Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Gestão 2.0 : Jogue uma pizza

Posted by marcelao em julho 12, 2009


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Pessoal,

assisti no site da endeavor o vídeo com o debate entre Ricardo Cavalini, mais conhecido pelos colegas do “Update or die” como Cava, e Marcelo Tas, apresentador do programa de televisão CQC, onde o assunto era redes sociais. Recomendo a todos que assistam, pois é uma verdadeira aula sobre redes sociais. Aliás, eu recomendo todos os vídeos do site da endeavor.

O que eu queria comentar aqui no blog é sobre um trecho do debate em que o Ricardo Cavalini apresentou ao Tas uma pergunta sobre como as empresas deveriam controlar o acesso dos funcionários as redes sociais, como Twitter e Orkut,  e se isso não afetava a produtividade dos funcionários. Marcelo Tas respondeu fazendo uma analogia com a fase adolescente pela qual passou a sua filha, fase difícil porque o adolescente costuma ficar mais arredio, se isolar com seus amigos no seu quarto e não querer muito papo com os pais.Para manter o contato com sua filha, durante sua fase adolescente, ele utilizou a técnica da Pizza.

Essa técnica consistia inicialmente, quando ele conseguia, abrir um pouco a porta do quarto,  jogar uma pizza lá dentro e depois fechar a porta rapidinho. Com o tempo, ele foi jogando a pizza mais perto da porta do quarto e se aproximando mais perto do corredor. Até que um dia ele conseguiu colocar a pizza em cima da mesa e sua filha e todos seus amigos vieram comer a pizza na mesa. Desse dia em diante, ele virou o patrocinador da pizza para a galera : “O professor Tibúrcio está pagando pizza agora”. Chegou um determinado momento que haviam 30 pessoas comendo pizza na casa dele. A partir dessa técnica, ele começou a dominar a situação, a olhar para cada um no olho.

Trazendo isso para as empresas, Tas apresentou sua visão que se, as redes sociais estão afetando produtividade da sua empresa, está na hora de resgatar o diálogo com seus funcionários, por uma razão muito simples : o que eles devem estar fazendo deve ser muito chato comparado ao que eles fazem nas redes sociais. É preciso ter uma conversa franca e aberta. Ao invés de bloquear, é preciso entender o que está acontecendo e tentar resgatar o diálogo.

Desse debate, eu quero comentar dois pontos. O primeiro é que há uma distância muito grande entre a alta administração da empresa e os funcionários que estão executando o trabalho no cotidiano. Essa distância não está apenas no desenho do organograma da empresa, ela é física e de relacionamento. Física porque os altos executivos continuam se fechando em suas salas amplas, como se vivessem em um castelo, fechados ao barulho externo que tenta faze-los ouvir e enxergar a realidade do ambiente de trabalho. Relacionamento, porque se afastam do convívio e perderam o contato olho no olho com seus funcionários, que precisam de uma referência para ajuda-los a dirimir suas dúvidas, manter o moral da tropa alta e, principalmente, celebrar as pequenas vitórias conquistadas nas batalhas que eles travam todo o dia. Somente estando mais próximos de suas equipes é que eles poderão perceber quando uma pessoa está apenas de corpo presente, mas sua alma já não não está mais no trabalho.

O segundo ponto é que o ambiente de trabalho está cada vez mais desinteressante e sem significado. Vivemos ainda sobre o paradigma que trabalho não pode conviver com prazer. É preciso refletir sobre o significado do trabalho como uma missão maior para o indivíduo e socialmente relevante, que sirva como um catalizador emocional para aumentar a produtividade. É preciso vencer esse trade-off de trabalho sem prazer, valorizar o clima organizacional, principalmente, como fator estimulante a criatividade na empresa e dividir sua autoridade com seus funcionários.

A alta administração tem a responsabilidade de resgatar o comprometimento e a confiança de seus funcionários para com a empresa. Essa mudança não será feita apenas com palavras, pois somente palavras não transformam uma empresa. Para isso, o primeiro passo é jogar uma pizza.

Um abraço.

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14 Respostas to “Gestão 2.0 : Jogue uma pizza”

  1. Ótimo post Marcelo!

    Vejo muita distância da alta administração das empresas em relação às linhas mais baixas, seja pela falta de tempo ou pela soberba. Gosto de conversar com meus superiores, aprendo muito com eles e eles comigo.

    Alinhado a esse post comento que o ser humano precisa enteder que “Morrerá aprendendo”…

    Abraços.

  2. […] Thiago Palmeira em Gestão 2.0 : Jogue uma pi…Gestão 2.0 : Jogue u… em Dica de vídeo : Conheça a cult…Gestão 2.0 : Jogue […]

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  11. Hugo T. Mourão said

    Marcelo,

    Estive na palestra e foi realmente muito interessante!

    Acrescento mais uma opinião: as empresas ainda não sabem conviver com a geração Y! A geração anterior a Y não cresceu tendo o computador como entretenimento, por isso não conseguem entender que o trabalhou ficou desinteressante. Já os mais novos acham chato estar na frente do computador sem poder ter prazer com ele.

    Como desenvolvedor de software, vejo que até numa seguradora os aplicativos deveriam ser mais “prazerosos”. Há muita coisa a se fazer e pensar.

    Abs,

    Hugo T. Mourão

  12. […] Fico triste quando vejo gerentes encastelados em suas salas e mesas amplas e ficam afastados da realidade vivida pelas suas equipes. Não tomam conhecimento das angustias e inseguranças vividas pelas equipes no cotidiano. Não entendem que é preciso resgatar a conversa com as pessoas dentro das empresas. Como disse o Marcelo Tas, em um bate-papo com meu amigo Ricardo Cavallini na Endeavor, é preciso jogar uma “Pizza” para resgatar o diálogo com as pessoas (Veja mais aqui). […]

  13. […] Tom Peters disse em sua palestra que 98% das empresas são as pessoas(Leia mais sobre isso aqui) e que o papel do líder é ajudar as pessoas a terem sucesso. Liderar não é controlar as pessoas, mas sim deixa-las colaborar. Isso se torna imperativo ainda mais diante da afirmação do professor Silvio Meira de que empresas são abstrações. O que vale, de verdade, são as pessoas dentro delas. O que quer dizer que empresas são redes sociais.(leia mais sobre isso aqui) […]

  14. […] Tom Peters disse em sua palestra que 98% das empresas são as pessoas(Leia mais sobre isso aqui) e que o papel do líder é ajudar as pessoas a terem sucesso. Liderar não é controlar as pessoas, mas sim deixa-las colaborar. Isso se torna imperativo ainda mais diante da afirmação do professor Silvio Meira de que empresas são abstrações. O que vale, de verdade, são as pessoas dentro delas. O que quer dizer que empresas são redes sociais.(leia mais sobre isso aqui) […]

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