Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts com Tag ‘Poder do consumidor’

Fórum HSM de Marketing e Tendências de Consumo: Co-Criação

Publicado por marcelao em outubro 7, 2011

Pessoal,

no século XXI, século da economia criativa e da inovação, estamos diante de um mundo muito mais complexo e de maior dificuldade na interpretação dos problemas em relação ao contexto que vivemos no século passado. Estamos diante de uma verdadeira e drástica mudança na economia, uma mudança que envolve uma grande transferência de poder, dos chamados países evoluídos como Estados Unidos e Inglaterra para países emergentes como os que compõem o BRIC(Brasil, Rússia, India e China). Transferência de poder também fluindo das empresas, com a confiança questionada por mais de 62% das pessoas segundo pesquisa do MIT, para os consumidores devido ao maior poder de acesso a informação, principalmente com o advento das redes sociais, tornando as pessoas mais informadas e mais conectadas.

Em um ambiente complexo como esse, as empresas precisam perceber que, para dominar as diversas perspectivas que envolvem entender e atender as necessidades cada vez maiores de seus clientes, nenhuma empresa detem todos os conhecimentos, todas as habilidades e todos os recursos necessários para entregar valor aos seus clientes. Tom Peters afirmou no Fórum HSM de liderança de 2010 que 98% das empresas são as pessoas e o professor Silvio Meira complementou nesse mesmo fórum que realmente 98% das empresas eram as pessoas, mas que 98% das pessoas estavam fora das empresas, ou seja, a grande parte do conhecimento e das habilidades necessárias, para que as empresas atendessem a sociedade, estava fora delas.

Nesse cenário, empresas que quiserem entregar valor deverão entender que ele resultará cada vez mais de processos de co-criação com seus clientes – não importa que sejam consumidores ricos do ocidente ou consumidores pobres de Bangladesh ou da Índia. Todas as empresas precisarão aprender a acessar recursos oriundos de várias fontes, principalmente de seus clientes. Leia o resto deste post »

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Fórum HSM de Marketing e Tendências de Consumo: Tecnologia

Publicado por marcelao em outubro 4, 2011

Pessoal,

outro aspecto importante abordado no fórum HSM de Marketing e Tendências de consumo foi a influência da tecnologia nos tempos atuais gerando novos comportamentos do consumidor. A tecnologia vem mudando a forma como as pessoas consomem serviços, entretenimento e conteúdo.

A especialista em comportamento mobile, Mimi Ito, ressaltou que o espaço móvel tem importância em si mesmo, e não é uma segunda versão da internet para computadores pessoais (PC). “Se você é uma pessoa que se baseia em PC, tem de ultrapassar essa visão”. E entrar na mente do cliente móvel. Tem de compreender que existe uma relação intima entre os consumidores e os seus dispositivos móveis.

Mimi Ito fez uma incursão no universo dos jovens japoneses e descobriu que eles estão deixando de utilizar carros para se locomover e preferindo andar de trem, pois, dessa forma, é possível ter mais tempo para acessar conteúdo utilizando seus dispositivos móveis. Leia o resto deste post »

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Loja Conceito do Banco do Brasil: Melhor Experiência de Consumo

Publicado por marcelao em outubro 2, 2011

Pessoal,

o assunto melhor experiência de consumo foi o foco principal do primeiro post que fiz sobre o fórum HSM de Marketing e tendências de consumo. Para ilustrar esse conceito, abaixo segue vídeo apresentando a loja conceito do Banco do Brasil, espaço criado pelo Banco do Brasil no shopping Iguatemi em Brasília. Após o jump, eu comento sobre outras quatro tendências apresentadas no vídeo:

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Fórum HSM de Marketing e Tendências de Consumo: Experiência

Publicado por marcelao em setembro 29, 2011

Pessoal,

Nos últimos dias participei do Fórum HSM de Marketing e tendências de consumo e, como de costume, utilizarei esse espaço para compartilhar minhas impressões sobre o que assisti nos dias de fórum. Nesse primeiro post vou abordar um dos temas mais recorrentes que foi a questão da experiência de consumo.

É mais do que sabido que vivemos uma era em que o consumidor tem um maior poder de influência dentro do processo econômico devido ao crescimento das redes sociais, que permite a nós consumidores que essa participação aconteça sem a necessidade de intermediários. Toda essa transformação que a tecnologia nos proporciona, tema do próximo post,  trouxe diversas transformações no comportamento desse consumidor na economia.

