Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘cultura empreendedora’

Empreendedor corporativo : Vida dificil nas empresas brasileiras

Posted by marcelao em outubro 23, 2008


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Pessoal,

                um dos assuntos que mais gosto de abordar aqui nesse espaço é a questão do empreendedor corporativo. Como já escrevi em outros posts, empreendedor corporativo ou intraempreendedor é aquele sujeito que possui as características de empreendedor, mas não não é dono de um negócio próprio, pois prefere e sente-se confortável trabalhando dentro de uma empresa.

                O objetivo desse post é mostrar as dificuldades que esse empreendedor encontra no cotidiano das empresas para empreender.

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Forum Mundial de Estratégia HSM 2008 – Impressões – Parte III

Posted by marcelao em agosto 15, 2008


Pessoal,

             continuando a série sobre o Forum Mundial de Estratégia 2008 organizado pela HSM, vamos abordar a palestra realizada pelo consultor especialista em estratégia empresarial e membro de conselhos de administração de empresas de classe mundial, C.K. Prahalad.

           Sua palestra intitulada “A nova face da estratégia e da criação de valor” tratou sobre inovação como criação de valor, valor no significado relacionado ao Marketing como sendo a diferença por ele percebida entre os benefícios obtidos com a troca e os custos envolvidos nesse processo. Os benefícios se classificam em funcionais (concernentes à função desempenhada pelo bem adquirido) e emocionais (relativos aos efeitos psicológicos que o bem causa em quem o está adquirindo).

           Seu foco nos estudos está concentrada na antecipação dos movimentos, nas práticas futuras e não nas melhores práticas, na relação empresa-consumidor, as mudanças atuais e no que elas implicam, sempre sob uma perspectiva globalizada.

           A palestra foi como um resumo dos seus livros lançados anteriormente – Competindo pelo futuro, O futuro da competição, A riqueza na base da pirâmide – concluindo com seu mais novo livro : A nova era da Inovação.

           Começando pelo seu primeiro livro – Competindo pelo Futuro, livro que estou lendo atualmente e recomendo fortemente, a proposta é desenvolver uma nova cultura nas empresas, uma cultura mais empreendedora voltada a descoberta de novas oportunidades, em procurar aumentar o numerador(Receita) do que concentrar unica e exclusivamente na diminuição do deniminador (Despesas), caracterizando uma critica clara e dura aos movimentos de Downsizing ainda praticados nas empresas que estão presas ao passado.

           O desafio proposto por Prahalad aos gestores da empresa foi em como criar grandes aspirações (desafios) para motivar os recursos existentes dentro da empresa, mesmo que sejam escassos. Ele considera que uma empresa com poucos recursos, mas com aspirações muito elevadas é muito mais interessante do que uma empresa com muitos recursos, mas com aspirações pequenas. “Recursos, por si só, não têm significado absoluto, eles dependem e estão ligados diretamente à aspirações”, explica C.K. indicando que talvez o melhor caminho não seja o mais óbvio. “Sem aspirações não há transformação, nem empreendedorismo”.
           Conforme resumo do site da HSM sobre a palestra (disponível no endereço http://www.hsm.com.br/canais/coberturadeeventos/fme2008/ck_prahalad1_050808.php? ) : Prahalad colocou os quatro princípios de como é possível conseguir mais com menos e virar o jogo:

  • criar um clima empreendedor, com aspirações maiores que os recursos
  • orientar sua estratégia orçamentária de acordo com o que você imagina para o futuro, mesmo que tenha que fazer desvios no meio do caminho até ele.
  • começar das próximas praticas e não das melhores ou das atuais.
  • inovar com base numa caixa de areia, onde os parâmetros sempre mudam. Inovação deve partir dos limites que existem para ela
  •            Diante disso, como já havia comentado em outros posts (veja a relação deles ao final do post), esses principios exigem uma nova postura da alta administração da empresa no sentido de desenvolver novas lideranças internas, promover a diversidade de pensamento devido a complexidade da nova economia (era digital) com o objetivo de amplificar os sinais fracos das mudanças no seu nascedouro e, dessa forma, identificar novas oportunidades e mercados ainda não explorados.

               Um desses mercados ainda não explorados é justamente o assunto do terceiro livro do palestrante, A Riqueza está na base da pirâmide, em que Prahalad apresenta a tese que existe todo um mercado nas classes C, D e E que não está sendo atendido e que representa uma oportunidade de US$ 5 trilhões de dólares, segundo estudo do International Finance Corporation e do World Resources Institute. “Isso é uma oportunidade para serviços e produtos, seja porque você se sente culpado por eles serem pobres, seja por ser engajado ou então por ser ganancioso. Não importa o ponto de partida, importa a inovação”

               Aproveitar essa oportunidade de 5 trilhões de dólares exigirá das empresas uma mudança na forma de enxergar os mais pobres, deixando de avaliarem os pobres como sendo um problema insolúvel e não sendo da alçada das empresas e passar a visualiza-los com uma nova oportunidade de serviço, como uma fonte de inovação.

