Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘design thinking’

Expo 2012: Inovar é Inverter e Experimentar

Posted by marcelao em novembro 19, 2012


Pessoal,

todas as mudanças proporcionadas e potencializadas com ao advento da Internet fará com que haja uma verdadeira revolução nos métodos empregados pelas empresas se desejarem sobreviver no século XXI através da inovação. O que observo através dos meus estudos, por meio de leituras diversificadas, é que haverá uma verdadeira inversão desses métodos e dos modelos mentais.

A primeira inversão que visualizo foi apresentada pelo palestrante Roger Martin, pioneiro do Design Thinking e um dos professores mais influentes da atualidade, que tratou da inversão de importância entre o pensamento analítico e o pensamento intuitivo. O palestrante salientou que a introdução do pensamento analítico nas faculdades de administração norte-americanas foi fundamental para a evolução das empresas: “A revolução da metodologia científica dentro das escolas de negócios foi um passo muito importante. O pensamento analítico nos dá respostas confiáveis, consistentes e replicáveis.”

Martin, porém, garante que o pensamento analítico não pode oferecer todas as respostas. “Ele existe para produzir confiabilidade. Isso só é possível se observarmos dados do passado. O pensamento intuitivo, por sua vez, caminha em direção à validade, o que seria possível alcançar obter a partir de repostas que serão dadas no futuro.”

Recorrer unicamente ao pensamento analítico é um erro muito comum dentro das empresas, explicou o professor. “As empresas tendem a buscar melhor desempenho por meio da repetição de antigas estratégias, tentando aprimorar a execução das ações. Isso pode até ser eficiente num primeiro momento, mas não é nada inovador. É agir como o tenista que bate cada vez mais forte na bola, em vez de tentar um lance diferente para superar o adversário.” Continue lendo »

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Forum HSM Novas Fronteiras: O Fator Automação

Posted by marcelao em setembro 5, 2012


Pessoal,

uma dos aspectos que ficou bastante evidente no Forum HSM Novas Fronteiras da Gestão é que a tecnologia e a ciência estão avançando cada vez mais rápido e rompendo até mesmo com os limites da física de tempo, espaço e massa. O Vídeo abaixo mostra um protótipo de robô carregando 120 kilos, mas que consegue se adaptar rapidamente a qualquer tipo de terreno e continua progredindo:

O segundo vídeo mostra os robôs adotados pela Amazon, conhecidos como Kiva, que organizem o estoque da Amazon segundo a demanda pelos produtos, ou seja, os produtos menos demandados são colocados mais para o fundo da loja, enquanto que os mais demandados ficam mais próximo do setor de empacotamento para agilizar o processo de envio de pedidos:

O que podemos enxergar como tendência é que tudo aquilo que for possível de ser executado por um computador, será executado por um computador. E mais do que substituir pessoas, a tecnologia e a ciência diminuindo cadeias de fornecimento e processo.

Quando comecei a trabalhar com tecnologia, havia um setor responsável pelo digitação dos dados dos documentos, esses dados eram empacotados em arquivos e transmitidos para a central de processamento, após processados eram gerados relatórios para conferir se os dados foram digitados corretamente. Hoje em dia, não existe mais esses 3 passos: Digitar, empacotar e conferir. A grande maioria das transações financeiras é realizada de forma totalmente digital. Cheques, depósitos em papel, ordens de pagamento viraram pó na cadeia bancária. Isso sem falar em outros processos como armazenamento dos documentos, encaminhamento para incineração e outros processos mais.

Diante desse avanço, seremos exigidos a desenvolver novas habilidades e competências que o computador não poderá reproduzir. Aliás, a automação é uma das 3 forças sociais e economicas apontadas por Daniel Pink, em seu livro “O Cérebro do Futuro”, que nos obrigam a desenvolver habilidades mais ligadas ao lado direito do cerébro.

No meu post anterior, eu mencionei as habilidades a serem desenvolvidas pelas pessoas no século XXI(clique aqui para ler), mas vale também resgatar os seis aptidões, simbolizadas por seis sentidos, apontados por Daniel Pink: Continue lendo »

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Documentário: Design Thinking

Posted by marcelao em maio 23, 2012


Pessoal,

segue abaixo vídeo contendo um trailer do documentário sobre Design Thinking:

Um abraço.

