Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘gestão’

A Benção e a Maldição de Ser Inovador

Posted by marcelao em fevereiro 26, 2012


Pessoal,

buscar a inovação requer muitas vezes nadar contra a maré, enxergar o que a grande maioria não consegue enxergar, ir além do que a verdade do momento nos diz e no final, caso você supere esses obstáculos, colher os resultados do seu empreendimento.

Dentro de uma empresa, isso significa enfrentar a resistência a mudança de pessoas que se preocupam mais em preservar seu domínio devido a ameaça de perder poder ou influência. Toda essa resistência gera frustração, desperdício de recursos, perda de oportunidades e a repressão do espírito humano.

Tem um trecho do livro “Intraempreendedorismo na prática”(Pincht, Gifford) que gosto muito que diz: “Aprender a inovar de forma mais eficaz é como aprender a perder peso. As regras básicas são simples e funcionam, mas é difícil segui-las. Nos dois casos, é essencial ter disciplina, compromisso e coragem.”

O objetivo desse post é abordar algumas características que devemos desenvolver se quisermos sermos mais inovadores e quais as reações que isso pode causar nas pessoas resistentes a mudanças ou que não compreendem perfeitamente um processo inovador.

Sem criatividade não se tem inovação, sem curiosidade não se tem criatividade. Pessoas inovadoras são muito criativas  e de muita imaginação. São especialmente abertas a novas ideias e novas maneiras de pensar sobre antigos problemas. Adoram abordar uma ideia convencional ou uma maneira tradicional de fazer as coisas virando-a para o outro lado e explorando-a de uma nova perspectiva. O que é novo é o que lhes interessa como um artista buscando uma nova maneira de ver, concentram a sua imaginação em visualizar ideias, eventos ou problemas de formas completamente originais. Aprendem com as experiências pessoais e interpessoais, além de aprender nas salas de aula e nos livros. Você sente necessidade de novas informações e as vira a revira com a sua vívida imaginação. Continue lendo »

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Pontos, Verdades e Vistas

Posted by marcelao em agosto 16, 2011


Pessoal,

no post anterior, eu recebi vários comentários que serviram como feedback ao texto e me deixaram bastante feliz com a participação dos leitores desse blog, mas um dos comentários postados no meu blog pessoal foi muito relevante e importante para complementar o post. Esse comentário foi do meu amigo José Augusto que escreveu o seguinte:

“Gostaria de fazer um comentário, para não perder o costume. Seguinte: quando você dá suas duas razões para seu “erro” (i.e.: “cada pessoa tem o seu tempo” e “as pessoas precisam de algo mais tangível para entender qualquer proposta de mudança”), fica subentendido que você tem a verdade, você sabe o que é certo e o que é melhor para todos, só não conseguiu implementar ainda por um erro de estratégia composto pelas duas razões acima, porém, sendo que essas duas razões estão nas pessoas, ou seja, o “erro” está nas pessoas e não em você.”

Perfeito e vai ao encontro com um ensinamento e uma constatação de que não existe Certo ou Errado, mas sim visões diferentes de uma mesma situação ou problema, ou como diria o professor Mario Sergio Cortella: “Um ponto de vista é a vista a partir de um ponto”. Continue lendo »

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Qual é o problema?

Posted by marcelao em maio 23, 2011


Pessoal,

o cotidiano de um lider/gerente é resolver problemas. Aliás, se eles não existissem, não precisaríamos de lideres/gerentes e tudo poderia ser operado através de máquinas ou robôs. Por essa razão, sempre que alguém lhe apresentar um problema para ser resolvido, agradeça porque isso mostra que você continua sendo importante para a organização que você faz parte.

 Mas o que vem a ser um problema?  Segundo o professor Falconi afirmou em seu livro “O Verdadeiro Poder”, “Problema é um resultado indesejável”. Portanto, todos que desejam realmente melhorar suas empresas devem estar cheios de problemas. Diante disso, a pergunta passa a ser como resolvemos os problemas?

O primeiro passo para resolver um problema é o mais simples, mas é também o mais dificil, não pela sua complexidade, mas sim por ser complicado. Esse primeiro passo é RECONHECER a existência do problema. Esse passo é complicado porque é sempre muito dificil para as organizações reconhecerem a existência de um problema, pois isso envolve questões politicas, vaidades e, principalmente, o medo de ficar exposto dentro de um ambiente de competição exarcebado dentro das empresas.

