Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘Inovação na Gestão’

Desafios da Gestão 2.0: Repacitar Mentes Gestoras

Posted by marcelao em setembro 3, 2012


Pessoal,

um dos assuntos mais recorrentes aqui nesse espaço é discussão de um novo modelo de gestão para as empresas, um modelo mais adaptado para os novos rumos que a economia tomou com o advento das novas tecnologias, principalmente e notadamente a Internet. Esse é um dos assuntos pelo qual tenho grande interesse, porque considero que a inovação na gestão trará grandes benefícios para a sociedade como um todo.

Nesse sentido, acompanho muito o site “Management Innovation eXchange” desenvolvido pelo professor Gary Hamel, responsável pelo laboratório de inovação na gestão na London Business School e uma das maiores referências em se tratando de reinventar a gestão. O site é uma iniciativa baseada em colaboração para discutir cada um dos 25 desafios da gestão 2.0, apontados por Gary Hamel e uma brigada de renegados, que seriam necessários para se reinventar a gestão.

Dentre os 25 desafios, eu considero o desafio de recapacitar mentes gestoras como o mais importante. O foco do treinamento de gerentes sempre foi ajudar o lider a desenvolver um arsenal especifico de habilidades cognitivas: o uso do lado esquerdo do cérebro, o raciocínio dedutivo, a solução analítica de problemas e a engenharia de soluções. Segundo esse desafio, o gerente do século XXI precisará de novas habilidades. No site são apresentadas algumas dessas habilidades que precisarão ser desenvolvidas:

– Pensamento Reflexivo: Examinar questões de forma mais profunda, mais conceitual. É concentrar-se mais em descobrir os “porquês” do que descobrir os “Comos”. É concentrar-se inicialmente em descobrir quais as perguntas a serem respondidas para depois procurar as respostas. É estar disposto a prolongar o estado de dúvida como um estímulo para uma investigação perfeita, na qual nenhuma ideia se aceite, nenhuma crença se afirme positivamente, sem que se tenha descoberto as razões justificativas; Continue lendo »

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Dr. House – Design Thinker e CIO

Posted by marcelao em abril 26, 2011


 

Pessoal,

gosto muito de acompanhar a série “House” exibida no Brasil pelo canal de tv a cabo “Universal Channel”. House é um infectologista e nefrologista(especialista em doenças do sistema uirnário) que se destaca não só pela capacidade de elaborar excelentes diagnósticos diferenciais, como também pelo seu mau humor, cepticismo e pelo seu distanciamento dos pacientes, comportamento anti-social(misantropia), já que ele considera completamente desnecessário interagir com eles.

 House, interpretado por Hugh Laurie, é o chefe do Departamento de Medicina Diagnóstica do Hospital de Princeton-Plainsboro. Ele possui uma equipe interdisciplinar formada na primeira temporada por uma imunologista(Cameron), um neurologista (Foreman) e um médico intensivista(Chase), sendo que, a partir da quarta temporada, essa equipe é reformulada e passa a contar com um clinica geral(Thirteen), um cirurgião plástico (Taub) e um médico desportivo e fisiatra(Kutner).

Como vocês podem perceber, a equipe de House reune vários campos de conhecimento da medicina e é aqui que começo a fazer as relações do personagem House com a de um Design Thinker. Quase todos os episódios começam fora do hospital com pessoas anônimas que apresentam vários sintomas de uma doença e, na grande maioria das vezes, raras. House e a sua equipe iniciam o diagnóstico diferencial de um paciente apenas quando o diagnóstico do mesmo falha nos outros hospitais ou durante situações de urgência de Plainsboro, tornando os casos complexos. 

A complexidade apresentada pelos sintomas exige que eles sejam avaliados utilizando mais de uma perspectiva, reunindo conhecimento de vários campos. House atua como um verdadeiro provocador fazendo colidir idéias de campos de conhecimento diferentes de cada membro de sua equipe para gerar soluções diferenciadas que resolvam os problemas complexos apresentados pelos pacientes, uma vez que a resolução desses problemas não se dará pela somatório de idéias, mas sim da combinação entre elas.

