Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘conhecimento’

Brasil – Um País (além) do Futebol

Posted by marcelao em novembro 8, 2012


Pessoal,

o Brasil sempre foi conhecido como sendo o país do futebol, dos grandes craques do passado e dos títulos mundiais da Copa do Mundo da FIFA. No entanto, algumas vezes essa característica é apresentada de forma negativa como se nós fossemos apenas o país do futebol.

Essa realidade vem mundando com o passar do tempo e com o crescimento recente de nossa economia. Este ano o Brasil foi o país parceiro da feira internacional de TI e telecom, considerado um dos eventos mais importantes do setor em nível mundial. Foi uma oportunidade histórica para a TI brasileira consolidar a sua marca no exterior, acabando com a velha imagem de que somos o país do samba e do futebol. Somos benchmarking em vários campos de desenvolvimento da TI. Notadamente no campo da automação bancária com nosso sistema de pagamentos brasileiros que permite a compensação e a intermediação de valores entre bancos praticamente em real-time. Além disso, temos o exemplo também do nosso sistema automatizado de eleições.

Mas o grande marco para mostrar que nosso país também é um país que acredita no desenvolvimento do conhecimento, da tecnologia e da ciência será dado com a concretização do projeto “Walk Again” conduzido pelo professor Miguel Nicolelis e apresentado durante a HSM Expomanagement 2012.

O professor Miguel Nicolelis Lidera um grupo de pesquisadores da área de Neurociência da Universidade Duke (Durham, Estados Unidos), no campo de fisiologia de órgãos e sistemas, na tentativa de integrar o cérebro humano com máquinas (neuropróteses ou interfaces cérebro-máquina). O objetivo das pesquisas é desenvolver próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal. Nicolelis e sua equipe foram responsáveis pela descoberta de um sistema que possibilita a criação de braços robóticos controlados por meio de sinais cerebrais. O trabalho está na lista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) sobre as tecnologias que vão mudar o mundo. Leia o resto deste post »

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Video : Sobre erros, educação e criatividade

Posted by marcelao em janeiro 22, 2009


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Pessoal,

                   o video abaixo mostra como as crianças são criativas e vão perdendo essa capacidade devido aos modelos de educação arcaicos atualmente existentes em todos os países. 

                     Outro aspecto a ser ressaltado é a qualidade de não ter medo de errar, de assumir riscos para gerar aprendizado. Como escreveu o filósofo Mario Sergio Cortella, em seu livro “Qual é a tua obra?”, “erro não é para ser punido, erro é para ser corrigido.” Erro deve ser utilizado como instrumento pedagógico.

Um abraço.

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Leia também os seguintes posts :

– Livro : O sucesso está no equilíbrio – > Clique aqui para ler;

– Autoconhecimento – O conhecimento mais importante – > Clique aqui para ler;

– “Quem não se comunica, se trumbica” – > Clique aqui para ler;

– Por quê é tão dificil mudar? – > Clique aqui para ler;

– Humildade – > Clique aqui para ler;

– Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;

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– Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui para ler;

– Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui para ler;

– Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

– Competências dos lideres do futuro – Parte I – > Clique aqui para ler;

– Competências dos lideres do futuro – Parte II – > Clique aqui para ler;

– Leia o resumo do livro “O livro do futuro” de John Naisbitt – > clique aqui para ler;

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Livro : O sucesso está no equilíbrio

Posted by marcelao em janeiro 19, 2009


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Pessoal,

                 esse livro é de autoria é do Sr. Robert Wong, a quem tive o prazer de conhecer no final do ano de 2008 durante um evento. Muitos livros nós podemos definir com uma palavra, mas esse nós podemos resumir em único número : o número 3.

