Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Ser Criativo e o Funcionamento do Cérebro

Posted by Marcelão em fevereiro 19, 2018


PessoALL,

segue abaixo um vídeo muito elucidativo do canal Nerdologia, o qual recomendo muito a sua assinatura, sobre como funciona nosso cérebro e como isso influencia na facilidade ou não de sermos mais criativos.

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Dicas Simples para Ser Mais Criativo

Posted by Marcelão em fevereiro 6, 2018


avião

PessoALL,

todos nós somos criativos, é só uma questão de exercitar nossa criatividade para nos tornarmos mais criativos do que somos naturalmente.

Nesse sentido, seguem 9 dicas simples para sermos mais criativo seguido de um infográfico:

Registre Suas Ideias – Ideia foge muito rápido. Além disso, muitas vezes ela ainda não está completa e precisa ser mais trabalhada, mas se você não a registrar, corro risco de perde-la ou esquecer quais os insights que o levaram a ter aquela ideia. Se possível, faça desenhos, ainda que sejam toscos;

Vire o Problema do avesso – Lembro-me de uma vitória do Felipe Massa no GP do Brasil de Fórmula 1 em que nos treinos preparatórios para o GP nada dava certo no carro, pois ele sempre saia de frente. O piloto teve o insight de mudar completamente o acerto do carro e o resultado que os tempos começaram a cair e a sua vitória foi a consequencia disso. Criatividade exige que você veja o problema de vários angulos e entenda que qualquer resposta, mesmo errada, pode contribuir para o entendimento do problema.

Estabeleça um limite – Lembro de um episódio do programa Aprendiz em que a equipe ficou mais de 8 horas fazendo um brainstorming. Eles perderam a prova e quando relataram esse fato na mesa de reunião, o consultor Walter Longo veio com a seguinte máxima: “Ter idéias ou fazer um Brainstorming é igual ir ao motel, se em duas horas você não resolveu, vai para casa porque nada mais vai sair daí”.

bebe sonhando

Durma com o Problema – Lembro-me de uma entrevista do consultor Ray Kurzweil em que ele afirmava que quando tinha um problema, ele ia dormir pensando no problema porque, durante o sono, nosso lado direito do cérebro, responsável pela criatividade e pelos nossos sonhos, torna-se mais ativo e, no dia seguinte, ele acordava com a solução para o problema. Isso também é explicado cientificamente porque, quando dormimos, nosso stress diminui e temos um acesso mais facilitado ao nosso subconsciente e fazemos mais conexões. Um exemplo disso é Paul McCartney que afirma que a música “Yesterday” surgiu para ele em um sonho;

Faça uma Caminhada – Não só fazer uma caminhada, mas que qualquer atividade física traz o relaxamento necessário para que possamos pensar em ideias criativas. Segundo a ciência, a combinação do aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro e a liberdade de permitir que sua mente divague torna a caminhada uma excelente ferramenta para aumentar a criatividade;

Seja Persistente – Thomas Edison que o diga, pois após 1200 tentativas ele finalmente inventou a lâmpada. Depois de realizar 700 experimento infrutíferos, um de seus auxiliares o sugeriu que desistisse, pois não havia dado nenhum passo avante. Edison respondeu que ele havia dado mais do que um passo, ele havia dado 700 passos rumo ao êxito final, pois ele sabia 700 coisas que não davam certo;

Viajando

Abraçe Todas as Ideias – Seja um fã do acaso. Muitas ideias surgem de acidentes de percurso ou de uma “má” ideia. Combine ideias diferentes ou dê uma nova aplicação para sua ideia pode ser a chave do sucesso para encontrar soluções para seus problemas. O caso mais clássico é o do Post-it que veio de um adesivo que “não funcionava”. Nesse caso, vale o conselho do escritor francês Marcel Proust: “O verdadeiro ato de descoberta consiste não em encontrar novas terras, mas em ver com novos olhos”. Portanto, se quiser ter uma boa ideia, tenha uma porção de ideias;

