Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Archive for the ‘Ética’ Category

Gestão 2.0 : Por quê líderes criativos são tão raros?

Posted by Marcelão em julho 27, 2009


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Pessoal,


encontrei no site da Harvard Business Review artigo do professor Navi Radjou, diretor executivo do centro de pesquisas sobre a Índia da Universidade de Cambridge, em que ele comenta uma palestra apresentada pelo Dr. Abdul Kalam, ex-presidente da Índia, com o título “Liderança criativa na economia do conhecimento Global”.


Na sua palestra, o Dr. Kalam discursou sobre as mudanças tecnológicas e sócio-econômicas ocorridas no mundo, como o deslocamento do centro de gravidade econômica e geopolítica do ocidente para o oriente, o ritmo acelerado de mudanças tecnológicas e a crescente escassez de recursos.


Diante desse cenário, Dr. Kalam argumentou que as empresas, bem como as nações precisam desesperadamente do que ele chama de “líderes criativos,” uma nova geração de líderes visionários e empáticos que agem menos como comandantes e mais como treinadores, menos como gerentes e mais como facilitadores, e que permitem o auto-respeito antes de exigir respeito.


A partir de sua experiência, o Dr. Kalam articulou os oito princípios fundamentais de uma liderança criativa que são críticos para a condução de inovação e de crescimento na economia do conhecimento:


– O líder deve estabelecer uma visão para a organização;


– O líder deve ter paixão para transformar essa visão em ação;


– O líder deve ser capaz de liderar em um mundo de incerteza;


– O líder deve saber como liderar tanto no sucesso quanto no fracasso;


– O líder deve ter coragem de tomar decisões;


– O líder deve ter nobreza ao liderar;


– Cada ação do líder deve ser transparente;


– O líder deve trabalhar com integridade e ter sucesso com integridade;


 Para ilustrar seu ponto, o Dr. Kalam citou líderes que para ele lideravam imbuídos com estas oito qualidades. Por exemplo, quando Índia fracassou no lançamento do primeiro satélite missão em 1979, o presidente da agência espacial indiana, Prof Satish Dhawan assumiu total responsabilidade pela falha, embora o Dr. Kalam tenha sido realmente o diretor da missão.  Mas no ano seguinte, quando alcançaram o sucesso ao colocar o primeiro satélite contruído na Índia em órbita, o professor Dhawan não compareceu à conferência de imprensa, mas sim o Dr. Kalam para quem ele pediu que compartilhasse a história de sucesso com a mídia, dando-lhe todo o crédito para o sucesso da missão.


O autor do artigo comentou sobre como a economia mundial mergulhou em uma profunda recessão ao longo dos últimos doze meses devido a uma falta de liderança criativa em toda a sociedade e política. A falta de transparência – e muito menos nobreza – foi gritante entre as instituições financeiras, que acabou por conduzir à sua queda. Além disso, recentes escândalos políticos nos fizeram lembrar da absoluta falta de integridade em todo o espectro político.


O autor espera que, à medida que vamos saindo da recessão econômica, as empresas e os cidadãos irão eleger líderes empresariais e políticos que pratiquem uma liderança criativa com nobreza e integridade, que procurem agir menos como comandantes e mais como facilitadores, que sejam dotados de uma bússola moral que lhes permite trabalhar com integridade – e ter sucesso com integridade.


Concordo em gênero, número e grau com o professor Navi Radjou. O tema competências dos líderes do futuro é recorrente aqui nesse blog e deveria ganhar importância maior nas empresas, se elas quiserem realmente tornar-se sustentáveis, conciliando competitividade com a ética.


Esse é mais um post que vai para a série “Gestão 2.0”.


E você leitor, quem você considera como líderes criativos que apresentam os princípios acima relacionados? Quais os passos que sua organização está tomando para produzir tais lideranças?


Um abraço.


P.S : Força, Massinha!


“Keep the faith”


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– A diferença entre líderes e gerentes – > Clique aqui para ler;


– Palestra realizada na Tecnologia do BB – Inovação, empreendedorismo e projetos – > Clique aqui para ler;


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– Receita do sucesso é a mesma do insucesso – > Clique aqui para ler;


– Empreendedor corporativo – Vida difícil nas empresas brasileiras – > Clique aqui para ler;


– Importância da franqueza nas organizações – > Clique aqui para ler;


– Identifique os agentes da inovação e da mudança – > Clique aqui para ler;


– A gestão de projetos na nova economia – > Clique aqui para ler;


– Você já fez o velho – > Clique aqui para ler;


– Gestão por decreto = números torturados = comportamento não ético – > Clique aqui para ler;


– Gestão 2.0 : Jogue uma pizza -> Clique aqui para ler;


