Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘internet’

On ou Off?

Posted by marcelao em dezembro 12, 2012


Pessoal,

o vídeo abaixo foi desenvolvido por Deivison Pedroza e certamente vale o play e, principalmente, uma reflexão.

Na minha opinião, sempre digo que perguntas como essas parecem ter apenas duas alternativas, ou uma ou a outra, para mim, existe a terceira que é ter os dois, mas com equilibrio, um equilibrio dinâmico. Afinal de contas, muitos amigos antigos eu só tenho como me conectar através das redes sociais. A tecnologia nos oferece inúmeras possibilidades, uma vez que ela vence a barreira do tempo e do espaço, mas não é ela a culpa de alguns comportamentos, mas sim o uso que fazemos dela.

Utilizando uma metáfora, cianureto pode ser utilizado para cura ou para matar, a diferença está na dose.

Um abraço.

“I Believe in Change”

Twitter: @blogdomarcelao

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O Mundo mudou. E a sua empresa?

Posted by marcelao em março 7, 2012


Pessoal,

Mudança é assunto mais que recorrente aqui neste espaço. Estamos passando por um período semelhante ao ocorrido quando da revolução industrial, mas com mais impactos na economia, no trabalho e na sociedade. Toda essa mudança é potencializada pelo crescimento e evolução da internet, mas a internet em si não poderia fazer toda essa transformação somente por existir. São as pessoas que a utilizam que mexem com a configuração de forças existentes no mundo.

As pessoas sempre se rebelaram contra o poder institucionalizado por meio de sindicatos ou de associações de moradores por exemplo, mas o equilíbrio delicado entre as economias de escala proporcionadas pelas grandes empresas e organizações criadas pelas pessoas mudou graças ao surgimento e à disseminação das tecnologias sociais.

Nesse sentido, relaciono abaixo o que considero serem as grandes forças que estão transformando a economia, o trabalho e a sociedade:

A confiança em empresas está decaindo

Segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology), apenas 14% das pessoas acreditam em propaganda veiculada na mídia tradicional (jornais, TV e rádio). As demais pessoas (86%) acreditam mais nas opiniões veiculadas em mídias sociais como blogs, Facebook e Twitter. Estudo da Mckinsey mostra que 62% da população adulta em 20 países confiavam menos em empresas em dezembro de 2008 do que no ano anterior;

Transformação dos 4”P”s em 4 “E”s do marketing

No lugar de preço, produto, praça e promoção, agora temos respectivamente troca (exchange), experiência, engajamento  e onipresença (everyplace);

Transferência do poder das instituições para as pessoas

As tecnologias que mais beneficiam as empresas não costumam pegar, mas aquelas que beneficiam as pessoas, sim. O Facebook, por exemplo, deu às pessoas o poder de se conectarem sem ter a supervisão de uma corporação e a Wikipedia permitiu que as pessoas criem conteúdo sem a necessidade da aprovação de um expert;

Migração de uma economia de massa para uma economia de nicho

Os custos de atingir nichos estão caindo drasticamente, fundamentalmente em empresas que oferecem serviços, cada vez mais realizados de forma digital;

Economia de abundância

Vivemos cada vez mais em uma economia de abundância ao invés de escassez. Os recursos de produção são cada vez mais baratos devido à migração de um mercado que oferecia produtos e que agora oferece serviços;

Crescimento da demanda por sustentabilidade

É preciso encarar sustentabilidade não só como uma agenda ambiental. É preciso perceber o aumento de pessoas doentes por conta do trabalho, o aumento do stress e a disseminação da intolerância, custos intangíveis que as pessoas pagam por um modelo de capitalismo que já se esgotou.

O mundo mudou. E a sua empresa? Com todas essas transformações no mercado, não faz o menor sentido continuar com o mesmo pensamento. Repensar modelos de negócio e gestão é mais do que necessário – é uma questão de sobrevivência.

Um abraço.

“I believe in change”

Twitter: @blogdomarcelao

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Fórum HSM de Marketing e Tendências de Consumo: Tecnologia

Posted by marcelao em outubro 4, 2011


Pessoal,

outro aspecto importante abordado no fórum HSM de Marketing e Tendências de consumo foi a influência da tecnologia nos tempos atuais gerando novos comportamentos do consumidor. A tecnologia vem mudando a forma como as pessoas consomem serviços, entretenimento e conteúdo.