Relaxe – Já citei acima, mas reforço, a prática de esportes pode ser um excelente vetor para geração de ideias porque, assim como o sono, também diminui o stress e libera o seu subconsciente. Além disso, ao relaxar, seu corpo libera mais dopamina que é um neurotransmissor liberado pelo cérebro que, entre outras funções, é responsável por melhorar nosso aprendizado. Portanto, quanto mais dopamina você liberar, mais criativo você será;

Busque Inspiração – Procure novas experiências, viaje, conheça novos lugares, experimente pratos diferentes, desenvolva suas curiosidades. Eu, por exemplo, gosto muito de quadrinhos da Marvel e muitos dos meus posts são inspirados em conceitos e histórias do Universo Marvel. Lembre-se que experiência não é o que acontece com você, mas o que você fez com o que lhe aconteceu;

Espero que as dicas acima ajudem vocês a se tornarem mais criativo e a exercerem a criatividade no seu cotidiano, pois Criatividade é igual músculo, deve ser sempre exercitada.

Keep the Faith

Segue abaixo, o infográfico

Info criatividade

via Update or Die (Clique aqui para Acessar)

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Adidas e a Importância da Criatividade

Posted by Marcelão em janeiro 23, 2018


PessoALL,

segue abaixo vídeo de uma campanha da Adidas que reúne a nata dos seus atletas patrocinados demonstrando a importância da criatividade nos esportes.

via Update Or die (Clique Aqui para Acessar)

Keep the Faith

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A Arte como Salto na Gestão

Posted by Marcelão em janeiro 16, 2018


diversidade crianças

PessoALL,

uma das 6 categorias criadas por Gary Hamel quando propôs os 25 desafios da gestão (moonshots for management) é a categoria “Expandir Modelos Mentais”.

Para entendermos isso, é preciso resgatar que os modelos de gestão atuais foram construídos com base em princípios científicos, ou seja, baseia-se em princípios de racionalidade com base em critérios conhecidos, muitas vezes matenáticos, para tomada de decisão fundamentando-se em uma lógica clara em que seja possível prever o efeito de suas ações.

Ocorre que, como já foi dito antes aqui nesse blog, inovar não se trata de ser apenas racional, é preciso levar em conta o lado emocional das pessoas e das circunstâncias que envolvem as situações que precisamos analisar. Se ainda tem dúvidas disso, faço a seguinte pergunta: Qual a métrica que podemos utilizar quando tratamos de projetos de inovação? Como medir em números algo que não foi feito antes?

Não se trata de expurgar os princípios científicos do pensamento de gestão, mas sim de ir além dele, de complementá-lo. Nesse sentido, a categoria “Expandir Modelos Mentais” aplica-se de forma perfeita.

Vejamos os desafios que se enquadram nessa categoria:

  • Reconstruir as bases filosóficas da gestão -> A organização de amanhã precisa ser adaptável, inovadora, inspiradora e socialmente responsável, bem como excelente em termos operacionais. Para imbuir a organização desses atributos, acadêmicos e gestores precisam reerguer os alicerces da gestão. Para tanto, terão de buscar novos princípios em campos distintos como a antropologia, a biologia, o design, a ciência política, o planejamento urbano e a teologia;
  • Reaparelhar gerentes para um mundo aberto -> Novos modelos de negócios apostam cada vez mais em redes de geração de valor e formas de produção social que transcendam as fronteiras organizacionais. Nesse ambiente, ferramentas de gestão que se apóiam no poder conferido pelo cargo provavelmente serão ineficazes ou contraproducentes. Numa rede de voluntários ou agentes legalmente independentes, o “líder” precisa energizar e ampliar a comunidade, em vez de administrá-la do alto. O sucesso exige, portanto, a criação de novas abordagens à mobilização e à coordenação do esforço humano;
  • Recapacitar mentes gestoras – O foco do treinamento de gerentes sempre foi ajudar o líder a desenvolver um arsenal específico de habilidades cognitivas: o uso do lado esquerdo do cérebro, o raciocínio dedutivo, a solução analítica de problemas e a engenharia de soluções. O Gerente de amanhã precisará de novas habilidades, entre elas o aprendizado reflexivo ou de duas voltas(Double-loop), o raciocínio baseado em sistemas, a resolução criativa de problemas e o raciocínio movido a valores. Faculdades de administração e empresas reformular programas de capacitação para ajudar o executivo a adquirir esse tipo de habilidade e reorientar sistemas de gestão para incentivar sua aplicação.

