Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

10 princípios da Gestão 2.0

Posted by marcelao em dezembro 16, 2009


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Pessoal,

durante a semana de 23 de novembro realizamos na Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil a IV jornada de tecnologia do Banco do Brasil. O objetivo desse evento é fazer com que os funcionários da área de tecnologia do BB tenham contato com os assuntos que estão na vanguarda não só em termos de tecnologia, mas também a vários aspectos relacionados ao ambiente negocial da empresa como realidade aumentada, mobilidade, redes de quarta geração, Web 3.0, inovação, empreendedorismo corporativo, governança corporativa de TI, empresa do futuro, gestão de portfólios e projetos, redes sociais, convergência digital, novo perfil do profissional de TI, inteligência coletiva e outros assuntos relacionados.

Um dos palestrantes do evento foi o professor Silvio Meira, cientista-chefe do C.E.S.A.R, que falou sobre as mudanças que a tecnologia está gerando na sociedade e nas empresas e o que ainda será transformado. Eu estava como mediador da palestra e perguntei ao professor qual seria a grandes transformações que a tecnologia exigirá dos modelos de gestão das empresas e ele me respondeu que, fundamentalmente, os modelos de gestão das empresas deixarão de ser estruturas verticalizadas e baseadas na hierarquia e passarão a ser baseadas no conceito de rede, onde todos participam e são verdadeiramente co-responsáveis pelos destinos da empresa, mas que isso não se resume apenas ao uso de ferramentas de colaboração baseadas no conceito de Web 2.0, mas também a implantação de toda uma cultura subjacente de eletrônica que irá mudar profundamente as organizações do trabalho.

Depois da palestra, o professor Silvio Meira passou-me um artigo que são apresentados 10 princípios do modelo de gestão de uma empresa do futuro. Relaciono-os abaixo com meus comentários :

– Conversação – > Assim como na mídia tradicional de massa condicionou a audiência a serem meros consumidores passivos de conteúdo – com mensagens comerciais – as organizações condicionaram seus trabalhadores a serem meros cumpridores de ordens de trabalho que eram comunicados de forma burocrática, ou seja, poucos ditando o comportamento de muitos. Com as redes sociais, a comunicação deixa de ser unidirecional (1 para N) e passa a ser multidirecional (N para N), comunicação essa baseada em conversas abertas e que mudou de maneira irrevogável não só a nossa cultura eletrônica, mas também a nossa forma de aprender relações sociais.  Vai tornar cada vez mais difícil para a administração das empresas fazer-nos aceitar uma comunicação de mão única, enquanto que nós somos, por natureza, multidirecionais em nossa vida todos os dias;

– De baixo para cima ao invés de cima para baixo – > Aliás, esse é um dos 25 desafios propostos pela brigada de renegados coordenada pelo professor Gary Hamel em que é preciso diminuir o poder da alta administração e direciona-lo para as pontas da empresa, para as pessoas que estão em contato direto com o cliente, e para aqueles que estão desempenhando o processo produtivo semelhante aos trabalhadores da Toyota nas linhas de montagem onde cada empregado contribui em média com 100 idéias de melhorias a cada ano;

– Reputação ao invés de hierarquia – > Outro aspecto fundamental na cultura colaborativa importada da Internet é o conceito de reputação. Na gestão 1.0,  o título do trabalho encarna o status do funcionário dentro da empresa. Esse conceito é substituído pela cultura da Internet de prestígio, ou seja, a avaliação quantificada da participação do indivíduo por seus pares;

– Emergente ao invés de estruturado – > Não existe afirmação mais inquestionável: A Web funciona.  A Web foi construída sem uma estrutura pré-determinada com soluções inesperadas que surgiram naturalmente e foram massivamente adotado. Como exemplo, o hipertexto tem naturalmente promovida a relevância do Google e ajudou a classificar na web. Ninguém escreve na Web_User_Guide.doc  sempre que publica recursos para a web e tem que fazer ligações para outras páginas.