               Essa foi uma oportunidade percebida pelo setor de telefonia celular que obtiveram boa parte do crescimento de suas receitas originadas de pessoas da base da pirâmide em países como África do Sul, China, India, Filipinas e em países da América Latina. Na India, por exemplo, o custo do minuto no celular é de 6 centávos de dólar, mas representa uma capitalização para quatro empresas da India no valor de 75 bilhões de dólares.

               Para o consultor, o segredo para atender esse mercado de pessoas mais pobres é pensar em fazer as coisas em escala, para que a equação “preço – lucro = custo” funcione. Como exemplo, ele citou a India como referência em cirurgia de cataratas que custam 25 dólares, enquanto que nos EUA elas custam 3 mil dólares, sendo que nos EUA são realizados 5 procedimentos de cirurgia de catarata por semana e na India são realizados 150 por dia. Tal fato acabou gerando uma outra oportunidade para o país que é o turismo médico, pois com o dinheiro gasto com uma cirurgia de catarata nos EUA (3 mil dólares) é possível pagar por tratamentos mais baratos e reconhecidamente melhores para a sua saúde e ainda aproveitam para conhecer outro país e até relaxar alguns dias. 

                Para finalizar o tema do livro e servir como gancho para o próximo livro, o consultor citou o caso do fogão Flex desenvolvido por um grupo de jovens pesquisadores em parceria com a empresa British Petroleum e que aceita tanto o gás GLP quanto a biomassa como combustível, além de tratar-se de um produto mais seguro e que diminui o desmatamento, uma vez que para cozinhar, as pessoas pobres utilizavam-se da queima de gás de cozinha ou do carvão e da madeira, que, além de derrubar árvores e gerar poluição, era perigoso para as crianças e pessoas que ficavam dentro de casa.        

                A última parte da palestra foi sobre o novo livro “A nova Era da Inovação” (já comprei) em que ele apresenta a tese de que fatores como a globalização, conectividade, digitalização, convergência e redes sociais exigem uma nova abordagem da inovação e da criação de valor. Como já havia colocado em outros posts (veja a lista de posts relacionados abaixo), há uma verdadeira transferência de poder em curso, onde o poder das empresas está sendo transferido para os consumidores (PROSUMERS) e o poder da alta administração das empresas está sendo transferido para o trabalhador do conhecimento, potencializado pelo poder que a tecnologia da informação e a Internet possuem em criar novas disrupturas no mercado.

                Cada vez mais os consumidores participaram do processo de produção de novos produtos que eles mesmo irão comprar, além de exigir uma maior personalização dos seus produtos. O trade-off Massificação X Personalização está quebrado com a evolução da TI e da Internet. Empresas como Google, Ebay e Amazon já trabalham com esse novo paradigma de atendimento de milhões de consumidores tratando cada um como único através da customização de seus produtos e serviços. Como já escrevi em outros posts, a participação do consumidor nesse processo diminui os riscos, uma vez que os produtos são oferecidos com base naquilo que o consumidor imaginou como lhe sendo útil.

                Como exemplo de aliança entre produtos e serviços, o consultor citou o caso em que, com a inserção de um aparelho GPS em pneus de carro, por exemplo, seria possível fazer com que o consumidor não pagasse mais pelo item pneu, mas pelo uso do pneu: “como linhas telefônicas, você pagaria mais se usa e gasta mais e menos se usa pouco o carro”. O sistema de conectividade permitiria o usuário receber, além de dicas de direção e manutenção do carro”, ajuda na hora de encontrar determinados estabelecimentos e teria um registro completo, como uma caixa preta, de tudo o que ocorre com o carro. “É uma oportunidade de se relacionar com o consumidor todo dia para um segmento –venda de pneus – que só costuma se relacionar na hora em que o cliente faz uma troca de produto”.

                      Como o segredo para atender o mercado é pensar em fazer as coisas em escala, para que a equação “preço – lucro = custo” funcione e, além disso, oferecer personalização dos produtos, o modelo de criação de valor das empresas muda. No século passado, empresas como a Ford, com seu famoso modelo T, buscavam a padronização dos seus produtos para atender vários clientes. No século atual, o modelo exigido passa a ser várias empresas para atender UM consumidor, ou seja, são vários fornecedores (R=G Acesso pluri-institucional e plurigeográfico a recursos) e cada pessoa é pensada individualmente (N=1, Co-criação de experiências personalizadas). As fontes de competência estão mudando, já que antes a corporação era o portfólio de competências e hoje o que faz a diferença é uma boa rede de parceiros, consumidores e fornecedores.
                      Na nova arquitetura empresarial, as bases de sustentação são:

                      – tecnologia da informação e da comunicação –a espinha dorsal da empresa
                      – Acesso a recursos e talentos do mundo inteiro: R=G
                      – Experiências co-criadas personalizadas: N=1
                      – Processos de negócio flexíveis, maleáveis e resistentes, e análises focadas