A especialista em comportamento mobile, Mimi Ito, ressaltou que o espaço móvel tem importância em si mesmo, e não é uma segunda versão da internet para computadores pessoais (PC). “Se você é uma pessoa que se baseia em PC, tem de ultrapassar essa visão”. E entrar na mente do cliente móvel. Tem de compreender que existe uma relação intima entre os consumidores e os seus dispositivos móveis.

Mimi Ito fez uma incursão no universo dos jovens japoneses e descobriu que eles estão deixando de utilizar carros para se locomover e preferindo andar de trem, pois, dessa forma, é possível ter mais tempo para acessar conteúdo utilizando seus dispositivos móveis. Leia o resto deste post »

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Tudo É Software

Posted by marcelao em abril 15, 2010


Pessoal,

No último post que escrevi sobre tecnologia, eu disse que vocês deveriam esquecer a tecnologia como limitadora para transformar criatividade em inovação, pois a tecnologia sempre irá apresentar soluções para atender nossas necessidades. A razão para essa afirmação é que na essência de tudo, tecnologia é a ciência que trabalha a informação. Portanto, esqueçam toda mística em torno da sofisticação da tecnologia, pois, no final das contas, o que ela faz é a geração, tratamento e uso da informação. Tudo é software.

Nesse sentido, as possibilidades de criarmos novas soluções que atendam nossas necessidades cotidianas são infinitas. Imaginem que, por exemplo, você não precisará se preocupar em ter que fazer lista de compras de supermercado, pois essa será uma tarefa que será realizada pela sua geladeira e pelos armários da sua cozinha. Estou ficando doido? Não, não estou mesmo. Até já passei por um exame de sanidade mental nos últimos dias e o médico só disse para os meus familiares que eu não poderia ser contrariado.

Vamos pensar : Se tecnologia é responsável por gerar, tratar e usar a informação e tudo que existe possui informação inserida através dos códigos de barra, não fica difícil construir sistemas inteligentes que nos alertem ou nos ajudem a enfrentar os problemas do cotidiano com mais facilidade. Estou falando de um conceito chamado “Internet das coisas” que alguns associam ao termo “computação ubíqua”. Leia o resto deste post »

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Silvio Meira e suas provocações

Posted by marcelao em março 5, 2010


Pessoal,

a próxima edição da revista HSM Management traz uma nova entrevista com o professor Silvio Meira que, com certeza, será imperdível. Silvio Meira que também esteve palestrando para nós da Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil (Já comentei sobre isso aqui).

Gosto muito das observações do professor Silvio Meira porque elas são bastante provocativas. Por essa razão, recomendo que assistam a pequena, mas recheada de sabedoria, entrevista que o professor concedeu a Rede Mídia :

Aprender, Desaprender e Reaprender. Simples, mas extremamente preciso.

Um abraço.

“Keep the Faith”

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Saindo da Matrix

Posted by marcelao em dezembro 2, 2009


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neo_matrix.jpg

Pessoal,

a Internet é uma ferramenta poderosa e nos apresenta diversas oportunidades. Entre elas, está conhecer pessoas de modo virtual. Desde que comecei a utilizar efetivamente a Internet, através do meu blog e da participação em redes socias como Orkut e Twitter, conheci várias pessoas interessantes.

Conhecer pessoas através do mundo virtual é muito legal, mas nada substitui o contato humano. E, graças a Deus, eu venho tendo a oportunidade de conhecer essas pessoas no mundo físico, ou seja, fora da Matrix.

Foi isso que vem acontencendo nos últimos dias durante minha participação na Expomanagement 2009. O mais interessante disso tudo é que parece que todos nós nos conhecemos há muito tempo, como se fossemos amigos de longa data. Outra coisa legal é poder ter o contato humano, identificar as reações de cada um, como cada um se expressa, coisas que são impossíveis de serem identificadas no mundo virtual.

Acho que esse é o grande poder da Internet, o poder da conectividade, o poder de encontrar pessoas que possuem os mesmos interesses, sonhos e crenças que você possui. Isso faz com que você saiba que você não está sozinho nesse mundo e te dá forças e energia para continuar acreditando nos seus valores e a perpetuá-los.

Um abraço.