– Perguntar é a resposta para a inovação – > Clique aqui para ler;


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– O exemplo na prática – > Clique aqui para ler;


– “Voldemort” nas empresas – > Clique aqui para ler;


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– O dilema da inovação na gestão – > Clique aqui para ler;


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– Palestra : Planejamento estratégico pessoal – > Clique aqui para ler;


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– Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;


– Ostra feliz não faz pérola – > Clique aqui para ler;


– Por quê é tão dificil mudar? – > Clique aqui para ler;


– Não existe planejamento perfeito – > Clique aqui para ler;


– Autoconhecimento : O conhecimento mais importante – > Clique aqui para ler;


– Chegou a hora da administração? – > Clique aqui para ler;


– Questionar é preciso : liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;


– Gestão e inovação é com o lado direito do cérebro – > Clique aqui para ler;


– Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;


– Dica de video – Conheça a cultura corporativa do Google – > Clique aqui para ler;


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Gestão por decreto = Números torturados = Estimulo ao não ético

Posted by Marcelão em julho 16, 2009


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Pessoal,

muito já foi escrito e comentado que a crise financeira pela qual o mundo vem passando é na verdade uma crise de ética. Eu gostaria de ampliar um pouco mais essa questão, indo além do lado financeiro, e refletir se os modelos de gestão e a postura dos administradores não acabam por estimular um comportamento não ético nos colaboradores da empresa.

Não se faz gestão e nem se alcança a excelência por decreto. Mas o que vemos, na maioria das vezes, é que as metas  da empresa são definidas sem seguir um método, sem identificar quais os pontos que devem ser melhorados, focando apenas a definição de um número mágico, que deve ser alcançado no curto prazo, ao invés de definir as causas, estabelecer um plano de ação com metas intermediárias para alcançar o resultado no longo prazo.

Como escrevi, o que ocorre é justamente o contrário. E, como na maioria das vezes, essas metas sempre estão atreladas ao recebimento de bônus, é aqui que mora o perigo, pois, uma vez que isso mexe no bolso dos colaboradores da empresa, isso acaba por estimular que sejam feitas as chamadas contas de chegada, ou seja, se eu tenho que alcançar um número X em um determinado objetivo, a preocupação passa a ser como faço para que os números cheguem a X, privilegiando o curto prazo, ao invés de focar quais as ações que eu devo estabelecer para alcançar a meta e manter esse desempenho sustentável. Continue lendo »

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Seres humanos não são 24×7

Posted by Marcelão em junho 24, 2009


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Pessoal,

hoje (23.06) tive uma conversa telefônica com a Sra. Beatriz, mais conhecida como @garotasemfio no Twitter, e conversávamos sobre as facilidades que a mobilidade nos proporcionava e tocamos no assunto sustentabilidade no sentido de eliminar o uso do papel e contribuir para a questão ambiental.

Depois dessa conversa, comecei a refletir sobre a mobilidade enquanto ferramenta de sustentabilidade mais no sentido verdadeiro da tecnologia, ou seja, aumentar nossa produtividade e, com isso, disponibilizar mais tempo para o nosso lazer, para o nosso ócio. Ócio esse que não deve ser interpretado como desperdício de tempo, mas como tempo livre a nossa escolha, para desfrutar os benefícios da vida, tempo para refletir, conversar e procurar entender o significado das coisas. Esse era um dos principios que norteava o desenvolvimento da tecnologia. Continue lendo »

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Frases Inspiradoras sobre Verdade

Posted by Marcelão em janeiro 29, 2009


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“Apenas quando somos instruidos pela realidade é que podemos mudá-la” Bertold Brecht

“Face a realidade, o que julgamos saber claramente ofusca o que deveríamos saber.” Gaston Bachelard

“Os que pretendem ter sempre razão, normalmente são os menos razoáveis.” Theophile Gaultier

“Aqueles que assumem o poder confundem que serem donos do poder signica serem donos da verdade.” Stephen Kanitz

“A razão é um  sol impiedoso; ela ilumina, mas cega.” Romain Rolland

“Dois excessos : Excluir a razão e admitir apenas a razão.” Blaise Pascal

“Todas as grandes verdades começam como blasfêmias.” George Bernard Shaw

“Crê nos que buscam a verdade. Duvida dos que a encontraram.” André Gide

“Não existem verdades, existem hipóteses que ainda não foram refutadas. ” Stephen Kanitz

Um abraço.

