Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘Planejamento’

A Benção e a Maldição de Ser Inovador

Posted by marcelao em fevereiro 26, 2012


Pessoal,

buscar a inovação requer muitas vezes nadar contra a maré, enxergar o que a grande maioria não consegue enxergar, ir além do que a verdade do momento nos diz e no final, caso você supere esses obstáculos, colher os resultados do seu empreendimento.

Dentro de uma empresa, isso significa enfrentar a resistência a mudança de pessoas que se preocupam mais em preservar seu domínio devido a ameaça de perder poder ou influência. Toda essa resistência gera frustração, desperdício de recursos, perda de oportunidades e a repressão do espírito humano.

Tem um trecho do livro “Intraempreendedorismo na prática”(Pincht, Gifford) que gosto muito que diz: “Aprender a inovar de forma mais eficaz é como aprender a perder peso. As regras básicas são simples e funcionam, mas é difícil segui-las. Nos dois casos, é essencial ter disciplina, compromisso e coragem.”

O objetivo desse post é abordar algumas características que devemos desenvolver se quisermos sermos mais inovadores e quais as reações que isso pode causar nas pessoas resistentes a mudanças ou que não compreendem perfeitamente um processo inovador.

Sem criatividade não se tem inovação, sem curiosidade não se tem criatividade. Pessoas inovadoras são muito criativas  e de muita imaginação. São especialmente abertas a novas ideias e novas maneiras de pensar sobre antigos problemas. Adoram abordar uma ideia convencional ou uma maneira tradicional de fazer as coisas virando-a para o outro lado e explorando-a de uma nova perspectiva. O que é novo é o que lhes interessa como um artista buscando uma nova maneira de ver, concentram a sua imaginação em visualizar ideias, eventos ou problemas de formas completamente originais. Aprendem com as experiências pessoais e interpessoais, além de aprender nas salas de aula e nos livros. Você sente necessidade de novas informações e as vira a revira com a sua vívida imaginação. Continue lendo »

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Afinal de Contas, O Que É Futebol?

Posted by marcelao em março 26, 2010


Pessoal,

quem gosta de assistir futebol na televisão também gosta, pelo menos de vez em quando, assistir as entrevistas após o jogo e até mesmo as mesas-redondas com vários comentaristas e convidados que ficam discutindo sobre o resultado dos jogos, aquele lance polêmico, o erro do juiz, a falha do goleiro ou os gols perdidos por um determinado atacante.

Quem acompanha sabe que esses programas quase sempre apresentam algumas frases prontas como :

– “Futebol é uma caixinha de surpresas”;

– “Futebol é simples”;

– “Futebol é complicado”;

– “Quem não faz leva”;

De alguns anos para cá, o tema mais recorrente que os comentários vem utilizando, para explicar o sucesso de determinado time em um campeonato, é a questão do planejamento e a existência de uma estrutura profissional que envolvem elementos como centro de treinamento isolado, centro médico, … Isso tudo começou quando em 1991 o técnico Wanderley Luxemburgo foi demitido do Flamengo e afirmou que os clubes do Rio de Janeiro estavam muito atrasados em relação aos clubes de São Paulo e que o futebol carioca levaria 10 anos para ganhar outro campeonato brasileiro. A afirmação dele estava correto, mas o momento dela estava errado, afinal de contas, o Flamengo foi campeão em 1992, o Botafogo em 1995 e o Vasco ainda ganhou em 2000 a Copa João Havelange. Depois disso, o futebol carioca viveu um jejum de campeonatos brasileiros que só foi quebrado agora em 2009 pelo Flamengo.

Mas isso não vem ao caso desse texto, o que quero discutir é que virou lugar comum que o planejamento é que é determinante para o sucesso de um time. Tal pensamento ainda é reforçado pelos técnicos de futebol que passaram a ser tratados como verdadeiros doutores ou, como se diz na linguagem boleira, professores. Como exemplo, após o jogo de domingo em que o Vasco perdeu para o Flamengo, começaram os comentários sobre a queda do técnico do Vasco, Wagner Mancini, que, quando questionado sobre sua possível queda após mais um resultado negativo, afirmou a um reporter que futebol é planejamento. Declaração essa que foi rebatida por alguns dirigentes do Vasco que afirmaram que futebol é resultado.

Daí vem a pergunta? Afinal de contas, O que é futebol? É planejamento ou é resultado?

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Livro : As 5 perguntas essenciais

Posted by marcelao em fevereiro 26, 2009


Blog do Marcelão

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Pessoal,

                  esse é um livro que apresenta uma ferramenta de gestão que utiliza 5 perguntas essenciais que toda organização deve estar sempre respondendo em busca da auto-avaliação, sejam elas na área de negócios, sem fins lucrativos ou do setor público. São perguntadas apresentadas pelo pai da administração moderna, Peter Drucker.

                  Apesar de parecerem simples, responder a essas perguntas exige profundidade e franqueza, por vezes dolorosa, pois ninguém gosta de enxergar suas próprias fraquezas e deficiências. Aliás, eu costumo dizer que encontrar as perguntas é muitas vezes mais importante do que encontrar as respostas. As 5 perguntas aqui apresentadas são complexas e convincentes, essenciais e relevantes em qualquer época e para qualquer organização.