“Keep the Faith”

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Tendências da TI : Peças começam a encaixar

Posted by marcelao em julho 10, 2009


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google chrome win

Pessoal,

li hoje no jornal Valor Econômico de hoje uma reportagem sobre Cloud Computing (“Computação em nuvem”) estar impulsionando o mercado de TI. O ínicio da notícia começa relatando uma previsão que o fundador da Microsoft, Bill Gates, fez em 1990 de que a indústrias dos computadores pessoais (PCs) iria produzir em poucos anos avanços que colocariam a informação nas pontas dos dedos das pessoas. Para chegar lá, disse Gates, o mundo precisava de três coisas : um computador pessoal mais “pessoal” , redes de comunicações mais potentes e fácil acesso a uma ampla gama de informações. O jornal alerta que, nesse caso, às vezes, os visionários acertam nas previsões, mas erram no timing.

Eu diria que mais do que errarem o timing, cometem o erro de ficar preso aos instrumentos e a forma, no caso, acreditar que o computador “pessoal” será o meio para acessar as informações. Como disse em um post anterior sobre tendências de TI(Acesse aqui), a interface com a informação será realizada em vários dispositivos ou até mesmo em qualquer coisa (anything).

E nesse sentido, o Google vai construindo sua estrada para esse futuro. O último passo dado nessa direção foi o anúncio do desenvolvimento do sistema operacional Chrome OS, pensado para potencializar o núcleo do principal negócio do Google : a navegação.  Segundo Sundar Pichai, vice-presidente de gerenciamento de produtos, e Linus Upson, diretor de engenharia, no blog da empresa : “Estamos desenhando o OS para ser rápido e leve, para ser inicializado e te levar para a internet em segundos”. Parece que teremos um sistema operacional que se porta como um browser para navegar na Internet. Leia o resto deste post »

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Livro : A grande Mudança – Reconectando o mundo, De Thomas Edison ao Google

Posted by marcelao em dezembro 21, 2008


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Pessoal,

                 esse livro é de autoria do ex-editor da revista Harvard Business Review, Nicholas Carr, que trata, segundo ele, da grande mudança que está ocorrendo no mundo com o advento da Internet e o que tendências da tecnologia, como Computação em nuvem, trarão de benefícios para a sociedade. Se fosse para resumir esse livro em uma única frases escreveria que ele classifica a Internet como sendo a grande ferramenta de mudança dos tempos atuais assim como a eletricidade foi para a revolução industrial.

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Tendências da tecnologia da informação

Posted by marcelao em julho 19, 2008


Pessoal,

              como vocês sabem, eu trabalho na área financeira mais precisamente no Banco do Brasil e, como vocês devem perceber no seu dia-dia, nenhum banco consegue sobreviver nos tempos atuais sem utilizar fortemente tecnologia da informação, tornando-os fortemente dependentes da TI para realização de negócios. Diante disso e da velocidade com que TI evolui, vem a minha pergunta : Qual é a tendência da Tecnologia da Informação para os próximos anos?

              Em 2003, o ex-editor da revista Harvard Business Review, Nicholas G. Carr, escreveu um artigo polêmico à época de que TI já não importa, não seria mais uma vantagem competitiva para as empresas. A base de seu argumento é que o que torna ferramentas como a TI como um recurso realmente estratégico – o que o capacita a servir de base para uma vantagem competitiva sustentada – não é a sua ubiqüidade, mas sim sua escassez. A vantagem competitiva está em possuir algo que os seus concorrentes não tem.

             Segundo Nicholas G. Carr, as funções básicas de TI – armazenamento, processamento e transporte de dados – estão disponíveis a todos, ou seja, já não oferecem diferenciação em relação ao seu concorrente. Já havia escrito isso em outro post, o mainframe de última geração que sua empresa adquiriu também pode ser adquirido pelo seu concorrente, afinal de contas, trata-se do mesmo fornecedor.

             Para embasar sua tese, o autor faz comparações com outros setores da economia ao considerar TI como a mais recente de uma série de tecnologias amplamente adotadas que remodelaram a indústria ao longo dos últimos dois séculos – da locomotiva e da ferrovia ao telégrafo e ao telefone, passando pelo gerador elétrico e pelo motor de combustão interna.