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Todas as frases postadas estão reunidas na página “Frases e pensamentos marcantes”

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– Autoconhecimento : O conhecimento mais importante – > Clique aqui para ler;

– Liderança – Existe espaço para arrogância no mundo de hoje? – > Clique aqui para ler;

– A diferença entre arrogância e auto-confiança – > Clique aqui para ler;

– A diferença entre lideres e gerentes – > Clique aqui para ler;

Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

– Medo – Barreira para a inovação – > Clique aqui para ler;

– Época de mudança ou mudança de época? -> Clique aqui para ler ;

– Motivação – O que é isso? – > Clique aqui para ler ;

– Liderança do futuro – Lider 2.0 – > Clique aqui para ler ;

– Por quê é tão dificil mudar? – > Clique aqui para ler;

– Competências dos lideres do futuro – > Clique aqui para ler;

– Livro : A grande mudança – Reconectando o mundo – De Thomas Edison ao Google – > Clique aqui para ler;

– Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

– Importância do feedback para as pessoas – > Clique aqui para ler;

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Como o “Sistema” funciona

Posted by Marcelão em janeiro 26, 2009


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Pessoal,

continuando na linha de responsabilidade social e crescimento com sustentabilidade, assistam ao vídeo abaixo e entendam como o “sistema” funciona e o porquê de algumas de nossas angústias e a razão por trás da maior importância em TER do que SER.

Um abraço.

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Leia também os seguintes posts :

– Oportunidade para a qualidade de vida – > Clique aqui para ler;

– Livro : O sucesso está no equilíbrio – > Clique aqui para ler;

– A diferença entre lideres e gerentes – > Clique aqui para ler;

– Liderança – Existe espaço para arrogância no mundo de hoje? – > Clique aqui para ler;

– A diferença entre arrogância e auto-confiança – > Clique aqui para ler;

– Autoconhecimento – O conhecimento mais importante – > Clique aqui para ler;

– “Quem não se comunica, se trumbica” – > Clique aqui para ler;

– Por quê é tão dificil mudar? – > Clique aqui para ler;

– Humildade – > Clique aqui para ler;

– Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui para ler;

– Importância da franqueza nas organizações – > Clique aqui para ler;

– Questionar é preciso : liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;

– Funcionários satisfeitos = maior valor das ações – > Clique aqui para ler;

– Miopia gerencial – > Clique aqui para ler;

– Livro : O cérebro do futuro : A revolução do lado direito do cérebro – > Clique aqui para ler;

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Oportunidade para a Qualidade de Vida

Posted by Marcelão em janeiro 24, 2009


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Pessoal,

                 sempre que ocorre uma crise, como a que estamos passando agora no campo financeiro e economico, tem sempre alguém que diz : “Crise é sinônimo de oportunidade”, mas essa frase vem sempre carregada do sentido de oportunismo de ganhar mais dinheiro que alguns exemplificam com a frase : “Enquanto alguns choram, outros aproveitam para vender lenços”.

                   Eu gostaria de dar um outro enfoque perguntando : Será que essa crise não é uma oportunidade de revermos alguns valores humanos perdidos? Será que não é uma oportunidade de valorizarmos mais a qualidade de vida?

                    Nós, como seres humanos, aspiramos ter uma vida digna e realizada, mas, muitas vezes, a vida nos afasta dessa meta, porque a sociedade nos ensina a agir de maneira incompatível com esses propósitos através da imposição de normas sociais.

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Forum Mundial de Estratégia HSM 2008 – Impressões Parte V

Posted by Marcelão em agosto 18, 2008


Pessoal,

             a próxima palestra a ser abordada é a apresentação de Michael Porter que foi realizada por Video-conferência. Michael Porter, professor da Harvard Business School especialista em estratégia, é atualmente a maior autoridade em estratégia competitiva e autor dos já consagrados livros “A vantagem competitiva das nações”, “Vantagem competitiva”, “Estratégia Competitiva”.

              O tema da palestra foi sobre RSC (Responsabilidade Social Corporativa) e a conexão das ações de RSC com a estratégia das empresas. Porter apresentou os quatro princípios da RSC. Segundo o especialista, são as justificativas que nos trazem a racionalidade por trás do envolvimento social:

  • Obrigação moral – a empresa deve se envolver, porque deve ser ética. Mas o que significa ser ético? Até que ponto se pode ir? “Quando você tenta aplicar o padrão moral para guiar o comportamento, as coisas ficam confusas. Que tipo de padrão, e de quem? Não existe uma resposta certa.”
  • Sustentabilidade – não se deve utilizar um recurso hoje de maneira prejudicial ao futuro. “Embora a idéia seja ótima, quando você começa aplicar ou decidir o que a empresa deveria fazer, em termos de compras, utilização de terras e produção, por exemplo, a situação fica nebulosa, porque os critérios variam de pessoa para pessoa.”
  • Permissão para operar – cada empresa, para operar, precisa ter a autorização e o apoio da comunidade. “Os decisores identificam grupos de interesse (stakeholders) e trabalham no sentido de conquistar o apoio da comunidade. Porém, a empresa fica à mercê de terceiros, porque alguém sempre vai querer que faça isso ou aquilo.”
  • Reputação perante funcionários, clientes e o público em geral. A RSC se transforma em um exercício de relações públicas, de construção de marca. Então, o que se busca é atrelar a marca da empresa a uma boa causa social. O estudioso comenta que os principais consultores em RSC não são da área de gestão, mas de relações públicas, porque a ênfase em reputação e marca está muito arraigada.
  •                 As primeiras duas justificativas para as ações sociais tratam de princípios subjacentes; as outras duas são mais práticas. Todas trazem lições. Entretanto, nenhuma delas é um bom modelo para decidir como alocar recursos, pois elas focam a tensão que existe entre a empresa e a sociedade. Focam a minimização do conflito, em vez da criação de valor. “Como poderemos unir o valor econômico ao social? Somente quando tivermos essa resposta é que poderemos ser verdadeiramente sustentáveis”, alerta Porter.

                   Na visão de Michael Porter, apesar do muito esforço e do dinheiro investido pelas empresas em RSC, os resultados ainda não são satisfatórios, pois os motivos para essas ações não são corretos o que não está levando a ganhos reais para a sociedade e para a própria empresa.

                   A razão disso é que as empresas foram pressionadas durante muito tempo por reivindicações de grupos e ativistas sociais gerando uma verdadeira guerra de poder devido a tentativa das empresas de retardar o atendimento dessas demandas, pressão essa agravada pela existência de vários rankings organizados por esses grupos sociais. Com o tempo, essas empresas começaram a ceder a essa pressão devido a preocupação com suas marcas passando a dar enfâse no assistencialismo e a caridade.

                   Como acontece na maioria das vezes, as empresas são reativas a pressões externas. Nesse caso, as empresas se preocuparam mais com a imagem do que com os resultados por causa dos vários rankings de RSC criados. A consequência disso foi a falta de foco, o gasto acima do necessário e resultados abaixo do esperado e incompatíveis com os esforços realizados, pois estavam mais focados no marketing do que na realidade. O erro maior foi não ter assumido o controle das suas ações e se deixarem levar pelas pressões dos Rankings de RSC. “Conheço empresas que gastam US$1 milhão fazendo uma ação de RSC e US$5 milhões fazendo a propaganda dela. Estamos presos à imagem e à reputação.” Muitas empresas focam apenas o marketing e não a realidade. Para Porter, este é um caminho perigoso: “Se a comunidade empresarial continuar o jogo cínico, isso nunca vai parar. As exigências serão cada vez maiores.”

                   Essas pressões e o atraso no atendimento as demandas por RSC teve como consequência uma certa confusão dos tomadores de decisão das empresas em qual a estratégia a ser adotada devido a grande quantidade de necessidades sociais a serem atendidas o que pode ter gerado um sentimento de culpa nas empresas, como se elas fossem responsáveis por todos os problemas do mundo. Segundo Porter, “Nenhuma empresas conseguiria resolver todos os problemas do mundo. Portanto, o desafio é selecionar as áreas em que sua empresa poderia criar valor compartilhado”. Isso nada mais é do que seguir os principios conceituais da economia em que as necessidades são infinitas e os recursos são escasso, por isso é preciso focar e priorizar nas áreas que agregam maior valor.

                     Na visão de Porter, muitas empresas, na pressa de atender a essas demandas sociais, estabeleceram suas estratégias de RSC com base nos rankings criados por esses grupos sociais, o que na sua visão é um erro. Para Porter, o novo paradigma é que objetivos econômicos e financeiros não são conflitantes com objetivos sociais, pois não é possível ter uma empresa saúdavel sem uma sociedade saúdavel. Quanto mais saúdavel for a sociedade, maior a demanda por produtos e serviços, ou seja, objetivos econômicos/financeiros e objetivos sociais estão muito ligados. O desafio está em criar benefícios tanto para a sociedade quanto para os negócios seguindo o principio do valor compartilhado.

                     Porter apresentou como solução para esses desafios identificar na cadeia de valor da empresa quais os pontos que poderão adotar ações de RSC e que são alinhados com a proposta do modelo de negócio da empresa através do mapeamento das questões sociais da cadeia de valor. Cada parte da cadeia de valor da empresa – área de suprimentos, Recursos Humanos, MarKeting, …. – toca em questões sociais. Podemos citar como exemplo empresas que não contratam serviços terceirizados de empresas que possuam práticas como exploração de mão-de-obra infantil ou que não estão em dia com as suas responsabilidades fiscais.

