Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts com Tag ‘sustentabilidade’

O Mundo mudou. E a sua empresa?

Publicado por marcelao em março 7, 2012

Pessoal,

Mudança é assunto mais que recorrente aqui neste espaço. Estamos passando por um período semelhante ao ocorrido quando da revolução industrial, mas com mais impactos na economia, no trabalho e na sociedade. Toda essa mudança é potencializada pelo crescimento e evolução da internet, mas a internet em si não poderia fazer toda essa transformação somente por existir. São as pessoas que a utilizam que mexem com a configuração de forças existentes no mundo.

As pessoas sempre se rebelaram contra o poder institucionalizado por meio de sindicatos ou de associações de moradores por exemplo, mas o equilíbrio delicado entre as economias de escala proporcionadas pelas grandes empresas e organizações criadas pelas pessoas mudou graças ao surgimento e à disseminação das tecnologias sociais.

Nesse sentido, relaciono abaixo o que considero serem as grandes forças que estão transformando a economia, o trabalho e a sociedade:

A confiança em empresas está decaindo

Segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology), apenas 14% das pessoas acreditam em propaganda veiculada na mídia tradicional (jornais, TV e rádio). As demais pessoas (86%) acreditam mais nas opiniões veiculadas em mídias sociais como blogs, Facebook e Twitter. Estudo da Mckinsey mostra que 62% da população adulta em 20 países confiavam menos em empresas em dezembro de 2008 do que no ano anterior;

Transformação dos 4”P”s em 4 “E”s do marketing

No lugar de preço, produto, praça e promoção, agora temos respectivamente troca (exchange), experiência, engajamento  e onipresença (everyplace);

Transferência do poder das instituições para as pessoas

As tecnologias que mais beneficiam as empresas não costumam pegar, mas aquelas que beneficiam as pessoas, sim. O Facebook, por exemplo, deu às pessoas o poder de se conectarem sem ter a supervisão de uma corporação e a Wikipedia permitiu que as pessoas criem conteúdo sem a necessidade da aprovação de um expert;

Migração de uma economia de massa para uma economia de nicho

Os custos de atingir nichos estão caindo drasticamente, fundamentalmente em empresas que oferecem serviços, cada vez mais realizados de forma digital;

Economia de abundância

Vivemos cada vez mais em uma economia de abundância ao invés de escassez. Os recursos de produção são cada vez mais baratos devido à migração de um mercado que oferecia produtos e que agora oferece serviços;

Crescimento da demanda por sustentabilidade

É preciso encarar sustentabilidade não só como uma agenda ambiental. É preciso perceber o aumento de pessoas doentes por conta do trabalho, o aumento do stress e a disseminação da intolerância, custos intangíveis que as pessoas pagam por um modelo de capitalismo que já se esgotou.

O mundo mudou. E a sua empresa? Com todas essas transformações no mercado, não faz o menor sentido continuar com o mesmo pensamento. Repensar modelos de negócio e gestão é mais do que necessário – é uma questão de sobrevivência.

Um abraço.

“I believe in change”

Twitter: @blogdomarcelao

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5 regras de inovação segundo Gandhi

Publicado por marcelao em fevereiro 21, 2011

Pessoal,

no blog “Gestão e Inovação” (clique aqui para acessar) li um post bem interessante sobre as idéias do cientista indiano Raghunath Mashelkar sobre gestão e inovação. Ele propõe uma abordagem diferente de pesquisa e desenvolvimento baseada nos princípios de vida do ícone maior do pacifismo: Mahatma Gandhi.

Ele chega a cunhar o termo “Engenharia Gandhiana” para definir inovações que permitam conseguir mais com menos para mais pessoas baseado em um dos ensinamentos do herói da independência indiana que dizia que “A Terra provê o suficiente para satisfazer as necessidades, não a ganância, de todos os homens”. Produtos e serviços que melhorem a vida de todos – inclusive, mas não somente, as dos 4 bilhões de pessoas que vivem hoje com menos de dois dólares por dia. Isto significa, sim, custos ultrabaixos.  Para isso ele propõe o trinômio “baixo preço, alto desempenho e alta tecnologia”.