                      Os Fundamentos Filosóficos para amudança são:

  • Supremacia do indivíduo (microconsumidores, microprodutores, microinovadores e microinvestidores).
  • Interdependência das instituições (o surgimento de “ecossistemas” de inovação).
  • Criação de riqueza por meio da inovação (interativa, iterativa e contínua).
  • Empreendedorismo democratizante (consumidores ativos e bem informados, e a relação simbiótica entre grandes e pequenas organizações).
  •                   Eu, particularmente, já havia postado sobre esses assuntos aqui no blog, comentando sobre o aumento do poder do consumidor devido ao potencial que a Internet tem em conectar pessoas com mesmo interesse e que estão expressando seus desejos e insatisfações por meio das redes sociais como o Orkut e dos blogs que crescem de forma exponencial constituindo o que chamamos de blogosfera.

                       É uma nova era, uma era de novos desafios que requer novas formas de enxergar o mundo e as oportunidades existentes para quem souber enxergá-las antes e, dessa forma, construir o futuro, um futuro melhor para todos na sociedade, um futuro que deixe de lado o modelo exploratório do século passado e adote um modelo mais colaborativo para atender a sociedade como um todo. Afinal de contas, essa é a verdadeira razão da existência das empresas – um portfólio de competências que visem atender as necessidades da comunidade global.

    Um abraço e até o próximo post da série.

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    Leia também os seguintes posts :

    Funcionários satisfeitos = maior valor das ações – > Clique aqui para ler;

    Importância da franqueza nas organizações – > Clique aqui para ler;

    Importância do aprendizado contínuo – > Clique aqui para ler;

    Prosumer – Caso prático – > Clique aqui para ler;

    Revolução na sociedade – > Clique aqui para ler;

    Para os rebeldes. Pense diferente – > Clique aqui para ler;

    Inovação – o poder da colaboração – > Clique aqui para ler

    Miopia gerencial – > Clique aqui para ler;

    Sua empresa é Flexível? – > Clique aqui para ler;

    Questionar é preciso – Liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;

    Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

    Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

    Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para ler;

    Empreendedor Corporativo – > Clique aqui para ler;

    Competências dos lideres do futuro – II – > Clique aqui para ler;

    Posted in Colaboração, competição, Consumidor 2.0, Empreendedorismo, Gestão 2.0, Inovação, liderança, Marketing, Nova Economia, Planejamento Estratégico, Poder do consumidor | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comment »

    Google – Modelo de inovação na gestão

    Posted by marcelao em junho 19, 2008


    Pessoal,

                 como já havia comentado nos posts anteriores, vivemos em uma época em que serão necessárias novas formas de pensar, novas formas de agir e gerenciar nossas empresas. Esta é uma época caracterizada pelo acesso facilitado a informação, pelo dinanismo das mudanças e que requer maior agilidade das empresas na tomada de decisões, diferente da era passada (revolução industrial) em que as decisões podiam aguardar meses para serem tomadas.

                  Essa exigência por maior agilidade nas decisões vai de encontro ao processo decisório dos modelos de gestão atualmente utilizados pela grande maioria das empresas. Nesses modelos, as decisões são tomadas com muita informação buscando diminuir o risco ao máximo possível. A pergunta é : se você tem todas as informações para tomar decisão, porque você precisa de gerentes?

                  Como já havia colocado em post anterior, qualquer decisão, por melhor que ela seja, possui um alto nível de risco de estar errada até porque você nunca terá todas as informações disponíveis, até porque para te-las exigirá muito tempo e a um custo elavadissimo. Daí a necessidade de rever os modelos de gestão de forma a envolver mais todos os níveis da empresa nesse processo.

                  Para isso, será necessária implantar uma cultura empreendedora na empresa que permita as pessoas a assumirem riscos e experimentar novas soluções. Quando tratamos de risco e experimentação estamos sujeitos ao surgimento de erros durante esse processo, erros esses que são alvo de punição nos modelos de gestão atuais, mas devem ser encarados como instrumento pedagógico nos modelos de gestão inovadores do século XXI.

                   Os modelos de gestão inovadores do século XXI exigirão que seja criado um ambiente dentro das empresas que promova e incentive o uso da criatividade dos funcionários e estimulando-os a experimentar suas idéias. Estamos falando de clima e cultura organizacional e de motivação dos funcionários.

                   Agora, a pergunta é : Como isso funciona no Google?

                   O Google é uma empresa que foi fundada em 1996, ou seja, quando a Internet já estava sendo utilizada em larga escala. Seu negócio é publicidade com base em pesquisas. Para isso, ele oferece um serviço gratuito de pesquisa de termos na Internet e vincula os resultados das pesquisas a anúncios publicitários, os chamados links patrocinados. O resultado é que em três anos (2001-2004) sua receita passou de R$3,2 bilhões de dólares para 10,6 bilhões de dólares e seu valor de mercado saltou para 140 bilhões de dólares.

                   Mas qual é a receita para manter esse sucesso e continuar crescendo e inovando?

