Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

5a jornada de tecnologia e gestão do Banco do Brasil – Parte II

Posted by marcelao em dezembro 14, 2010


Pessoal,

como havia prometido no post anterior, segue a segunda parte do resumo que fiz sobre a quinta jornada de tecnologia e gestão do Banco do Brasil, realizada entre os dias 22 e 26 de novembro pela Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil.

Hoje teremos o resumo dos paineis “Geração X, Y e Z” e “Inovação como atividade social”

Painel “Geração X, Y e Z”

Para criar um bom ambiente de trabalho e permitir o trabalho conjunto entre profissionais experientes e novos talentos é preciso entender como as gerações X, Y e Z pensam e enxergam o mundo. Esse foi o assunto do painel “Geração X, Y e Z” que contou com a presença de Jorge Carvalho, coordenador de soluções da HSM e organizador do espaço geração Y durante a Expomanagement, Beto Toledo, Diretor de Mídias On-line da Young & Rubicam, e Rafael Costa, jovem de 12 anos que já desenvolve aplicativos para o Iphone. O sucesso e a importância do tema foram tão grandes que a Rede Record fez uma reportagem sobre o evento e veiculou no jornal local.

O garoto Rafael Costa, de 12 anos, impressionou os centenas de presentes ao painel “Geração X, Y e Z” da 5º Jornada de Tecnologia e Gestão do Banco do Brasil. Talento precoce, Rafael é desenvolvedor de aplicativos para o iPhone e já toca sua própria carreira ganhando dinheiro com anúncio dos aplicativos que desenvolve. Em um dos aplicativos de Rafael é possível ler toda a obra de Machado de Assis pelo aparelho.

Tão interessante como as histórias de Rafael, foi saber que seu irmão de nove anos assiste desenho na televisão, joga videogame com os dois controles – contra ele mesmo – e ainda presta atenção nas conversas da mãe. Tanto Rafael quanto seu irmão pertencem à geração Z, caracterizada, entre outras coisas, pela facilidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo.

Como representante da geração Y, a Jornada trouxe Beto Toledo, diretor das novas mídias on-line da Yong & Rubicam. Aos 15 anos, Beto criou o site supergatas.com, que depois foi vendido por mais de US$ 10 mil. Aos 18, criou um site sobre baladas que também foi vendido. Para explicar como encontrar talentos para todas as áreas de uma empresa, Beto comparou o modelo de gestão da instituição em que trabalha a de um time de futebol. “Quando começamos a jogar futebol, ainda somos crianças e queremos jogar na posição de atacantes. Com o tempo descobrimos que mais vale ser um bom goleiro do que um atacante que não faz gols. Até mesmo porque quem ganha o jogo é o time inteiro”.

Outro participante desse painel, Jorge Carvalho, abordou as características de todas as gerações, mostrando que cada uma tem sua relevância no mercado de trabalho e que o conflito de gerações, se bem conduzido, pode ser bastante benéfico para as organizações que visam a inovação.

Painel “Inovação como atividade social”

Inovação que foi tema do segundo painel da terça-feira, mais especificamente a Inovação como atividade social estimulando a participação de todos os funcionários e dos clientes da empresa. Esse painel foi composto por Mario Castellar, Ex-diretor de inovação da Nestlé e Luis Eduardo Serafim coordenador do projeto Inovação aberta da 3M que pode ser acessado através do site http://www.3minovacao.com.br  .

Castellar defendeu a inovação como algo corriqueiro, que não precisa de um gênio para existir. Segundo ele, qualquer pessoa, ao descobrir suas habilidades e como elas podem complementar as habilidades dos demais, pode inovar. “Inovação nada mais é do que rever práticas cotidianas. Não tem nada de extraordinário, não é um mistério, não depende de uma grande descoberta e, mesmo assim, pode gerar lucro”. Ele defendeu apaixonadamente as pessoas porque acredita a inovação depende, mais do que do pagamento de bônus, da motivação e do comprometimento do funcionário, que deve ter orgulho de onde trabalha.

Serafim defendeu a inovação como importante para a satisfação e a fidelização do cliente e como uma grande fonte de motivação das equipes. Mas, para que a inovação seja possível, as companhias têm que investir tempo e desenvolver a tolerância ao erro. Afinal de contas, não existe inovação sem assumir riscos, ao assumir riscos a possibilidade de erro cresce. A diferença está no uso que fazemos do erro, se como instrumento de punição, e dessa forma matando a inovação, ou como instrumento pedagógico, gerando aprendizado.

Ele apresentou os 10 princípios de inovação da 3M:

– Delegue responsabilidades e prepare lideranças;

– Estimule o empreendedorismo e reconheça os melhores;

– Assuma Riscos e tolere o erro;

– Vença os obstáculos, pois certamente eles virão;

– Continue crescendo, com foco no futuro;

– Trabalhe pensando a curto e longo prazo;

– Aposte na diversidade;

– Desenvolva ao máximo suas competências centrais;

– Proximidade com o cliente;

– Faça o você mais gosta de fazer;

Amanhã teremos os painéis “Inovação em parceria” e “TI Onipresente – Mobile e Computação Invisível”

Um abraço.

“Keep the Faith”

Twitter: @blogdomarcelao

 

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