                  Essa ferramenta de auto-avaliação é um método para avaliar o que você está fazendo, por quê você está fazendo e o que precisa fazer para melhorar o desempenho de uma organização. A ferramenta utiliza 5 perguntas essenciais : Qual é a nossa missão? Quem é o nosso cliente? O que o cliente valoriza? Quais são os nossos resultados? e Qual é o nosso plano?

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E agora Bernardinho?

Posted by marcelao em julho 30, 2008


“O fracasso deveria ser nosso professor, não nosso coveiro. Fracasso é adiamento, não derrota. É um desvio temporário, não um beco sem saída. Fracasso é algo que nós só podemos evitar não dizendo nada, não fazendo nada, e não sendo nada.” Denis Waitley

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Pessoal,

               quem acompanha o voleibol masculino do Brasil deve estar agora se perguntando : O que aconteceu? Não somos os melhores do mundo mais? A medalha de ouro na olimpíada está ameaçada?

               Primeiro é preciso fazer uma avaliação muita clara da hegemonia brasileira no vôlei nos últimos sete anos. Se não me engano, o Brasil perdeu apenas 5 competições a saber :

               – Liga mundial de 2002 no Brasil para os russos;

               – Pan-americano de Santo Domingo em 2003 perdendo a semifinal para a Venezuela;

               – Copa América no Brasil para os Estados Unidos. Não me recordo o ano, mas acho que foi em 2004;

               – Copa América de 2007 nos Estados Unidos para os Estados Unidos, mas utilizando uma equipe composta em sua maioria por juniores. Mesmo assim perdeu no quinto set em um jogo que poderia ter ganho pois teve a bola para fechar o jogo;

               – Liga Mundial de 2008 no Brasil para os Estados Unidos.

               Nesse tempo, o Brasil ganhou dois mundiais, sete ligas mundias, uma olimpiada e um pan-americano, fora os titulos das copas do mundo e copas américa. São números impressionantes que podem levar a algumas pessoas a acharem que nosso time é imbatível, mas que devemos analisar com cuidado.

               Essa análise necessária foi muito bem feita pelo ex-técnico de vôlei e atual presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, em entrevista concedida a Juca Kfouri no programa CBN Esporte Clube da rádio CBN. Diante da preocupação apresentada pelo Juca se o favoritismo do Brasil para Pequim estava abalado em virtude das duas derrotas consecutivas, Bebeto respondeu que a derrota na liga mundial não influenciaria a jornada do Brasil na busca pelo ouro olimpico, alegando que a olimpiada não tem nada a ver com a liga mundial, mesmo que o Brasil a ganhasse, pois as dificuldades seriam as mesmas por serem fatos independentes.

               O que a derrota na liga mundial faz é revelar a verdade que a superioridade do Brasil nos últimos anos é uma superioridade de resultados, não técnica. No aspecto técnico, a diferença entre as seleções mundiais é muito pequena haja vista que muitos titulos que o Brasil ganhou foram no quinto set. Alguns podem então dizer que era tudo ilusão, mas não é. Esse fato serve para enaltecer mais ainda o valor desse grupo de jogadores, pois é nos momentos decisivos, como um quinto set, é que os grandes campeões surgem.

               Quanto ao comentário do Bebeto sobre a derrota não ter relação com a olimpiada, gostaria de discordar um pouco. A derrota tem duas consequências : uma conhecida e outra por se revelar. A conhecida é que os adversários passarão a olhar com outros olhos para a seleção brasileira como sendo possível derrotá-los, semelhante ao que hoje acontece com o tenista Roger Federer que era considerado um tenista imbatível, mas que seus últimos resultados não foram do mesmo nível de anos anteriores.

               A outra consequência por se revelar é como esse grupo de jogadores reagirá a essas derrotas. Como disse o Bebeto, a força dessa seleção está no espirito de grupo liderado por seu técnico Bernardinho. Bernardinho sabe como poucos manter uma equipe motivada em torno de objetivos e manter o grupo sempre em busca da melhoria contínua. Vale lembrar que a cada vitória do Brasil nos torneios, o discurso do Bernardinho sempre foi de que “Vencemos, mas temos que subir mais ainda o nível para que os adversários não nos alcancem”. É por essa razão que a superioridade do Brasil é com base nos resultados.

               A chave do sucesso estará no seu lider Bernardinho e na força do seu grupo. Em como ele irá trabalhar a motivação desse grupo a treinar mais do que estava previsto inicialmente para as olimpíadas, porque o sinal de alerta foi ligado. Aquele a mais que o Bernardinho sempre comentou após as vitórias, dessa vez não serão suficientes, será necessário agora um grande salto para alcançar o que sempre foi o objetivo desse grupo, que é ganhar a segunda medalha de ouro em duas olimpíadas consecutivas.