                   Os fundadores sabem que em um mundo de descontinuidade, o que mais importa não é a vantagem competitiva de uma empresa em um dado momento, mas sua vantagem ao longo do tempo. Para isso, era necessário criar um modelo de gestão que acompanhasse a evolução da própria WEB, ou seja, era necessário agilidade para adaptar-se as frequentes mudanças desse século.

                   A primeira ação era transformar a empresa em um modelo de empresa que atraisse os talentos existentes no mundo para trabalhar nela. Um dos pilares desse modelo está na missão visionária dos fundadores em transformar o mundo em lugar melhor para viver organizando todas as informações existentes. As pessoas que trabalham no Google acreditam piamente nessa missão.

                   Outro pilar desse modelo, era transformar o local de trabalho em um lugar onde as pessoas gostassem de passar a maior parte de seu tempo. O modelo de gestão do google é baseado pequenas unidades de trabalho autonomas (Intraempreendedores – Empresas dentro da empresa), grande número de experiências e feedback intenso entre os colegas. Dentro desse ambiente, um fracasso como o Gmail, em termos de resultado financeiro, é considerado como valioso devido ao aprendizado fortuito que ele rendeu, pois gerou a idéia de criação do AdSense.

                   O modelo de pequenas equipes permite uma maior autonomia aos colaboradores da empresa, mesmo em projetos maiores que exigem 30 pessoas, as equipe são divididas em pequenos grupos de no máximo quatro participantes trabalhando no aperfeiçoamento de um serviço especifico. Essa diretriz facilita a agilidade do projeto, uma vez que são menos pessoas para convencer e menos interdependências para administrar. Isso faz com que as equipes pareçam com pequenas start-ups do que uma burocracia inchada.

                   Outro pilar do modelo é o fluxo contínuo de informações dentro da empresa. O Google investiu pesado na formação de uma rede de comunicação horizontal que torna fácil para os funcionários trocarem idéias, fazer pesquisas de opinião entre os colegas, recrutar voluntários e formar grupos de mudança. É um sistema de comunicação que é muito mais eficiente do que qualquer sistema de e-mail. Para isso, eles utilizam quatro ferramentas :

                     – Misc-lists -> Mescla de idéias e comentários variados aberta a todos os membros de equipe que envolvem assuntos que vão desde a estratégia polêmica do Google na China até o cardárpio dos refeitórios da empresa.

                     – MOMA -> Linhas de discussão para cada um das várias centenas de projetos internos da empresa, facilitando para as equipes a comunicação de seu progresso, a obtenção de feedback e a solicitação de ajuda.

                     – Snippets -> É um site em que cada engenheiro do Google publica um resumo semanal de medidas e realizações pessoais, possibilitando a pesquisa de qualquer pessoa para localizar pessoas que estão trabalhando em projetos semelhantes, ou simplesmente para se manter em dia sobre os acontecimentos.

                     – TGIF – > Reunião semanal com todo o pessoal no café do GooglePlex, em que os fundadores apresentam novos contratados, resumem os eventos importantes da semana e comandam uma sessão de perguntas e respostas com a participação de todos.

                     É a transparência interna do Google e o feedback continuo entre colegas e não um quadro enorme de gerentes de nível médio, que mantém as iniciativas díspares da empresa no caminho certo. O Google sabe que a única maneira de “administrar” nesse contexto é aplicar o talento coletivo da organização às pequenas e grandes decisões – e isso exige franqueza, transparência e muita comunicação horizontal.

                      Mas, o que poderiamos aproveitar desse modelo e implementar em nossas empresas?

                       Na minha opinião, A primeira medida a ser tomada é valorizar as idéias mais do que as credenciais, ou seja, criar uma democracia de idéias permitindo a todos os colaboradores terem a liberdade de expressar seus pensamentos e opiniões, por mais político que fosse seu posicionamento tornando, por exemplo, o debate interno sobre estratégia e direcionamento em um processo aberto, dinâmico e sem censura da mesma forma que já ocorre na Web com as redes sociais como Orkut e os blogs.

                        A internet destruiu o poder das elites de determinar o que deve ser publicado ou conhecido e como resultado disso temos hoje uma explosão de opiniões, comentários, recomendações e descobertas on-line. Atualmente, 175 mil novos blogs são criados diariamente, e 1,6 milhão de novas postagens são feitas nos blogs existentes. Na Blogosfera, a autoridade não vem de cima, nem pode ser comprada. A única maneira de conseguir credibilidade é escrever o que muitas pessoas querem ler.

                      Nesse contexto, as empresas deveriam convidar seus funcionários a publicar blogs internos impactantes, ou fazer debates on-line, aberto a todos, sobre decisões importantes. Encoraja-los a escrever blogs críticos internos, além de incentivar a leitura e a fazer comentários. O blog pode ser um meio de diálogo que até então não existia dentro das empresas.