                     Alguns podem dizer que dessa forma apenas algumas questões sociais seriam atendidas, o que é um engano, pois empresas diferentes podem tratar de questões diferentes atuando no agrupamento de empresas interdependentes dentro do seu campo de atuação. Uma empresa de cartão de crédito, por exemplo, poderia apoiar atividades ligadas ao Turismo o que geraria muitos empregos diretos e, principalmente, indiretos para as comunidades do local.

                     O ambiente externo deve ser levado em consideração, pois haverá alguns aspectos que serão questões sociais críticas para o seu sucesso como o nível de competências dos colaboradores da empresa que está diretamente relacionada a qualidade do sistema de ensino local, que é uma questão social.

                      Para fechar, Porter faz uma critica durissima a “algumas pessoas que insistem no argumento de que a empresa não pode ganhar com as ações sociais. Temos que que ir além das políticas de pressão e das tentativas de fazer com que as empresas pareçam instituições diabólicas.” Essa percepção negativa é reforçada por atitude de algumas empresas que estão mais preocupadas com a imagem ao realizarem suas ações de RSC.

                       Devido a esse discurso negativista, algumas empresas adotam posições defensivas por se sentirem envorganhadas com o que fazem, mas não há razão para se sentirem assim. Porter afirma que “Nós nos permitimos ser negativamente caracterizados. Sempre haverá problemas, sempre haverá ganância ou desonestidade. Há, contudo, um igual número de ONGs que cometem erros. Eu trabalho nos dois ramos e posso dizer que empresas têm a visão de contribuir para a sociedade, de criar uma economia saudável, de criar empregos.”

                   Na visão de Porter, devemos mudar nosso modo de pensar e, se a comunidade empresarial do Brasil fizer isso, o País poderá ter uma geração futura melhor.

                   Esse é um assunto que é muito debatido na comunidade que participo e modero no Orkut, Q3 – No Mundo da Excelência (clique aqui para acessar a comunidade), onde já discutimos sobre algumas ações de RSC de algumas empresas que estão mais preocupadas com a imagem do que em fazer algo de valor para a sociedade. No meu atender, a razão da existência de uma empresa está em atender os anseios da sociedade e na geração de riquezas através da criação de empregos e do crescimento sócio-economico das nações. As empresas cada vez mais tem que se conscientizar que elas fazem parte de uma comunidade e que devem migrar de um modelo de negócio exploratório (século passado) para um modelo de negócio colaborativo (século XXI).

    Um abraço.

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    Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui para ler

    Sua empresa é Flexível? – > Clique aqui para ler;

    Questionar é preciso – Liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;

    Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

    Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

    O que é planejamento estratégico? – > Clique aqui para ler;

    Revolução na sociedade – > Clique aqui para ler;

    Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

    Livro : Qual é a tua obra? – > Clique aqui para ler;

    Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para ler;

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    Aprendiz 5 – Comentários Episódios 9 e 10

    Posted by Marcelão em junho 6, 2008


    Pessoal,

                 continuando a série de comentários sobre o Aprendiz 5, primeiramente gostaria de deixar claro que a intenção desses post é apresentar o meu ponto de vista, principalmente na perspectiva de gestão de projetos, sobre os episódios complementando os comentários apresentados na sala de reunião pelos conselheiros e os membros da equipe derrotada.

                 Em segundo lugar, quero explicar a dinâmica que utilizo para fazer os comentários. O episódio da terça eu assisto e reviso ele utilizando o youtube o que confere uma melhor qualidade aos comentários, enquanto que o episódio da quinta, eu vou montando durante a apresentação do episódio registrando alguns insights.

                 Feitas essas observações, vamos começar pelo episódio 9 exibido na terça 03.06 que foi a prova da realização da convenção da Emirates para agentes de viagem.

                 Na equipe Master, Henrique começou apresentando um cronograma para facilitar a definição de papéis e responsabilidades, tática muito bem escolhida porque o planejamento feito com cronograma e definição dos papéis e responsabilidades diminui um pouco da subjetividade e diminui os riscos com problemas de comunicação para realização das tarefas. Ele ficou no papel de coordenação e integração das equipes que é o papel de um lider, seguindo uma boa prática da gestão de projetos, como eu havia postado anteriormente, em que o principal papel do lider é atuar como integrador das atividades, sendo que para isso ele gasta 90% do seu tempo com comunicação. Também na equipe Masters, tivemos um exemplo de um processo criativo, onde uma idéia inicial de Check-in deu origem a outras idéias que culminaram na criação do ambiente de uma viagem.