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“I believe in change”

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4 dicas para promover mudança nas empresas

Posted by marcelao em maio 21, 2012


Pessoal,

promover mudanças nas empresas trata-se de um desafio em tanto que aumenta conforme o tamanho da empresa e quão forte está fundamentada a cultura da empresa. No entanto, mudar é preciso.

Já passei por alguns processos de mudança como implantação de escritório de projetos e inicio de implementação de governança corporativa de TI e posso dizer, por experiência própria, que é um processo complexo demais e que necessita do envolvimento de vários atores, principalmente a alta direção da empresa.

Atualmente, estou lendo o livro “Design de Negócios” de autoria do professor Roger Martin, uma das maiores referências mundiais quando se fala em Design Thinking. No livro, o professor relata a mudança conduzida pelo presidente da Procter & Gamble, A. G. Lafley, cujo objetivo era implantar a cultura de design nos processos da empresa.

No livro são apresentados 4 dicas para condução de mudanças nas empresas, que relaciono abaixo com alguns comentários:

Defina as expectativas com clareza desde cedo e obtenha o aval do seu chefe -> A primeira coisa a se fazer é firmar um contrato com seu chefe especificando o que você poderia ou não fazer e o que teria que aprender para implementar a proposta. O mais importante é definir por onde começar e, no caso da Procter & Gamble – e eu concordo, foi começar pelas áreas onde já havia um interesse pelo Design Thinking e não pelas áreas em que a necessidade era maior, pois não seria uma boa estratégia começar por uma área onde as pessoas não querem o Design Thinking. Outra boa prática é definir prazos com antecedência. No caso da Procter & Gamble, a referência foi a Philips que se transformou de uma indústria manufatureira em uma organização de design centrado no consumidor em um projeto que  levou 10 anos. Isso foi importante para mostrar que nada iria acontecer da noite para o dia; Continue lendo »

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O Futuro das Interfaces II

Posted by marcelao em março 11, 2012


Pessoal,

segue abaixo vídeo com a segunda versão da visão de futuro da consultoria Corning sobre o futuro das interfaces, baseadas em vidro, dos sistemas de informação com seus usuários:

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Vídeo: Exemplo de observação e design de serviço

Posted by marcelao em dezembro 5, 2011


Pessoal,

um dos fatores importantes na aplicação do Design Thinking é a observação do comportamento do consumidor e das mudanças e oportunidades proporcionadas pela evolução da tecnologia.

Cada vez mais as pessoas possuem menos tempo para realizar seus afazeres além do trabalho e da dedicação ao aprendizado contínuo. No entanto, durante o nosso dia possuimos vários micro-tempos em que, com o uso da tecnologia, poderíamos aproveitar para realizar vários desses afazeres. É a espera por uma consulta no consultório médico, a espera da condução que vai levar você ao seu trabalho, a espera no aeroporto, …

Pensando nisso, a rede de supermercados Tesco elaborou um sistema que facilita a vida dos cidadãos da Coréia do Sul. Vejam o vídeo abaixo que ilustra bem esse sistema:

Levando as lojas aos seus clientes, a rede de supermercados Tesco converteu tempo de espera em tempo de compras.

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, but i still believe”

Twitter:@blogdomarcelao

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Dica Quente: Workshop Design de Serviços

Posted by marcelao em outubro 30, 2011


Pessoal,

Design thinking é um assunto muito presente nesse blog. Acredito que implantar uma cultura de inovação passa por utilizar técnicas e métodos voltados para a co-criação de produtos e serviços que não só adicionam valor, mas que também sejam uma boa experiência para os clientes.

Nesse sentido, recomendo fortemente o Workshop “Design de Serviços” organizado pela Live|Work Brazil nos dias 22, 23 e 24 de novembro. Nesse workshop prático, serão compartilhadas técnicas de projeto que a Live|Work Brazil utiliza diariamente para criar serviços relevantes, lucrativos e desejáveis para marcas de alta performance como Emirates, VW, J&J, Sony, Itaú.

Na atual economia de serviços, o Design Thinking aplicado em serviços é uma abordagem poderosa para gerar inovações e melhorias de serviços nos setores público e privado.

Portanto, apressem-se, pois o workshop é muito bom, eu mesmo fiz ele em fevereiro desse ano, e as vagas são limitadas.

 Para maiores informações, acesse o site do workshop da Live|Work Brazil em http://www.liveworkbrazil.com/news/workshop-de-design-de-servicos-em-novembro-de-2011

Eu recomendo totalmente.