                     Os blogs podem ser ferramentas excelentes para criar dentro das empresas um sistema de inteligência coletiva através de aplicação dos principios da democracia na tomada de decisões estratégicas.

    Um abraço.

    Leia também os seguintes posts :

    Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

    Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para ler;

    Empreendedor corporativo – > Clique aqui para ler;

    O que é liderar? – > Clique aqui para ler;

    Competências dos lideres do futuro – > Clique aqui para ler;

    A importância das pessoas para a inovação nas empresas – > Clique aqui para ler;

    As sete leis da criatividade – > Clique aqui para ler;

    Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

    Para os rebeldes. Pense diferente – > Clique aqui para ler;

    Revolução na sociedade – > Clique aqui para ler;

    Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui para ler;

    Época de mudança ou mudança de época – > Clique aqui para ler;

    Transformação da empresa deve vir de cima ou de baixo – > Clique aqui para ler;

    Posted in Colaboração, Empreendedorismo, Gestão 2.0, Gestão de mudanças, Gestão do Conhecimento, Inovação, liderança, Nova Economia | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 53 Comments »

    Nova economia exige um novo perfil de profissional

    Posted by marcelao em junho 12, 2008


    Pessoal,

                    o que inspirou-me a escrever esse blog foi um post criado pela Vivianne Ventura, primeira vencedora do Aprendiz com Roberto Justus, em seu blog sobre o profissional Nexialista(clique aqui para acessar o blog da Vivianne), que eu conheço como o profissional “T”, termo esse que conheci no livro do Eduardo Bom Angelo sobre empreendedor corporativo (Clique aqui para ler o resumo que fiz).

                    Segundo a Vivianne, a discussão não está mais se você deve ser generalista ou especialista, você tem que ser nexialista, um profissional que têm experiência em diversos tipos de ambiente e também uma formação diferenciada. Nas palavras do Walter Longo : “É o que não tem todas as respostas, mas sabe onde encontrá-las”.

                    Esse modelo de profissional aproxima-se bastante do modelo “T” apresentado pelo Eduardo, que é o profissional que tem uma forte especialização em uma área de conhecimento, mas que tem uma visão abrangente e conceitual de todas as outras áreas que compõem a empresa. Dessa forma, ele consegue montar uma rede “Subterrânea” de contatos em todas as outras áreas facilitando o seu trânsito entre elas, e consequentemente, conseguindo que as pessoas dessas áreas contribuam para os seus projetos sem que ele tenha que enfrentar a burocracia das estruturas hierarquicas dos modelos de gestão do século passado.

                    Esse profissional “T” tem visão multidisciplinar e coloca sempre o cliente em primeiro lugar para atingir suas metas. Ele executa qualquer tarefa necessária para fazer o projeto funcionar, a despeito da descrição do cargo. Não são movidos pelo poder, mas sim pelo sonho. São obcecados pelas oportunidades, holisticos nas abordagens e procuram sempre apresentar propostas que agreguem valor.

                      As empresas, que quiserem sobreviver no futuro, precisarão identificar esses profissionais dentro das equipes e protege-los do sistema imunológico da medianidade e mediocridade que os modelos de gestão atual pregam. Precisarão patrocinar os projetos desses empreendedores corporativos para que mantenham-se a frente de seus concorrentes.

                      Para isso, o ambiente competitivo exigirá dessas empresas o abandono de velhos paradigmas, um verdadeiro processo de “Destruição criativa”, eliminando preconceitos e adotando posturas mais alinhadas a realidade da sociedade pós-industrial, ultracompetitiva, baseada sobretudo na aquisição permanente de conhecimento.

                      Afinal de contas, vivemos em uma nova era, em uma nova economia. Uma economia que está passando de analógica para digital caracterizada pela rapidez e pela inovação que requer pequenas ações empreendedoras de cada um dos personagens do cenário altamente competitivo em que vivemos atualmente. Cenário onde o talento desses profissionais nexialistas ou “T” serão o diferencial competitivo das grandes empresas do século XXI.

    Um abraço.

    Leia também os seguintes posts :

    Livro : Empreendedor Corporativo – a nova postura de quem faz a diferença : Clique aqui para ler;

    Livro : O futuro da Administração : Clique aqui para ler;

    Empreendedor Corporativo : Clique aqui para ler;

    Empreendedorismo, Inovação e projetos : Clique aqui para ler;

    Importância da gestão de conhecimentos e da gestão por competências : Clique aqui para ler;

    A sua empresa é do século XXI? : Clique aqui para ler;

    Época de mudança ou mudança de época? : Clique aqui para ler;

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    Livro : Empreendedor Corporativo – A nova postura de quem faz a diferença

    Posted by marcelao em maio 16, 2008


    Pessoal,

                   o assunto empreendedor corporativo é um dos temas mais visitados aqui nesse blog. Diante disso, apresento mais uma indicação de livro (clique aqui para acessar outro livro nessa área) que é o livro do Eduardo Bom Angelo que se chama “Empreendedor Corporativo – A nova postura de quem faz a diferença”.