Ele cita como exemplos um novo sistema de localização por satélite de zonas pesqueiras elevou os níveis de produtividade, e portanto de renda, de milhões de pessoas ao longo da costa indiana que dependem da pesca para sobreviver. Cientistas medem a quantidade de clorofila na água e a temperatura na superfície do mar para detectar a concentração de peixes em uma determinada área. A informação é, então, transmitida para painéis eletrônicos instalados nos piers onde se concentram os pescadores e, por mensagem de texto, para os celulares daqueles que já estão no mar. Bom negócio tanto para o provedor de notícias por celular (neste caso, a Bharti Airtel) como para os pescadores.

O cientista cita as 5 regras de inovação segundo Gandhi e com meus comentários: Leia o resto deste post »

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ExpoManagement 2010: O que eles disseram

Publicado por marcelao em novembro 30, 2010

Pessoal,

na última página da revista HSM Management, sempre vem a seção “O que eles dizem sobre “. Trata-se de um conjunto de frases sobre determinado assunto e que servem como insights para o nosso cotidiano. Acho a idéia excelente e sempre a utilizo para reunir aqui no blog algumas frases apresentadas pelos palestrantes nos eventos da HSM de que participo.

Seguem abaixo, algumas frases que capturei durante a ExpoManagement 2010 realizada entre os dias 08 e 10 de Novembro:

Jim Collins:

“Quanto maior o sucesso, mais aterrorizados ficam os executivos, porque o fracasso sempre pode bater a nossa porta”

“As empresas parecem saudáveis por fora, com uma imagem de robustez e crescimento, mas já tem dentro delas uma doença, que se detectada precocemente pode ser curada”

“Não dá para criar uma empresa duradora se tudo gira ao seu redor de líderes isolados que acreditam que toda a base do sucesso de uma organização se deve a ele.”

“O grande sucesso dos CEOs que lideraram empresas duradouras não se deve a boas intenções, personalidade ou carisma”

“O crescimento sem disciplina pode liquidar uma empresa. A questão não é como crescer, mas como crescer com disciplina”

“Se uma organização permite que o crescimento supere a capacidade de ter as pessoas corretas, nos cargos adequados, isto é um indício de que está a caminho do declínio. O problema não é o crescimento, mas ter gente suficiente para executar o crescimento de forma brilhante”

“Não existe um grande segredo para motivação. As pessoas certas nos lugares certos são auto-motivadas por natureza. O problema é como não destruir esta motivação”

“O maior erro na liderança é oferecer esperanças falsas que serão destruídas pelos fatos”

“90% dos presidentes das empresas que se mantiveram no sucesso vieram de dentro da própria companhia. A busca de “um salvador externo heróico” é uma medida indisciplinada.  Isto porque a grandeza não acontece da noite para o dia com um único evento”

“Ninguém consegue competir quando só o dinheiro é a medida do sucesso” Leia o resto deste post »

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Uma Síntese e a Minha Visão do Fórum HSM de Estratégia

Publicado por marcelao em agosto 27, 2010

Pessoal,

Nos dias 24 e 25 de agosto, eu participei do evento do Fórum HSM de Estratégia que trouxe palestrantes internacionais e nacionais como Tom Peters, Fábio Barbosa, Renée Mauborgne, Martin Lindstron, Michael Porter e Silvio Meira. Como sempre acontece em todo evento da HSM, conteúdo e organização de primeira qualidade.

Esse post é uma tentativa de fazer um resumo e uma visão do que consegui captar nesses dois dias de contato com muitos insights e reflexões proporcionados pela exposição do conhecimento desses grandes pensadores da gestão. Além disso, quero combinar esse resumo e visão com as minhas idéias e visão de futuro na gestão.