Na grande maioria das vezes, os sintomas ou as situações são conflitantes como no caso de uma candidata a um posto de astronauta da Nasa que apresentava sintomas de uma doença que ninguém conseguia diagnosticar devido ao fato de que ela não queria se submeter a nenhum procedimento cirúrgico, pois, se isso acontecesse, ela perderia a vaga de astronauta na Nasa. Chegou um certo momento em que eles precisavam abrir o peito da paciente para realizar um exame, mas ela não permitiu porque deixaria uma cicatriz no local fazendo com que ela fosse despedida da Nasa. Ele voltou para sua equipe e lançou o desafio conflitante: “Como fazer um exame no peito da paciente sem abrir o peito dela?”. Eis que o Dr. Taub(cirurgião plástico) sugeriu que eles fizem um implante de silicone na paciente, porque dessa forma ela poderia alegar que a cicatriz era consequência da cirurgia plástica, uma questão de vaidade.

A equipe de House é a representação perfeita de como uma equipe deve ser montada para resolver os problemas atuais da nova economia, pois em organizações hierárquicas e organizadas estruturalmente de forma vertical, seria preciso vencer as barreiras entre as “caixinhas” das organizações para promover o intercâmbio de conhecimentos, de perspectivas e de experiências diferenciadas de forma a enfrentar os desafios complexos apresentados nos episódios da série.

A associação que podemos fazer do personagem “House” com a de CIO(Chief Information Office – Chefe do departamento de TI) vem de uma frase que ele usa como premissa nos seus diagnósticos que é “Everybody lies”(“todo mundo mente”) que pode ser igualada a uma frase muito recorrente nos departamentos de TI que é “O usuário não sabe pedir”. Muitas vezes no seriado,  os sintomas não são bem definidos porque os pacientes escondem ou simplesmente mentem levando ao Dr. House a utilizar técnicas não muito ortodoxas para reunir informações para seu diagnóstico. A relação que podemos fazer com a área de TI é que nessas ocasiões ele não se restringe simplesmente as informações que o paciente, no caso da TI seria o usuário, transmite para ele. Isso faz com que ele procure informações sobre o comportamento dos pacientes, sobre seus hábitos mais escondidos em busca de informações em que ele possa relacionar com os sintomas apresentados para descobrir a causa da doença. Esse mesmo procedimento poderia ser utilizada pelas equipes de TI procurando mapear a interação dos usuários com seus sintomas a fim de procurar desenvolver soluções que sejam mais funcionais e de uso mais intuitivo, principalmente na fase de diagnóstico do sistema.

Os dois aspectos apresentados acima mostram a necessidade cada vez maior de entendermos e aplicarmos o processo criativo nas organizações. Em um processo criativo há cinco fases bem definidas e aceitas do pensamento criativo: uma visão em primeiro lugar, a saturação, a incubação, iluminação e a verificação. Nem sempre elas se desdobram de forma previsível, mas elas nos fornecem um roteiro para mapear todo o cérebro, indo e voltando entre pensamento analitico, raciocínio dedutivo do hemisfério esquerdo, e mais os padrões de busca, do grande retrato e o pensamento do hemisfério direito.

Há mais questões para explorar do que nunca antes, mas muitas descobertas serão de uma natureza diferente da do passado. Em vez de nos ajudar a entender as partes individuais do mundo, elas nos ajudarão a entender como essas partes interagem. É como disse o professor Alvin Tofler: “O futuro está lá fora, apenas está mal distribuído”. Nesse sentido, é preciso fazer as conexões entre os diversos campos de conhecimento para saber enxergar esse futuro. É preciso desenvolver cada vez mais o poder de observação e de empatia para descobrir as melhores soluções não só na TI, mas também em todos os campos da economia.

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, But i still believe”

Twitter: @blogdomarcelao

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Gestão 2.0: A Importância da Interdisciplinaridade

Posted by marcelao em março 21, 2011


Pessoal,

os modelos de gestão e os modelos de pensamentos atuais presentes nas empresas foram os grandes responsáveis por muitas das evoluções tecnológicas e pela abundância de produtos e soluções oferecidas pelas empresas. Ocorre que esses modelos e pensamentos atualmente vingentes já não respondem mais as necessidades e os desafios que a economia apresenta, principalmente levando em consideração principios de sustentabilidade, requerendo novas formas de abordagens.