De forma a contribuir para essa questão, gostaria de debater sobre uma apresentação realizada no TED pelo fundador da Rhode Island School of Design, John Maeda. John Maeda é uma pessoa dedicada a conectar o Design e a Tecnologia nos modelos de negócio passando pelo campo da liderança nas empresas.

A partir da palestra de John Maeda, eu entendo que o modelo de gestão para as empresas deveria ser baseado em 4 pilares, a saber:

  • Tecnologia: Torna possíveis as ideias;
  • Design: Constrói  e dá forma as soluções;
  • Arte: Faz as perguntas certas;
  • Liderança: Gera Ações;

Em sua palestra no TED, cujo vídeo está anexado abaixo, John Maeda discursa sobre a intersecção das 3 primeiras e em como elas se conectam com a liderança.

Nesse post, vou focar no elemento da arte como um pilar para modernização da gestão, até porque tecnologia, design e liderança já são assuntos muito comentados aqui nesse espaço.

Conforme John Maeda afirma, arte é sobre fazer perguntas. Eu acrescentaria que arte também é sobre ter um olhar mais aprofundado e mais verdadeiro da realidade. Quantas vezes nos deparamos com uma obra de arte, principalmente as abstratas, e fazemos a pergunta: O que é arte nisso?

Eu também já me fiz essa pergunta várias vezes e confesso que isso me incomodou algumas vezes. Mas, como tudo aquilo que me incomoda e desperta minha curiosidade, coloquei isso no meu radar de curiosidades. Arte não é para ser entendida, é para ser imaginada, é para você imaginar a história por trás daquela arte, as motivações, o contexto por trás daquela obra e o porquê alguém fez aquela arte.

Estive no Museu do Vaticano em abril de 2017 e uma das alas que mais me chamou a atenção foi a área onde estavam as obras dos tempos do faraó, da idade antiga. Vejam só as duas figuras abaixo:

 

Ao olhar essas obras, algumas perguntas, sem respostas, vieram a minha mente como, por exemplo, o que o artista quis transmitir com essa obra, quão habilidoso era esse artista para construir algo com ferramentas tão rústicas considerando os tempos atuais, como ele conseguiu construir algo com tanto harmonia de traços, a quem ele queria homenagear, como ele conseguiu essa perfeição, entre outras perguntas.

E aí vem o ponto sobre a arte como pilar da modernização da gestão. Na nossa correria do cotidiano, talvez estejamos preocupados demais em procurar as respostas e estamos esquecendo de visualizar,imaginar e refletir e a partir daí fazermos as perguntas. A intenção da arte não é que você a entenda, mas sim que você a imagine e leve você a fazer perguntas.

E a arte está em tudo o que fazemos de formar manual, artesanal. Eu mesmo estive procurando algo para fazer que não fosse um trabalho propriamente dito, mas algo como lazer, como arte. Cozinhar é uma arte. Daí pensei, eu gosto de comer carne, principalmente em churrasco. Daí comecei a pesquisar sobre churrasco e a fazer churrasco. Descobri que há muito mais por trás do trabalho do garçom de trazer o churrasco a sua mesa e colocar no seu prato. Existem os cortes, a altura da carne na churrasqueira, como cada carne deve ser preparada, a função do sal grosso, etc. E quanto mais informação eu tenho, mais perguntas eu quero fazer, mais informação eu quero obter e mais eu quero fazer diferente.

