, Medo de ousar e fazer diferente.


             Vale lembrar que a inovação é o instrumento de trabalho do empreendedor e o empreendedor é aquele sujeito que não tem medo de arriscar e que aprendo com os erros, além de estar sempre desafiando o status quo. Para isso ele demonstra muita CORAGEM.
             Mas o medo de inovar pode ser apenas uma consequência e as causas podem ser outras como, por exemplo, cultura de punir erros. Como disse o filósofo Mario Sergio Cortella (leia o resumo de seu livro aqui), erro é para ser corrigido e não para ser punido. Deve-se punir a negligência, a desatenção e o descuido e não o medo. Thomas Edison inventou a lâmpada elétrica após 1.430 experiências sem sucesso. Ele aprendeu que o fracasso não acontece quando se erra, mas quando se desiste face ao erro, o que nos leva a concluir que não se aprende com os erros, mas sim com a correção dos erros.

            Algumas pessoas podem dizer que falta iniciativa aos colaboradores da empresa, mas não se pode cobrar iniciativa de um colaborador sem que que haja um trabalho de comunicação por parte do gestor em apontar qual a direção que a empresa quer ter esclarecendo a missão e a visão da empresa estabelecido no planejamento estratégico (leia o post sobre planejamento estratégico), pois corre-se o risco de os colaboradores tomarem iniciativas no sentido errado, desalinhados com a estratégia da empresa.

            Outras pessoas argumentam que os colaboradores desejam continuar na sua zona de conforto, mas o que eles querem na verdade é aumentar essa zona de conforto. Ocorre que para aumentar essa zona de conforto, eles precisam de um ambiente que permita a eles experimentar novos procedimentos, novas formas de realizar seu trabalho buscando a melhoria contínua e o papel do lider nesse contexto é muito importante. Para aumentar a zona de conforto é necessário aumentar a zona de esforço, é necessária uma ATITUDE EMPREENDEDORA.
             A falta desse ambiente de experimentação faz com que as pessoas tenham medo de serem melhores do que são, com medo de serem cobrados sempre pelo algo mais. Volta e meia eu escuto “Nossa, você faz palestras tão boas” e eu respondo que ela também pode fazer, mas ela se sente acanhada.

             Alguém pode concluir a partir desse post que não devemos ter medo. Não é isso. O medo é um importante mecanismo da sobrevivência humana, pois o medo faz com que você se prepare melhor para enfrentar os desafios. No último filme da série “Rocky”, o lutador de boxe criado por Sylvester Stallone, Rocky já é um lutador aposentado que cuida de um restaurante, mas que devido a algumas circunstâncias da história é desafiado a enfrentar o campeão do momento, lutador muito mais novo que ele. Tem uma cena em que Rocky pergunta a esse lutador se ele tem medo da luta e o lutador diz que não e vira-se para ir embora. Nesse momento, Rocky diz ao filho que ele está mais confiante para a luta porque quem não tem medo não se prepara devidamente.


             Na verdade, o problema não está no medo, mas sim na nossa atitude de paralisia diante do medo, na acomodação de mantermos as coisas como estão “Porque aqui sempre foi assim”. Então, podemos concluir é que a maioria dos nossos medos são criados por nós mesmos e cabe a nós nos prepararmos cada vez mais para aumentar nossa zona de conforto e enfrentá-los.


             Não podemos esperar pelo vento para mover nossos barcos, temos que cria-los.

             O medo, a paralisia e a acomodação são o freio de mão da Inovação.

Um abraço e “Keep the Faith”.

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Motivação – O que é isso?

Posted by marcelao em abril 2, 2008


 Pessoal,

                    muito tem se falado sobre a importância de se manter os funcionários motivados no ambiente de trabalho, mas o que vem a ser motivação?

                     Motivação para mim é um MOTIVO + AÇÃO, ou seja, um motivo para ação. Muita gente faz confusão entre motivação e satisfação no ambiente de trabalho o que, na minha opinião, não é verdade, apesar desses dois temas terem relacionamento muito forte entre eles, pois uma pessoa insatisfeita dificilmente estará motivada.

                      A satisfação está mais ligada ao reconhecimento do valor que o colaborador tem para a organização. Lembro-me que, em uma determinada situação no meu trabalho, eu sugeri uma ação criativa que resolveu um grande problema para a organização onde eu trabalho e quando tive minha avaliação de desempenho, lembrei meu superior a época dessa ação e de outras e ele me disse “Você não fez mais que a obrigação”. Felizmente, para mim e para a minha organização, esse gestor não trabalha mais conosco. É papel do gestor reconhecer sempre uma atitude diferente que o seu colaborador tomou e que agregou valor, principalmente, se ela foi uma atitude pro-ativa, porque isso incentivará o colaborador a repetir essa atitude no futuro e todos ganham com isso.

                      Já a motivação está ligada mais ao desafio, a encontrar o que cada um considera como algo de valor e que estaria disposto a assumir riscos para vencer esse desafio. Ela está muito ligada aos valores das pessoas. Como já escrevi em posts anteriores, cabe a cada gestor da empresa encontrar o que cada colaborador considera como um desafio e alinhar essa motivação com os objetivos organizacionais da empresa descobrindo ou apresentando “Bons motivos” para que o trabalho seja melhorado, o desempenho seja aprimorado a cada dia e o clima motivacional seja o melhor possível.
                       Além do gestor, a equipe em que você trabalha também é responsável por criar um clima propício para motivação respeitando as opiniões com pontos de vistas diferentes, as idéias apresentadas e valorizando cada atitude que valorize o espirito de equipe. É preciso que as equipes contribuam para um melhor clima organizacional buscando a auto-motivação.

                       Outro aspecto relacionado a motivação é a auto-confiança. Durante toda nossa vida e no meio empresarial, recebemos “n” motivos para a ação, para o alcance da meta e do projeto proposto. Mas, se intrinsecamente a esses momentos, o indivíduo não confiar e não apostar em suas habilidades e potencialidades, NADA acontecerá. Não é à toa que várias pessoas têm brilhantes idéias, iniciam projetos, mas não concluem o que foi imaginado. É lógico que fatores externos, tais como: viabilidade, alocação de recursos, momento oportuno, falta de planejamento, por exemplo, são pontos cruciais. Mas, a auto-confiança é ferramenta vital para enfrentar esses obstáculos. 

                      A motivação, portanto, é inerente a cada pessoa o que nos leva a concluir que ninguém motiva ninguém, mas um péssimo gestor pode desmotivar toda uma equipe se não trabalhar a satisfação com o devido reconhecimento das ações que agregaram valor para a empresa. Podemos concluir também que precisamos ACREDITAR em nós mesmos! Você pode receber estímulos positivos de todos os lados, mas se nossa crença interna não estiver sedimentada, fortalecida; fatalmente nossos resultados serão “medíocres” = ficaremos na “média”.

Um abraço.

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Frase Inspiradora sobre Auto-confiança

Posted by marcelao em março 23, 2008


 

“Se você acredita que pode, você tem razão. Se você acredita que não pode, também tem razão.” Henry Ford – Fundador da Ford

Todas as frases desse blog estão reunidas na página “Frases e pensamentos marcantes”.

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