Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts com Tag ‘Poder do consumidor’

Digital Age – Minhas impressões

Publicado por marcelao em Agosto 30, 2009

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Pessoal,

estive essa semana em São Paulo para participar do evento Digital Age 2.0, que foi organizado pelo IDG!NOW. Esse post tem o objetivo de compartilhar com vocês as minhas impressões sobre o evento.

Se eu tivesse que resumir esse evento em uma expressão, ela seria : O poder está com as pessoas e não mais com as empresas. Isso confirma várias das minhas impressões que já havia registrado aqui no blog (confira aqui). As pessoas estão no poder, seja como consumidoras, seja como funcionários. Como disse Tony Hsieh(mais detalhes aqui), CEO da Zappos, as pessoas criaram uma via de mão dupla ao se apossarem da Web.

As pessoas, com o advento da Internet, passaram a ser mais questionadoras e a exigir mais transparência nas relações que elas realizam no cotidiano. Questionamento esse que as leva a querer se relacionar mais com pessoas do que com as empresas. Vivemos em uma era em que a padronização, caracterizada principalmente pelo atendimento dos Help-Desks, acabou. O consumidor exige maior personalização dos produtos e maior transparência nos relacionamentos. Tony Hsieh afirmou categoricamente : “Seja verdadeiro e transparente e você não terá nada a temer”. Leia o resto deste post »

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O papel das empresas – Parte I

Publicado por marcelao em Agosto 26, 2009

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Pessoal,

            o último post que publiquei, que foi sobre a Web 3.0,  eu fechei afirmando que, para alcançarmos todos os benefícios que a economia digital e social poderá nos trazer, era preciso repensarmos o papel das empresas na sociedade. Então, quero iniciar uma nova série de posts comentando sobre, na minha opinião, qual deveria ser o papel das empresas nesse novo mundo. Quero discutir porque as empresas devem existir.

Hoje (2608), estou participando do evento da IDG!NOW, o Digital Ages, que tem como objetivo discutir a realidade dos negócios com o advento da Internet nos campos do marketing, publicidade, comunicação. Quem me acompanha nos blogs de que participo, sabe que procuro discutir a tecnologia não como bits e bytes, mas sim em como ela transforma tudo no nosso mundo. Dito isso, no meu entender, a Internet é a nossa grande chance de RE-criarmos uma nova sociedade, uma nova humanidade, uma HUMANIDADE 2.0 como diria o meu amigo Gil Giardelli. Parafraseando um famoso politico, Nunca na história desse mundo estivemos tão perto de fazer uma revolução de baixo para cima, uma RE-Evolução.

Existem vários casos  que posso citar de eventos associados a essa revolução de baixo para cima como, por exemplo, o movimento dos moradores e associações de bairros da cidade do Rio de Janeiro que estão proporam o boicote ao pagamento IPTU no ano de 2008. A razão desse boicote é que a cidade do Rio de janeiro, segundo relatos, estava entregue a própria sorte quanto a sua manutenção com suas e calçadas esburacadas, grama sem cortar virando capim, árvores que não recebiam poda há muito tempo, proliferação de camelôs nas ruas, … E só quando se aproximaram as eleições é que o prefeito da cidade resolve fazer acontecer valendo-se daquela máxima de que a “última impressão é a que fica”. Resultado : os moradores cansaram-se dessa postura e resolveram pagar o IPTU apenas em Novembro fazendo com que o prefeito não tenha recursos para continuar com essa prática eleitoreira.

Na palestra do Sr. Tony Hsieh, CEO da Zappos (loja on-line de venda de sapatos), ficou claro como essa revolução deveria impactar as empresas. Para Tony, devemos reinventar o DNA das empresas visando encantar nossos clientes e, principalmente, funcionários e torná-los seguidores da marca da empresa. Quem achava que seria uma palestra sobre negócios, recheada com números, foi surpreendido com uma palestra que falou 99% sobre pessoas e 1% sobre negócios. Leia o resto deste post »

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Estratégia : 10 tendências para monitorar

Publicado por marcelao em Julho 29, 2009

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Pessoal,

foi publicado um artigo na edição de julho/2009 da revista Harvard Business Review um artigo - de autoria de Eric Beinhocker, Ian Davis e Lenny Mendonça - que apresenta 10 tendências a serem monitoradas por qualquer estrategista de plantão. Esse artigo é baseado nas forças subjacentes que ajudam a moldar o ambiente de negócios e buscar sinais de descontinuidade que são monitoradas pela McKinsey & Company que vão desde o crescimento em mercados emergentes à evolução do papel da empresa na sociedade. Avaliando esses fatores, os autores argumentam que, após a crise, o ambiente de negócios sofreu transformações e não voltará a ser o que era antes da crise.