E onde está a ligação da arte com a liderança? A arte é sobre fazer perguntas e liderança é algo que está fazendo muitas perguntas, principalmente porque as pessoas hoje são muito mais questionadoras e, consequentemente, os sistemas hierárquicos, que é como conduzimos muitos sistemas hoje, já não funcionam mais porque foram modelados para pessoas que não pensam, além de terem sido corrompidos principalmente pela busca do poder. O Contexto atual está fazendo que as lideranças façam perguntas, que procuram agir diferentes, que promovam conexões.

Diversidade

Você, como Presidente de uma empresa, faça essa pergunta: Quanto eu conheço realmente os funcionários da minha empresa? Qual o perfil das diversas tribos que existem dentro da minha empresa? São todos iguais ou são diferentes?

O maior desafio da liderança nos tempos atuais é conectar conexões improváveis e esperar que algo aconteça, está em conectar pessoas aparentemente diferentes, mas que, na essência, possuem algo em comum, pois todas possuem histórias de vida, motivações, anseios, … Está em promover a diversidade.

Dessa forma, arte e liderança está em conectar pessoas improváveis, em promover a diversidade e como fazer isso é maior pergunta dos tempos atuais, e isso se transforma em um grande desafio de Design, mas que, com toda tecnologia de mídias sociais e de comunicação existente atualmente, está se tornando cada vez mais possível responder a essa pergunta, basta visualizar, imaginar e refletir.

Keep the Faith.

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Lider Tradicional X Lider Criativo

Posted by Marcelão em janeiro 11, 2018


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PessoALL,

abaixo apresento um quadro em que relaciono, do meu ponto de vista, as principais diferenças entre líderes tradicionais e líderes criativos:

Líder Tradicional Líder Criativo
Liderança de Mão Única. De cima para Baixo Liderança Interativa e de todos os lados
Procupado em Estar Certo Preocupado em Ser Verdadeiro
Segue as Regras e os Manuais Improvisa quando Apropriado
Prefere Evitar Erros Prefere Aprender com os Erros
Preocupa-se com a Confiabilidade Preocupa-se com a Validade
Modelo de Orquestra Modelo do Jazz
Comunidade em Harmonia Comunidade em Constante Diálogo
Quer Estar Certo Espera que Esteja Certo
Abertura Limitada para Feedback Abertura Ilimitada para Criticas
Sustenta a Ordem Assume Riscos
Sistema Fechado Sistemas Abertos em Colaboração
Instrui Empodera (Empowerment)
Contrata com base na experiência, reputação e qualificações Contrata baseado na atitude, criatividade e capacidades latentes
Desencoraja Opiniões Divergentes Encoraja Opiniões Divergentes
Se preocupa com resultados acima de tudo Se preocupa com idéias, pessoas e com a visão de futuro
Promove a si mesmo como líder Compartilha exposição e prestígio com sua equipe
Incentiva ação, atividade e trabalho Encoraja idéias, inovação e diversão
Recompensa por Desempenho Recompensa por Ações Empreendedoras
É orientado por números e análises É orientado por idéias, analítico e intuição
Enxerga a tecnologia como um meio de fazer melhor, mais rápido e mais barato Enxerga a tecnologia como meio de fazer as coisas de formas inteiramente diferentes
Minimiza Riscos Assume Riscos Calculados
Abomina a Falha É Confortável com a Falha. Aprende com Ela

Importante esclarecer que não estou afirmando que um modelo é melhor que o outro, mas sim que há diferenças e que cada modelo é o ideal para uma determinada situação.

Afinal de contas, entre as várias funções, liderar é buscar o equilíbrio entre a estabilidade e a mudança.

Keep The Faith.