Tradicionalmente, as empresas são avaliadas como entidades sistêmicas, com níveis de análise que vão desde o indivíduo até o nível da organização, passando pelos grupos sociais. Ocorre que essas análises sempre foram feitas de forma isolada, sem ver as relações e as conexões com o sistema como um todo. Por essa razão, cresce em importância avaliar as empresas e conduzir equipes de forma interdisciplinar. Continue lendo »

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Gestão 2.0: Quanto vale um parafuso?

Posted by marcelao em fevereiro 27, 2011


Pessoal,

certo dia eu ouvi um conto que achei muito interessante, mas que ilustra bem algumas questões debatidas aqui nesse blog.

O conto era sobre uma empresa que enfrentava um problema com seu servidor de Internet que apresentava quedas constantes prejudicando a realização de negócios da empresa. Diante de tal problema, o diretor-presidente da empresa solicitou a presença de um técnico da empresa fornecedora do servidor para que o problema fosse solucionado.

O técnico da empresa chegou e foi direto analisar o que estava acontecendo com o servidor. Abriu a máquina, analisou, fez alguns testes e calculos e chegou a uma conclusão. Ele então trocou um parafuso e o servidor passou a funcionar com 100% da performance que se esperava dele.

Feito o trabalho, ele apresentou a fatura: R$1.000.000,00. O Supervisor da área de produção recebeu a fatura e encaminhou para o diretor-presidente que havia solicitado o serviço. Assim que o diretor-presidente percebeu o valor cobrado, ficou indignado por e exigiu que o técnico discriminasse todos os custos envolvidos, pois ele iria contestar. Continue lendo »

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Confiança: Quanto mais poder no topo, Menos Autonomia nas Pontas

Posted by marcelao em fevereiro 15, 2011


Pessoal,

tempos atrás, eu escrevi um post com 10 tendências a serem monitoradas por todo estrategista. Entre elas estava o fato que a confiança nas empresas estava decaindo e que inclusive apresentava uma pesquisa do MIT que apontava que 62% das pessoas pesquisadas em 20 países não confiavam nas empresas. Falta de confiança essa que aumentou mais ainda depois de escandâlos recentes como a quebra da Enron e a crise financeira de 2009, envolvendo bancos como Lehman Brothers, que foi resultado do excessivo  foco no atendimento das expectativas do acionista em detrimento do poder de mobilizar plenamente a energia humana, ou seja, as práticas de gestão empresarial não estavam voltadas a metas mais nobres, socialmente relevantes.

Essa perda de confiança ela não aconteceu de uma hora para outra, trata-se de um movimento silencioso que vem ocorrendo ao longo de muitos anos e de dificil percepção, mas que podem tornar-se supreendentes principalmente para aqueles que não estão prestando atenção. Anos de falta de confiança nos funcionários da sua empresa podem estourar como um verdadeiro terremoto, mas, por mais paradoxal que seja, de forma silenciosa através da falta de comprometimento e de engajamento das pessoas com a missão da empresa e seu papel dentro da sociedade.

A alta concentração de poder no topo da administração das empresas, e a consequente falta de autonomia dos funcionários que estão mais em contato com os clientes, pode ser um dos grandes entraves para o crescimento e a perenidade das empresas na nova economia, a economia da criatividade e do conhecimento. Afinal de contas, o nível de confiança da topo da administração das empresas é medido pelo nível de autonomia concedido aos funcionários que estão em contato direto com os clientes, ou seja, quanto mais concentrado o poder no topo, menor é o nível de autonomia na ponta das empresas e para aqueles que estão em contato direto com a razão de ser de qualquer organização que é o cliente. Continue lendo »

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Steven Johnson: De onde as idéias vêm?

Posted by marcelao em dezembro 28, 2010


Pessoal,

hoje reservei um tempo para assistir a algumas palestras do TED e pude finalmente assistir toda a palestra do escritor americano Steven Johnson – especializado em divulgar estudos sobre a sociedade, a ciência e as idéias – que faz uma proposta reveladora em seu mais recente livro, Where good Ideas come from (De onde vêm as boas idéias – a história natural da inovação). Segundo ele, a genialidade é uma idéia romântica e momentos de iluminação individual seriam raríssimos.

Para Steven Johnson, a inovação é muito mais resultado da conexão de idéias e essa conexão só ocorre  em ambientes que favoreçam a interação entre as pessoas como em uma rede neural do cérebro. Momentos “Eureka” são na verdade resultado de uma cadeia de outras decobertas, menores, às quais não damos valor.