              Eu acredito piamente no sucesso desse grupo, pois as ações após os últimos eventos me levam a acreditar nisso, além do fato de considera-los meus colegas devido ao patrocínio do Banco do Brasil. Em Primeiro lugar porque Bernardinho assumiu a responsabilidade por não ter conseguido motivar o grupo para o jogo que decidiu o terceiro lugar, o que mostra a sua humildade em assumir erros, procurar corrigi-los e saber que ele também precisará dar o salto evolutivo na sua liderança. Em segundo lugar, pela reação dos jogadores que estão mordidos e estão loucos para treinar. Querem mostrar, mais do que nunca, que podem superar as adversidades e provar que são verdadeiros campeões.

              Afinal de contas, como diria Epicuro, filósofo Grego do período helenístico :

“Os grandes navegadores devem sua reputação às grandes tormentas e tempestades”

Um abraço.

P.S : Se eu pudesse dar minha contribuição para essa jornada da seleção, diria a eles para estudarem bastante a equipe dos Estados Unidos. Não porque considero eles os favoritos ao ouro olimpico, mas por serem a seleção que mais nos derrotou na era Bernardinho. Acho que a chave será aprimorar o passe, pois esse é o principal ponto atacado pelos americanos que possuem uma verdadeiro equipe de estatisticos analisando cada aspecto e cada detalhe do passe da equipe brasileira.

Leia também os seguintes posts :

– Livro : transformando suor em ouro – > Clique aqui para ler;

– O que é liderar? – > Clique aqui para ler

– Questionar é preciso : liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;

– Liderança do Futuro – Lider 2.0 – > Clique aqui para ler;

– Motivação – O que é isso? – > Clique aqui para ler;

– Liderança – Existe espaço para arrogância no mundo de hoje? – > Clique aqui para ler;

– Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para ler;

– Empreendedor Corporativo – > Clique aqui para ler;

– Empreendedorismo, inovação e projetos – > Clique aqui para ler ;

– Competências dos lideres do futuro – Parte I – > Clique aqui para ler;

– Competências dos lideres do futuro – Parte II – > Clique aqui para ler;

– Leia o resumo do livro “O livro do futuro” de John Naisbitt – > clique aqui para ler;

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Frases inspiradoras sobre objetivos

Posted by marcelao em julho 29, 2008


“Eu não posso mudar a direção do vento, mas eu posso ajustar as minhas velas para sempre alcançar o meu destino.” Jimmy Deam

“Fazer duas coisas ao mesmo tempo é não fazer nenhuma delas.” Publilius Syrus

“Miramos acima do alvo para atingir o alvo.” Ralph Waldo Emerson

“O primeiro passo indispensável para conseguir as coisas que você quer da vida é este : Decida o que você quer.” Ben Stein

“Obstáculos são aquilo que vemos quando afastamos nossos olhos do objetivo.” Henry Ford

“Para onde você vai é mais importante do que quão rápido você está indo. Ao invés de sempre focar no que é urgente, aprenda a focar no que é realmente importante.” Autor Desconhecido

“Um homem sem propósito é como um navio sem leme” Thomas Carlyle

“A direção é mais importante que a velocidade” Marcelão – do Blog do Marcelão

Todas as frases postadas estão reunidas na página “Frases e pensamentos marcantes”

Leia também os seguintes posts :

Processo Decisório – > Clique aqui para ler;

Importância do planejamento estratégico para o processo decisório – >  Clique aqui para ler;

Importância do planejamento estratégico em ambientes de grandes mudanças – > Clique aqui para ler;

Definição de indicadores – > Clique aqui para ler;

Empreendedor Corporativo – > Clique aqui para ler;

Questionar é preciso : liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;

Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

Liderança do Futuro – Lider 2.0 – > Clique aqui para ler;

Motivação – O que é isso? – > Clique aqui para ler;

Livro : O lider do futuro – > Clique aqui para ler;

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Aprendiz 5 – Comentários Episódios 11 e 12

Posted by marcelao em junho 13, 2008


Pessoal,

 

              vou começar os comentários pelo episódio 12 e depois comentarei aquele que foi o episódio mais polêmico da história do Aprendiz, na minha opinião.

               Lembrando o que já escrevi em outros posts sobre o programa, essa é apenas uma opinião baseada no material apresentado no programa que representa apenas uma parte de tudo o que aconteceu, pois trata-se de um material editado. Não tenho nenhuma intenção de me considerar superior a nenhum dos aprendizes, até porque, nas situações em que eles vivem, eu poderia cometer os mesmos erros em maior ou menor intensidade. Só quem vivencia o ambiente é que pode tecer um comentário mais próximo e mais rico da realidade dos episódios. Por essa razão, já indiquei aqui o blog da Vivianne Ventura em que ela escreve, com muita propriedade, a sua opinião sobre o programa.

               O episódio apresentado hoje (12.06) teve dois objetivos : fazer um resumo do que foi o programa até agora e mostrar os bastidores do programa. No que diz respeito ao resumo, gostaria de elogiar a produção do programa pela homenagem feita a Adriana, em que foi apresentado o reencontro dela com sua família. Foi emocionante e muito bem produzido. Destaque para o suporte psicológico dado aos aprendizes.