A virada do século XX para o século XXI testemunhou uma transição contínua da gestão(Leia mais sobre isso aqui), enquanto controle, para a gestão enquanto envolvimento. Junto a tudo isso, houve uma transferência contínua de poder, da alta administração das empresas para as bordas da empresa, das empresas para o consumidor, que deveria estar sendo acompanhada por uma transição correspondente nos estilos gerenciais dentro das empresas, migrando do comando e controle em direção ao convencimento, da lideração para a conexão e do empowerment para a inspiração.(Leia mais sobre isso aqui)

Tom Peters disse em sua palestra que 98% das empresas são as pessoas(Leia mais sobre isso aqui) e que o papel do líder é ajudar as pessoas a terem sucesso. Liderar não é controlar as pessoas, mas sim deixa-las colaborar. Isso se torna imperativo ainda mais diante da afirmação do professor Silvio Meira de que empresas são abstrações. O que vale, de verdade, são as pessoas dentro delas. O que quer dizer que empresas são redes sociais.(leia mais sobre isso aqui) Leia o resto deste post »

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Fórum HSM de Estratégia – O Que Eles Disseram

Publicado por marcelao em agosto 26, 2010

Pessoal,

na última página da revista HSM Management, sempre vem a seção “O que eles dizem sobre “. Trata-se de um conjunto de frases sobre determinado assunto e que servem como insights para o nosso cotidiano. Acho a idéia excelente e sempre a utilizo para reunir aqui no blog algumas frases apresentadas pelos palestrantes nos eventos da HSM de que participo.

Seguem abaixo, algumas frases que capturei no Fórum HSM de Estratégia realizado nos dias 24 e 25 de Agosto :

Silvio Meira:

- Empresas são abstracões, o que vale, de verdade, são as pessoas dentro delas. O que quer dizer que empresas são redes sociais;

- Principio de Tom Peters: 98% de qualquer negócio é gente;

- 98% das pessoas, que compõem o princípio de Tom Peters, estão fora da empresa;

- Faz design aquele que deseja ir de um ponto ao outro redesenhando e reconstruindo o fluxo de informacões; Leia o resto deste post »

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Tendências da TI: 10 Tendências que exigem mudanças nas empresas

Publicado por marcelao em agosto 8, 2010

Pessoal,

a McKinsey Quartely, jornal de negócios da McKinsey & Company, divulgou artigo em que relaciona 10 tendências de tecnologia que devem estar no radar dos estrategistas das empresas para geração de novos modelos de negócios. O artigo faz um alerta aos altos executivos das empresas sugerindo que eles devem pensar estrategicamente sobre como preparar as organizações para o novo ambiente desafiador que se aproxima com o crescimento de tecnologias como computação em nuvem, internet das coisas, colaboração em escala e outras mais.

Eu diria que os estrategistas devem cada vez mais exercitar a habilidade de pensar em coisas impossíveis, como disse o fundador da Wired,  Kevin Kelly, em palestra que ele apresentou no TEDxAmsterdan(Veja vídeo abaixo). Para entender o que estou colocando, volte no tempo e se pergunte: será que nós imaginaríamos, a quinze anos atrás, que teríamos um mundo como ele é hoje? Será que nós pensaríamos em dispositivos móveis, tecnologia wireless (sem-fio), redes sociais como twitter e linkedin, wikipedia, internet banda larga, youtube?

Segundo o artigo da McKinsey, a tecnologia continua a evoluir rapidamente. Facebook, em pouco mais de dois curtos anos, quintuplicou de tamanho a uma rede que atinge mais de 500 milhões de usuários. Mais de 4 bilhões de pessoas ao redor do mundo já utilizam telefones celulares, e para 450 milhões de pessoas a Web é uma experiência completamente móvel. A maneira como utilizamos tecnologia, como computação em Nuvem(Cloud Computing) e virtualização, redistribuem os custos de tecnologia, criam novas formas para os indivíduos consumirem produtos e serviços e torna possível que empresários e empresas pensem em novos modelos de negócios que muitos consideram impossíveis como, por exemplo, marketing contextual.