Meu objetivo com esse post é relacionar essas 10 tendências, colocar a minha opinião sobre cada uma delas e provocar um debate sobre elas. Não é minha intenção colocar o conteúdo do artigo aqui até por respeito a publicação da revista. Portanto, se vocês querem mais detalhes sobre cada uma das tendências relacionadas no artigo, procurem a revista na banca e compre-a.

Vamos as tendências :

- Recursos sob pressão : Lembro-me de uma palestra que assisti do professor Vicente Falconi, cujo título era “A invasão dos bárbaros e as decisões empresariais de hoje” (disponível aqui), em que o professor acredita que estamos diante de uma aceleração muito grande na economia e que coisas que serão decisivas daqui a 10 anos, mas que precisavam começar a ser preparadas hoje. Falconi apresentou o conceito histórico da palavra “bárbaros” como sendo todo aquele que não pertencia ao império romano, ou seja, eram povos pobres, nômades e pessoas com muita fome. Esses povos bárbaros eram motivados pela guerra para matar a sua fome. Fazendo um paralelo com os dias atuais, Falconi argumenta que a história se repete de formas diferentes, ou seja, o império romano mudou de mãos(países desenvolvidos ou primeiro mundo) e os bárbaros são os países excluídos desse império (países emergentes ou do terceiro mundo). Os países do novo império reunem cerca de 1 bilhão de pessoas, enquanto que os países “bárbaros” reunem em torno de 5 a 6 bilhões de pessoas. Muitos desses países “bárbaros” possum economias em franco crescimento e farão parte do “novo império”, o que caracteriza, segundo o professor Falconi, a invasão dos ”novos bárbaros”. Esses bárbaros estão consumindo mais e a consequência disso é o aumento do consumo de recursos como combustível e água, o que naturalmente exerce uma pressão sobre os preços dessas comodities. Portanto, devemos nos preparar para um mundo em que haverá o encarecimento desses recursos como, por exemplo, os recursos minerais e hídricos;

- Globalização sob ataque : Essa é uma tendência que deve ser analisada em partes. Com relação ao comércio mundial, acredito que haverá uma retração, mais em decorrência da crise financeira e da insegurança do consumidor que ela gerou, mas deve ser retomada com a recuperação da economia. Um revés na globalização do comércio traria consequências muito grandes para o consumidor como consequência da diminuição da competitividade entre os mercados. Já a globalização financeira porque foi justamente a complexa conexão entre os mercados financeiros que envolveu vários países é que gerou o efeito cascata que afetou todos os países durante a crise financeira mundial. A consequência desse efeito é que aumentarão os mecanismos reguladores para evitar atividades de especulação financeira e o aumento de incentivos para investimentos em atividades produtivas, que passem a gerar riquezas através da produção e não a partir de engenharia financeira; Leia o resto deste post »

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Inovação na Gestão : Três forças disruptoras da gestão by Gary Hammel

Publicado por marcelao em Março 30, 2009

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Pessoal,

                  eu estava navegando na Internet procurando por figuras associadas ao assunto inovação na gestão e encontrei o blog do professor Gary Hammel no “The Wall Street Journal”(acesse o link para o blog) e um post sobre os 25 desafios para inovação na gestão identificados pelo professor e que foram citados pelo Jorge Carvalho no blog da HSM( acesse aqui o post do Jorge).

                  A partir dessa descoberta, li outros excelentes posts e entre eles destaco os dois últimos posts do blog : Leia o resto deste post »

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Caso OI Celular : Estratégia Inovadora e Inteligente

Publicado por marcelao em Setembro 7, 2008

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Pessoal,

             já havia comentado em outros posts que em tempos de mudança, o segredo para obter vantagem competitiva é liderar a mudança. Isso exige das empresas empreenderem estratégias inovadoras, estratégias que quebrem algumas leis do mercado. Esse foi o caso da empresa de telefonia celular OI.

             O primeiro movimento da OI foi lançar a campanha de desbloqueio dos celulares. A campanha envolveu chamadas na televisão que mostravam clientes “acorrentados” as empresas de telefonia celular, como vocês podem ver no video abaixo.

               A mensagem anunciava que a OI passou a comercializar celulares desbloqueados, que você deve ficar com um celular da empresa porque quer e não porque é obrigado.