Como consultor de projetos vivenciei muitas situações em que o projeto se arrastava  e quando eu perguntava porque ele se encontrava nessa situação e qual era o problema, a resposta invariavelmente que estava tudo bem e que não havia problemas, isso mesmo depois de eu confrontar o lider do projeto mostrando que o projeto estava há muito tempo em planejamento, que faltavam várias definições importantes ou que ele havia sofrido várias prorrogações de prazo. Essa é uma situação corriqueira em várias empresas, pois sempre que encontro amigos meus em congressos, eu comento sobre esse tipo de situação e todos eles afirmam que passam o mesmo em suas respectivas empresas.

Mas sem reconhecer um problema, não é possível resolve-lo. Nesse caso, a alta administração da empresa deve dar apoio e encorajar seus líderes a reconhece-los e enfrentar de frente os problemas existentes em suas áreas de responsabilidade.

Reconhecido o problema, o próximo passo é descobrir qual é realmente o problema. Na etapa anterior, você reconheceu qual era o resultado indesejável que você precisava resolver. Agora trata-se de analisar e identificar qual é o problema.

No início de abril, viajei a São Paulo para participar do Fórum HSM de gestão e liderança. Na viagem de volta, estávamos eu e meu colega Pedro Pivoto dentro do mesmo avião para retornar para Brasília quando fomos avisados pelo comissário de bordo que precisávamos trocar de aeronave. Pensamos eu  e ele que era melhor trocar de aeronave enquanto ela estava no solo e não depois.

Como estávamos nas últimas fileiras, fomos os últimos a entrar na segunda aeronave e, como era de se esperar, não havia espaço para nossas malas. Isso acontece porque muita gente não respeita o limite máximo de bagagem de mão permitido. Esse é um resultado indesejável que traz muitos problemas, pois gera incômodo para os passageiros, gera atraso nos vôos e, no nossa caso, deixa os passageiros com a sensação de mau atendimento.

A comissária do vôo olhou a bagagem e disse que ela teria que ser despachada. Disse a ela que isso era um absurdo, visto que na aeronave anterior as bagagens estavam alocados no bagageiro. Ela respondeu que isso era devido a falta de senso das pessoas em não respeitar o limite máximo de peso para bagagens de mão.

E aí vem a pergunta: Será que esse é realmente o problema? A falta de senso de comunidade em respeitar o limite de peso máximo para bagagens de mão? O que levaria uma pessoa a andar por todo um aeroporto carregando malas pesadas?

Pessoas gostam de conforto e muitas vezes estão dispostas a pagar por isso, se for de graça aí que elas gostam mesmo. Mas se elas gostam de conforto e carregar malas dentro de um aeroporto é extremamente desconfortável, por quê elas carregam malas? O que as levaria a abrir mão do conforto de despachar a mala e não ter que carrega-las pelo aeroporto?

A resposta é que elas preferem o desconforto de carregar malas do que o desconforto maior de esperar por elas na esteira de bagagem. Esse é realmente o problema. É a demora do serviço de esteira de bagagens que faz com que as pessoas não respeitem o limite de peso máximo para bagagens de mão e não sua falta de senso de comunidade.

Identificar erroneamente qual é realmente o problema leva a aplicar a solução errada, o que pode se tornar em um desastre. Nesse caso, é preciso criar dentro das empresas uma cultura de questionamento constante para identificar quais são realmente os problemas existentes dentro das empresas.

É preciso incentivar dentro das empresas uma cultura de enfrentamento dos fatos, que valorize a verdade e a gestão baseada em fatos. É preciso não ter medo de ver os fatos como eles verdadeiramente são. É a cultura onde se espera que os gerentes se comuniquem, para o time e para cima, não somente os bons resultados, mas também o que não está indo bem e precisa ser encarado como é, de tal modo que possa ser consertado. Uma cultura onde se valoriza a busca de dados e fatos para analisar eventos e não somente opinião e intuição, que também são importantes, mas não podem ser o único recurso utilizado no reconhecimento e na solução de problemas.

