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Tendências da TI: 10 Tendências que exigem mudanças nas empresas

Posted by Marcelão em agosto 8, 2010


Pessoal,

a McKinsey Quartely, jornal de negócios da McKinsey & Company, divulgou artigo em que relaciona 10 tendências de tecnologia que devem estar no radar dos estrategistas das empresas para geração de novos modelos de negócios. O artigo faz um alerta aos altos executivos das empresas sugerindo que eles devem pensar estrategicamente sobre como preparar as organizações para o novo ambiente desafiador que se aproxima com o crescimento de tecnologias como computação em nuvem, internet das coisas, colaboração em escala e outras mais.

Eu diria que os estrategistas devem cada vez mais exercitar a habilidade de pensar em coisas impossíveis, como disse o fundador da Wired,  Kevin Kelly, em palestra que ele apresentou no TEDxAmsterdan(Veja vídeo abaixo). Para entender o que estou colocando, volte no tempo e se pergunte: será que nós imaginaríamos, a quinze anos atrás, que teríamos um mundo como ele é hoje? Será que nós pensaríamos em dispositivos móveis, tecnologia wireless (sem-fio), redes sociais como twitter e linkedin, wikipedia, internet banda larga, youtube?

Segundo o artigo da McKinsey, a tecnologia continua a evoluir rapidamente. Facebook, em pouco mais de dois curtos anos, quintuplicou de tamanho a uma rede que atinge mais de 500 milhões de usuários. Mais de 4 bilhões de pessoas ao redor do mundo já utilizam telefones celulares, e para 450 milhões de pessoas a Web é uma experiência completamente móvel. A maneira como utilizamos tecnologia, como computação em Nuvem(Cloud Computing) e virtualização, redistribuem os custos de tecnologia, criam novas formas para os indivíduos consumirem produtos e serviços e torna possível que empresários e empresas pensem em novos modelos de negócios que muitos consideram impossíveis como, por exemplo, marketing contextual.

A McKinsey também alerta que as empresas não se limitem a comprender as 10 tendências abaixo descritas. Elas precisam também pensar estrategicamente sobre como adaptar a gestão e estruturas organizacionais para atender as novas demandas proporcionadas por essas 10 tendências(veja mais sobre isso aqui), pois muitas dessas tendências exigirão a necessidade de atravessar fronteiras organizacionais tradicionais fazendo com que líderes criem conexões entre as equipes em diferentes e espalhados cantos da organização, buscando maior interdisciplinaridade de forma que toda a empresa compreenda a necessidade de explorar plenamente essas tendências. Isso implica em transformar as organizações em pequenos laboratórios capazes de testar mais rapidamente e aprender mais rapidamente em pequena escala e depois expandir o sucesso rapidamente.

Seguem abaixo as 10 tendências listadas pela McKinsey com meus comentários:

1 – Distribuído move a Co-Criação: Inspirados pelo pioneirismo da Wikipedia e um punhado de desenvolvedores de software de código aberto, a capacidade de organizar as comunidades da Web para desenvolver , comercializar produtos e serviços de apoio passou das margens da prática empresarial para o mainstream. Muitas empresas buscam aumentar esse relacionamento com as comunidades da Web com o objetivo de ampliar seu alcance e reduzir o custo de servir aos clientes. Algumas chegam a abrigar comunidades onde os clientes mais experientes dão conselhos e apoio para aqueles que precisam de ajuda. A Procter & Gamble organiza uma comunidade de mães que compartilham suas experiências de novos produtos com membros de seu circulo social. Outro exemplo que podemos relacionar aqui foi citado pela Adriana Salles Gomes, em post do blog da HSM, sobre ação da Brinquedos Estrela que detectou uma comunidade vibrante no Orkut com 3 mil fãs que pediam à marca para retornar a produção do Ferrorama(Clique aqui para ler);

2 – Transformar a organização em uma rede: Em pesquisa anterior da McKinsey, foi observado que a Web estava forçando a abertura das fronteiras organizacionais das organizações, permitindo que funcionários e não-funcionários oferecem seus conhecimentos de novas formas. McKinsey chamou essa tendência de “Explorando um mundo de talentos”. Muitas empresas estão indo além dessa fronteira construindo redes flexíveis que se extendem além das fronteiras internas e externas. Uma empresa global de serviços de energia constatou que as barreiras em torno dos silos organizacionais impedia que seus gestores acessassem os melhores talentos em toda a organização para resolver problemas críticos com soluções criativas. Por meio de análise das redes sociais existentes, a empresa mapeou os fluxos de informação e recursos de conhecimento entre seus funcionários em todo o mundo. A análise identificou vários pontos de estrangulamento. Usando tecnologias da Web, para expandir o acesso a especialistas de todo o mundo, a empresa montou comunidades de inovação entre as unidades de negócios em silos . Estas redes têm ajudado a acelerar a prestação de serviços , melhorando simultaneamente a qualidade em 48 por cento, de acordo com pesquisas da empresa. Gestão ortodoxas ainda impedem a maioria das empresas de aproveitar o talento para além do tempo integral dos trabalhadores que estão vinculados a estruturas organizacionais existentes. Nesse sentido, recomendo assistir o vídeo do Clay Shirky realizada em Cannes(Veja mais sobre isso aqui) em que ele acredita que as novas tecnologias que permitam a colaboração solta – e aproveitando a “inteligência” de reposição – vai mudar a forma como a sociedade funciona. É preciso aproveitar a inteligência coletiva existente dentro da empresa buscando o engajamento dos funcionários, clientes e parceiros de negócio em torno de uma causa nobre; Continue lendo »

Posted in Colaboração, Gestão 2.0, Inovação, Nova Economia, tendências da tecnologia da informação | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , | 4 Comments »

 
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