                 NA equipe Foccos, houve falha ao não perceber logo que estavam desviando do plano original. É como eu já havia postado anteriormente, planejar é preciso para controlar e você deve estar sempre certificando as hipóteses que você considerou para o seu plano. Outro fato a ser destado, foi o evidente desgaste do Clodoaldo em fazer todas as ligações, pois uma atividade rotineira cansa demais, fato esse que não ocorreu na equipe Master, onde essa tarefa foi dividida entre todos os membros da equipe.

                 Uma diferença que notei entre as duas equipes é que durante a fase de preparativos para o evento, havia muito mais vibração e alegria na equipe Master do que na equipe Foccos que se mostrou muito apática, talvez porque tudo tenha dado certo para a equipe Master fazendo com que a equipe ganhasse mais confiança, enquanto que na equipe Foccos os contratempos devem ter minado o entusiamo e a energia.

                 No evento, a equipe Master fez uma apresentação que abordou todas as qualidades da empresa, enquanto que a equipe Foccos focou (olha o trocadilho) erradamente apenas na classe econômica. A descrição da tarefa falava em enfase e não exclusividade, que são coisas diferentes. Além disso, a apresentação e o ambiente criados pela equipe Masters tinham uma integração muito forte, já na equipe Foccos as idéias não possuiam liga entre elas culminando no truque do balão que ficou sem sentido. Acho eu que a intenção da idéia do balão era falar da importância dos detalhes para passar uma mensagem tipo “Pensamos em todos os detalhes para o seu conforto”, mas ficou uma mensagem muito mais ligada a idéia de crise do que a mensagem dos detalhes.

                  Na sala de reunião, ficou clara a falta de liderança da Patricia o que ficou agravado pelo fato de que sua eliminação foi unanimidade entre todos os participantes da sala. Ela também colaborou para sua eliminação com uma defesa fraca.       

                  No episódio 10 de 05.06, quando houve a indicação do Hugo para a equipe Foccos, pensei que a vitória seria da equipe da Master, porque para mim os quatro membros da equipe Master eram os mais fortes candidatos do programa.

                  Mas logo no inicio da realização das tarefas, percebi que a equipe Master perderia a tarefa. E acertei meu prognóstico que vocês podem confirmar visitando o link : http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3499388&tid=5202361978612295249&na=2&nst=57 . Esse link são dos comentários que fiz na comunidade “Q3 – No mundo da Excelência” durante o programa e registrei esse prognóstico quinze minutos antes da divulgação do resultado.

                  Fiz esse prognóstico porque percebi que não houve planejamento da equipe Masters e que os membros estavam um pouco perdidos. Contribuiu para isso o fato de terem interpretado erroneamente o dossiê, tratando apenas a parte do projeto cromático. Já postei nos tópicos sobre gestão de projetos, a primeira atividade a ser feita em um projeto é entender o seu objetivo, equalizar e torná-lo claro para todos os membros da equipe, é pensar no “O QUÊ?” para depois pensar no “COMO”, ou seja, pensaram apenas no operacional e não primeiramente no estratégico.

                  Já a equipe Foccos pensou na estratégia primeiro procurando conhecer um pouco mais da história do lugar através da realização de pesquisas e entrevistas com moradoradores, já que se tratava de um lugar considerado histórico por entidades internacionais. Isso tornou o projeto da equipe Foccos mais abrangente do que o projeto da equipe Masters. Além disso, na execução das tarefas procuraram realizar alguns testes e acompanhar de perto o trabalho das pessoas contratadas, ação que se mostrou sábia já que foi necessária a intervenção do Clodoaldo e do Danilo.

                  Quanto a melhor sala de reunião que eu já assisti, por razões óbvias, vou dividir meu comentário em duas partes. Inicialmente ficou claro para mim que não é só o Henrique que tem problemas de relacionamento para trabalhar em equipe, todos os membros apontaram essa falha na lider Sandra. Para mim seria ela seria eliminada, prognóstico que registrei no link acima ao mesmo tempo que disse que a equipe Masters perderia.

                  Para finalizar, queria registrar os meus PARABÉNS para a atitude da ADRIANA. Para mim, ela era a minha favorita ao lado do Henrique. E Se tem uma palavra que resume a atitude dela, essa palavra é ÉTICA. Diferente do Peter do Aprendiz 3 e do Fábio do Aprendiz 4, a Adriana colocou o seu desejo somente depois de ter certeza que ela não seria a eliminada. Ela, para ser justa com todos, decidiu não prejudicar nenhum dos demais dos candidatos porque percebeu que eles estavam com mais vontade do que ela e não seria justo que um deles saisse e depois ela pedisse para sair. Foi muito comovente a atitude da Adriana que pensou no seu filho, no tempo que ela estava perdendo com ele, ouvindo as primeiras palavras, vendo os primeiros passos. Ela deu um excelente de exemplo de ÉTICA E VALORES, ou seja, passar os momentos iniciais da vida do seu filho é mais importante do que ser sócio do Roberto Justus.