Existem muitas pessoas que não gostam de encarar de frente seus problemas e tem a atitude de “não quero enxergar a verdade dos fatos”. Isso as torna a iguais a medianidade dos gerentes. Se você quer ser diferente, não faça como a maioria, encare de frente a verdade. Afinal de contas, como afirmou Theodore Rubin: “O problema não é que existem problemas. O problema é esperar que seja de outra forma e pensar que ter problemas é um problema.”

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, but i still believe”

Twitter: @blogdomarcelao

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Fórum HSM de Gestão e Liderança – Síntese II: Execução

Posted by marcelao em abril 11, 2011


Pessoal,

como havia combinado no post anterior, nessa segunda síntese sobre o fórum HSM de gestão e liderança, o tema será EXECUÇÃO.

O professor Vicente Falconi iniciou sua entrevista decretando: “O que falta nas empresas é EXECUÇÃO.” A pergunta então é: Por quê falta?

Conhecimento sobre as ferramentas de gestão e liderança não faltam, afinal de contas, como afirmou o professor Robert Sutton em sua palestra, são publicados mais de 11.000 livros sobre gestão a cada ano, além de 100 bilhões em consultorias e treinamento em gestão.

O que falta mesmo é botar para fazer. Ocorre que para botar para fazer é preciso tentar coisas diferentes, até porque não podemos esperar resultados diferentes fazendo a mesma coisa sempre. Resultados diferentes exigem atitudes diferentes. Para ter atitudes diferentes é preciso tentar, sem tentar não é possível fazer nada novo. Fazer algo novo envolve riscos e, consequentemente, envolve estar disposto a aprender com o erro, afinal de contas, como sacramentou o professor Vicente Falconi, TUDO NESSE MUNDO É APRENDIZADO. Continue lendo »

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Gestão, Zico e Flamengo

Posted by marcelao em outubro 9, 2010


Pessoal,

tempos atrás, eu escrevi um post sobre a volta do Zico’para o Flamengo(clique aqui para ler sobre) e dessa vez na condição de diretor executivo profissional. Por tudo o que o Zico representou dentro e, principalmente, fora do campo, escrevi que seu nome dentro do Flamengo é indiscutível devido a sua postura sempre profissional durante seus tempos de jogador e também por ter mantido distância de administrações anteriores. Zico poderia representar uma conexão entre todas as correntes políticas existentes dentro do clube.

Antes de prosseguirmos com o texto, quero deixar bem claro que o que vou escrever trata da visão de uma pessoa que apenas acompanhou o noticiário sobre o assunto, mas que não vive o cotidiano do clube e, portanto, não tem como vivenciar e fazer juízo de valor. Apenas quero fazer uma análise dos acontecimentos com uma visão de gestão empresarial.

Zico comunicou o fato de sua contratação via Twitter(@ziconarede) e levantou toda uma esperança da nação rubro-negra por novos tempos no Flamengo. Tempos de maior profissionalismo, dedicação e compromentimento por parte dos jogadores, pois, com ele no comando do Futebol, fica dificil qualquer jogador do Flamengo, como alguns jogadores no passado, dirigir-se a sua torcida com declarações ou atitudes de desprezo, desrespeitando o que os próprios dirigentes do Flamengo afirmam ser seu maior patrimônio.

Depois de algum tempo, começaram a surgir boatos e notícias de que o Zico estava insatisfeito com algumas coisas, notadamente a questão de ter maior autonomia para decidir sobre os assuntos relacionados ao futebol, e também incomodado com notícias que começaram a surgir que atacavam o seu comportamento ético. Diante disso, começaram a surgir alguns movimentos pela Internet visando dar apoio a ele na luta contra essas adversidades, sendo maior exemplo desse movimento, o perfil @comZicopeloFla que em certo momento reuniu vários seguidores para uma visita a Gávea visando demonstrar todo esse apoio ao ídolo maior da torcida.

Mesmo diante desse apoio da torcida, nasceram movimentos dentro do clube, segundo noticiado pela imprensa, que questionavam o contrato que o Flamengo havia celebrado com o CFZ, clube que Zico fundou e que era proprietário, e acusações de possível participação de um de seus filhos na contratação de jogadores para o Flamengo. Denúncias essas que Zico fez questão de derrubá-las.