A McKinsey também alerta que as empresas não se limitem a comprender as 10 tendências abaixo descritas. Elas precisam também pensar estrategicamente sobre como adaptar a gestão e estruturas organizacionais para atender as novas demandas proporcionadas por essas 10 tendências(veja mais sobre isso aqui), pois muitas dessas tendências exigirão a necessidade de atravessar fronteiras organizacionais tradicionais fazendo com que líderes criem conexões entre as equipes em diferentes e espalhados cantos da organização, buscando maior interdisciplinaridade de forma que toda a empresa compreenda a necessidade de explorar plenamente essas tendências. Isso implica em transformar as organizações em pequenos laboratórios capazes de testar mais rapidamente e aprender mais rapidamente em pequena escala e depois expandir o sucesso rapidamente.

Seguem abaixo as 10 tendências listadas pela McKinsey com meus comentários:

1 – Distribuído move a Co-Criação: Inspirados pelo pioneirismo da Wikipedia e um punhado de desenvolvedores de software de código aberto, a capacidade de organizar as comunidades da Web para desenvolver , comercializar produtos e serviços de apoio passou das margens da prática empresarial para o mainstream. Muitas empresas buscam aumentar esse relacionamento com as comunidades da Web com o objetivo de ampliar seu alcance e reduzir o custo de servir aos clientes. Algumas chegam a abrigar comunidades onde os clientes mais experientes dão conselhos e apoio para aqueles que precisam de ajuda. A Procter & Gamble organiza uma comunidade de mães que compartilham suas experiências de novos produtos com membros de seu circulo social. Outro exemplo que podemos relacionar aqui foi citado pela Adriana Salles Gomes, em post do blog da HSM, sobre ação da Brinquedos Estrela que detectou uma comunidade vibrante no Orkut com 3 mil fãs que pediam à marca para retornar a produção do Ferrorama(Clique aqui para ler);

2 – Transformar a organização em uma rede: Em pesquisa anterior da McKinsey, foi observado que a Web estava forçando a abertura das fronteiras organizacionais das organizações, permitindo que funcionários e não-funcionários oferecem seus conhecimentos de novas formas. McKinsey chamou essa tendência de “Explorando um mundo de talentos”. Muitas empresas estão indo além dessa fronteira construindo redes flexíveis que se extendem além das fronteiras internas e externas. Uma empresa global de serviços de energia constatou que as barreiras em torno dos silos organizacionais impedia que seus gestores acessassem os melhores talentos em toda a organização para resolver problemas críticos com soluções criativas. Por meio de análise das redes sociais existentes, a empresa mapeou os fluxos de informação e recursos de conhecimento entre seus funcionários em todo o mundo. A análise identificou vários pontos de estrangulamento. Usando tecnologias da Web, para expandir o acesso a especialistas de todo o mundo, a empresa montou comunidades de inovação entre as unidades de negócios em silos . Estas redes têm ajudado a acelerar a prestação de serviços , melhorando simultaneamente a qualidade em 48 por cento, de acordo com pesquisas da empresa. Gestão ortodoxas ainda impedem a maioria das empresas de aproveitar o talento para além do tempo integral dos trabalhadores que estão vinculados a estruturas organizacionais existentes. Nesse sentido, recomendo assistir o vídeo do Clay Shirky realizada em Cannes(Veja mais sobre isso aqui) em que ele acredita que as novas tecnologias que permitam a colaboração solta – e aproveitando a “inteligência” de reposição – vai mudar a forma como a sociedade funciona. É preciso aproveitar a inteligência coletiva existente dentro da empresa buscando o engajamento dos funcionários, clientes e parceiros de negócio em torno de uma causa nobre; Leia o resto deste post »