               Essa ação da OI iniciou uma onda de clientes exigindo que seus celulares fosse desbloqueados e chegou até a blogosfera com campanhas iniciadas por alguns blogs como o Kibeloco (link : http://www.kibeloco.globolog.com.br/archive_2008_02_27_10.html?postId=479922) e até a iniciativa de criar um site chamado “Bloqueio Não” que hoje está fora do ar devido a ação liminar de uma operadora de telefonia celular.

                O resultado é que em 13 de fevereiro, a Anatel soltou nova regulamentação que obrigava a todas as operadoras a desbloqueiar gratuitamente os aparelhos de seus clientes.

                Isso abriu uma porta para novas oportunidades para OI. Nesse caso, alguém deve ter lido e interpretado muito bem o livro “A estratégia do Oceano Azul”, começando por quebrar uma lei do mercado para depois criar um novo mercado, que envolveu os cliente das outras operadoras insatisfeitos com o atendimento de suas operadoras e que não podiam trocar, e culminou agora com uma ação de conquista de novos clientes, aliado com redução de custos, com a campanha atual que mostra que os clientes precisam apenas comprar o chip disponível em vários tipos de estabelecimentos, como farmácias e lojas, e instala-los em qualquer celular desbloqueado,  uma vez que ela não precisa abrir mais lojas para venda de celular e sim disponibilizar o chip em vários estabelecimentos ao alcance do cliente.

                Esse é um caso de uso da inteligência na estratégia para abertura de novos mercados. Uma estratégia que envolveu ações de curto, médio e longo prazo, uma vez que a campanha do desbloqueio começou em julho de 2007. Além disso, foi uma estratégia inovadora que contou com a colaboração de um importantissimo fator para a inovação que foi a participação dos clientes nas campanhas de desbloqueio e dos blogs na Internet.

                  Quem ganha com isso somos nós, consumidores, porque agora para conquistar a tão procurada “fidelidade do consumidor”, as empresas terão de oferecer um serviço melhor. Como disse em outros posts (veja a lista abaixo), cada vez mais consolida-se uma transferência de poder no mundo atual, uma transferência do poder das empresas para os consumidores, trasferência essa potencializada pela Internet e a WEB 2.0 com seu poder de viral e oferecendo toda a estrutura necessária para proliferação dessas grandes redes sociais que estão surgindo cada vez mais em maior número. 

Um abraço.

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Revolução na sociedade – > Clique aqui para ler;

Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para ler;

Inovação – o poder da colaboração – > Clique aqui para ler

Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

Gestão de longo prazo – > Clique aqui para ler;

Importância do planejamento estratégico para o processo decisório – >  Clique aqui para ler;

Importância do planejamento estratégico em ambientes de grandes mudanças – > Clique aqui para ler;

Livro : Estratégia do Oceano Azul – > Clique aqui para ler;

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Forum Mundial de Estratégia HSM 2008 – Impressões – Parte III

Publicado por marcelao em Agosto 15, 2008

Pessoal,

             continuando a série sobre o Forum Mundial de Estratégia 2008 organizado pela HSM, vamos abordar a palestra realizada pelo consultor especialista em estratégia empresarial e membro de conselhos de administração de empresas de classe mundial, C.K. Prahalad.

           Sua palestra intitulada “A nova face da estratégia e da criação de valor” tratou sobre inovação como criação de valor, valor no significado relacionado ao Marketing como sendo a diferença por ele percebida entre os benefícios obtidos com a troca e os custos envolvidos nesse processo. Os benefícios se classificam em funcionais (concernentes à função desempenhada pelo bem adquirido) e emocionais (relativos aos efeitos psicológicos que o bem causa em quem o está adquirindo).

           Seu foco nos estudos está concentrada na antecipação dos movimentos, nas práticas futuras e não nas melhores práticas, na relação empresa-consumidor, as mudanças atuais e no que elas implicam, sempre sob uma perspectiva globalizada.

           A palestra foi como um resumo dos seus livros lançados anteriormente – Competindo pelo futuro, O futuro da competição, A riqueza na base da pirâmide – concluindo com seu mais novo livro : A nova era da Inovação.

           Começando pelo seu primeiro livro – Competindo pelo Futuro, livro que estou lendo atualmente e recomendo fortemente, a proposta é desenvolver uma nova cultura nas empresas, uma cultura mais empreendedora voltada a descoberta de novas oportunidades, em procurar aumentar o numerador(Receita) do que concentrar unica e exclusivamente na diminuição do deniminador (Despesas), caracterizando uma critica clara e dura aos movimentos de Downsizing ainda praticados nas empresas que estão presas ao passado.

