Blog do Marcelão

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Livro : A grande Mudança – Reconectando o mundo, De Thomas Edison ao Google

Posted by Marcelão em dezembro 21, 2008


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Pessoal,

                 esse livro é de autoria do ex-editor da revista Harvard Business Review, Nicholas Carr, que trata, segundo ele, da grande mudança que está ocorrendo no mundo com o advento da Internet e o que tendências da tecnologia, como Computação em nuvem, trarão de benefícios para a sociedade. Se fosse para resumir esse livro em uma única frases escreveria que ele classifica a Internet como sendo a grande ferramenta de mudança dos tempos atuais assim como a eletricidade foi para a revolução industrial.

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É o fim do analista de TI?

Posted by Marcelão em julho 21, 2008


Pessoal,

               como havia prometido no post anterior, vamos dar continuidade as discussões sobre as tendências da tecnologia, dessa vez com enfoque no profissional de TI.

               Como vocês leram no post anterior ( clique aqui para ler), a TI está cada vez mais deixando de ser uma vantagem competitiva e tornando-se uma comoditie, principalmente devido ao crescimento de tecnologias que oferecem TI com serviço como Cloud Computing e SaaS (Software as a Service). A pergunta é : Diante do oferecimento de TI em massa, como fica a profissão de analista de TI? 

               Eu diria que, assim como muitas outras coisas, “Nada muda, Tudo se transforma”. O analista de TI da forma que ele se apresenta hoje vai desaparecer e, em seu lugar, surgirá um novo profissional : O analista de negócios de TI ou analista de Tecnologia do negócio.

               Esse profissional terá que desenvolver competências não-técnicas como comunicação, liderança e trabalho em equipe. Terá que se aproximar mais do negócio e adquirir conhecimento ligados ao Marketing para entender melhor as necessidades das áreas de negócio, além de desenvolver um senso de curiosidade e procurar mais as perguntas do que as respostas para a soluções de negócio a serem desenvolvidas. Terá que questionar mais usando perguntas como “O que a empresa ganha com isso?” e “Por quê fazer agora, por quê essa necessidade ou essa ampliação?”. Concentrar mais no “O QUÊ?” e “POR QUÊ?” do que no “COMO?”.

              Será necessária uma mudança de mentalidade desses profissionais de TI, deixando de serem meros prestadores de serviços de tecnologia e passando a atuar de forma consultiva, oferecendo soluções e não ferramentas aos usuários.

               Mas a transformação não se restringirá aos profissionais de Ti, mas também as áreas de negócio que terão que trabalhar em parceria com a área de TI, uma vez que as soluções de negócio de TI serão desenvolvidas COM eles e não somente PARA eles. Na verdade, a tendência é que não haja uma separação entre TI e negócios. A tendência é que os dois passem a ser um só, inclusive com profissionais da área de negócios atuando como administradores na TI e vice-versa.

               Como podemos ver, o profissional de TI tal como ele é hoje irá desaparecer dando lugar a um profissional de TI mais próximo do negócio. Ele terá que desenvolver a capacidade de ser NEXIALISTA, termo esse que abordei em outro post do blog (clique aqui para ler). Além disso, a própria estrutura do departamento de TI irá mudar, passando a incorporar profissionais de outras áreas na sua administração. Essa realidade torna-se cada vez mais próxima devido a tecnologias como Cloud Computing e SaaS.

               A boa notícia é que departamento de TI poderá se concentrar melhor em atividades de valor mais elevado que se alinharão e darão suporte às metas comerciais da empresa. Os departamentos de TI deixarão de serem reativos e com enfoque operacional, fazendo com que o CIO (Chief Information Officer) e a equipe de TI possam trabalhar com maior eficiência como estrategistas de tecnologia para o restante da empresa, trabalhando mais próximos as áreas de negócio para entender suas necessidades e oferecer orientação sobre como melhor usar a tecnologia para alcançar seus objetivos.