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Sustentabilidade = Visão de Longo Prazo + Aprendizado

Publicado por marcelao em abril 14, 2010

Pessoal,

uma das palestras que mais gostei no último Fórum Mundial de gestão e liderança, organizado pela HSM nos dias 06 e 07 de abril, foi a apresentação do professor Mario Sérgio Cortella. Sou um pouco suspeito para falar sobre as aulas do professor Cortella, afinal de contas essa era a apenas a quinta palestra dele que eu assisti, mas é sempre uma grande oportunidade poder compartilhar dos ensinamentos do professor Cortella.

Uma das características que gosto mais nas palestras do professor Cortella é o fato de que ele procura nos levar a reflexão compartilhando seu conhecimento como filósofo do verdadeiro significado das coisas. No caso da palestra do Fórum, ele refletiu sobre o significado do tempo em diferentes culturas.Quando se trata de países de ética não-judaica-cristã, como as potências China e Índia, a maioria da população é reencarcionista, ao contrário da ética ocidental que possui crença em uma só vida. Para os indianos, a vida não é só esta e, a próxima, dependerá desta.

Para ilustrar esse tipo de pensamento, o professor Cortella citou a ação da China em investir na compra de alguns dos pianos mais sofisticados e desejados do mundo com o objetivo de em 2100 ter os melhores pianistas do mundo. Quero compartilhar com vocês dois conceitos que extraio desses ensinamentos do professor Cortella. O primeiro é que uma visão de longo prazo traz resultados mais sustentáveis e prolongados do que ações de curto prazo. Apenas para exemplificar, e trazendo para a nossa realidade, eu estava escutando a Radio CBN no último domingo (11.04) e o assunto eram as olimpíadas no Brasil em 2016 em um debate com a participação do técnico José Roberto Guimarães da seleção brasileira feminina de vôlei. Leia o resto deste post »

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O custo de transação

Publicado por marcelao em março 23, 2010

Pessoal,

assisti ontem a entrevista do professor Silvio Meira (disponível aqui) no programa “Canal Livre” da Band, além de ler a entrevista que ele concedeu para a HSM management de mar/abr, e gostaria de destacar o que o professor chamou de “Custo de transação”. O professor Silvio Meira comentou que o custo da transação para uma pessoa ir de onde mora para onde trabalha é astronômico, tanto em preço absoluto, por conta dos preços de estacionamento, combustível, etc, como em preço de tempo.

Como a maioria deve saber, eu trabalho na área de tecnologia do Banco do Brasil em Brasília. A área de tecnologia do BB fica em um prédio no final da Asa Norte e lá trabalham mais de 2000 pessoas. Pessoas que moram nos mais diversos setores da cidade e que se deslocam quase todos de carro para o trabalho. Além desse prédio, o BB tem mais 4 prédios sendo 3 no centro da cidade (setor bancário sul), com média de 2o andares, e um mais afastado onde se localiza o nosso centro de treinamento. Imaginem vocês como é  a concentração de carros nesses lugares? Além disso, perto do setor bancário sul, fica o setor de autarquias onde funcionam a receita federal, INSS, Banco Central, … Volta e meia eu participo de reuniões no andar mais alto(24 andar) do edificio sede do Banco e de lá é possível ter uma panorâmica desse cenário e vocês não conseguiriam imaginar a quantidade de carros estacionados nessa região.

Brasília tem um problema com o sistema de transporte público que é a falta de rodízio de passageiros dentro do ônibus. Normalmente, na grande maioria das cidades, quando o ônibus chega a uma parada de ônibus, algumas pessoas sobem e outras descem, o que de certa forma, acaba por diminuir o preço da passagem. Ocorre que em Brasília esse rodízio não acontece, porque, uma vez que o trabalho é concentrado na área governamental, e ele se localiza principalmente na esplanada de ministérios, as pessoas sobem em todos os pontos de ônibus, mas descem quase todos no mesmo ponto final.