               Com relação aos bastidores, podemos encarar toda a produção do programa como um projeto onde cada episódio constitui um sub-projeto. Existe uma preocupação com o cumprimento do cronograma e dos horários que fica sob a responsabilidade da coordenadora “Lica”. Você percebe facilmente que há uma clara definição das responsabilidades de cada membro da equipe de produção e uma clara preocupação em realizar todo o trabalho com muita qualidade.

               Pode-se perceber uma preocupação do Roberto em mostrar e esclarecer as maiores dúvidas do fãs da série, esclarecendo decisões polêmicas tomadas durante o programa, além de interagir com a população nas ruas de São Paulo.

               Agora, vamos comentar sobre o episódio 11. Antes de começar o episódio, eu havia previsto que a liderança das provas seria de responsabilidade da Maura e do Clodoaldo, uma vez que no post de resumo dos 10 primeiros episódios, eu levantei alguns dados e um deles apontava que os dois haviam liderado apenas uma prova até o décimo episódio.

               Depois de escolhidos os lideres, confesso que a minha expectativa era que a equipe Foccos perderia porque considerava o Clodoaldo o mais fraco entre os concorrentes. Fui positivamente surpreendido com sua liderança na prova, apesar de alguns erros, mas que foram pequenos devido ao resultado que ele alcançou como lider.

                Enquanto isso, a equipe Master parecia perdida na contratação da equipe e cometeram o erro de concentrar a maior parte dos recursos financeiros na contratação de uma equipe de qualidade para trabalhar no restaurante japonês, não sobrando muitos recursos para realizar uma propaganda, por exemplo. Foi uma estratégia arriscada e aí podemos lembrar de uma velha máxima do mercado de ações “Nunca coloque todos os biscoitos no mesmo pote”. O que aconteceu, todo mundo sabe. Na hora da tarefa, a equipe contratada, por terceiros, não apareceu o que comprometeu toda a tarefa da equipe Masters.

                Acho que as duas equipes cometeram o mesmo erro na montagem do planejamento que foi conhecer o restaurante japonês depois de realizar o planejamento. Uma das coisas mais importantes na montagem de um planejamento é ter o maior número possível de informações. Não me pareceu uma boa atitude levantar informações sobre o restaurante depois de planejar.

                No final da prova, venceu a estratégia mais abrangente da equipe Foccos, enquanto a equipe Masters perdeu por concentrar suas fichas em uma aposta e, assim mesmo, não tinha um plano de contingência. Existe uma diferença muito grande em assumir riscos e assumir perigos. A equipe Masters assumiu perigos e não riscos.

               Decidido o vencedor, tivemos a sala de reunião mais polêmica até hoje, na minha opinião. Começou com o Roberto perguntando qual o motivo do semblante que a Sandra apresentava que respondeu que era de Braveza e frustração. Isso já foi um aperitivo para a discussão que viria logo depois. Quanto a Maura, o que eu percebi que é a última sala de reunião mexeu muito com ela porque percebeu que a sua participação nela a levaria a ser demitida se não fosse a intervenção da Adriana. Então ela partiu para o ataque e teve na Sandra uma forte aliada o que levou a um embate claro entre as duas contra o Henrique.

                Como aconteceu em outras salas de reunião, o Henrique soube se defender muito bem dos ataques dos seus oponentes, mesmo quando apontado o erro no tratamento com o responsável pela contratação da equipe utilizando palavras de baixo calão. Nesse caso, a critica ao Henrique foi quanto a forma, mas concordo com a atitude. No lugar dele, eu faria a mesma coisa. Não posso afirmar que não usaria de termos agressivos, mas que reclamaria com veemência da atitude do responsável, eu reclamaria.

                A discussão foi muito tensa e até mesmo o Roberto ficou perdido quanto a decisão que teria que tomar, ainda mais com o empate dos votos dos conselheiros. Foi então que ele decidiu poupar a Sandra e concentrar sua decisão entre a Maura e o Henrique optando por manter o Henrique porque queria ver um pouco mais da “maluquice” dele, e demitindo a Maura.

               Foi aí que ocorreu a surpresa. A Sandra surpreendeu-se com a decisão e resolveu mostrar a sua insatisfação decidindo-se por acompanhar a Maura porque não concordava com a postura do Henrique. Nesse momento, o Roberto sentiu-se surpreso com a atitude dela porque a considerava uma forte candidata e a demitiu também.

               Muitas pessoas consideraram uma atitude não muito inteligente da Sandra. Eu não considero assim. Na minha opinião, não se trata de ela estar certo ou errada, trata-se de uma questão de principios. Aquele era o limite para a Sandra. Também a considerava uma forte concorrente junto com o Henrique e a Adriana, mas respeito a sua decisão porque cada um tem seus valores e seus principios e quem se mantém fiel a eles tem a minha admiração.

               Abaixo, segue quadro atualizado com os dados da participação dos concorrentes restantes.