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Algumas Regras para Inovadores

Posted by Marcelão em janeiro 5, 2018


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Pessoal,

li um post de um amigo no facebook sobre “Algumas Regras para a Vida” segundo Neil deGrasse Tyson, ou supostamente ditas por ele, pois, como boa prática, é sempre bom não confiar totalmente nas redes sociais, mas entendi como bastante interessantes e muito aplicáveis para quem gosta do assunto inovação. Relaciono elas abaixo e faço um complemento com meus comentários:

  • Questione a Autoridade – Existe uma afirmação de que “É melhor pedir perdão do que permissão”, mas tenha cuidado, porque uma coisa é assumir riscos outra coisa é assumir perigos. Tenha equilíbrio ao seguir esse tipo de conselho e sempre o faça com respeito e cuidado;
  • Nenhuma ideia é verdadeira só porque alguém diz que é – Incluindo as que eu escrevo aqui nesse blog. Leia, ouça e pesquise sobre qualquer ideia, mas faça seu próprio julgamento e com profundidade. Não seja como a grande maioria que lê apenas o título de um post e uma matéria e já faz seu próprio julgamento;
  • Pense por si próprio, questione a si próprio – A regra acima da ideia também vale para seus próprios pensamentos e ideias. Aliás, eu sempre digo que é importante que você tenha pessoas que te fazem e te questionam a ter um novo olhar. Se você é sonhador, ouça pessoas que são mais pé no chão. Se você é extremamente racional, ouça pessoas que são emocionais. A diversidade é e sempre será bem-vinda nesses casos(Leia mais sobre aqui);

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  • Não acredite em algo só porque quer acreditar, acreditar em algo não o torna verdadeiro – Adote como premissa que não existe verdade, mas sim que aquilo que consideramos como verdade nada mais é do que uma hipótese que ainda não foi refutada. Aliás, a história da humanidade é cheia de “verdades” que foram refutadas e se tornaram grandes invenções. É esse espaço, o espaço das hipóteses que ainda não foram refutadas, que é o espaço de trabalho dos inovadores;
  • Teste ideias pelas evidências adquiridadas, pela observação e experimentação – Inovar é observar, experimentar e fazer. Existe uma teoria popularizada por Karl Weick sobre modelos criativos que se resume em “Realização, Seleção e Retenção”(Leia mais sobre aqui). Significa fazer várias coisas, descobrir quais funcionam, entender a razão, repetir os comportamentos mais eficientes e descartar o restante. As pessoas bem-sucedidas sabem que, quando estão entaladas, devem experimentar. O pensamento pode levar à ação, mas esta, certamente, também pode direcioná-lo. Simplesmente, não pensamos para agir; agimos para pensar.
  • Se uma ideia prevalecente falhar num teste bem desenvolvido, está errada. Supere. – Não desista no primeiro teste, utilize o erro como instrumento pedagógico, aprenda a partir dele e evolua. Considere o erro como uma benção em seu processo criativo.
  • Siga as evidencias, onde quer que elas levem. Se não houver evidencias, evite julgamentos – Teste, experimente, sai de cima da sua cadeira e observe in loco suas experiências. Não se baseie no julgamento alheio e nem em informações de terceiros. Lembre-se dos episódios do Dr. House(Leia mais sobre aqui) em que ele obrigava a sua equipe a investigar cada aspecto da vida humana de seus pacientes, chegando até a invadir suas casas, em busca de evidências que o auxiliasse no diagnóstico.

No final, Neil deGrasse Tyson fecha com a regra que talvez seja a mais importante de todas:

“Lembre-se, você pode estar errado”

A visão que você tem sobre algum assunto sempre será baseada nos aspectos que formam a sua personalidade como valores, objetivos de vida, história de vida. São esses aspectos que forma a sua visão particular de mundo. Então, tenha em mente que, por mais conhecimento que você acumule, você nunca terá a visão do todo, sempre faltará algum aspecto que você não está considerando. Por isso a importância do trabalho em equipe, pois ninguém é tão inteligente quanto todos nós juntos.