Imaginem se nós conseguissemos reduzir em mais de 50% a necessidade de deslocamento para o trabalho? Qual seria o impacto quanto a emissão de gases nocivos ao meio-ambiente? Quanto diminuiria o nível de stress das pessoas no trânsito? E o impacto que isso teria na qualidade de vida das pessoas? Quanto isso representaria em termos de diminuição de custos com a manutenção dos carros? O tempo que passaríamos a ter disponível para passar com nossas famílias? Leia o resto deste post »

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Dissonância cognitiva epidêmica

Publicado por marcelao em janeiro 4, 2010

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Pessoal,

segundo a wikipedia, dissonância cognitiva é um termo da psicologia. Descreve uma tensão inconfortável que pode ou não ser gerada por dois pensamentos conflitantes, ou comportar-se de forma conflitante com suas crenças. Basicamente se trata da percepção de incompatibilidade entre duas cognições, onde “cognição” é definido como qualquer elemento do conhecimento, incluindo atitude, emoção, crenças ou comportamento. A teoria da dissonância cognitiva prega que cognições contradizentes servem como estímulos para a mente obter ou inventar novos pensamentos ou crenças, ou modificar crenças pré-existentes, de forma a reduzir a quantidade de dissonância (conflito) entre as cognições.

A Teoria da Dissonância Cognitiva foi desenvolvida por Leon Festinger no meio do século XX. Ele define a Dissonância como uma tensão entre o que uma pessoa pensa ou acredita e aquilo que faz. Quando alguém faz uma ação que está em desacordo com aquilo que pensa, gera-se essa tensão e mecanismos psíquicos para repor a consonância são prontamente ativados. Das duas uma, ou aquilo que sabemos ou pensamos se adapta ao nosso comportamento, ou o comportamento adapta-se ao nosso conhecimento.

A melhor atitude que podemos adotar é que o nosso comportamento adapta-se ao nosso conhecimento, pois desta forma, estaremos sendo integros e alinhando a prática ao discurso. Quando ocorre o contrário, aquilo que cremos ou pensamos se adapta ao nosso comportamente, nós exigimos uma compensação e essa compensação pode ser alcançada de diversas formas, mas, geralmente ela se dá através de compensação financeira. No mundo corporativo, isso ocorre com muita frequência quando abrimos mão de nossos valores para que seja possível conseguir uma promoção, fato esse bastante incentivado devido ao ambiente de competição exacerbado dentro do ambiente corporativo. Leia o resto deste post »

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O valor do respeito

Publicado por marcelao em outubro 5, 2009

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Pessoal,

se eu pudesse resumir o Fórum Mundial de Negociação em uma palavra, essa palavra seria respeito. Assim como em vários momentos da vida nós estamos negociando e decidindo, em vários momentos da vida devemos procurar respeitar as pessoas em seus sentimentos e nas suas intenções.

Nas negociações, uma das atitudes mais importantes para se ter credibilidade é procurar respeitar os interesses do outro lado na negociação, como afirmou Paul Schoemaker. Bons negociadores procuram escutar o que trás por trás de qualquer negociação, e essa tarefa só será possível se você respeitar o outro lado. Respeitar, nesse aspecto, significa calçar o sapato do outro e saber onde está apertando no calo do outro.

Aliás, Willian Ury resgatou com muita felicidade o significado da palavra “respeito” que vem de RE-SPECT que significa “olhar de novo para ver o outro”. Olhar de novo para ver o outro para dar valor a si mesmo e ao outro com o objetivo de prestar atenção positiva a outra pessoa. Respeito esse que, independente do resultado da negociação, será muito importante para manter uma relação saudável e sustentável com o outro lado após o fim da negociação. Leia o resto deste post »

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