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O papel das empresas – Parte II – A lição Tony Stark

Posted by marcelao em agosto 30, 2009


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Pessoal,

Existem duas coisas que gosto muito de fazer nas minhas horas que é assistir filmes e ler quadrinho, mais especicamente filmes de aventura e quadrinhos de super-heróis da Marvel. Quando é possível conciliar os dois ao mesmo, surge os melhor dos mundos. Pois bem, hoje assisti mais uma vez o filme “Homem de Ferro” e relembrei vários insights que tive ao assistir o filme pela primeira vez e que gostaria de escreve em um post e o legal foi isso ter acontecido nesse momento, pois, dessa forma, é possível encaixar esses insights relembrados com a série sobre o papel das empresas.

Vamos analisar o filme sob o ponto de vista empresarial e de sustentabilidade.

Tony Stark é um empresário prodígio e um playboy milionário chamado de “DaVince” por alguns e de “Mercador da Morte” por outros devido a sua excelente competência em construir as armas mais poderosas e avançadas tecnologicamente e vendidas ao exército americano em nome da paz. Paz essa que era uma verdadeira falácia e que ele só percebeu quando, em um evento em que ele apresentou suas mais nova invenção, o míssil Jericó, o comboio militar que o levava de volta para casa é atacado e todos os soldados que estavam ali para protege-lo são mortos. Não restando mais nada a fazer, Tony Stark sai do carro e tenta se proteger. É nessa hora que ele é confrontado com sua responsabilidade quando um míssil, fabricado pela sua própria indústria, explode e o fere mortalmente.

A partir desse instante, de nada vale o poder desse empresário bem sucedido. Ele é confrontado contra o seu legado que está sobre o poder dos mercenários que foram contratados para matá-lo.O acampamento todo está cheio de armas fabricado pelas suas indústrias. A sorte dele é que ele é aprisionado junto a outro cientista que mostra todas as consequências de seus atos e consegue transmitir a ele uma nova razão para viver e um novo significado para sua vida.

Após conseguir sua liberdade, ele convoca uma coletiva de imprensa para informar a todos que suas indústrias não mais produziriam armas. Tony Stark disse : “Faço parte de um sistema que não presta contas. Eu decidi fazer algo maior e que faça mais sentido para o meu país.” Depois dessa declaração, ele começa a sofrer pressões de todos os lados, principalmente dos acionistas de suas empresas, afinal de contas, o que é uma empresa de armas que não fabrica armas. Quando confrontado de que seus acionistas não estariam satisfeitos com a nova direção, uma vez que o valor das ações da empresa cairam 56,5%, ele afirma : “Eu ser responsável é a única direção da empresa”.

Sei que o filme e os quadrinhos são ficção, mas vamos transportar essa ficção para a realidade de nossas empresas. Muito se fala em liberdade de mercado e que o próprio mercado acaba por se ajustar, mas a pergunta é : E quanto a responsabilidade do mercado? Qual é o legado que as empresas estão deixando para as futuras gerações? Será que toda esse falta de referência para muitos jovens de classe média, e que cometem algumas atrocidades, não é fruto dessa competitividade exagerada e que faz com que trabalhadores se afastem de suas famílias em nome dessa competitividade.

Qual a responsabilidade de uma empresa que paga propina para um fiscal para deixar de pagar impostos que poderiam ser revertidos em benefícios para toda a sociedade e não apenas para esse indivíduo? E o que dizer das contribuições para campanhas eleitorais que viram cobrança em forma de lobby junto a deputados e senadores em prol de seus interesses comprados com essas contribuições? Todos esses recursos poderiam estar sendo destinados a melhorar a educação no nosso país e, consequentemente, tira-las da rua e diminuir a chance de se transformarem em bandidos ao crescerem.

É preciso pensar no legado que estamos deixando e na nossa responsabilidade sistêmica. Afinal de contas, liberdade é uma palavra que rima e vai bem com responsabilidade. Aliás,para fechar esse post, vale a pena citar uma frase de outro herói, o Homem-Aranha : “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”

Um abraço.

“Keep the faith”

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12 Respostas to “O papel das empresas – Parte II – A lição Tony Stark”

  1. Wendell said

    Marcelão os HQ são os melhores sempre. Muito conteúdo disfarçado de entretenimento !!! Parabéns pelo post !!!

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