Informação é poder. Consumidores informados tem mais poder e consciência dos seus direitos e das possibilidades de consumo que eles podem ter acesso. Mais do que consumir, os consumidores da nova economia querem ter uma experiência diferenciada de consumo. Nas palavras de Seth Godin, um dos palestrantes do evento, “Acabou o tempo de vender produto médio para pessoas medianas”. Atingir as massas não deve ser mais o objetivo das empresas, pois vender para as massas significa vender algo mediano para pessoas medianas. Leia o resto deste post »

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Vídeo: Entrevista David Siegel e a Web Semântica

Publicado por marcelao em junho 20, 2011

Pessoal,

segue abaixo vídeo com entrevista do autor do livro “A Economia Pull”, David Siegel, comentando sobre os princípios por trás da economia Pull e as mudanças que a Web Semântica trará para os negócios nos próximos anos

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, but i still believe”

twitter @blogdomarcelao

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Tendências da TI: A Economia Pull

Publicado por marcelao em junho 15, 2011

Pessoal,

mudança é assunto mais que recorrente aqui nesse espaço. Estamos passando por um período semelhante ao ocorrido quando da revolução industrial, mas com mais impactos na economia, no trabalho e na sociedade. Toda essa mudança é potencializada pelo crescimento e evolução da Internet. Mas a Internet em sim não poderia fazer toda essa transformação somente por existir. São as pessoas que as utilizam e mexem com a configuração de forças existentes no mundo. As pessoas se conectam com outras pessoas e recebem poder delas, principalmente nas multidões e, nesse sentido, a Internet potencializou todas essas conexões como nunca antes na história da humanidade.

As pessoas sempre se rebelaram contra o poder institucionalizado através de sindicatos ou associações de moradores, por exemplo, mas o equilíbrio delicado entre as economias de escala proporcionadas pelas grandes empresas e as organizações criadas pelas pessoas mudou graças ao surgimento e disseminação das tecnologias sociais.

Nesse sentido, eu relaciono abaixo o que considero ser a grandes forças que estão transformando a economia, o trabalho e a sociedade como consequência de toda essa mudança:

- Confiança em empresas está decaindo -> Segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology) apenas 14% das pessoas acreditam em propaganda veiculada na mídia tradicional(Jornais, TV e rádio). As demais pessoas(86%) acreditam mais na opinião de outras pessoas veiculadas através das midias sociais como blogs, facebook e twitter. Estudo da Mckinsey mostra que 62% da população adulta em 20 países confiava menos em empresas em dezembro de 2008 do que um ano antes;

- Transformação dos 4”P”s em 4 “E”s do marketing -> Ao invés de preço, produto, praça e promoção, agora temos troca(Exchange) ao invés de preço, Experiência ao invés de produto, Engajamento ao invés de promoção e Onipresença (EveryPlace) ao invés de praça;

- Transferência do poder das instituições para as pessoas – > As tecnologias que mais beneficiam as empresas não costumam pegar. As que beneficiam as pessoas, sim. O Facebook deu às pessoas o poder de se conectar sem terem a supervisão de uma corporação. A Wikipedia permitiu as pessoas criarem conteúdo sem terem a aprovação de um expert. O Twitter, da mesma forma, permite que as pessoas se conectem;

- Migração de uma economia de massa para uma economia de nicho – > Os custos de atingir nichos estão caindo drasticamente, fundamentalmente em empresas que oferecem serviços, pois a produção de serviços é cada vez mais realizada de forma digital.

- Economia de abundância – > Vivemos cada vez mais em uma economia de abundância ao invés de escassez, pois os recursos de produção são cada vez mais baratos devido a migração de um mercado que oferecia produtos e que agora oferece serviços. Nesse sentido, é preciso repensar modelos de negócio e gestão, pois tudo o que foi feito até agora nas empresas foi baseada na escassez e no custo alto dos recursos de reprodução;

- Crescimento da demanda por sustentabilidade – > Nesse sentido, não que não seja importante, é preciso encarar sustentabilidade não só como uma agenda ambiental. É preciso perceber os custos intangíveis que as pessoas estão pagando por um modelo de capitalismo que se esgotou como, por exemplo, aumento de pessoas doentes por conta do trabalho, aumento do stress na sociedade e consequente baixa tolerância onde simples acidentes no trânsito podem levar até a morte de alguém, e outras coisas mais;