                   Conheci o livro assistindo a palestra que o Eduardo apresentou na Endeavor e que está disponível no link http://endeavor.isat.com.br/info.asp?Palestra_ID=141 . A palestra toda é baseada no livro.

                   Engana-se quem achar que é tudo teoria, pois a obra é baseada nas experiências do autor como Diretor-Presidente da Brasilprev e em outros negócios desenvolvidos durante a sua carreira e na coordenação do centro de empreendedorismo das faculdades IBMEC/SP.

                   O livro procura abordar a questão do empreendedor corporativo de forma holística e multidisciplinar, analisando vários aspectos que contribuem ou inibem o surgimento do empreendedor corporativo dentro das empresas(clique aqui para ler mais).

                   São abordados os aspectos que norteiam o atual ambiente competitivo em que as empresas vivem como as mudanças radicais no ambiente socio-economico global e a exigência de respostas mais apropriadas a esse novo tempo, a importância de se rever as ferramentas e modelos de gestão(leia mais aqui) atualmente utilizadas pelas empresas e que já não são mais apropriadas as exigências do cenário competitivo atual(leia o resumo do livro “O futuro da administração” clicando aqui).

                    Para isso, será necessário resgatar e implantar um compromisso ético entre as partes e a busca por resultados que não exiga que os individuos faltem com a verdade em nome de uma maior lucratividade, além de criar um senso de justiça e de maior solidariedade entre as pessoas que trabalham e vivem nas empresas.

                    O livro apresenta com bastante propriedade quais as características que um verdadeiro empreendedor corporativo possui. Empreendedores muitas vezes são vistos como loucos, como pessoas que perseguem sonhos impossíveis, mas que a história comprova que foram esses homens que fizeram a humanidade evoluir e crescer. Empurraram a humanidade para frente porque acreditavam que podiam. (Veja o vídeo “Pense Diferente” clicando aqui)

                    Empreendedores internos são “Agitadores”, “Subversivos”, gente inquieta e permanentemente insatisfeita, pois jamais se contentam em obedecer ordens sem primeiro entender o “porquê”, oferecem sugestões e melhorias mesmo quando não solicitadas, adoram desafios e são profundamente comprometidos com a inovação.

                    O livro aborda com muito qualidade as razões por trás das dificuldades que muitas empresas têm para identificar esses empreendedores procurando explicações nos modelos de gestão arcaicos existentes nas empresas que privelegiam a repetição e que inibem o surgimento da criatividade, tão importante para implantar uma cultura inovadora dentro da empresa.

                   Além disso, faz um apelo para que sejam revistos os modelos de gestão baseados em grandes quantidade de níveis hierárquicos calcados em forte hierarquia que prioriza o controle “policial” das pessoas com o objetivo de manter o seu poder e o status quo beneficiando os escalões superiores.

                   Além de apresentar todo esse conteúdo, a segunda e a terceira parte apresentam as visões de outros profissionais sobre o tema e o perfil de quatro exemplos de empreendedores corporativos, respectivamente.

                      É um livro de excelente qualidade sobre o tema e que faz você pensar que é possível criar um ambiente favorável ao surgimento dos empreendedores corporativos dentro das empresas.

    Um abraço.

     P.S : Leia o resumo de outros livros que recomendo nesse link.

    Leia também outros posts relacionados ao assunto :

    – Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui;

    – Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui;

    – Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui;

    – Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui;

    – Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui;

    Livro : O futuro da administração – >   Clique aqui;

    Livro : Intraempreendedorismo na Prática – > Clique aqui ;

    Empreendedor corporativo – > Clique aqui;

    Empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos – > Clique aqui;

    Empreendedorismo, inovação e projetos – > Clique aqui;

    Transformação da empresa deve vir de cima ou de baixo : Clique aqui;

    Importância das pessoas para inovação nas empresas : Clique aqui

    Miopia Gerencial : Clique aqui;

    Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos : Clique aqui;

    A sua empresa é do século XXI : Clique aqui

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    O que é liderar?

    Posted by marcelao em maio 11, 2008


    Pessoal,

                  o assunto liderança é um dos assuntos mais discutidos no meio empresarial em virtude dos tempos atuais de mudança frequente (leia mais aqui). Nesse post, vou colocar a minha opinião quanto ao que é liderar e no final vou colocar um questionamento para ser debatido nos comentários.

                  Liderar para mim é fazer o que é certo e não o que é conveniente. Liderar é agir com ética (leia mais aqui), ou seja, pensar no coletivo, dando exemplo de conduta e atitude.
     

                 Liderar é trabalhar pelo desenvolvimento das pessoas como funcionários da empresa e como cidadãos. É construir uma comunidade de pessoas através de valores compartilhados (leia mais aqui). É criar um espirito de equipe onde cada um cobre as fraquezas do outro.

                 Liderar é alinhar objetivos pessoais com os objetivos empresariais. É criar uma visão, um sonho, e fazer com que as pessoas sigam esse sonho.