Esse acúmulo de fatos culminou no seu pedido de demissão no dia 30.09. Passado alguns dias, Zico manifestou-se sobre as razões de porque resolveu pedir demissão. Zico declarou que não se sentiu protegido pela Presidente Patricia Amorim e que não teve autonomia que ele considerava necessário para fazer as mudanças que ele gostaria de fazer e com a celeridade que gostaria. A gota d’água desse processo foi quando a presidente Patrícia não permitiu que ele fosse ao conselho fiscal defender-se das acusações que envolviam o contrato do Flamengo com o CFZ.

Analisando tudo o que aconteceu e as declarações e depoimentos que a imprensa esportiva divulgou em sites e jornais, quero apresentar minhas opiniões:

– Problema de comunicação: Zico alegou que não se sentia protegido pela Presidente Patricia. Não sei em relação a outros acontecimentos, mas no caso da defesa no conselho fiscal referente a questão contratual do CFZ, foi justamente isso que aconteceu. Segundo o que ouvi e li na imprensa, a presidente Patricia Amorim procurou preservar o Zico do desgaste de ir ao conselho fiscal.  O que pode ter ocorrido aqui foi justamente um problema de comunicação entre os dois, problema esse reconhecido pela própria presidente. O mesmo Zico alega que volta e meia você precisa bater na mesa para impor sua opinião, mesmo que isso desagrade a algumas pessoas, pois é justamente isso que ele deveria ter feito para manifestar com maior veemência sua vontade de ir ao conselho fiscal para se defender;

– Falta de autonomia: Antes de trabalhar no Flamengo como diretor executivo do futebol, Zico trabalhou em clubes europeus e foi o grande responsável pelo crescimento do futebol no Japão, ou seja, trabalhou com outras culturas de gestão. No Brasil, ainda temos uma cultura muito ultrapassada que concentra poder em poucas pessoas e fragmenta a responsabilidade em várias áreas, mantendo uma cultura burocrática que privilegia a segurança e a conformidade em detrimento da agilidade e da flexibilidade. Essa é uma cultura que não se muda em pouco tempo, pelo menos não em quatro meses, período em que Zico esteve no Flamengo. Uma mudança cultural só pode ser alcançada a médio e longo prazo;

– Disputa pelo poder: Uma vez eu ouvi de um reporter que faz a cobertura do cotidiano do Flamengo e ele argumentou que o Flamengo era o clube que mais tinha ex-presidentes vivos e que, portanto, haviam várias correntes políticas dentro do clube. Cada ex-presidente é responsável por uma corrente, o que acaba por desunir e dificultar a gestão do clube;

Entre outras declarações, Zico fez uma avaliação de seu trabalho como dirigente e se deu nota abaixo de 5 em razão do insucesso na questão de contratações para o time profissional. Na minha opinião, do mesmo jeito que não se pode fazer uma mudança cultural em quatro meses, também não se deve fazer uma avaliação do trabalho de um executivo baseado em quatro meses de trabalho. O trabalho de um executivo, como era o cargo de Zico no Flamengo, só pode ser avaliado a médio-longo prazo.

Outra declaração foi que ele só voltaria ao Flamengo na condição de presidente do clube para fazer o que ele acha necessário. Também acho um equívoco ele pensar que o cargo de presidente é suficiente para fazer as mudanças necessárias, ainda mais em um clube de futebol. É preciso que haja um entedimento comum de que são necessárias mudanças e que continuar com o mesmo pensamento de gestão, estruturas organizacionais e atitudes arcaicas só levarão aos mesmos resultados alcançados no passado e que dificilmente trará resultados diferentes.

Nesses acontecimentos todos, entendo que o Zico deveria seguir o próprio conselho que ele apresentou quando, em entrevista coletiva, assumiu o cargo de executivo do futebol do Flamengo. Na ocasião, ele disse que retornava sem assumir ares de salvador da pátria, ou de um Deus, pedindo a torcida para deixar de lado as cobranças de falta precisas, as arrancadas do meio-de-campo até o gol e os dribles geniais e passassem a se concentrar em seu futuro como dirigente. Chegou afirmando que nem tudo estava errado, pois ninguém ganha tanto com tudo errado (1 campeonato brasileiro e Copa do Brasil mais 7 campeonatos cariocas em 11 disputados), mas que chega para somar com sua visão de profissionalismo que, entre outras coisas, ajudou a revolucionar o futebol no Japão.