     

                  Para a Adriana, eu só posso BATER PALMAS DE PÉ, mesmo que virtualmente.

     

    Um abraço. 

    P.S : O meu palpite para vencer o Aprendiz é o Henrique.

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    – Planejar é preciso? – > Clique aqui;

    – A relação entre o planejamento estratégico e a gestão de projetos? – > Clique aqui;

    – Processo decisório – > Clique aqui;

    – Pontos de controle do projeto – > Clique aqui;

    – Ciclo de vida dos projetos – parte I – > Clique aqui;

    – Ciclo de vida dos projetos – parte II – > Clique aqui;

    – O que é gestão de projetos? – > Clique aqui;

    – Aprendiz 5 – comentários episódios 1 a 6 – > Clique aqui;

    – Aprendiz 5 – comentários episódios 7 e 8 – > Clique aqui;

    – Competências dos lideres do futuro – > Clique aqui;

    – Competências dos lideres do futuro – II – > Clique aqui;

    – Livro : O lider do futuro – > Clique aqui;

    – Estilos de liderança – Existe o Ideal? – > Clique aqui;

    – Liderança do futuro – Lider 2.0 – > Clique aqui;

    – Resumo Palestra Jack Welch – > Clique aqui;

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    Livro : Empreendedor Corporativo – A nova postura de quem faz a diferença

    Posted by Marcelão em maio 16, 2008


    Pessoal,

                   o assunto empreendedor corporativo é um dos temas mais visitados aqui nesse blog. Diante disso, apresento mais uma indicação de livro (clique aqui para acessar outro livro nessa área) que é o livro do Eduardo Bom Angelo que se chama “Empreendedor Corporativo – A nova postura de quem faz a diferença”.

                   Conheci o livro assistindo a palestra que o Eduardo apresentou na Endeavor e que está disponível no link http://endeavor.isat.com.br/info.asp?Palestra_ID=141 . A palestra toda é baseada no livro.

                   Engana-se quem achar que é tudo teoria, pois a obra é baseada nas experiências do autor como Diretor-Presidente da Brasilprev e em outros negócios desenvolvidos durante a sua carreira e na coordenação do centro de empreendedorismo das faculdades IBMEC/SP.

                   O livro procura abordar a questão do empreendedor corporativo de forma holística e multidisciplinar, analisando vários aspectos que contribuem ou inibem o surgimento do empreendedor corporativo dentro das empresas(clique aqui para ler mais).

                   São abordados os aspectos que norteiam o atual ambiente competitivo em que as empresas vivem como as mudanças radicais no ambiente socio-economico global e a exigência de respostas mais apropriadas a esse novo tempo, a importância de se rever as ferramentas e modelos de gestão(leia mais aqui) atualmente utilizadas pelas empresas e que já não são mais apropriadas as exigências do cenário competitivo atual(leia o resumo do livro “O futuro da administração” clicando aqui).

                    Para isso, será necessário resgatar e implantar um compromisso ético entre as partes e a busca por resultados que não exiga que os individuos faltem com a verdade em nome de uma maior lucratividade, além de criar um senso de justiça e de maior solidariedade entre as pessoas que trabalham e vivem nas empresas.

                    O livro apresenta com bastante propriedade quais as características que um verdadeiro empreendedor corporativo possui. Empreendedores muitas vezes são vistos como loucos, como pessoas que perseguem sonhos impossíveis, mas que a história comprova que foram esses homens que fizeram a humanidade evoluir e crescer. Empurraram a humanidade para frente porque acreditavam que podiam. (Veja o vídeo “Pense Diferente” clicando aqui)

                    Empreendedores internos são “Agitadores”, “Subversivos”, gente inquieta e permanentemente insatisfeita, pois jamais se contentam em obedecer ordens sem primeiro entender o “porquê”, oferecem sugestões e melhorias mesmo quando não solicitadas, adoram desafios e são profundamente comprometidos com a inovação.

                    O livro aborda com muito qualidade as razões por trás das dificuldades que muitas empresas têm para identificar esses empreendedores procurando explicações nos modelos de gestão arcaicos existentes nas empresas que privelegiam a repetição e que inibem o surgimento da criatividade, tão importante para implantar uma cultura inovadora dentro da empresa.

                   Além disso, faz um apelo para que sejam revistos os modelos de gestão baseados em grandes quantidade de níveis hierárquicos calcados em forte hierarquia que prioriza o controle “policial” das pessoas com o objetivo de manter o seu poder e o status quo beneficiando os escalões superiores.