  Tarefas Liderança Segunda parte da reunião
  Vitórias  Derrotas Vitórias  Derrotas
Henrique 6 5 2   5
Hugo 6 5 1 1 3
Danilo 8 3 1 1 3
Daniel 7 4 1 1 2
Clodoaldo 7 4 1 1 3

 

               Com a saída da Sandra e da Maura, o destaque positivo vai para o Danilo que passa a ser maior vencedor de tarefas até aqui, enquanto que o destaque negativo vai para o Henrique que é o maior derrotado em provas e em 100% dessas derrotas frequentou a segunda parte da sala de reunião. O que está a favor do Henrique é que ele consegue se defender muito bem na sala de reunião.

               Para o próximo programa, a pergunta é : Quem vai trabalhar com o Henrique? Não sei quem vai trabalhar, mas tenho quase certeza que o Roberto vai pedir um voluntário para trabalhar com o Henrique e esse voluntário vai demorar para sair.

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

– Aprendiz 5 – comentários episódios 1 a 6 – > Clique aqui;

– Aprendiz 5 – comentários episódios 7 e 8 – > Clique aqui;

– Aprendiz 5 – comentários episódios 9 e 10 – > Clique aqui;

– Aprendiz 5 – Resumo dos 10 primeiros episódios – > Clique aqui;

– Prosumer – Um caso prático – > Clique aqui;

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Aprendiz 5 – Comentários Episódios 9 e 10

Posted by marcelao em junho 6, 2008


Pessoal,

             continuando a série de comentários sobre o Aprendiz 5, primeiramente gostaria de deixar claro que a intenção desses post é apresentar o meu ponto de vista, principalmente na perspectiva de gestão de projetos, sobre os episódios complementando os comentários apresentados na sala de reunião pelos conselheiros e os membros da equipe derrotada.

             Em segundo lugar, quero explicar a dinâmica que utilizo para fazer os comentários. O episódio da terça eu assisto e reviso ele utilizando o youtube o que confere uma melhor qualidade aos comentários, enquanto que o episódio da quinta, eu vou montando durante a apresentação do episódio registrando alguns insights.

             Feitas essas observações, vamos começar pelo episódio 9 exibido na terça 03.06 que foi a prova da realização da convenção da Emirates para agentes de viagem.

             Na equipe Master, Henrique começou apresentando um cronograma para facilitar a definição de papéis e responsabilidades, tática muito bem escolhida porque o planejamento feito com cronograma e definição dos papéis e responsabilidades diminui um pouco da subjetividade e diminui os riscos com problemas de comunicação para realização das tarefas. Ele ficou no papel de coordenação e integração das equipes que é o papel de um lider, seguindo uma boa prática da gestão de projetos, como eu havia postado anteriormente, em que o principal papel do lider é atuar como integrador das atividades, sendo que para isso ele gasta 90% do seu tempo com comunicação. Também na equipe Masters, tivemos um exemplo de um processo criativo, onde uma idéia inicial de Check-in deu origem a outras idéias que culminaram na criação do ambiente de uma viagem.

             NA equipe Foccos, houve falha ao não perceber logo que estavam desviando do plano original. É como eu já havia postado anteriormente, planejar é preciso para controlar e você deve estar sempre certificando as hipóteses que você considerou para o seu plano. Outro fato a ser destado, foi o evidente desgaste do Clodoaldo em fazer todas as ligações, pois uma atividade rotineira cansa demais, fato esse que não ocorreu na equipe Master, onde essa tarefa foi dividida entre todos os membros da equipe.

             Uma diferença que notei entre as duas equipes é que durante a fase de preparativos para o evento, havia muito mais vibração e alegria na equipe Master do que na equipe Foccos que se mostrou muito apática, talvez porque tudo tenha dado certo para a equipe Master fazendo com que a equipe ganhasse mais confiança, enquanto que na equipe Foccos os contratempos devem ter minado o entusiamo e a energia.

             No evento, a equipe Master fez uma apresentação que abordou todas as qualidades da empresa, enquanto que a equipe Foccos focou (olha o trocadilho) erradamente apenas na classe econômica. A descrição da tarefa falava em enfase e não exclusividade, que são coisas diferentes. Além disso, a apresentação e o ambiente criados pela equipe Masters tinham uma integração muito forte, já na equipe Foccos as idéias não possuiam liga entre elas culminando no truque do balão que ficou sem sentido. Acho eu que a intenção da idéia do balão era falar da importância dos detalhes para passar uma mensagem tipo “Pensamos em todos os detalhes para o seu conforto”, mas ficou uma mensagem muito mais ligada a idéia de crise do que a mensagem dos detalhes.

              Na sala de reunião, ficou clara a falta de liderança da Patricia o que ficou agravado pelo fato de que sua eliminação foi unanimidade entre todos os participantes da sala. Ela também colaborou para sua eliminação com uma defesa fraca.       

              No episódio 10 de 05.06, quando houve a indicação do Hugo para a equipe Foccos, pensei que a vitória seria da equipe da Master, porque para mim os quatro membros da equipe Master eram os mais fortes candidatos do programa.

              Mas logo no inicio da realização das tarefas, percebi que a equipe Master perderia a tarefa. E acertei meu prognóstico que vocês podem confirmar visitando o link : http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3499388&tid=5202361978612295249&na=2&nst=57 . Esse link são dos comentários que fiz na comunidade “Q3 – No mundo da Excelência” durante o programa e registrei esse prognóstico quinze minutos antes da divulgação do resultado.