                   O número 3 para apresentar trilogias. Trilogias que apresentam a trilha para alcançar o sucesso através do equilíbrio, apresentadas por uma pessoa TRI-Cultural, pois Robert tem a sua formação constituída por três culturas, a chinesa, a anglo-saxônica e a brasileira, o que permite uma combinação, à brasileira, da sabedoria oriental e o pragmatismo ocidental para compartilhar com seus leitores a sabedoria que acumulou sob a influência dessas três culturas.

                     Robert apresenta onze trilogias, que são :

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Frases inspiradoras sobre gestão do conhecimento

Posted by marcelao em abril 14, 2008


“A revolução da informação representa um nítida transferência de poder de quem detém o capital para quem detém o conhecimento.” Peter Drucker

“Não seremos limitados pela informação que temos. Seremos limitados por nossa habilidade de processar esta informação.” Peter Drucker

“O conhecimento era um bem privado, associado ao verbo SABER. Agora, é um bem público ligado ao verbo FAZER.” Peter Drucker

“O conhecimento e a informação são os recursos estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país. Os portadores desses recursos são as pessoas.” Peter Drucker.

“O futuro das organizações e nações dependerá cada vez mais de sua capacidade de aprender coletivamente.” Peter Senge – autor do livro “A quinta disciplina”

Todas as frases desse blog estão reunidas na página “Frases e pensamentos marcantes”. Acesse clicando aqui.

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Livro : Wikinomics

Posted by marcelao em março 1, 2008


           Livro elaborado pelo consultor em estratégias Don Tapscott que aborda temas relacionados a mudança que a colaboração vem trazendo e que revoluciona os relacionamentos entre empresas com os vários públicos interessados (stakeholders) como, por exemplo, seus clientes, colaboradores e fornecedores. Temas como redes e sociais, inovação com clientes e relacionamentos com comunidades pelo mundo são abordados com muita profundidade e com apresentação de vários cases que comprovam as teorias apresentadas pelo autor. São apresentados casos de colaboração como o Linux, Wikipedia, youtube, Second Life e o projeto Genoma Humano.

           O livro aborda casos de muitas empresas inteligentes que, ao invés de combater, estão estimulando o crescimento vertiginoso de enormes comunidades on-line levando até mesmo concorrentes ferrenhos colaborarem em parceria em iniciativas cientificas revolucionarias que aceleram a descoberta em seus campos de atuação. O motivo para construção dessas parcerias vem da consciência que as empresas precisam inovar para continuar existindo, sendo que para inovar é preciso investir em pesquisas que envolvem riscos altos e quando há parceria, esses riscos são compartilhados e no caso de haver prejuízos devido a inovações que não deram certo, os prejuízos também são divididos. Além disso, a colaboração em massa traz outros benefícios como redução de custos, inovação com mais rapidez, parcerias com clientes e sócios, além de colocar a empresa no ambiente empresarial do século XXI.

               No passado, a colaboração era de pequena escala, pois uma quantidade excessiva de pessoas era excluída da circulação de conhecimento, poder e capital, e portanto, participava das margens da economia. Ela ficava restrita em pequenos territórios como comunidades, locais de trabalho e acontecia apenas entre amigos, parentes e sócios nesses locais. Com o advento da Internet e da WEB 2.0 tudo mudou, pois torna o acesso dessas pessoas a apenas um click no mouse o que coloca todas essas pessoas para participarem da inovação e da criação de riqueza em cada setor da economia. 

            Um dos exemplos apresentados no livro é de uma pequena firma de mineração de ouro com sede em Toronto chamada Goldcorp que estava lutando para sobreviver, sitiada por greves, dividas prolongadas e um custo de produção excessivamente alto, o que havia provocado a interrupção das operações de mineração. Para completar o cenário, o mercado estava em recessão e não havia indicios de novos depósitos significativos de ouro. Tudo isso levava a crer que a GoldCorp iria a falência.

