Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts Tagged ‘Vivianne Ventura’

Aprendiz 5 – Comentários Episódios 11 e 12

Posted by marcelao em junho 13, 2008


Pessoal,

 

              vou começar os comentários pelo episódio 12 e depois comentarei aquele que foi o episódio mais polêmico da história do Aprendiz, na minha opinião.

               Lembrando o que já escrevi em outros posts sobre o programa, essa é apenas uma opinião baseada no material apresentado no programa que representa apenas uma parte de tudo o que aconteceu, pois trata-se de um material editado. Não tenho nenhuma intenção de me considerar superior a nenhum dos aprendizes, até porque, nas situações em que eles vivem, eu poderia cometer os mesmos erros em maior ou menor intensidade. Só quem vivencia o ambiente é que pode tecer um comentário mais próximo e mais rico da realidade dos episódios. Por essa razão, já indiquei aqui o blog da Vivianne Ventura em que ela escreve, com muita propriedade, a sua opinião sobre o programa.

               O episódio apresentado hoje (12.06) teve dois objetivos : fazer um resumo do que foi o programa até agora e mostrar os bastidores do programa. No que diz respeito ao resumo, gostaria de elogiar a produção do programa pela homenagem feita a Adriana, em que foi apresentado o reencontro dela com sua família. Foi emocionante e muito bem produzido. Destaque para o suporte psicológico dado aos aprendizes.

               Com relação aos bastidores, podemos encarar toda a produção do programa como um projeto onde cada episódio constitui um sub-projeto. Existe uma preocupação com o cumprimento do cronograma e dos horários que fica sob a responsabilidade da coordenadora “Lica”. Você percebe facilmente que há uma clara definição das responsabilidades de cada membro da equipe de produção e uma clara preocupação em realizar todo o trabalho com muita qualidade.

               Pode-se perceber uma preocupação do Roberto em mostrar e esclarecer as maiores dúvidas do fãs da série, esclarecendo decisões polêmicas tomadas durante o programa, além de interagir com a população nas ruas de São Paulo.

               Agora, vamos comentar sobre o episódio 11. Antes de começar o episódio, eu havia previsto que a liderança das provas seria de responsabilidade da Maura e do Clodoaldo, uma vez que no post de resumo dos 10 primeiros episódios, eu levantei alguns dados e um deles apontava que os dois haviam liderado apenas uma prova até o décimo episódio.

               Depois de escolhidos os lideres, confesso que a minha expectativa era que a equipe Foccos perderia porque considerava o Clodoaldo o mais fraco entre os concorrentes. Fui positivamente surpreendido com sua liderança na prova, apesar de alguns erros, mas que foram pequenos devido ao resultado que ele alcançou como lider.

                Enquanto isso, a equipe Master parecia perdida na contratação da equipe e cometeram o erro de concentrar a maior parte dos recursos financeiros na contratação de uma equipe de qualidade para trabalhar no restaurante japonês, não sobrando muitos recursos para realizar uma propaganda, por exemplo. Foi uma estratégia arriscada e aí podemos lembrar de uma velha máxima do mercado de ações “Nunca coloque todos os biscoitos no mesmo pote”. O que aconteceu, todo mundo sabe. Na hora da tarefa, a equipe contratada, por terceiros, não apareceu o que comprometeu toda a tarefa da equipe Masters.

                Acho que as duas equipes cometeram o mesmo erro na montagem do planejamento que foi conhecer o restaurante japonês depois de realizar o planejamento. Uma das coisas mais importantes na montagem de um planejamento é ter o maior número possível de informações. Não me pareceu uma boa atitude levantar informações sobre o restaurante depois de planejar.

                No final da prova, venceu a estratégia mais abrangente da equipe Foccos, enquanto a equipe Masters perdeu por concentrar suas fichas em uma aposta e, assim mesmo, não tinha um plano de contingência. Existe uma diferença muito grande em assumir riscos e assumir perigos. A equipe Masters assumiu perigos e não riscos.

               Decidido o vencedor, tivemos a sala de reunião mais polêmica até hoje, na minha opinião. Começou com o Roberto perguntando qual o motivo do semblante que a Sandra apresentava que respondeu que era de Braveza e frustração. Isso já foi um aperitivo para a discussão que viria logo depois. Quanto a Maura, o que eu percebi que é a última sala de reunião mexeu muito com ela porque percebeu que a sua participação nela a levaria a ser demitida se não fosse a intervenção da Adriana. Então ela partiu para o ataque e teve na Sandra uma forte aliada o que levou a um embate claro entre as duas contra o Henrique.