Entendo que houve erros e acertos tanto da parte do Zico quanto do lado da presidente Patricia Amorim. O que não concordo é com o tratamento que algumas correntes políticas dentro do clube deram ao ídolo maior do Flamengo, tentando atingir a pessoa do Zico. Criticas ao trabalho como dirigente são aceitáveis e até mesmo saudáveis, mas ataque pessoal é uma atitude condenável em qualquer empresa.

Como disse no inicio, essa é a minha visão diante das informações que tive acesso através da imprensa. Não quero colocar-me como dono da verdade, pois os únicos que podem falar com propriedade sobre os acontecimentos são as pessoas que vivenciaram os acontecimentos.

Um abraço.

“Keep the Faith”

Twitter: @blogdomarcelao

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Lorde Caos e Mestre Ordem

Posted by marcelao em agosto 18, 2010


Pessoal,

no universo de quadrinhos da Marvel existem as chamadas entidades cósmicas, entre elas estão duas entidades que devem estar sempre em equilibrio. São o Lorde Caos e o Mestre Ordem. Sempre que acontece um evento de proporções cósmicas que afetam o equilíbrio entre o Caos e a Ordem, elas se valem de outras entidades que interferem nesses eventos a fim de manter esse equilíbrio no nível cósmico.

Esse equilíbrio é mantido no nível cósmico, mas no nível micro, esse equilíbrio pende para o lado do Caos e outras vezes pende para o lado da ordem dependendo muito do momento e do ambiente do Micro-cosmo em análise, mas no final o cosmos deve ficar em equilíbrio.

Você deve estar se perguntando: O que isso tem a ver com gestão? Tem tudo a ver, pois o trabalho da gestão é um equilibrio constante entre mudança e continuidade e mudança. Eles são o Lorde Caos e o Mestre Ordem do trabalho da liderança. Mas, assim como tudo na vida, os extremos não funcionam, dessa forma também podemos entender que o equilibrio em extremo também é prejudicial, o que nos leva a concluir que o equilibrio a ser procurado na gestão não deve ser um equilíbrio estável, mas sim um equilíbrio dinâmico. É preciso oscilar entre o reino do Caos, favoráveis ao surgimento da criatividade principalmente em tempos de mudança, e o domínio do Caos e a busca da ordem e estabilidade. A ordem demais deixa o trabalho rigido e distante, enquanto que a ordem de menos impede que as pessoas funcionem. Continue lendo »

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Palestra : Lições do Forum HSM de liderança e Gestão

Posted by marcelao em maio 21, 2010


Pessoal,

hoje eu palestrei sobre as lições que extrai durante o fórum mundial de liderança e gestão organizado pela HSM nos dias 6 e 7 de Abril. Segue abaixo os slides que utilizei na palestra, sendo que alguns slides contém anotações dos conteúdos que apresentei na palestra.

Um abraço.

“Keep the Faith”

(twitter : @blogdomarcelao)

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As idéias gerenciais mais influentes da década

Posted by marcelao em janeiro 6, 2010


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Pessoal,

encontrei no site da Harvard Business Review, artigo que relaciona as idéias que mais influenciaram a gestão na última década. Relaciono-as abaixo com meus comentários :

– Valor para o acionista como estratégia : Na minha opinião, a mais infeliz das idéias. Como diz o artigo: “valor para o acionista deve ser consequência, e não uma estratégia.” Lembro-me de um artigo do professor Mintzberg escreveu no final de 2007  em que ele afirmava que enquanto as empresas não se conscientizassem de que elas faziam parte de uma comunidade e que suas ações afetavam e eram afetadas por esse ambiente, não conseguiríamos evitar a catástrofe que estava por vir. A resposta a essa estratégia foi a maior crise financeira desde 1929;

– TI como comoditie : O assunto do momento em termos de tecnologia chama-se Cloud Computing. Isso tem a ver com o sonho de todo administrador de querer trabalhar apenas com custos variáveis. O artigo apresenta uma visão interessante de que essa onda teve início com o Bug do milênio que obrigou a ter uma atenção muito grande com os sistemas legados onerosos;