            A salvação veio após os geólogos da empresa encontrarem outra propriedade onde foi feita uma descoberta importante : perfurações de teste sugeriam novas e grandes jazidas de ouro, com uma quantidade trinta vezes superior à que a GoldCorp estava extraindo até aquele momento, mas após anos de explorações, os geólogos tinham dificuldade em fornecer uma estimativa precisa do valor e da localização exata do ouro.

             Com o futuro ainda incerto, o presidente da empresa, Rob McEwen,  tirou uma licença para desenvolvimento pessoal quando esteve em uma conferência sobre Linux onde ouviu atentamente a história de como Linus Torvalds e uma turma de voluntários de programadores de software haviam montado, através da Internet, um sistema operacional de primeira classe com a ajuda e contribuição de milhares de programadores anônimos ao redor do mundo.

           McEwen ponderou sobre esse fenômeno e teve um insight. Se os funcionários da GoldCorp não conseguiam achar o ouro, talvez outra pessoas pudesse conseguir e a chave para achar essas pessoas seria abrir o processo de exploração da mesma maneira que Torvalds “abriu o código” do Linux. Tal idéia representava uma quebra de paradigma para a empresa, uma vez que a indústria da mineração é muito fechada e os dados geológicos são os recursos mais preciosos e bem guardados.

           Em março de 2000 foi lançado o “Desafio GoldCorp” com um prêmio de U$575.000,00 para os participantes que tivessem os melhores métodos e estimativas. As notícias do concurso se espalharam rapidamente pela Internet à medida que mais de mil prospectores virtuais se ocupavam em analisar os dados. Vieram contribuições de várias fontes, entre elas alunos de pós-graduação, consultores, matemáticos e oficiais militares, todos querendo uma parte do prêmio. No final, foram identificados 110 alvos de exploração, dos quais 50% não haviam sido identificados previamente pela empresa e mais de 80% dos novos alvos produziram quantidades significativas de ouro. Resultado de tudo isso, a empresa saltou de um faturamento de U$100 milhões para U$ 9 bilhões e suas ações saltaram de cem dólares em 1993 para mais de U$ 3 mil hoje.

             Esse é um exemplo de busca de novos talentos fora do limite da organização e da exploração da genialidade  e de competências coletivas através do compartilhamento de propriedade intelectual. Um exemplo de que a colaboração em massa pode transformar todas as instituições em sociedades.

           Como já havia colocado em posts anteriores (Você pode acessar aqui, aqui e aqui), essas tranformações apresentadas pelo autor exigirão uma nova postura dos lideres empresariais, uma nova maneira de pensar sobre competitividade em virtude das mudanças profundas que estão ocorrendo na economia do século XXI que modificam as estruturas e modus operandi das empresas, mudanças baseadas em abertura, transparência, relação de confiança, compartilhamento e ação global. Toda essa mudança só foi possível com a expansão cada vez mais frequente da internet e o avanço da WEB 2.0, pois com isso bilhões de individuos conectados podem agora participar ativamente da inovação, da criação de riqueza e do desenvolvimento social de uma maneira que antes era apenas um sonho. Esse é um mundo sem volta, onde as pessoas participam da economia como nunca antes.

            Essas mudanças fazem com que as corporações tranformem-se em instituições sociais – como comunidades. Passando a funcionar melhor quando seres humanos comprometidos trabalham em relações cooperativas, sob condições de respeito e confiança. Se essa transformação não ocorrer, a instituição empresarial como um todo poderá entrar em colapso. Diante disso, Os presidentes das empresas devem adotar uma nova postura, uma postura que estimule o trabalho em equipe e a saúde corporativa a longo prazo, e que passando a enxergar os seres humanos como sendo os “maiores ativos” das empresas.

              Só quando entendermos que as empresas trabalham como comunidades para chegar a grandeza, e que as sociedades combinam necessidades sociais e econômicas para atingir o equilíbrio, é que as empresas entrarão, realmente, no ambiente empresarial do século XXI.

Um abraço

P.S : Leia o resumo de outros livros que recomendo nesse link.

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