                Como aconteceu em outras salas de reunião, o Henrique soube se defender muito bem dos ataques dos seus oponentes, mesmo quando apontado o erro no tratamento com o responsável pela contratação da equipe utilizando palavras de baixo calão. Nesse caso, a critica ao Henrique foi quanto a forma, mas concordo com a atitude. No lugar dele, eu faria a mesma coisa. Não posso afirmar que não usaria de termos agressivos, mas que reclamaria com veemência da atitude do responsável, eu reclamaria.

                A discussão foi muito tensa e até mesmo o Roberto ficou perdido quanto a decisão que teria que tomar, ainda mais com o empate dos votos dos conselheiros. Foi então que ele decidiu poupar a Sandra e concentrar sua decisão entre a Maura e o Henrique optando por manter o Henrique porque queria ver um pouco mais da “maluquice” dele, e demitindo a Maura.

               Foi aí que ocorreu a surpresa. A Sandra surpreendeu-se com a decisão e resolveu mostrar a sua insatisfação decidindo-se por acompanhar a Maura porque não concordava com a postura do Henrique. Nesse momento, o Roberto sentiu-se surpreso com a atitude dela porque a considerava uma forte candidata e a demitiu também.

               Muitas pessoas consideraram uma atitude não muito inteligente da Sandra. Eu não considero assim. Na minha opinião, não se trata de ela estar certo ou errada, trata-se de uma questão de principios. Aquele era o limite para a Sandra. Também a considerava uma forte concorrente junto com o Henrique e a Adriana, mas respeito a sua decisão porque cada um tem seus valores e seus principios e quem se mantém fiel a eles tem a minha admiração.

               Abaixo, segue quadro atualizado com os dados da participação dos concorrentes restantes.

  Tarefas Liderança Segunda parte da reunião
  Vitórias  Derrotas Vitórias  Derrotas
Henrique 6 5 2   5
Hugo 6 5 1 1 3
Danilo 8 3 1 1 3
Daniel 7 4 1 1 2
Clodoaldo 7 4 1 1 3

 

               Com a saída da Sandra e da Maura, o destaque positivo vai para o Danilo que passa a ser maior vencedor de tarefas até aqui, enquanto que o destaque negativo vai para o Henrique que é o maior derrotado em provas e em 100% dessas derrotas frequentou a segunda parte da sala de reunião. O que está a favor do Henrique é que ele consegue se defender muito bem na sala de reunião.

               Para o próximo programa, a pergunta é : Quem vai trabalhar com o Henrique? Não sei quem vai trabalhar, mas tenho quase certeza que o Roberto vai pedir um voluntário para trabalhar com o Henrique e esse voluntário vai demorar para sair.

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

– Aprendiz 5 – comentários episódios 1 a 6 – > Clique aqui;

– Aprendiz 5 – comentários episódios 7 e 8 – > Clique aqui;

– Aprendiz 5 – comentários episódios 9 e 10 – > Clique aqui;

– Aprendiz 5 – Resumo dos 10 primeiros episódios – > Clique aqui;

– Prosumer – Um caso prático – > Clique aqui;

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Nova economia exige um novo perfil de profissional

Posted by marcelao em junho 12, 2008


Pessoal,

                o que inspirou-me a escrever esse blog foi um post criado pela Vivianne Ventura, primeira vencedora do Aprendiz com Roberto Justus, em seu blog sobre o profissional Nexialista(clique aqui para acessar o blog da Vivianne), que eu conheço como o profissional “T”, termo esse que conheci no livro do Eduardo Bom Angelo sobre empreendedor corporativo (Clique aqui para ler o resumo que fiz).

                Segundo a Vivianne, a discussão não está mais se você deve ser generalista ou especialista, você tem que ser nexialista, um profissional que têm experiência em diversos tipos de ambiente e também uma formação diferenciada. Nas palavras do Walter Longo : “É o que não tem todas as respostas, mas sabe onde encontrá-las”.

                Esse modelo de profissional aproxima-se bastante do modelo “T” apresentado pelo Eduardo, que é o profissional que tem uma forte especialização em uma área de conhecimento, mas que tem uma visão abrangente e conceitual de todas as outras áreas que compõem a empresa. Dessa forma, ele consegue montar uma rede “Subterrânea” de contatos em todas as outras áreas facilitando o seu trânsito entre elas, e consequentemente, conseguindo que as pessoas dessas áreas contribuam para os seus projetos sem que ele tenha que enfrentar a burocracia das estruturas hierarquicas dos modelos de gestão do século passado.

                Esse profissional “T” tem visão multidisciplinar e coloca sempre o cliente em primeiro lugar para atingir suas metas. Ele executa qualquer tarefa necessária para fazer o projeto funcionar, a despeito da descrição do cargo. Não são movidos pelo poder, mas sim pelo sonho. São obcecados pelas oportunidades, holisticos nas abordagens e procuram sempre apresentar propostas que agreguem valor.