Concordo com Steven Johnson, afinal de contas, se fizermos um levantamento de todas as invenções realizadas ao longo da história, veremos que muitos dos inventores são anônimos, sendo provável que muitas das invenções básicas, como a primeira roda ou sobre quem fundiu o primeiro cobre, tenham sido feitas independetemente, em diferentes épocas e em diferentes lugares. Mesmo nos tempos atuais, ocorre de inventores rivais registrarem patentes um do outro, em um prazo de dias ou mesmo de horas. A idéia,  em sentido metafórico, estava no ar, pronta para ser agarrada.

Johnson propõe um caminho para desenvolver um ambiente propício para surgimento da cultura de inovação nas empresas utilizando alguns princípios que relaciono abaixo junto com meus comentários:

– A gestação de idéias demora: Uma impressão ou uma intuição precisam de tempo, pesquisa e observação para virar uma idéia. No filme “Avatar” o personagem Jake Sully é orientado a registrar toda a experiência que ele teve ao usar seu avatar porque, segundo os cientistas que o acompanhavam, “Boa ciência é boa observação”. Isaac Newton não descobriu a lei da gravidade quando a maçã caiu em sua cabeça. Essa descoberta foi resultado de um processo que envolveu observações, citações, idéias improvisadas e desenhos descartados. Com certeza, ele releu suas anotações, combinou conceitos e questionou alguns pressupostos. Se você quer um exemplo desse processo, assista ao seriado “House” que passa no Universal Channel; Continue lendo »

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Gestão 2.0: Vida=Risco – Se você nunca falhou, você nunca viveu

Posted by marcelao em dezembro 9, 2010


Pessoal,

muito se fala em inovação, mas pouco se fala o que está envolvido em um processo de inovação. Sem risco e a possibilidade de falha, não pode haver inovação e sucesso. Risco faz parte de qualquer processo de inovação e se há risco, há erro. A diferença está no uso que fazemos do erro, se para a punição gerando o medo, ou como instrumento pedagógico gerando assim aprendizado.

O vídeo abaixo ilustra muito bem a diferença no uso do erro e do fracasso. Enjoy!!

As empresas mais inovadoras têm maior tolerância a erros e encorajam as pessoas a assumirem riscos. Ao invés de puni-los, elas aprendem como melhorar visando o futuro. Elas estabelecem um nível altíssimo de confiança para que seus times não tenham medo de pensar fora da caixa. Elas sabem que, para construir uma cultura de inovação, é preciso encorajar as pessoas a assumirem riscos.

Portanto, sem riscos não há erros, e sem riscos e erros não há inovação. A vida fica sem graça.

Um abraço.

“Keep the Faith”

Twitter: @blogdomarcelao

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ExpoManagement 2010: O que eles disseram

Posted by marcelao em novembro 30, 2010


Pessoal,

na última página da revista HSM Management, sempre vem a seção “O que eles dizem sobre “. Trata-se de um conjunto de frases sobre determinado assunto e que servem como insights para o nosso cotidiano. Acho a idéia excelente e sempre a utilizo para reunir aqui no blog algumas frases apresentadas pelos palestrantes nos eventos da HSM de que participo.

Seguem abaixo, algumas frases que capturei durante a ExpoManagement 2010 realizada entre os dias 08 e 10 de Novembro:

Jim Collins:

“Quanto maior o sucesso, mais aterrorizados ficam os executivos, porque o fracasso sempre pode bater a nossa porta”

“As empresas parecem saudáveis por fora, com uma imagem de robustez e crescimento, mas já tem dentro delas uma doença, que se detectada precocemente pode ser curada”

“Não dá para criar uma empresa duradora se tudo gira ao seu redor de líderes isolados que acreditam que toda a base do sucesso de uma organização se deve a ele.”