             O argumento do autor é que tecnologias infra-estruturais como TI geram muito mais valor quando compartilhadas do que quando usadas exclusivamente. Para reforçar esse argumento, o autor faz um resgate da história do desenvolvimento das ferrovias levantando a hipótese de uma determinada indústria detivesse os direitos de toda a tecnologia exigida para criar uma ferrovia. Se quisesse, essa empresa poderia erguer apenas linha proprietárias entre seus fornecedores, suas fábricas e seus distribuidores e rodar suas próprias locomotivas e vagões nos trilhos. Mas, para a economia de maneira geral, o valor produzido por tal atitude seria pequeno se comparado ao que seria gerado pelo desenvolvimento de uma malha ferroviária aberta que conectasse várias empresas, fornecedores e clientes.

             Se o exemplo acima não ficou claro para você, podemos usar como exemplo também o uso de energia elétrica no seus primórdios em que as empresas, para obter vantagem competitiva, instalavam-se perto de usinas geradoras ou, se retrocedermos mais ainda no tempo, no fim do século XIX, as empresas dependiam da pressão da água ou do vapor para operar seu maquinário. Com o avançar do tempo, a disponibilidade de energia cresceu, o seu custo diminui e o acesso a rede elétrica tornou-se maior e menos custoso. A partir disso, recursos como as ferrovias e a energia elétrica deixaram de serem vantagens competitivas.

             A partir dessa constatação, voltamos ao cerne da questão levantada por Nicholas G. Carr sobre a tecnologia tornar uma comoditie. A pergunta é : Ele tem razão? Se tem razão, que sinais podem ser identificados que podem confirmar a sua tese? A resposta pode estar em dois conceitos : cloud computing e SAAS.

             O conceito de Cloud Computing(Computação em Nuvem) refere-se a um ambiente de computação baseado em uma rede massiva de servidores, sejam estes virtuais ou físicos (cloud). Cloud computing pode ser visto como o estágio mais evoluído do conceito de virtualização. Esse conceito já é utilizado em larga escala por empresas como o Google e Yahoo, ou seja, cada consulta utilizando o Google pode ser providenciada por um servidor diferente localizados até mesmo em países diferentes. O que vai definir qual o servidor que atenderá o serviço solicitado por você é o nível de utilização de processamento que é definido por ferramentas que controlam o balanceamento de processamento entre os servidores. Para se ter idéia do poder de processamento dessa nuvem, segundo dados fornecidos no site da IBM (http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/ctaurion?entry=cloud_computing), que as cinco maiores empresas de busca na Internet tenham ao todo um parque computacional de cerca de 2 milhões de servidores.

             Segundo o site da IBM, o principal benefício é  uma melhor utilização dos recursos computacionais, potencializando os conceitos de consolidação e virtualização. Além disso, reduz sensivelmente o time-to-market para aplicações e-business e Web 2.0, que demandam conceitos do modelo computacional on-demand (alocar recursos à medida que for necessário, de forma dinâmica).

             Como exemplo de cloud computing sendo utilizada por nós usuários da internet é o serviço de armazenamento de fotos Picasa(www.picasaweb.com) oferecido pelo Google.

            Cloud computing tem muito a ver com outro conceito importante que é o conceito de SaaS (Software as a Service). SaaS funciona como um cloud computing, a diferença é que ao invés de oferecer infra-estrutura de armazenamento e processamento, SaaS disponibiliza softwares utilizados via browser para milhares de clientes como se uma mesma instância de um software sendo disponibilizado para múltiplos clientes ao mesmo tempo, ou seja, são aplicações web dispobilizados como serviço.

            O modelo de negócios de aplicações baseados em SaaS não utiliza o conceito de licenças de software em que você paga por cada licença, mas sim pela utilização do software. Essa características tornam o SaaS extremamente atrativo para as empresas devido ao baixo custo de manutenção, a diminuição da dependências dos departamentos de TI internos e o seu uso descentralizado.

            A comparação que podemos fazer para tornar mais claro para você leitor são os pacotes de aplicativos de escritório como processadores de texto e planilhas de cálculo. O modelo da Microsoft é baseado na venda de licenças do pacote Office, enquanto o Google oferece pela Web os serviços do GoogleDocs. Outra diferença entre esses dois modelos é que, quando você compra a licença de um aplicativo como WORD e você utiliza nem 10% de todas as funcionalidades, no GoogleDocs, que por enquanto é gratuito, você pagará apenas pelas funções que mais utiliza.

