Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Gestão não é matemática

Posted by marcelao em junho 15, 2010


Pessoal,

a matemática tem várias regras como a ordem dos fatores não altera o produto, para aumentar é preciso somar, … Muitas dessas regras da matemática não podemos aplicar a gestão, pelo contrário, elas vão contra a matemática em muitos aspectos.

Na questão inovação, sabemos que quanto mais perspectivas reunimos,  maior a probabilidade de gerarmos inovação, ou seja, a partir da soma das diferenças existentes entre as pessoas é que é possível construir um clima ideal para a inovação. Somar diferenças é a chave para muitas inovações apresentadas pelas empresas.

Hoje eu estava comentando com uma colega que uma jornada de 6 horas seria muito mais produtiva do que uma jornada de 8 horas com intervalo de duas horas. Por várias razões como a diminuição da necessidade de deslocamento do trabalho para casa, de casa para o trabalho, maior tempo para dedicar a qualidade de vida e, com isso, termos oportunidades de observarmos e refletirmos melhor sobre o que está acontecendo ao nosso redor. Fora o bem sistêmico que faríamos ao meio-ambiente. Diminuir a jornada de 6 horas aumentaria a produtividade e os ganhos sistêmicos.

Outro exemplo foi a palestra que assisti do presidente da Chemtech, Daniel Moczydlower, empresa do setor de Óleo e Gás, que apresentou o case de sucesso da empresa na implantação de projetos, sendo ganhadora de vários prêmios de melhor empresa para se trabalhar. Daniel tem orgulho de dizer que, apesar de ser uma empresa de engenheiros, a valorização dos talentos está acima de tudo. Na Chemtech, o retorno ao acionista é o terceiro valor da empresa, acima disso estão a qualidade de suas entregas e a entrega de seus projetos no prazo. Daniel disse que a empresa, quando iniciou, procurou contratar pessoas talentosas para depois implantar processos.

Quando Daniel abriu para perguntas, perguntei a ele, de forma provocativa, o que aconteceria se a empresa tivesse investido inicialmente em processos para depois nas pessoas, se o resultado seria o mesmo. Daniel disse que nesse caso, a ordem dos fatores alteraria o produto, pois a implantação de processos como ponto de partida poderia criar um engessamento a criatividade no desenvolvimento de soluções que seus engenheiros desenvolvem. Ao começar pelas pessoas para depois implantar projetos, o caminho foi muito mais fácil e as próprias pessoas tiveram a consciência que a empresa tinha crescido a tal ponto que era necessária a implantação de processos, mesmo assim, se houver a necessidade, eles questionam o processo e fazem correções.

Para se ter uma idéia do modelo de gestão da Chemtech, a área de pessoas possui apenas 3 engenheiros quimicos, porque cada gestor dentro da empresa é um diretor de pessoas. Nesse caso, menos pessoas na área de pessoas não significa menos importância para as pessoas.

Como podemos ver, inovação vem do somatório de diferentes perspectivas, a estratégia vem da divergência e não do consenso, reduzir aumenta a produtividade, menos é mais e, em se tratando de pessoas e processos, a ordem dos fatores altera o produto final.

Um abraço.

“Keep the Faith”

Twitter: @blogdomarcelao

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