Nas últimas décadas, têm se verificado uma tendência para a adoção de uma economia pull em alternativa a uma economia push devido a uma libertação do comércio e a um aumento da concorrência, que se traduziu num aumento da oferta muito além da procura. Leia o resto deste post »

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A Importância do Design na Revolução Digital

Publicado por marcelao em abril 4, 2011

Pessoal,

na semana passada estive em São Paulo no estúdio da Live Work Brasil para o Workshop de Design focado em serviços que foi conduzido pelos craques Tennyson Pinheiro e Luis Alt. Já há algum tempo que venho estudando sobre design thinking e notado a importância que ele tem nos tempos atuais, principalmente porque ele é uma metodologia focado no atendimento das necessidades do ser-humano. O Design thinking é uma abstração do modelo mental utilizado há anos pelos designers para dar vida as idéias.

Na revolução industrial, o foco dos estudos para aumentar a produtividade foi em cima de como melhorar os processos que envolviam as máquinas para desenvolver com custo cada vez menor os produtos que as empresas entendiam ser o melhor para as pessoas consumirem. Esse era um processo que funcionava dentro de uma economia onde as pessoas, enquanto consumidores, pouco participavam do processo de definição de quais produtos elas desejavam consumir.

Nesse sentido, valorizou-se muito mais a aplicação da engenharia e da análise na definição dos produtos e da ciência e racionalidade como modelo mental para entender os processos economicos e sociais daqueles tempos. Conhecimentos esses mais facilmente associados ao desenvolvimento do lado esquerdo do cérebro. Eram tempos de escassez de oferta de produtos e serviços.

Os tempos mudaram e hoje os consumidores tem um poder muito maior de participação no processo econômico com o crescimento das redes sociais. Além disso, vivemos hoje em um mundo de abundância. Segundo estudo apresentado durante o Workshop, diariamente estamos em contato com 3.000 marcas. Isso em um dia que não envolva fazer compras, do contrário, entraremos em contato com mais de 35.000 marcas. Diante de tanta abundância, as empresas tentam atrair a atenção de seus consumidores, mas como atrair essa atenção diante de tanta exposição de marcas? Leia o resto deste post »

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Vídeo: A Transformação do Marketing

Publicado por marcelao em fevereiro 13, 2011

Pessoal,

segue vídeo abaixo mostra a transformação do Marketing, com maior foco no “P” de promoção/publicidade, mostrando as adaptações pelo que o mercado passou de acordo com o surgimento de novas mídias e formas de contato com o consumidor. Mostra também a grande transformação que a Internet, mais especificamente o advento da colaboração e da WEB 2.0, trouxe invertendo o fluxo de mensagem deixando de ser um fluxo de 1 meio para N pessoas, unidirecional, e passando a ser N meios para N pessoas com fluxo multidirecional, onde os consumidores fazem e são a parte mais importante do processo de comunicação entre marcas, produtos e consumidores.

Toda essa evolução potencializada pela WEB 2.0 traz para o mundo atual onde temos a substituição da massificação e da customização em massa em busca de uma maior personalização, onde temos a substituição dos 4 “P”s do Marketing (Preço, Praça, Produto, Promoção) pelos 4 “E”s que envolvem troca(Exchange), Experiência, Onipresença(EveryWhere) e Engajamento.

Assista logo após o jump: Leia o resto deste post »

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ExpoManagement 2010: O que eles disseram

Publicado por marcelao em novembro 30, 2010

Pessoal,

na última página da revista HSM Management, sempre vem a seção “O que eles dizem sobre “. Trata-se de um conjunto de frases sobre determinado assunto e que servem como insights para o nosso cotidiano. Acho a idéia excelente e sempre a utilizo para reunir aqui no blog algumas frases apresentadas pelos palestrantes nos eventos da HSM de que participo.