Keep the Faith

 

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Manifesto Incompleto pela Criatividade

Posted by Marcelão em outubro 9, 2012


Pessoal,

a criatividade é a matéria-prima da inovação. Nesse sentido, criar um ambiente propício para o surgimento da criatividade é vital para qualquer empresa. Em 1998, o designer canadense Bruce Mau fez uma seleção de práticas e ações para motivar e liberar a criatividade. Seu objetivo inicial era visando os designers, mas conceitualmente esse manifesto aplica-se a qualquer profissão.

Bruce Mau acredita que o Design é uma nova maneira de aumentar a qualidade do ensino das crianças e assim, gerar inovadores profissionais no futuro. Ele entende que o poder do design não tem limites, e tem a capacidade de trazer mudanças positivas em uma escala global.

Mau acredita que, em tempos de abundância, que devemos perseguir a grande questão da vida: “Agora que podemos fazer qualquer coisa, o que faremos?”. Isso explica porque o Manifesto Incompleto ganhou esse nome justamente por ter um desenvolvimento contínuo.

Abaixo, segue uma seleção de algumas afirmativas contidas no manifesto que considerei as mais importantes:

  • Permita-se mudar com os acontecimentos: Você tem que estar disposto a crescer. Crescimento é diferente de algo que acontece com você. Você pode produzi-lo. Você vive isso. Para um crescimento significativo, é preciso estar aberto para experimentar eventos e a vontade de ser mudado por eles.
  • Esqueça o bom: Bom é uma quantidade conhecida. Bom é o que todos nós concordamos.
  • O crescimento não é necessariamente o bom: Crescimento é uma exploração constante.  Se você já se contentar com um bom, você nunca vai ter um crescimento real.
  • Não deixe de lado os erros acidentais: A resposta errada é a resposta certa em busca de uma questão diferente. Colecione respostas erradas como parte do processo. Faça perguntas diferentes. Continue lendo »

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Espalhando Felicidade pela Rede

Posted by Marcelão em maio 10, 2012


Pessoal,

tempos atrás, eu postei um vídeo mostrando como a rede de supermercados Tesco converteu tempo ocioso de espera pelo trem do metrô em tempo para realizar compras.

No vídeo abaixo, a KLM, empresa de aviação, mostra como converter o tempo de espera pelo embarque em momentos de felicidade espalhando pela rede social das pessoas.

Um abraço;

“I believe in change”

twitter: @blogdomarcelao

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5 Habilidades Presentes no DNA dos Inovadores

Posted by Marcelão em abril 9, 2012


Pessoal,

no final do ano passado foi lançado o novo livro do professor Clayton Christensen, cujo nome é “The Innovator’s DNA”, onde ele apresenta um estudo colaborativo de oito anos no qual buscou-se descobrir as origens de negócios inovadores e muitas vezes disruptivos.

Foram entrevistados mais de uma centena de inventores de produtos e serviços inovadores , assim como fundadores e CEOs de empresas construídas sobre ideias de negócio inovadoras. Como resultado dessa pesquisa, foram identificadas 5 habilidades em comum que distinguiram esses empresários e executivos inovadores de gerentes comuns, que relaciono abaixo com meus comentários:

– Estabelecer conexões: Identificar conexões entre campos de conhecimento diferentes e independentes para geração de novas ideias e resolução de problemas e questões empresariais. É entender que diferentes culturas, domínios e disciplinas podem fluir para um ponto em comum. É permitir que conceitos estabelecidos se esbarrem e se combinem, criando uma multiplicidade de ideias extraordinárias. Descobertas revolucionárias ocorrem quando identificamos interseções entre campos independentes; Continue lendo »

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Confiança: Relação entre motivação e incerteza

Posted by Marcelão em setembro 25, 2011


Pessoal,

esse ano recebi o desafio de gerenciar uma equipe nova com um propósito novo dentro da diretoria em que trabalho no Banco do Brasil. Quem acompanha meus textos aqui no blog sabe que eu gosto de trabalhar com gerenciamento de projetos e uma equipe nova com um desafio novo é um caso clássico de um projeto que precisa ser gerenciado começando pela configuração da equipe, identificando quais as competências necessárias e os talentos que os possuem, passando pelo estabelecimento da visão de futuro para esse desafio e finalizando com a implementação dessa visão.