           Podemos perceber que o elemento comum entre esses dois conceitos é a Internet. Tudo isso só é possível de se imaginar hoje devido ao nascimento da Internet pela sua característica de canal perfeito para transporte de dados, informações e aplicações genéricas, sendo que essas tendências ganharam aceleração com o advento da WEB 2.0.

           Esse movimento de disponibilização da TI como serviço para satisfazer as necessidades das empresas, já vem sendo liderado por empresas como a IBM, Google e Microsoft oferecendo seus serviços pagos cobrando tarifas, da mesma forma que o modelo utilizado por empresas de energia elétrica ou de telecomunicações.

            Com base nesses dois conceitos, cloud computing e SaaS, na minha opinião, pode-se concluir que a tese apresentada por Nicholas G. Carr está correta e está muito próxima de se tornar realidade. Vale lembrar que o sonho de qualquer administrador é sempre trabalhar com custos variados, pois dessa forma o aumento ou redução do custo acompanhará de forma diretamente proporcional o nível de demandas por serviços. Os dois conceitos apresentados, por serem baseados em pagamento sob demanda, podem viabilizar cada vez mais esse sonho dos administradores.

            A pergunta que deixo para reflexão é : Qual o impacto que esses conceitos trarão para os departamentos de TI das grandes empresas? Isso será assunto do próximo post cujo titulo será “O FIM DO ANALISTA DE TI”.

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

Google – Modelo de Inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;

Inovação – o poder da colaboração – > Clique aqui para ler;

Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

Empreendedor corporativo – > Clique aqui para ler;

Empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos – > Clique aqui para ler;

Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para ler;

Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui para ler

Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui para ler

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Seis Meses de Blog – Hora de Revisão

Posted by marcelao em julho 12, 2008


Pessoal,

             na quarta-feira (09.07) fui convidado, pelo pessoal que cuida da comunicação interna na Diretoria em que trabalho no Banco do Brasil, a selecionar um dos posts do meu blog para ser utilizado como parte de uma reportagem sobre os blogueiros que eles iriam publicar na reinauguração da intranet da Vice-Presidência.

             Escolher um dos posts que já escrevi é uma tarefa dificil, pois todos os que escrevi até hoje foram feitos com muito carinho e dedicação. Foi aí que percebi que no dia 10.07.2008 completavam seis meses do meu projeto de blog. Nesses seis meses foram 121 posts, mais de 67.700 acessos sendo que no último mês a média de acesso foi em torno de 800 por dia e o dia com maior acesso foi 20.06 com 1.246 acessos.

             Então pensei comigo mesmo : porque, ao invés de escolher um post, eu não faço um histórico e um resumo das minhas idéias.

             Esse blog começou como fruto de um planejamento estratégico pessoal que criei no começo do ano. O primeiro passo para realizar um planejamento estratégico pessoal é fazer uma jornada interior para descobrir os seus valores, esperanças, sonhos e aspirações possibilitando visualizar objetiva e autenticamente sua vida enquanto pessoa completa. É uma auto-análise na busca por mudar o processo de pensamento e raciocinio, preparando-se para a ação e para o envolvimento interno em seu trabalho, com resolução, paixão e energia.

              Ao término dessa jornada interior, uma das características que identifiquei foi o prazer que sinto em aprender continuamente e compartilhar conhecimento. Característica essa acentuada com minha participação na comunidade do Orkut chamada “Q3 – No mundo da excelência”. A partir dessa característica, estabeleci a minha missão de vida : “Transmitir paixão pelo aprendizado contínuo através do compartilhamento de conhecimento.” Daí para montar o blog foi um pulo, pois ele serve como um registro das minhas idéias, uma forma de memória disponibilizando um pouco do que sinto, estudo, vivo e, desta forma, serve como uma fonte de informação e conhecimento para os meus amigos e pessoas que compartilham das minhas idéias.

             O assunto escolhido foi tudo relacionado a excelência da gestão com maior enfase em gestão de projetos, liderança, empreendedorismo corporativo e inovação. Mas se eu tivesse que resumir toda a mensagem que procuro passar nos meus posts em uma única palavra, essa palavra teria que ser um verbo e esse verbo seria EVOLUIR.