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, but i still believe”

@blogdomarcelao

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Dr. House – Design Thinker e CIO

Posted by marcelao em abril 26, 2011


 

Pessoal,

gosto muito de acompanhar a série “House” exibida no Brasil pelo canal de tv a cabo “Universal Channel”. House é um infectologista e nefrologista(especialista em doenças do sistema uirnário) que se destaca não só pela capacidade de elaborar excelentes diagnósticos diferenciais, como também pelo seu mau humor, cepticismo e pelo seu distanciamento dos pacientes, comportamento anti-social(misantropia), já que ele considera completamente desnecessário interagir com eles.

 House, interpretado por Hugh Laurie, é o chefe do Departamento de Medicina Diagnóstica do Hospital de Princeton-Plainsboro. Ele possui uma equipe interdisciplinar formada na primeira temporada por uma imunologista(Cameron), um neurologista (Foreman) e um médico intensivista(Chase), sendo que, a partir da quarta temporada, essa equipe é reformulada e passa a contar com um clinica geral(Thirteen), um cirurgião plástico (Taub) e um médico desportivo e fisiatra(Kutner).

Como vocês podem perceber, a equipe de House reune vários campos de conhecimento da medicina e é aqui que começo a fazer as relações do personagem House com a de um Design Thinker. Quase todos os episódios começam fora do hospital com pessoas anônimas que apresentam vários sintomas de uma doença e, na grande maioria das vezes, raras. House e a sua equipe iniciam o diagnóstico diferencial de um paciente apenas quando o diagnóstico do mesmo falha nos outros hospitais ou durante situações de urgência de Plainsboro, tornando os casos complexos. 

A complexidade apresentada pelos sintomas exige que eles sejam avaliados utilizando mais de uma perspectiva, reunindo conhecimento de vários campos. House atua como um verdadeiro provocador fazendo colidir idéias de campos de conhecimento diferentes de cada membro de sua equipe para gerar soluções diferenciadas que resolvam os problemas complexos apresentados pelos pacientes, uma vez que a resolução desses problemas não se dará pela somatório de idéias, mas sim da combinação entre elas.

Na grande maioria das vezes, os sintomas ou as situações são conflitantes como no caso de uma candidata a um posto de astronauta da Nasa que apresentava sintomas de uma doença que ninguém conseguia diagnosticar devido ao fato de que ela não queria se submeter a nenhum procedimento cirúrgico, pois, se isso acontecesse, ela perderia a vaga de astronauta na Nasa. Chegou um certo momento em que eles precisavam abrir o peito da paciente para realizar um exame, mas ela não permitiu porque deixaria uma cicatriz no local fazendo com que ela fosse despedida da Nasa. Ele voltou para sua equipe e lançou o desafio conflitante: “Como fazer um exame no peito da paciente sem abrir o peito dela?”. Eis que o Dr. Taub(cirurgião plástico) sugeriu que eles fizem um implante de silicone na paciente, porque dessa forma ela poderia alegar que a cicatriz era consequência da cirurgia plástica, uma questão de vaidade.

A equipe de House é a representação perfeita de como uma equipe deve ser montada para resolver os problemas atuais da nova economia, pois em organizações hierárquicas e organizadas estruturalmente de forma vertical, seria preciso vencer as barreiras entre as “caixinhas” das organizações para promover o intercâmbio de conhecimentos, de perspectivas e de experiências diferenciadas de forma a enfrentar os desafios complexos apresentados nos episódios da série.

A associação que podemos fazer do personagem “House” com a de CIO(Chief Information Office – Chefe do departamento de TI) vem de uma frase que ele usa como premissa nos seus diagnósticos que é “Everybody lies”(“todo mundo mente”) que pode ser igualada a uma frase muito recorrente nos departamentos de TI que é “O usuário não sabe pedir”. Muitas vezes no seriado,  os sintomas não são bem definidos porque os pacientes escondem ou simplesmente mentem levando ao Dr. House a utilizar técnicas não muito ortodoxas para reunir informações para seu diagnóstico. A relação que podemos fazer com a área de TI é que nessas ocasiões ele não se restringe simplesmente as informações que o paciente, no caso da TI seria o usuário, transmite para ele. Isso faz com que ele procure informações sobre o comportamento dos pacientes, sobre seus hábitos mais escondidos em busca de informações em que ele possa relacionar com os sintomas apresentados para descobrir a causa da doença. Esse mesmo procedimento poderia ser utilizada pelas equipes de TI procurando mapear a interação dos usuários com seus sintomas a fim de procurar desenvolver soluções que sejam mais funcionais e de uso mais intuitivo, principalmente na fase de diagnóstico do sistema.