              Fiz esse prognóstico porque percebi que não houve planejamento da equipe Masters e que os membros estavam um pouco perdidos. Contribuiu para isso o fato de terem interpretado erroneamente o dossiê, tratando apenas a parte do projeto cromático. Já postei nos tópicos sobre gestão de projetos, a primeira atividade a ser feita em um projeto é entender o seu objetivo, equalizar e torná-lo claro para todos os membros da equipe, é pensar no “O QUÊ?” para depois pensar no “COMO”, ou seja, pensaram apenas no operacional e não primeiramente no estratégico.

              Já a equipe Foccos pensou na estratégia primeiro procurando conhecer um pouco mais da história do lugar através da realização de pesquisas e entrevistas com moradoradores, já que se tratava de um lugar considerado histórico por entidades internacionais. Isso tornou o projeto da equipe Foccos mais abrangente do que o projeto da equipe Masters. Além disso, na execução das tarefas procuraram realizar alguns testes e acompanhar de perto o trabalho das pessoas contratadas, ação que se mostrou sábia já que foi necessária a intervenção do Clodoaldo e do Danilo.

              Quanto a melhor sala de reunião que eu já assisti, por razões óbvias, vou dividir meu comentário em duas partes. Inicialmente ficou claro para mim que não é só o Henrique que tem problemas de relacionamento para trabalhar em equipe, todos os membros apontaram essa falha na lider Sandra. Para mim seria ela seria eliminada, prognóstico que registrei no link acima ao mesmo tempo que disse que a equipe Masters perderia.

              Para finalizar, queria registrar os meus PARABÉNS para a atitude da ADRIANA. Para mim, ela era a minha favorita ao lado do Henrique. E Se tem uma palavra que resume a atitude dela, essa palavra é ÉTICA. Diferente do Peter do Aprendiz 3 e do Fábio do Aprendiz 4, a Adriana colocou o seu desejo somente depois de ter certeza que ela não seria a eliminada. Ela, para ser justa com todos, decidiu não prejudicar nenhum dos demais dos candidatos porque percebeu que eles estavam com mais vontade do que ela e não seria justo que um deles saisse e depois ela pedisse para sair. Foi muito comovente a atitude da Adriana que pensou no seu filho, no tempo que ela estava perdendo com ele, ouvindo as primeiras palavras, vendo os primeiros passos. Ela deu um excelente de exemplo de ÉTICA E VALORES, ou seja, passar os momentos iniciais da vida do seu filho é mais importante do que ser sócio do Roberto Justus.

 

              Para a Adriana, eu só posso BATER PALMAS DE PÉ, mesmo que virtualmente.

 

Um abraço. 

P.S : O meu palpite para vencer o Aprendiz é o Henrique.

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– Planejar é preciso? – > Clique aqui;

– A relação entre o planejamento estratégico e a gestão de projetos? – > Clique aqui;

– Processo decisório – > Clique aqui;

– Pontos de controle do projeto – > Clique aqui;

– Ciclo de vida dos projetos – parte I – > Clique aqui;

– Ciclo de vida dos projetos – parte II – > Clique aqui;

– O que é gestão de projetos? – > Clique aqui;

– Aprendiz 5 – comentários episódios 1 a 6 – > Clique aqui;

– Aprendiz 5 – comentários episódios 7 e 8 – > Clique aqui;

– Competências dos lideres do futuro – > Clique aqui;

– Competências dos lideres do futuro – II – > Clique aqui;

– Livro : O lider do futuro – > Clique aqui;

– Estilos de liderança – Existe o Ideal? – > Clique aqui;

– Liderança do futuro – Lider 2.0 – > Clique aqui;

– Resumo Palestra Jack Welch – > Clique aqui;

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Indicação de Blog – DoceBlog

Posted by marcelao em junho 1, 2008


Pessoal,

 

              segue mais uma indicação de blog para vocês. Dessa vez, indico o blog DoceBlog do Roberto Machado hospedado no link www.doceshop.com.br/blog . Trata-se de um blog corporativo criado com o objetivo de “promover e incentivar práticas empreendedoras. São discutidas estratégias de marketing, idéias e oportunidades de negócio, práticas de gestão de micro e pequenas empresas que estão obtendo melhores resultados e o dia-a-dia empreendedor do proprietário da DoceShop Roberto Machado.”

              Como sempre faço quando indico um blog, destaco o post criado pelo Roberto chamado “Como desenvolver e usar sua intuição na tomada de decisões.” disponível no link http://www.doceshop.com.br/blog/?p=402 . O post é sobre a necessidade de não tomar decisões usando apenas resultados apresentados por programas de computadores ou pesquisas, sendo necessário muitas vezes usar a sua intuição. Já escrevi sobre isso no post sobre processo decisório (clique aqui para ler) e a importância do planejamento estratégico para o processo decisório (clique aqui para ler).

              Na visão de Roberto, o verdadeiro empreendedor toma muitas decisões através da mistura de dois elementos : Informações lógicas e emoção (informação abstrata, sentimento). A essa mistura dá-se o nome de intuição.