Como já escrevi em outros posts, o trabalho do gerente envolve muita ambuguidade. Ela precisa promover a mudança ao mesmo tempo que busca a estabilidade, sendo que tudo isso deve ser desenvolvido de forma equilibrada, não um equilíbrio do tipo 50% mudança e 50% estabilidade, mas sim de forma dinâmica ora pendendo um pouco mais para a mudança, ora pendendo um pouco mais para a estabilidade. É preciso oscilar entre o reino do Caos, favoráveis ao surgimento da criatividade principalmente em tempos de mudança, e o domínio do Caos e a busca da ordem e estabilidade. A ordem demais deixa o trabalho rigido e distante, enquanto que a ordem de menos impede que as pessoas funcionem

Esse cenário é facilmente percebido em situações como a que eu me encontro nesse momento. Em cenários como esse, o desafio do novo geralmente coloca as pessoas muito motivadas, mas, por outro lado, a incerteza é  muito alta, justamente porque não há ainda uma rotina definida, uma certa estabilidade que facilite as pessoas visualizarem que funções elas desempenharão e como elas estarão inseridas dentro desse contexto. Apesar da motivação alta, a incerteza ainda é muito grande, portanto a confiança em realizar os projetos e as tarefas é baixa nesse momento.

O problema é que, a medida que o tempo passa, a motivação alta do inicio, motivada pelo desafio, começa a cair devido ao fato que essas pessoas não conseguem conectar o trabalho realizado no cotidiano com a visão de futuro estabelecida, o que acaba por aumentar ainda mais a incerteza. Nesse contexto, tenho me preocupado em encher as pessoas da equipe de informações. Para isso criei um documento que chamei de “Plano Geral da Equipe” que contém a visão que tenho para nosso trabalho, não só de forma textual, mas também com figuras que tangibilizassem o que proponho fazer. Também utilizei de referências de outras empresas para servir de benchmarking para o nosso trabalho.

Outro aspecto importante nessa fase é conversar bastante. É necessário estar o mais próximo possível das pessoas da sua equipe e, nessa hora, nada é melhor do que uma conversa olho no olho, pois, afinal de contas, não inventaram ainda banda larga mais rápida e eficiente que o contato humano para se trasmitir uma mensagem ou contar uma história. Procure relatar casos de melhores práticas a sua equipe, estabeleça cenários. Uma narrativa, contada em forma de história como nos quadrinhos, pode trazer grandes insights sobre sistemas complexos.

Mas o principal trabalho do gerente nesse momento da formação da equipe é justamente passar confiança para sua equipe. Confiança de que é possível chegar ao destino estabelecido pela visão definida, mostrando a evolução, mesmo que pequena, e saber identificar oportunidades de mostrar de forma visual essa evolução, pois, a medida que você consegue transformar a sua visão em algo mais tangível, mais rotineiro, a motivação inicial da equipe começa a ser resgatada, pois as pessoas começam a conectar suas atividades cotidianas com a visão estabelecida.

Em um mundo empresarial cada vez mais complexo, a incerteza é a única certeza que podemos garantir. Trabalhar pela redução dessa incerteza e conciliar com o trabalho motivador é o grande desafio das lideranças das empresas. Afinal de contas, confiança é resultado de uma motivação alta e de uma incerteza baixa.

Um abraço.

“Maybe i’m a dreamer, but i still believe”

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