             A partir desse verbo, dividirei esse resumo em três partes : Evolução das empresas, Evolução dos Gestores e evolução dos individuos.

             No âmbito das empresas, os posts que escrevi sempre abordam a necessidade de evoluirmos nos modelos de gestão, na busca de modelos mais apropriados ao momento de transição que estamos passando no mundo no campo da economia, da politica, da educação e das relações pessoais.

             A associação que sempre faço é que os modelos de gestão do século passado foram baseados na revolução industrial, na analogia com o funcionamento das máquinas. A visão mecanicista de como o mundo funciona em que as empresas devem ser perfeitas e estáticas como as máquinas, que as pessoas devem ser tratadas como mão-de-obra e do funcionamento dos processos como linhas de montagem onde as responsabilidades são fragmentadas pelos vários níveis hierárquicos dentro da empresa afastando cada vez mais as pessoas da verdadeira razão de existência de uma empresa que é atender a sociedade.

             Essa fragmentação das responsabilidades teve como consequência a perda de significado para as pessoas que trabalham nas empresas do sistema como um todo. Para efeito de comparação, antes da revolução industrial, o fazendeiro trabalhava em todo o processo iniciando pela plantação das sementes, passando pela colheita e finalizando com a venda de seus produtos diretamente aos consumidores o que proporcionava a ele um feedback, sem ruidos na comunicação, de como os seus clientes avaliavam os seus produtos, oferencendo a oportunidade de rever seu processo e aprimorá-lo.

             Na atual era, o modelo a ser seguido é o da Internet buscando a construção de modelos de gestão que se assemelhem ao modelo da Internet devido as suas características de adaptabilidade, envolvimento e inovação onde todos têm o direito de opinar, a capacidade conta mais do que cargos e credenciais, o compromentimento é voluntário, quase tudo é descentralizado, as idéias competem em pé de igualdade e onde as decisões são tomadas entre os usuários.    

            A razão para essa evolução é muito simples. A economia do século passado tinha como fatores de produção terra, trabalho e capital. Com o advento da globalização, esses fatores passaram a estar disponíveis em maior escala como, por exemplo, o Capital financeiro que não possue limitações relacionados a fronteiras geográficas. Outro exemplo que podemos citar é que não existem mais vantagens competitivas na utilização de ferramentas ou processos mais modernos. O Mainframe de última geração que você adquiriu recentemente, também é vendido para o seu concorrente, assim como novos processos, como a gestão de projetos, são utilizados pela sua empresa e pelo seu concorrente.

            A pergunta é : Se tudo isso virou comoditie, qual passa a ser o fator de vantagem competitiva do século XXI? A resposta é : Conhecimento e talento humano. Se você acha que essa não é a resposta, responda a pergunta de por quê empresas como o Google e a Microsoft valem na bolsa de valores até 100 vezes mais do que o registrado em seus balanços patrimoniais?

            Essa resposta exige que passemos agora a tratar da questão da evolução dos gestores.

            Como o fator de vantagem competitiva do século XXI passa a ser o conhecimento e talento humano, o único lugar onde você os encontrará não será nas máquinas, mas sim nas pessoas, no trabalhador do conhecimento. E isso muda o papel dos gestores dentro das empresas que passam a ter que adotar uma postura mais de lideres cuja principal responsabilidade passa a ser TRANSFORMAR O CONHECIMENTO EM AÇÃO E RESULTADOS.

            Toda empresa quer contar com equipes constituidas de pessoas inteligentes e talentosas, mas quanto mais inteligentes e talentosas são essas pessoas, mais dificil é lidera-las, pois elas são exigentes e avessas a opiniões que não sejam as suas e agem de acordo com quem as gerencia.

             Por essa razão, os lideres dessas equipes devem adotar novas maneiras de tratar essas pessoas. O velho modelo de controlar e patrulhar terá que ser substituido por um modelo que utilize mais os verbos facilitar e possibilitar. O papel do lider dessas equipes passa ser mais de direcionador.

             O lider terá que criar uma missão e um clima de colaboração dentro da equipe. Para isso terá atuar mais com perguntas do que oferecendo respostas. Questionar é preciso. Diante disso, terá que adotar uma postura mais humilde e menos competitiva com sua equipe.