              Roberto argumenta que para melhorar a sua intuição você deve ler, refletir e experimentar. Ler porque aumenta o número de perspectivas pelas quais você pode olhar um problema ou apresentar soluções. Refletir porque você deve sempre estar questionando as verdades e os pressupostos e até mesmo as suas verdades. Experimentar porque sem tentar o novo, você nunca alcançará o sucesso e, se por acaso errar, aprenda e corrija os erros procurando sempre evoluir.

              Para concluir, vou citar o exemplo da Sony que, antes de lançar o Walkman, fez uma pesquisa com consumidores para saber a viabilidade de sucesso de venda de um dispositivo que permitisse ouvir música onde você estiver. A pesquisa apontou que o produto seria um fracasso, mas seu fundador, Akio Morita, ignorou os resultados e lançou assim mesmo. Se temos o Ipod e outros dispositivos móveis foi por conta dessa ousadia baseada puramente na intuição.

 

Um abraço.

 Leia também os seguintes posts :

Importância do aprendizado contínuo – > Clique aqui para ler;

Empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos – > Clique aqui;

Livro : Empreendedor Corporativo – a nova postura de quem faz a diferença – > Clique aqui para ler;

Medo – Barreira para a inovação – > CLique aqui para ler;

As sete leis da criatividade – > Clique aqui para ler;

Frases inspiradoras sobre aprendizado – > Clique aqui para ler;

Importância do planejamento estratégico para o processo decisório – > Clique aqui para ler;

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Planejar é preciso?

Posted by marcelao em maio 29, 2008


Pessoal,

               volta e meia, muitas pessoas questionam a necessidade de se planejar um projeto. Para ilustrar a necessidade do planejamento, escrevo abaixo uma pequena fábula que espero que ajude a vocês a entender  porquê deve-se planejar.

O Lenhador sem tempo

              Um caçador saiu para o seu dia de lazer e, ao entrar na floresta, encontrou um forte lenhador que tentava derrubar uma árvore.

              Ele passou o dia todo caçando e, ao retornar para o seu hotel, passou novamente pelo lenhador, que ainda continuava tentando derrubar a mesma árvore.

              O caçador percebeu que o machado utilizado pelo lenhador não estava afiado.

              Disse, então, ao lenhador :

              – Por quê você não afia esse machado?

              O lenhador lhe respondeu :

               – Não posso. É mais uma atividade para fazer e eu não tenho tempo.

————————————————————————————-

               Planejar é você estabelecer que atividades serão necessárias para se atingir o objetivo da forma mais eficiente possível. O Lenhador vai conseguir derrubar a árvore? Um dia vai conseguir, mas não será eficiente, pois gastou energia a mais desnecessariamente.

               É identificar hoje que atividades você precisa desempenhar para construir o amanhã.

               Como disse Tolstoi, grande autor da literatura russa, “O futuro não existe realmente. Ele é criado por nós, no presente.”

 

Um abraço.

P.S : Dando os devidos créditos, esse fábula foi retirada do livro “As parábolas nas empresas” organizado por Alexandre Rangel.

Leia também os seguintes posts :

Gestão de longo prazo – > Clique aqui;

Processo decisório – > Clique aqui;

A relação entre planejamento estratégico e a gestão de projetos – > Clique aqui;

O que é planejamento estratégico? – > Clique aqui;

Importância do planejamento estratégico em ambientes de grandes mudanças – > Clique aqui;

Importância do planejamento estratégico para o processo decisório – > Clique aqui.

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O que é planejamento estratégico?

Posted by marcelao em abril 5, 2008


Blog do Marcelão

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Pessoal,

              vamos tratar hoje de um instrumento importante para as empresas, principalmente, diante do ambiente em que vivemos de mudança constante e de alta competitividade que é o planejamento estratégico.

              Primeiro vamos conceituar o que vem a ser planejamento estratégico.

              Podemos simplificar o conceito de planejamento estratégico como um plano antecipado do que fazer para ser bem-sucedido, um conjunto de decisões tomadas previamente a respeito do que deve ser feito a longo prazo, ela é a ponte para o futuro. O conceito de estratégia está intimamente ligado a competição, por estar a frente da concorrência, ao ato de preparar-se para as mudanças do ambiente e passar a lidera-las adotando assim uma posição pro-ativa.

              A principal função do planejamento estratégico é promover o envolvimento da organização como um todo, oferecendo a direção para que seja permitida a sinergia entre as ações dos diversos individuos e interesses que compõem as organizações. Ela busca a inserção da organização e de sua missão no ambiente em que ela está atuando..

              Para Drucker, “o planejamento estratégico é o processo contínuo de, sistematicamente e com o maior conhecimento possível do futuro contido, tomar decisões atuais que envolvem riscos, organizar sistematicamente as atividades necessárias à execução dessas decisões e, através de uma retroalimentação organizada e sistemática, medir o resultado dessas decisões em confronto com as expectativas alimentadas.”

              A estratégia envolve levar a empresa do patamar atual em que se encontra para um patamar superior.