                  As empresas, que quiserem sobreviver no futuro, precisarão identificar esses profissionais dentro das equipes e protege-los do sistema imunológico da medianidade e mediocridade que os modelos de gestão atual pregam. Precisarão patrocinar os projetos desses empreendedores corporativos para que mantenham-se a frente de seus concorrentes.

                  Para isso, o ambiente competitivo exigirá dessas empresas o abandono de velhos paradigmas, um verdadeiro processo de “Destruição criativa”, eliminando preconceitos e adotando posturas mais alinhadas a realidade da sociedade pós-industrial, ultracompetitiva, baseada sobretudo na aquisição permanente de conhecimento.

                  Afinal de contas, vivemos em uma nova era, em uma nova economia. Uma economia que está passando de analógica para digital caracterizada pela rapidez e pela inovação que requer pequenas ações empreendedoras de cada um dos personagens do cenário altamente competitivo em que vivemos atualmente. Cenário onde o talento desses profissionais nexialistas ou “T” serão o diferencial competitivo das grandes empresas do século XXI.

Um abraço.

Leia também os seguintes posts :

Livro : Empreendedor Corporativo – a nova postura de quem faz a diferença : Clique aqui para ler;

Livro : O futuro da Administração : Clique aqui para ler;

Empreendedor Corporativo : Clique aqui para ler;

Empreendedorismo, Inovação e projetos : Clique aqui para ler;

Importância da gestão de conhecimentos e da gestão por competências : Clique aqui para ler;

A sua empresa é do século XXI? : Clique aqui para ler;

Época de mudança ou mudança de época? : Clique aqui para ler;

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Prosumer – Caso Prático

Posted by marcelao em junho 10, 2008


Pessoal,

              um dos primeiro posts que escrevi foi o resumo do livro Wikinomics. No livro é abordado a necessidade que as empresas tem de inovar com seus clientes, tarefa essa facilitada pela existência de grandes redes sociais como o Orkut e o Facebook. Daí surge o conceito de PROSUMER, ou seja, consumidores atuando também como colaboradores para empresas no processo de criação de novos produtos ou de idéias que serão consumidos por esses mesmo consumidores. Outro termo utilizado para caracterizar esses consumidores é “Consumidor 2.0”.

              Se fizermos um resgate histórico das três ondas de toffler, na primeira onda (revolução agricola), o fazendeiro era responsável por todo o processo, desde a plantação dos alimentos, passando pela manutenção e irrigação da terra, até o processo de venda. No ato da venda, esse mesmo fazendeiro tinha o feedback do cliente quanto a qualidade do seu produto seja por sugestões ou reclamações do cliente, seja pela baixa venda. Esse feedback realimentava o processo do fazendeiro fazendo com que ele melhorasse cada vez mais a qualidade do seu produto, ou seja, o estímulo a melhoria era gerado pelos seus clientes.

               Com o tempo, essa estrutura de fazendas teve que crescer porque já não atendia a demanda do mercado, foi onde houve o investimento nas grandes máquinas e a criação das indústrias (revolução industrial). Para que fosse possível controlar o processo produtivo com mais qualidade, as indústrias começaram a criar mais níveis hierárquicos, o que começou a afastar o nível de decisório, que na revolução agricola era de responsabilidade do fazendeiro, do contato com o cliente final, porque para essa informação (feedback do cliente) chegasse ao presidente da empresa, era necessário passar por vários níveis, o que acabava por distorcer a mensagem inicial.

               Hoje em dia (Revolução do conhecimento), com as redes sociais como o Orkut e o Facebook, o contato com o cliente final ficou mais facilitado. E um exemplo prático disso, você pode constatar acessando o link http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=16659751&tid=5209865359523411841&start=1 que é um tópico criado na comunidade “Aprendiz 5 # O sócio” no orkut. Nesse tópico, a primeira vencedora do aprendiz, Vivianne Ventura, participará como entrevistadora oficial da comunidade entrevistando os demitidos do programa logo após o programa. Além disso, alguns representantes da comunidade estarão na platéia do auditório no programa final do Aprendiz.

               Trata-se de um exemplo prático de uso das redes de relacionamento pelas empresas na busca da inovação dos seus produtos, pois além desse tópico, existem outros tópicos com diversas sugestões dos participantes para melhoria do programa.

Um abraço.

Leiam também os seguintes posts :

Livro : Wikinomics – > Clique aqui para acessar;

Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para acessar;

Palestra realizada na Aiec – > Clique aqui para acessar;

Revolução na sociedade – > Clique aqui para acessar;

Quanto vale uma empresa da nova economia? – > Clique aqui para acessar;

A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para acessar;

Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para acessar;

Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos? – > Clique aqui para acessar;

Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para acessar;

Livro : O lider do futuro – > Clique aqui;

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