             O lider de equipes de talento cria um senso de ética, integridade, confiança, transparência, aprendizado contínuo, inovação, proatividade, paixão e, sobretude, humildade. Cultiva a capacidade de colocar o cliente como seu foco. Encara o empreendedorismo como um estado de espírito, além de ser coerente servindo de exemplo pelas suas ações e não só pelas suas palavras.

             Essas equipes de talentos não gostam de se sentirem comandadas. Por essa razão, o lider deve atuar como questionador, direcionando com suas perguntas as ações dessas pessoas de forma a perceberem o seu ponto de vista. Ele terá que estar do lado das perguntas e não das respostas. As respostas devem ficar a cargo dos talentos da sua empresa.

              Mas o lider sozinho não consegue fazer toda a transformação necessária. Ele precisará da colaboração de todos nesse processo de evolução. Inclusive, esse foi um dos tópicos discutidos na comunidade “Q3 – No mundo da excelência” se a transformação na empresa deve vir de cima ou de baixo, bidê ou chuveiro. Foi quando um dos membros da comunidade fez um comentário fantástico : A transformação não deve ser bidê OU Chuveiro, ela deve ser Banheira de Hidromassagem, ou seja, deve vir de todos os lados.

              Para isso, os colaboradores das empresas deve estar conscientizados de que as transformações que estão ocorrendo no mundo exigem uma nova forma de pensar e de ser como profissionais. Elas devem passar a ser mais NEXIALISTAS. Esse termo eu colhi do blog da Viviane Ventura, vencedora do primeiro aprendiz com Roberto Justus, em que ela afirma que a discussão não está mais se você deve ser generalista ou especialista, você tem que ser nexialista, um profissional que têm experiência em diversos tipos de ambiente e também uma formação diferenciada. Nas palavras do Walter Longo : “É o que não tem todas as respostas, mas sabe onde encontrá-las”.

               Esse modelo de profissional aproxima-se bastante do modelo “T”, que é o profissional que tem uma forte especialização em uma área de conhecimento, mas que tem uma visão abrangente e conceitual de todas as outras áreas que compõem a empresa. Dessa forma, ele consegue montar uma rede “Subterrânea” de contatos em todas as outras áreas facilitando o seu trânsito entre elas, e consequentemente, conseguindo que as pessoas dessas áreas contribuam para os seus projetos sem que ele tenha que enfrentar a burocracia das estruturas hierarquicas dos modelos de gestão do século passado.  

                Esse profissional “T” tem visão multidisciplinar e coloca sempre o cliente em primeiro lugar para atingir suas metas. Ele executa qualquer tarefa necessária para fazer o projeto funcionar, a despeito da descrição do cargo. Não são movidos pelo poder, mas sim pelo sonho. São obcecados pelas oportunidades, holisticos nas abordagens e procuram sempre apresentar propostas que agreguem valor.

                Para isso, será necessário resgatar e implantar um compromisso ético entre as partes e a busca por resultados que não exija que os individuos faltem com a verdade em nome de uma maior lucratividade, além de criar um senso de justiça e de maior solidariedade entre as pessoas que trabalham e vivem nas empresas.

                O ambiente competitivo exigirá das empresas o abandono de velhos paradigmas, um verdadeiro processo de “Destruição criativa”, eliminando preconceitos e adotando posturas mais alinhadas a realidade da sociedade pós-industrial, ultracompetitiva, baseada sobretudo na aquisição permanente de conhecimento.

                Afinal de contas, vivemos em uma nova era, em uma nova economia. Uma economia que está passando de analógica para digital caracterizada pela rapidez e pela inovação que requer pequenas ações empreendedoras de cada um dos personagens do cenário altamente competitivo em que vivemos atualmente.

                Para finalizar, faço um convite a todos para exercitar a competência de colaborar e participar da Blogosfera citando um ditado chinês que encontrei em uma comunidade do Orkut :

“Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, e, ao se encontrarem, eles trocam os pães, cada homem vai embora com um. Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada cada um carregando uma idéia, e, ao se encontrarem, eles trocam as idéias, cada homem vai embora com duas.
Sempre que possível troque idéias, elas esclarecem, acrescentam, ajudam, evoluem… ainda que você não precise, servirão para o outro.”

BLOGAR FAZ BEM PARA A ALMA E PARA O CORAÇÃO.

Keep the Faith.

Um abraço.

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