              Para explicar como deve ser feita a elaboração de uma estratégia, vou tentar associar esse procedimento a forma como devemos gerir nossas vidas ou carreiras.

              Como escrevi no parágrafo anterior, a estratégia envolve levar a empresa a um nível superior ao que se encontra. Nas empresas, assim como nas nossas vidas, se quisermos evoluir devemos primeiramente nos conhecer. Saber o que nós mais valorizamos e qual o papel que queremos desempenhar na sociedade em que vivemos. Isso envolve o conceito de MISSÃO que é o elemento que traduz as responsabilidades e pretensões da organização junto ao ambiente. A MISSÃO define a sua razão de ser, o seu papel na sociedade.

              Depois de nos conhecermos, o próximo passo para crescermos é definir o que queremos vir a ser, o que queremos ser no futuro. Esse conceito é o que conhecemos como VISÃO. A visão deve ser inspiradora, algo que nos estimule e nos motive a ação ( lembram do post sobre motivação?). A MISSÃO e a VISÃO compõem o que chamamos de INTENÇÃO ESTRATÉGICA.

               Agora, sabemos quem somos e sabemos o que queremos vir a ser. O próximo é fazermos uma avaliação do ambiente interno e externo.

               Com relação ao ambiente interno, o objetivo é identificarmos nossas forças e fraquezas. Isso exigirá de você ou da empresa em que você trabalha um trabalho de reconhecimento de quais foram as qualidades que o levaram ao nível em que você está hoje e se elas são suficientes para fazer com que você cresça, se você precisa aprimorá-los ou se precisa desenvolver novas competências. Outro lado a ser avaliado são as suas fraquezas que envolverá a decisão de tentar resolve-las, adquiri-las no mercado ou redirecionar a sua atuação no mercado.

                 Com relação ao ambiente externo, o objetivo é identificar as oportunidades e ameaças que o ambiente externo oferece. Isso envolve fazer uma análise do ambiente em que você está inserido e em associar as suas forças e fraquezas com essas oportunidades e ameaças. Por exemplo, o mercado de trabalho vem exigindo uma nova postura dos trabalhadores. Postura que envolve ter uma atitude mais participativa nas decisões da empresa, mais empreendedora e que assuma riscos em busca de inovações que possam representar  vantagem competitiva para a empresa. Se você, ao fazer a análise das suas forças e fraquezas, identificou que as suas forças estão alinhadas com essa exigência do mercado, trata-se de uma oportunidade. Por outro lado, se você, ao longo da sua vida, não manifestou essas atitudes, provavelmente você terá que desenvolve-las ou procurar empresas que valorizem atitudes mais passivas.

                Essa análise do ambiente externo tem um valor muito grande para os trabalhadores na gestão de suas carreiras, porque auxilia em mudanças no mercado e que trarão transformações nas profissões podendo até mesmo extingui-las. Nesse ponto, a tecnologia exerce papel fundamental nessas mudanças. Um exemplo que podemos citar é a profissão de digitadores que, se já não estiver extinta, poderá entinguir-se em futuro próximo com o avanço das tecnologias de reconhecimento de documentos.

                Após a análise do ambiente interno e externo, você deve identificar quais são os fatores criticos de sucesso para alcançar a visão definida na estratégia. A partir da análise do ambiente, você deve identificar quais as questões realmente criticas para a organização e cuja solução dependerá o sucesso da sua estratégia.

                Após todas essas etapas, você deve estabelecer quais os objetivos que você deseja atingir. Entenda-se objetivos como resultados a serem alcançados por você em um determinado período. Eles devem prever uma hierarquia de importância, nível e urgência. Os objetivos devem ser claros, especificos, mensuráveis e fáceis de serem apurados e monitorados. Eles servem como unidade de medida do desempenho da organização em relação aos seus concorrentes e funcionam como aglutinadores de esforços, de convergência de atividades e de direcionamento de esforços para que os diversos atores envolvidos (stakeholders) tenham suas ações integradas de maneira coordenada.

                 Esse processo de elaboração não é um processo de construção sequencial. Trata-se de um processo ciclico que envolve muitas iterações até que seja concluído um planejamento estratégico inicial, trata-se de um processo de aprendizado continuo da organização. Inicial, porque nunca se deve menosprezar as mudanças do mercado e que poderão exigir algumas mudanças na estratégia elaborada, pois, assim como nos projetos, não existe planejamento perfeito.

                 Diante disso, o próximo post estabelecerá o vinculo entre as estratégias e os projetos.

Até lá e um abraço.

Leia também os seguintes posts :

– Liderança – Existe espaço para arrogância no mundo de hoje? – > Clique aqui;

– Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui;

– Empreendedor Corporativo – > Clique aqui;

– Empreendedorismo, inovação e projetos – > Clique aqui ;

– Liderança do futuro – Lider 2.0 – > Clique aqui;

– Competências dos lideres do futuro – Parte I – > Clique aqui;

– Competências dos lideres do futuro – Parte II – > Clique aqui;

– Leia o resumo do livro “O livro do futuro” de John Naisbitt – > clique aqui;

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