“O grande sucesso dos CEOs que lideraram empresas duradouras não se deve a boas intenções, personalidade ou carisma”

“O crescimento sem disciplina pode liquidar uma empresa. A questão não é como crescer, mas como crescer com disciplina”

“Se uma organização permite que o crescimento supere a capacidade de ter as pessoas corretas, nos cargos adequados, isto é um indício de que está a caminho do declínio. O problema não é o crescimento, mas ter gente suficiente para executar o crescimento de forma brilhante”

“Não existe um grande segredo para motivação. As pessoas certas nos lugares certos são auto-motivadas por natureza. O problema é como não destruir esta motivação”

“O maior erro na liderança é oferecer esperanças falsas que serão destruídas pelos fatos”

“90% dos presidentes das empresas que se mantiveram no sucesso vieram de dentro da própria companhia. A busca de “um salvador externo heróico” é uma medida indisciplinada.  Isto porque a grandeza não acontece da noite para o dia com um único evento”

“Ninguém consegue competir quando só o dinheiro é a medida do sucesso” Continue lendo »

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Gestão 2.0: 10 lições de liderança de Sir Terry Leahy.

Posted by marcelao em novembro 16, 2010


Pessoal,

durante a ExpoManagement 2010, eu conversei com o Beto Toledo, Diretor de Midias on-line da Young&Rubicam, e chegamos a conclusão que as palestras que não são realizadas pelos grandes gurus são as que mais nos surpreendem, pois nossa expectativa em relação a elas é baixa e porquê você sempre encontra documentação farta sobre as teses dos grandes gurus pela Internet.

Uma das palestras que se encaixam dentro dessa premissa foi a apresentada por Sir Terry Leahy, CEO da gigantesca e bem-sucedida rede britânica de supermercados Tesco que atua pelo mundo com mais de duas mil lojas e mais de trezentos e cinquenta mil funcionários transformando-se na maior rede de super-mercados do Reino Unido e a terceira maior do mundo. Durante seus dez anos no comando, os lucros da Tesco subiram de US$1,08 bilhão para mais de US$ 3 bilhões; suas vendas agora superam US$68,7 bilhões e o preço de suas ações quase dobrou.

Em sua palestra, Sir Terry Leahy apresentou 10 lições de liderança que eu apresento abaixo com meus comentários:

1 – Encontre a verdade – O primeiro passo para se resolver um problema, independentemente de seu tamanho, é reconhecer a sua existência. Encarar a verdade de frente pode ser doloroso, mas é extremamente necessário. Aliás, fugir deles é um dos passos apontados pelo Jim Collins no seu livro “Como os Gigantes Caem?”. Para encontrar a verdade, escute seriamente seus clientes e funcionários, principalmente aqueles que investem seu capital emocional no futuro da empresa. Ouvir verdadeiramente seus clientes e funcionários é ter na mão o mapa do desenvolvimento futuro de sua empresa;

2 – Tenha metas audaciosas – Tenha metas audaciosas, mas tenho cuidado com a forma e a razão por trás dessas metas, pois a maioria das empresas definem metas de forma equivocada e acabam por gerar comportamentos não-éticos por parte de seus funcionários. Pensem em definir metas ligadas ao valor que você deseja gerar para seus clientes. No caso da Tesco, não importa o Market Share, o que eles querem é ser a escolha número 1 de seus clientes;

3 – Visão, Valores e Cultura – Visão, valores e cultura importam mais do que estratégias de marketing e objetivos financeiros. O lado soft das empresas ganha mais importância do que o lado hard das empresas. É preciso compartilhar significado entre empresas, funcionários e clientes. É como disse o Daniel Pink no seu livro “O Cérebro do Futuro – A Revolução do lado Direito do Cérebro” quando afirma que o século XXI é o século em que a sensibilidade terá mais importância do que a racionalidade. Nesse sentido, procure tratar as pessoas com respeito em primeiro lugar; Continue lendo »

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Minha entrevista para o portal HSM

Posted by marcelao em novembro 13, 2010


Pessoal,

nos últimos dias participei do maior evento sobre gestão empresarial da América Latina, quiça do mundo, que é a Expomanagement organizado pelo grupo HSM. Essa é a minha segunda participação, sendo que a primeira foi no ano passado – época da crise, e o evento estava completamente lotado, pois, segundo me passaram, mais de 26 mil pessoas passaram pelo Transamérica Expocenter nos três dias do evento.

Durante o evento, fui entrevistado pelo portal HSM sobre a minha visão em relação aos modelos de gestão existentes nas empresas atualmente. Segue abaixo o vídeo:

Aproveito para agradecer ao Daniel Damelio, responsável pelo portal da HSM, pela oportunidade de conceder essa entrevista e poder compartilhar minhas idéias.

Um abraço.

“Keep the Faith”

twitter: @blogdomarcelao

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