               Longe de desaparecer, o departamento de TI terá uma oportunidade de contribuir com maio valor agregado para o sucesso da empresa, mais diretamente do que nunca, mas para isso terão que se adaptar, afinal de contas, ADAPTABILIDADE É O NOME DO JOGO NO SÉCULO XXI.

Um abraço.

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Tendências da tecnologia da informação

Posted by Marcelão em julho 19, 2008


Pessoal,

              como vocês sabem, eu trabalho na área financeira mais precisamente no Banco do Brasil e, como vocês devem perceber no seu dia-dia, nenhum banco consegue sobreviver nos tempos atuais sem utilizar fortemente tecnologia da informação, tornando-os fortemente dependentes da TI para realização de negócios. Diante disso e da velocidade com que TI evolui, vem a minha pergunta : Qual é a tendência da Tecnologia da Informação para os próximos anos?

              Em 2003, o ex-editor da revista Harvard Business Review, Nicholas G. Carr, escreveu um artigo polêmico à época de que TI já não importa, não seria mais uma vantagem competitiva para as empresas. A base de seu argumento é que o que torna ferramentas como a TI como um recurso realmente estratégico – o que o capacita a servir de base para uma vantagem competitiva sustentada – não é a sua ubiqüidade, mas sim sua escassez. A vantagem competitiva está em possuir algo que os seus concorrentes não tem.

             Segundo Nicholas G. Carr, as funções básicas de TI – armazenamento, processamento e transporte de dados – estão disponíveis a todos, ou seja, já não oferecem diferenciação em relação ao seu concorrente. Já havia escrito isso em outro post, o mainframe de última geração que sua empresa adquiriu também pode ser adquirido pelo seu concorrente, afinal de contas, trata-se do mesmo fornecedor.

             Para embasar sua tese, o autor faz comparações com outros setores da economia ao considerar TI como a mais recente de uma série de tecnologias amplamente adotadas que remodelaram a indústria ao longo dos últimos dois séculos – da locomotiva e da ferrovia ao telégrafo e ao telefone, passando pelo gerador elétrico e pelo motor de combustão interna.

             O argumento do autor é que tecnologias infra-estruturais como TI geram muito mais valor quando compartilhadas do que quando usadas exclusivamente. Para reforçar esse argumento, o autor faz um resgate da história do desenvolvimento das ferrovias levantando a hipótese de uma determinada indústria detivesse os direitos de toda a tecnologia exigida para criar uma ferrovia. Se quisesse, essa empresa poderia erguer apenas linha proprietárias entre seus fornecedores, suas fábricas e seus distribuidores e rodar suas próprias locomotivas e vagões nos trilhos. Mas, para a economia de maneira geral, o valor produzido por tal atitude seria pequeno se comparado ao que seria gerado pelo desenvolvimento de uma malha ferroviária aberta que conectasse várias empresas, fornecedores e clientes.

             Se o exemplo acima não ficou claro para você, podemos usar como exemplo também o uso de energia elétrica no seus primórdios em que as empresas, para obter vantagem competitiva, instalavam-se perto de usinas geradoras ou, se retrocedermos mais ainda no tempo, no fim do século XIX, as empresas dependiam da pressão da água ou do vapor para operar seu maquinário. Com o avançar do tempo, a disponibilidade de energia cresceu, o seu custo diminui e o acesso a rede elétrica tornou-se maior e menos custoso. A partir disso, recursos como as ferrovias e a energia elétrica deixaram de serem vantagens competitivas.

             A partir dessa constatação, voltamos ao cerne da questão levantada por Nicholas G. Carr sobre a tecnologia tornar uma comoditie. A pergunta é : Ele tem razão? Se tem razão, que sinais podem ser identificados que podem confirmar a sua tese? A resposta pode estar em dois conceitos : cloud computing e SAAS.