                Liderar é comunicar com palavras e, principalmente, COM AÇÕES.

                Liderar é ser agente de transformação. É estar sempre pronto para as mudanças através da avaliação do ambiente e isso requer PLANEJAMENTO (Leia mais aqui).

                Liderar é não esperar pelas mudanças, mas sim criá-las. É Apresentar as mudanças através dos benefícios e das oportunidades.

                Liderar é agir com transparência mesmo que a verdade a ser dita seja dolorosa.

                Liderar é ouvir sem PRÉconceitos o que as pessoas tem a dizer. É ter auto-confiança e não ser e nem parecer arrogante ( Leia mais aqui).

               Liderar é aprender, reaprender e voltar a aprender(Leia mais aqui).

               Liderar é não se acomodar. É buscar sempre o novo. É encarar os desafios não como obstáculos, mas sim como oportunidades de aprendizado.


              Liderar é ter humildade para reconhecer que você não tem todas as respostas, mas sabe encontrar as perguntas certas e se apoiar nas pessoas que tem as respostas, independente do cargo que elas ocupam.

              Liderar é encarar o fracasso não como uma derrota, mas sim como um adiamento da vitória.

              Liderar é saber que a direção é mais importante que a velocidade.

              Liderar é ensinar o que sabe, praticar o que ensina e perguntar o que se ignora.

    ————————————————————————————-

     
              Diante disso, como a sua empresa trata a liderança? Existe espaço para as pessoas exporem suas idéias? Existe muita diferença entre o discurso e a prática?

    Um abraço.

     

    Leia também :

    Estilos de liderança – Existe o ideal? – > Clique aqui para ler;

    Liderança do futuro – Lider 2.0 – > Clique aqui para ler;

    A importância das pessoas para a inovação – > Clique aqui para ler;

    Competências dos lideres do futuro – > Clique aqui para ler;

    Competências dos lideres do futuro II – > Clique aqui para ler;

    A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para ler;

    Medo – barreira para inovação – > Clique aqui para ler;

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    Empreendedor Corporativo

    Posted by marcelao em abril 25, 2008


    Pessoal,

                 Como vocês devem ter acompanhado nesse blog (clique aqui), o final do século XX e o início do século XXI foram marcados pela globalização e pela internacionalização da economia, acirrando uma corrida competitiva (leia mais sobre competição). Este cenário faz com que a figura do empreendedor seja mais evidente e valorizada tanto à frente quanto dentro das organizações.
                Já escrevi alguns posts sobre empreendedor corporativo (clique aqui para ler), mas ainda não tinha apresentado algo detalhando esse conceito e o que caracteriza um empreendedor corporativo. Além disso, um colega da comunidade de empreendedorismo no Orkut (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31891), Beto, postou uma dúvida na comunidade sobre a existência desse perfil nas empresas e isso motivou-me a escrever esse post.
               Inicialmente, vamos conceituar o termo empreendedorismo e depois detalharemos o empreendedor corporativo, também chamado de intraempreendedor.
              O tema empreendedorismo é cada vez mais abordado em diversos estudos, e comumente utiliza-se o termo para designar, principalmente, as atividades de quem se dedica à geração de riquezas sob todos os aspectos.


              Alguns autores como Drucker e Schumpeter definem empreendedor como sendo uma pessoa com criatividade e capaz de assumir riscos para obter sucesso com suas inovações. Schumpeter entendia que empreendedores criam novas riquezas através da destruição das estruturas de mercados existentes, conceito esse conhecido como “Destruição criativa”.
              Já Drucker acrescenta a definição de empreendedor o conceito de risco, pois empreender é fazer com que o negócio de hoje seja capaz de construir o futuro. É um processo de “criar alguma coisa diferente com valor pela dedicação do tempo e do esforço necessário, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais associados, recebendo as recompensas resultantes na forma de satisfação monetária e pessoa”.
             Um dos Autores brasileiros, José Carlos Dornelas, afirma que “o empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ele, assumindo riscos calculados independentemente dos recursos que possua, pois sabe como buscá-los e gerenciá-los”.
             Como podemos ver, o conceito de empreendedor está ligada a geração de riqueza (dinheiro novo) e assumir riscos em prol de uma inovação de sucesso e visionária.

             Vamos agora começar a detalhar o conceito de empreendedor corporativo ou intraempreendedor.
             A maior referência nesse campo, Gilford Pinchot, introduziu o conceito de Intraempreendedor em 1985 como sendo o empreendedor dentro da organização.
             Segundo ele, um funcionário não precisa deixar a empresa onde trabalha para vivenciar as emoções, riscos e gratificações que uma idéia ou sonho transformado em realidade pode oferecer, exercendo assim seu empreendedorismo a favor da organização para qual trabalha.