Os dois aspectos apresentados acima mostram a necessidade cada vez maior de entendermos e aplicarmos o processo criativo nas organizações. Em um processo criativo há cinco fases bem definidas e aceitas do pensamento criativo: uma visão em primeiro lugar, a saturação, a incubação, iluminação e a verificação. Nem sempre elas se desdobram de forma previsível, mas elas nos fornecem um roteiro para mapear todo o cérebro, indo e voltando entre pensamento analitico, raciocínio dedutivo do hemisfério esquerdo, e mais os padrões de busca, do grande retrato e o pensamento do hemisfério direito.

Há mais questões para explorar do que nunca antes, mas muitas descobertas serão de uma natureza diferente da do passado. Em vez de nos ajudar a entender as partes individuais do mundo, elas nos ajudarão a entender como essas partes interagem. É como disse o professor Alvin Tofler: “O futuro está lá fora, apenas está mal distribuído”. Nesse sentido, é preciso fazer as conexões entre os diversos campos de conhecimento para saber enxergar esse futuro. É preciso desenvolver cada vez mais o poder de observação e de empatia para descobrir as melhores soluções não só na TI, mas também em todos os campos da economia.

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, But i still believe”

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A Importância do Design na Revolução Digital

Posted by marcelao em abril 4, 2011


Pessoal,

na semana passada estive em São Paulo no estúdio da Live Work Brasil para o Workshop de Design focado em serviços que foi conduzido pelos craques Tennyson Pinheiro e Luis Alt. Já há algum tempo que venho estudando sobre design thinking e notado a importância que ele tem nos tempos atuais, principalmente porque ele é uma metodologia focado no atendimento das necessidades do ser-humano. O Design thinking é uma abstração do modelo mental utilizado há anos pelos designers para dar vida as idéias.

Na revolução industrial, o foco dos estudos para aumentar a produtividade foi em cima de como melhorar os processos que envolviam as máquinas para desenvolver com custo cada vez menor os produtos que as empresas entendiam ser o melhor para as pessoas consumirem. Esse era um processo que funcionava dentro de uma economia onde as pessoas, enquanto consumidores, pouco participavam do processo de definição de quais produtos elas desejavam consumir.

Nesse sentido, valorizou-se muito mais a aplicação da engenharia e da análise na definição dos produtos e da ciência e racionalidade como modelo mental para entender os processos economicos e sociais daqueles tempos. Conhecimentos esses mais facilmente associados ao desenvolvimento do lado esquerdo do cérebro. Eram tempos de escassez de oferta de produtos e serviços.

Os tempos mudaram e hoje os consumidores tem um poder muito maior de participação no processo econômico com o crescimento das redes sociais. Além disso, vivemos hoje em um mundo de abundância. Segundo estudo apresentado durante o Workshop, diariamente estamos em contato com 3.000 marcas. Isso em um dia que não envolva fazer compras, do contrário, entraremos em contato com mais de 35.000 marcas. Diante de tanta abundância, as empresas tentam atrair a atenção de seus consumidores, mas como atrair essa atenção diante de tanta exposição de marcas? Continue lendo »

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Gestão 2.0: A Importância da Interdisciplinaridade

Posted by marcelao em março 21, 2011


Pessoal,

os modelos de gestão e os modelos de pensamentos atuais presentes nas empresas foram os grandes responsáveis por muitas das evoluções tecnológicas e pela abundância de produtos e soluções oferecidas pelas empresas. Ocorre que esses modelos e pensamentos atualmente vingentes já não respondem mais as necessidades e os desafios que a economia apresenta, principalmente levando em consideração principios de sustentabilidade, requerendo novas formas de abordagens.

Tradicionalmente, as empresas são avaliadas como entidades sistêmicas, com níveis de análise que vão desde o indivíduo até o nível da organização, passando pelos grupos sociais. Ocorre que essas análises sempre foram feitas de forma isolada, sem ver as relações e as conexões com o sistema como um todo. Por essa razão, cresce em importância avaliar as empresas e conduzir equipes de forma interdisciplinar. Continue lendo »

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