             O conceito de Cloud Computing(Computação em Nuvem) refere-se a um ambiente de computação baseado em uma rede massiva de servidores, sejam estes virtuais ou físicos (cloud). Cloud computing pode ser visto como o estágio mais evoluído do conceito de virtualização. Esse conceito já é utilizado em larga escala por empresas como o Google e Yahoo, ou seja, cada consulta utilizando o Google pode ser providenciada por um servidor diferente localizados até mesmo em países diferentes. O que vai definir qual o servidor que atenderá o serviço solicitado por você é o nível de utilização de processamento que é definido por ferramentas que controlam o balanceamento de processamento entre os servidores. Para se ter idéia do poder de processamento dessa nuvem, segundo dados fornecidos no site da IBM (http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/ctaurion?entry=cloud_computing), que as cinco maiores empresas de busca na Internet tenham ao todo um parque computacional de cerca de 2 milhões de servidores.

             Segundo o site da IBM, o principal benefício é  uma melhor utilização dos recursos computacionais, potencializando os conceitos de consolidação e virtualização. Além disso, reduz sensivelmente o time-to-market para aplicações e-business e Web 2.0, que demandam conceitos do modelo computacional on-demand (alocar recursos à medida que for necessário, de forma dinâmica).

             Como exemplo de cloud computing sendo utilizada por nós usuários da internet é o serviço de armazenamento de fotos Picasa(www.picasaweb.com) oferecido pelo Google.

            Cloud computing tem muito a ver com outro conceito importante que é o conceito de SaaS (Software as a Service). SaaS funciona como um cloud computing, a diferença é que ao invés de oferecer infra-estrutura de armazenamento e processamento, SaaS disponibiliza softwares utilizados via browser para milhares de clientes como se uma mesma instância de um software sendo disponibilizado para múltiplos clientes ao mesmo tempo, ou seja, são aplicações web dispobilizados como serviço.

            O modelo de negócios de aplicações baseados em SaaS não utiliza o conceito de licenças de software em que você paga por cada licença, mas sim pela utilização do software. Essa características tornam o SaaS extremamente atrativo para as empresas devido ao baixo custo de manutenção, a diminuição da dependências dos departamentos de TI internos e o seu uso descentralizado.

            A comparação que podemos fazer para tornar mais claro para você leitor são os pacotes de aplicativos de escritório como processadores de texto e planilhas de cálculo. O modelo da Microsoft é baseado na venda de licenças do pacote Office, enquanto o Google oferece pela Web os serviços do GoogleDocs. Outra diferença entre esses dois modelos é que, quando você compra a licença de um aplicativo como WORD e você utiliza nem 10% de todas as funcionalidades, no GoogleDocs, que por enquanto é gratuito, você pagará apenas pelas funções que mais utiliza.

           Podemos perceber que o elemento comum entre esses dois conceitos é a Internet. Tudo isso só é possível de se imaginar hoje devido ao nascimento da Internet pela sua característica de canal perfeito para transporte de dados, informações e aplicações genéricas, sendo que essas tendências ganharam aceleração com o advento da WEB 2.0.

           Esse movimento de disponibilização da TI como serviço para satisfazer as necessidades das empresas, já vem sendo liderado por empresas como a IBM, Google e Microsoft oferecendo seus serviços pagos cobrando tarifas, da mesma forma que o modelo utilizado por empresas de energia elétrica ou de telecomunicações.

            Com base nesses dois conceitos, cloud computing e SaaS, na minha opinião, pode-se concluir que a tese apresentada por Nicholas G. Carr está correta e está muito próxima de se tornar realidade. Vale lembrar que o sonho de qualquer administrador é sempre trabalhar com custos variados, pois dessa forma o aumento ou redução do custo acompanhará de forma diretamente proporcional o nível de demandas por serviços. Os dois conceitos apresentados, por serem baseados em pagamento sob demanda, podem viabilizar cada vez mais esse sonho dos administradores.

            A pergunta que deixo para reflexão é : Qual o impacto que esses conceitos trarão para os departamentos de TI das grandes empresas? Isso será assunto do próximo post cujo titulo será “O FIM DO ANALISTA DE TI”.

Um abraço.

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