             Uma vez que o empreendedorismo funciona como um impulso no crescimento econômico ao servir como o elo entre a inovação e o mercado, e justamente para diferenciar uma organização das demais, o intraempreendedor tem se tornado peça fundamental nesse contexto. Ele é o agente da transformação inserido no micro-ambiente da organização.
             O empreendedor corporativo apresenta as seguintes características :

    • Tem atitude de dono na empresa: não tem olhos apenas para o seu departamento, mas para a companhia como um todo.
    • Tem paixão pelo que faz: tanto pelo trabalho como pela empresa onde atua. Isso inclui acreditar no negócio e ter a sensação de que a experiência está valendo a pena.
    • Habilidade de transformar iniciativa em “acabativa”: implanta projetos com começo, meio e fim.
    • É persistente: faz de tudo para que o negócio dê certo e dissemina a idéia para os outros colaboradores, atuando como líder da equipe e encorajando-os a continuar.
    • Tem prazer em ensinar aos outros o que sabe: gera efeito cascata e forma outros executivos empreendedores. Este tópico é importante porque é praticamente impossível a empresa funcionar com apenas um único empreendedor.
    • É pró-ativo e se antecipa ao futuro: é a capacidade de ver na crise uma oportunidade de crescimento e de aprendizado.
    • É um profissional extra-muros: ele excede os limites, vai além do pré-estabelecido e realmente faz acontecer.
    • São autoconfiantes e corajosos;
    • São cínicos a respeito do sistema, mas otimistas quanto a sua capacidade de superá-lo;
    • Têm atenção aos riscos e necessidades;
    • Focalizam os clientes;
    • Gostam de riscos moderados;
    • Fazem sua própria avaliação intuitiva do mercado.
    • Sabem delegar, mas põem a mão na massa;
    • Procuram fazer as tarefas sempre buscando uma diferenciação;
    • Trabalham com a Intuição;
    • Sonhadores realistas (visionários);
    • Líderes;
    • Procuram encontrar aliados dentro da empresa para trabalhar em rede com moderação
    • Tem uma maneira própria de aprendizagem e de forma contínua;

              Grande parte dos colaboradores com tais características deixam as organizações por se sentirem frustrados em suas tentativas de inovar, se sentem cerceados quanto à aplicação de suas idéias e não recebem incentivos para colocar em prática na organização os seus conhecimentos.

              Para que o empreendedor corporativo seja um agente da transformação, eles devem ser apoiados pela empresa com o objetivo de adotar uma cultura empreendedora, de forma a gerar inovações contínuas e consequentemente vantagens competitivas em relação às demais empresas, mantendo-a em uma situação de liderança tecnológica sustentável.
             Segundo Pinchot, existem 19 (dezenove) fatores de sucesso para criação de uma cultura empreendedora dentro das empresas visando criar as condições necessárias para uma inovação econômica na empresa. São eles:

    • Transmissão da visão e do objetivo estratégico;
    • Tolerância a riscos, erros e falhas;
    • Apoio a intraempreendedores;
    • Gerentes que patrocinam a inovação;
    • Equipes multifuncionais dotadas de empowerment;
    • Tomada de decisão pelos executores;
    • Tempo discriminado;
    • Atenção no futuro;
    • Auto-seleção;
    • Nenhuma transferência de tarefas;
    • Sem fronteiras;
    • Comunidade organizacional forte;
    • Foco nos clientes;
    • Escolha de fornecedores internos;
    • Medição da inovação;
    • Transparência e verdade;
    • Bom tratamento pessoal;
    • Responsabilidades social, ambiental e ética;
    • Evitar a filosofia home run (busca apenas de inovações maiores).

              Dornelas complementa esses fatores apresentando indicadores para existência de uma cultura intraempreendedora, e os chama de “ingredientes” que devem ser fortalecidos e suportados pelas práticas gerenciais para que exista na empresa uma estratégia empreendedora na empresa bem definida. Os “ingredientes” são:

    • Desenvolvimento de uma visão empreendedora;
    • Incentivar e aprimorar a percepção da oportunidade;
    • Institucionalizar a mudança;
    • Alimentar o desejo de ser inovador;
    • Investir nas idéias das pessoas;
    • Compartilhar riscos e recompensas com os colaboradores;
    • Reconhecer que o ato de falhar é crítico, mas importante.

              Além destes “ingredientes” Dornelas (2003) afirma que não é fácil, para muitas organizações e pessoas na organização, superar certas barreiras organizacionais, que podem impedir a implementação de conceitos empreendedores e a prática do empreendedorismo.
              Podemos concluir que as características de um empreendedor corporativo permitem perceber que o ambiente social no qual o indivíduo está inserido é fator determinante na potencialização ou opressão de características empreendedoras. Em função disso observa-se a importância de criar uma cultura empreendedora dentro das organizações.

     

    Um abraço.

    Leia também os seguintes posts :

    – Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui;

    – Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui;

    – Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui;

    – Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui;

    – Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui;

    Transformação da empresa deve vir de cima ou de baixo : Clique aqui;

    Importância das pessoas para inovação nas empresas : Clique aqui

    Miopia Gerencial : Clique aqui;

    Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos : Clique aqui;

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