– Aumento do poder do consumidor : Em 2006, a revista “The economist” elegeu o consumidor como a personalidade do ano. Tem tudo a ver com uma série de evoluções tecnológicas e sociais que fizeram com que a voz do cliente ficasse cada vez mais alta. Tal fato é potencializado pelo crescimento veloz das redes sociais e o surgimento da geração Y; Continue lendo »

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Novos Rumos no Flamengo

Posted by marcelao em dezembro 10, 2009


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patricia

Pessoal,

já escrevi várias vezes nesse espaço sobre a gestão do Flamengo, time do meu coração, o que para mim é o melhor dos mundos, pois junto duas paixões que é escrever sobre gestão e tratar de assuntos relativos ao meu time de coração. Vale lembrar que eu tento ser humilde, mas meu time não deixa (rsrsrs).

Em posts anteriores, fiz várias observações sobre a gestão do Flamengo e da necessidade de mudança(Clique aqui para ler) e de vencer certos paradigmas na gestão do clube(clique aqui para ler), mas é inegável que o Flamengo vem apresentando evoluções na sua gestão. Lembro-me de que quando o presidente atual (mandato encerrando esse final de ano), Marcio Braga, assumiu em 2004, nenhum jogador de médio porte ou de ponta no mercado queria jogar no Flamengo devido vários fatores como atrasos salariais e invasão dos torcedores ao treino com agressões físicas a jogadores. O Flamengo tinha um problema seríssimo de credibilidade e, principalmente, falta de união política dentro do clube e que se refletia no campo.

Aos poucos, o Flamengo foi se recuperando, mesmo passando por riscos de rebaixamento em 2004 e 2005, e em 2006 começou a sua recuperação cujo marco foi a conquista da Copa do Brasil de 2006, que lhe deu o direito de disputar a taça libertadores da América em 2007. Depois disso, o Flamengo teve uma arrancada fantástica no campeonato brasileiro de 2007 terminando em terceiro lugar, terminou em quinto lugar no campeonato Brasileiro de 2008 sendo que tinha chances de título até a antepenúltima rodada e liderou por várias rodadas, foi mais uma vez tri-campeão carioca (sete títulos em 11 disputados nos últimos anos) alcançando a hegemonia de títulos do campeonato (31 títulos contra 30 do Fluminense) e culminou com a conquista do hexa-campeonato brasileiro desse ano, título que não conquistava desde 1992. Continue lendo »

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Você já fez o velho?

Posted by marcelao em julho 20, 2009


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Pessoal,

Um dia desses, eu estava assistindo uma entrevista da Elke Maravilha no programa do Jô Soares, coisa rara nos últimos tempos, e uma frase dela chamou-me a atenção : “Posso estar ficando velha, mas não estou ultrapassada”.

Essa frase me fez lembrar uma entrevista do consultor, Claudius D’artagnan, ao programa “Q3 – no mundo da excelência” transmitido pela AllTV em que o entrevistador, Waldemar Faria, perguntou a ele sobre as idéias novas que estão surgindo no mundo da gestão e o Cláudio contou um case de um cliente que solicitou seus serviços de consultoria e pediu a ele que implementasse tudo o que é “Novo” em termos de gestão e marketing. Claudius respondeu perguntando : “Você já fez o velho?”

Assim como palavras no papel não transformam uma empresa, a última moda em gestão empresarial ou marketing não é o que vai trazer os resultados que os administradores das empresas desejam. Como disse o professor Mintzberg no seu clássico livro “Safári de Estratégia” : “Existe hoje uma terrível tendência, na literatura de administração de hoje, no sentido do atual, do mais recente, do “mais quente”. Isso é um desserviço, não só a todos aqueles maravilhosos autores antigos, mas em especial aos leitores a quem costumam oferecer o novo e trivial ao invés do velho e do importante”.

Se fizermos uma análise objetiva, veremos que alguns conceitos básicos e importantes estão na essência de tudo o que é chamado de “novo” como o ciclo da qualidade total, o famoso PDCA, e os 14 principios de Deming, as quais cito alguns abaixo : Continue lendo »

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