– Folksonomia versus taxonomia – > Folksonomia tem naturalmente precedência sobre Taxonomia ao classificar o oceano de informações disponíveis na web.  Ou seja, segundo a Wikipedia, um sistema de classificação deriva da prática e método de colaboração de criar e gerenciar marcas para anotar e categorizar conteúdos realizados por não-especialistas, ao invés de uma classificação rigorosa e estruturada.  A vantagem da folksonomia é que a informação é classificada de acordo com seu conteúdo, com etiquetas (tags) que qualquer um pode escolher. Embora com a taxonomia, as informações são classificadas de acordo com sua localização. Folksonomia tem duas vantagens: a) encontramos peças de informação com mais facilidade e, b) no prazo de plataformas de colaboração, estas etiquetas ajudar a encontrar rapidamente as pessoas que partilham afinidades com a temática;

– Agilidade ao invés de burocracia – > Agilidade de gerenciamento de projetos (com foco na transparência, simplicidade, colaboração, gerenciamento visual, simplicidade e confiança) contribui grandemente para absorver as mudanças inevitáveis que ocorrem durante a vida de um desenvolvimento do projeto. Da mesma forma, a gestão 2.0 precisa de uma organização ágil, que permite absorver o surgimento de novos instrumentos, práticas e relacionamentos. Entre outras coisas, esta organização aberta permite que a inovação e promove o senso de urgência.  Produtividade, em vez de processos, rapidez de execução, em vez de lentidão burocrática, lançamentos freqüentes, etc …;

– Transparência ao invés de segurança – > Antes de qualquer coisa, vamos equalizar o entendimento de que tipo de informações sobre a empresa que queremos a transparência.  Obviamente não se aplica aos pedaços sensível e confidencial das informações, mas a qualquer outro. Conversar com os gerentes no sentido de ajudar a revelar o principal temor que é deixar emergir a falibilidade de suas equipes e / ou a si próprios. O ponto é: quando essa conversa é realizada em um contexto de confiança e de resposta rápida, esses erros e potenciais problemas ajudam a dar um rosto humano e criar verdadeiros laços entre as equipes. Como Herman Melville coloca:“Vamos falar, apesar de mostrar todas as nossas falhas e fraquezas – pois é um sinal de força para ser fraco, para conhecê-la, e sair com ele …” Por outro lado, a tentação de segurança, de construção de silos de conhecimento acessado através da construção de barreiras, que regem os direitos de acesso, podem contribuir para aumentar o atrito, retardar a difusão do conhecimento e nutrir um sentimento de paranóia, que não é bom para o moral da equipe;

– Redes de conhecimento conectadas ao invés de silos de conhecimento – > Transparência trata-se de compartilhar a informação, em ambos os eixos vertical e transversal da organização.  Esta comunicação multidirecional ajuda a fomentar a eficiência, pois garante que os funcionários saibam quais são as prioridades e as estratégias de negócio, além de alimentar a inovação Além disso, a ampliação do âmbito do conhecimento dos colaboradores sobre as atividades da empresa como um todo, permitirá dar um sentido à sua contribuição profissional, tornando-se um combustível para o compromisso colaborador;

– Simplicidade ao invés de complexidade – > Agilidade é focada na condução para a simplicidade ao invés de criar sistemas que gerem a complexidade. Simplicidade é um princípio fundamental para empresas do futuro Portanto, é necessário resistir aos encantos  da complexidade intelectualmente estimulante para desenvolver soluções potenciais de processos O objetivo é buscar a simplicidade na implementação de redes sociais na empresa;

– Design em busca de usabilidade – > Uma das principais característica identificada por Andrew McAfee em sua apresentação sobre Enterprise 2.0 é o conceito de instrumentos simples e de fácil acesso.  A usabilidade tornou-se um dos principais critérios para medir a qualidade das aplicações on-line. Novamente, se tornará cada vez mais difícil impor ferramentas anti-ergonômicas  e inutilizáveis para as pessoas que usam o Twitter ou Facebook no cotidiano.  A principal razão é que os aplicativos desenvolvidos, sem preocupações de usabilidade não são nem agradáveis de usar, nem produtivos;

– Confiança – > Este é o princípio básico que determina todos os outros. Sem confiança não pode haver transparência nas informações. Não pode haver uma organização flexível o suficiente para permitir que a inovação aconteça. Sem confiança, não é possível estabelecer uma organização que aproveita a agilidade, velocidade e produtividade que a cultura de redes sociais oferece. Sem confiança, a gestão não vai abandonar a estratégia de comando e controle. E o espaço necessário para a efetiva implementação de ferramentas colaborativas nunca aparecerá;

Quem quiser ler esse e outros artigos interessantes, acesse o site www.socialcomputingjournal.com

Um abraço.

“Keep the Faith”

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16 Respostas to “10 princípios da Gestão 2.0”

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  14. […] como eu escrevi em um post anterior, sobre artigo que o professor Silvio Meira enviou-me(leia mais sobre isso aqui) e no post onde apresentei o que considero serem os princípios da Gestão 2.0(leia mais sobre isso […]

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