                   Além de apresentar todo esse conteúdo, a segunda e a terceira parte apresentam as visões de outros profissionais sobre o tema e o perfil de quatro exemplos de empreendedores corporativos, respectivamente.

                      É um livro de excelente qualidade sobre o tema e que faz você pensar que é possível criar um ambiente favorável ao surgimento dos empreendedores corporativos dentro das empresas.

    Um abraço.

     P.S : Leia o resumo de outros livros que recomendo nesse link.

    Leia também outros posts relacionados ao assunto :

    – Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui;

    – Mudança de época requer mudança de pensamento – > Clique aqui;

    – Inovação – O poder da colaboração – > Clique aqui;

    – Nova economia exige um novo perfil de profissional – > Clique aqui;

    – Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui;

    Livro : O futuro da administração – >   Clique aqui;

    Livro : Intraempreendedorismo na Prática – > Clique aqui ;

    Empreendedor corporativo – > Clique aqui;

    Empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos – > Clique aqui;

    Empreendedorismo, inovação e projetos – > Clique aqui;

    Transformação da empresa deve vir de cima ou de baixo : Clique aqui;

    Importância das pessoas para inovação nas empresas : Clique aqui

    Miopia Gerencial : Clique aqui;

    Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos : Clique aqui;

    A sua empresa é do século XXI : Clique aqui

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    O que é liderar?

    Posted by Marcelão em maio 11, 2008


    Pessoal,

                  o assunto liderança é um dos assuntos mais discutidos no meio empresarial em virtude dos tempos atuais de mudança frequente (leia mais aqui). Nesse post, vou colocar a minha opinião quanto ao que é liderar e no final vou colocar um questionamento para ser debatido nos comentários.

                  Liderar para mim é fazer o que é certo e não o que é conveniente. Liderar é agir com ética (leia mais aqui), ou seja, pensar no coletivo, dando exemplo de conduta e atitude.
     

                 Liderar é trabalhar pelo desenvolvimento das pessoas como funcionários da empresa e como cidadãos. É construir uma comunidade de pessoas através de valores compartilhados (leia mais aqui). É criar um espirito de equipe onde cada um cobre as fraquezas do outro.

                 Liderar é alinhar objetivos pessoais com os objetivos empresariais. É criar uma visão, um sonho, e fazer com que as pessoas sigam esse sonho.

                Liderar é comunicar com palavras e, principalmente, COM AÇÕES.

                Liderar é ser agente de transformação. É estar sempre pronto para as mudanças através da avaliação do ambiente e isso requer PLANEJAMENTO (Leia mais aqui).

                Liderar é não esperar pelas mudanças, mas sim criá-las. É Apresentar as mudanças através dos benefícios e das oportunidades.

                Liderar é agir com transparência mesmo que a verdade a ser dita seja dolorosa.

                Liderar é ouvir sem PRÉconceitos o que as pessoas tem a dizer. É ter auto-confiança e não ser e nem parecer arrogante ( Leia mais aqui).

               Liderar é aprender, reaprender e voltar a aprender(Leia mais aqui).

               Liderar é não se acomodar. É buscar sempre o novo. É encarar os desafios não como obstáculos, mas sim como oportunidades de aprendizado.


              Liderar é ter humildade para reconhecer que você não tem todas as respostas, mas sabe encontrar as perguntas certas e se apoiar nas pessoas que tem as respostas, independente do cargo que elas ocupam.

              Liderar é encarar o fracasso não como uma derrota, mas sim como um adiamento da vitória.

              Liderar é saber que a direção é mais importante que a velocidade.

              Liderar é ensinar o que sabe, praticar o que ensina e perguntar o que se ignora.

    ————————————————————————————-

     
              Diante disso, como a sua empresa trata a liderança? Existe espaço para as pessoas exporem suas idéias? Existe muita diferença entre o discurso e a prática?

    Um abraço.

     

    Leia também :

    Estilos de liderança – Existe o ideal? – > Clique aqui para ler;

    Liderança do futuro – Lider 2.0 – > Clique aqui para ler;

    A importância das pessoas para a inovação – > Clique aqui para ler;

    Competências dos lideres do futuro – > Clique aqui para ler;

    Competências dos lideres do futuro II – > Clique aqui para ler;

    A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para ler;

    Medo – barreira para inovação – > Clique aqui para ler;

    Posted in Ética, Colaboração, Empreendedorismo, Gestão 2.0, Gestão de mudanças, Gestão de pessoas, Gestão do Conhecimento, Inovação, liderança, Uncategorized | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 15 Comments »

     
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