Seguem abaixo, algumas frases que capturei durante a ExpoManagement 2010 realizada entre os dias 08 e 10 de Novembro:

Jim Collins:

“Quanto maior o sucesso, mais aterrorizados ficam os executivos, porque o fracasso sempre pode bater a nossa porta”

“As empresas parecem saudáveis por fora, com uma imagem de robustez e crescimento, mas já tem dentro delas uma doença, que se detectada precocemente pode ser curada”

“Não dá para criar uma empresa duradora se tudo gira ao seu redor de líderes isolados que acreditam que toda a base do sucesso de uma organização se deve a ele.”

“O grande sucesso dos CEOs que lideraram empresas duradouras não se deve a boas intenções, personalidade ou carisma”

“O crescimento sem disciplina pode liquidar uma empresa. A questão não é como crescer, mas como crescer com disciplina”

“Se uma organização permite que o crescimento supere a capacidade de ter as pessoas corretas, nos cargos adequados, isto é um indício de que está a caminho do declínio. O problema não é o crescimento, mas ter gente suficiente para executar o crescimento de forma brilhante”

“Não existe um grande segredo para motivação. As pessoas certas nos lugares certos são auto-motivadas por natureza. O problema é como não destruir esta motivação”

“O maior erro na liderança é oferecer esperanças falsas que serão destruídas pelos fatos”

“90% dos presidentes das empresas que se mantiveram no sucesso vieram de dentro da própria companhia. A busca de “um salvador externo heróico” é uma medida indisciplinada.  Isto porque a grandeza não acontece da noite para o dia com um único evento”

“Ninguém consegue competir quando só o dinheiro é a medida do sucesso” Leia o resto deste post »

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Gestão 2.0: 10 lições de liderança de Sir Terry Leahy.

Publicado por marcelao em novembro 16, 2010

Pessoal,

durante a ExpoManagement 2010, eu conversei com o Beto Toledo, Diretor de Midias on-line da Young&Rubicam, e chegamos a conclusão que as palestras que não são realizadas pelos grandes gurus são as que mais nos surpreendem, pois nossa expectativa em relação a elas é baixa e porquê você sempre encontra documentação farta sobre as teses dos grandes gurus pela Internet.

Uma das palestras que se encaixam dentro dessa premissa foi a apresentada por Sir Terry Leahy, CEO da gigantesca e bem-sucedida rede britânica de supermercados Tesco que atua pelo mundo com mais de duas mil lojas e mais de trezentos e cinquenta mil funcionários transformando-se na maior rede de super-mercados do Reino Unido e a terceira maior do mundo. Durante seus dez anos no comando, os lucros da Tesco subiram de US$1,08 bilhão para mais de US$ 3 bilhões; suas vendas agora superam US$68,7 bilhões e o preço de suas ações quase dobrou.

Em sua palestra, Sir Terry Leahy apresentou 10 lições de liderança que eu apresento abaixo com meus comentários:

1 – Encontre a verdade - O primeiro passo para se resolver um problema, independentemente de seu tamanho, é reconhecer a sua existência. Encarar a verdade de frente pode ser doloroso, mas é extremamente necessário. Aliás, fugir deles é um dos passos apontados pelo Jim Collins no seu livro “Como os Gigantes Caem?”. Para encontrar a verdade, escute seriamente seus clientes e funcionários, principalmente aqueles que investem seu capital emocional no futuro da empresa. Ouvir verdadeiramente seus clientes e funcionários é ter na mão o mapa do desenvolvimento futuro de sua empresa;

2 – Tenha metas audaciosas – Tenha metas audaciosas, mas tenho cuidado com a forma e a razão por trás dessas metas, pois a maioria das empresas definem metas de forma equivocada e acabam por gerar comportamentos não-éticos por parte de seus funcionários. Pensem em definir metas ligadas ao valor que você deseja gerar para seus clientes. No caso da Tesco, não importa o Market Share, o que eles querem é ser a escolha número 1 de seus clientes;

3 – Visão, Valores e Cultura – Visão, valores e cultura importam mais do que estratégias de marketing e objetivos financeiros. O lado soft das empresas ganha mais importância do que o lado hard das empresas. É preciso compartilhar significado entre empresas, funcionários e clientes. É como disse o Daniel Pink no seu livro “O Cérebro do Futuro – A Revolução do lado Direito do Cérebro” quando afirma que o século XXI é o século em que a sensibilidade terá mais importância do que a racionalidade. Nesse sentido, procure tratar as pessoas com respeito em primeiro lugar; Leia o resto deste post »

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