           O desafio proposto por Prahalad aos gestores da empresa foi em como criar grandes aspirações (desafios) para motivar os recursos existentes dentro da empresa, mesmo que sejam escassos. Ele considera que uma empresa com poucos recursos, mas com aspirações muito elevadas é muito mais interessante do que uma empresa com muitos recursos, mas com aspirações pequenas. “Recursos, por si só, não têm significado absoluto, eles dependem e estão ligados diretamente à aspirações”, explica C.K. indicando que talvez o melhor caminho não seja o mais óbvio. “Sem aspirações não há transformação, nem empreendedorismo”.
           Conforme resumo do site da HSM sobre a palestra (disponível no endereço http://www.hsm.com.br/canais/coberturadeeventos/fme2008/ck_prahalad1_050808.php? ) : Prahalad colocou os quatro princípios de como é possível conseguir mais com menos e virar o jogo:

  • criar um clima empreendedor, com aspirações maiores que os recursos
  • orientar sua estratégia orçamentária de acordo com o que você imagina para o futuro, mesmo que tenha que fazer desvios no meio do caminho até ele.
  • começar das próximas praticas e não das melhores ou das atuais.
  • inovar com base numa caixa de areia, onde os parâmetros sempre mudam. Inovação deve partir dos limites que existem para ela
  •            Diante disso, como já havia comentado em outros posts (veja a relação deles ao final do post), esses principios exigem uma nova postura da alta administração da empresa no sentido de desenvolver novas lideranças internas, promover a diversidade de pensamento devido a complexidade da nova economia (era digital) com o objetivo de amplificar os sinais fracos das mudanças no seu nascedouro e, dessa forma, identificar novas oportunidades e mercados ainda não explorados.

               Um desses mercados ainda não explorados é justamente o assunto do terceiro livro do palestrante, A Riqueza está na base da pirâmide, em que Prahalad apresenta a tese que existe todo um mercado nas classes C, D e E que não está sendo atendido e que representa uma oportunidade de US$ 5 trilhões de dólares, segundo estudo do International Finance Corporation e do World Resources Institute. “Isso é uma oportunidade para serviços e produtos, seja porque você se sente culpado por eles serem pobres, seja por ser engajado ou então por ser ganancioso. Não importa o ponto de partida, importa a inovação”

               Aproveitar essa oportunidade de 5 trilhões de dólares exigirá das empresas uma mudança na forma de enxergar os mais pobres, deixando de avaliarem os pobres como sendo um problema insolúvel e não sendo da alçada das empresas e passar a visualiza-los com uma nova oportunidade de serviço, como uma fonte de inovação.

               Essa foi uma oportunidade percebida pelo setor de telefonia celular que obtiveram boa parte do crescimento de suas receitas originadas de pessoas da base da pirâmide em países como África do Sul, China, India, Filipinas e em países da América Latina. Na India, por exemplo, o custo do minuto no celular é de 6 centávos de dólar, mas representa uma capitalização para quatro empresas da India no valor de 75 bilhões de dólares.

               Para o consultor, o segredo para atender esse mercado de pessoas mais pobres é pensar em fazer as coisas em escala, para que a equação “preço – lucro = custo” funcione. Como exemplo, ele citou a India como referência em cirurgia de cataratas que custam 25 dólares, enquanto que nos EUA elas custam 3 mil dólares, sendo que nos EUA são realizados 5 procedimentos de cirurgia de catarata por semana e na India são realizados 150 por dia. Tal fato acabou gerando uma outra oportunidade para o país que é o turismo médico, pois com o dinheiro gasto com uma cirurgia de catarata nos EUA (3 mil dólares) é possível pagar por tratamentos mais baratos e reconhecidamente melhores para a sua saúde e ainda aproveitam para conhecer outro país e até relaxar alguns dias. 

                Para finalizar o tema do livro e servir como gancho para o próximo livro, o consultor citou o caso do fogão Flex desenvolvido por um grupo de jovens pesquisadores em parceria com a empresa British Petroleum e que aceita tanto o gás GLP quanto a biomassa como combustível, além de tratar-se de um produto mais seguro e que diminui o desmatamento, uma vez que para cozinhar, as pessoas pobres utilizavam-se da queima de gás de cozinha ou do carvão e da madeira, que, além de derrubar árvores e gerar poluição, era perigoso para as crianças e pessoas que ficavam dentro de casa.        

                A última parte da palestra foi sobre o novo livro “A nova Era da Inovação” (já comprei) em que ele apresenta a tese de que fatores como a globalização, conectividade, digitalização, convergência e redes sociais exigem uma nova abordagem da inovação e da criação de valor. Como já havia colocado em outros posts (veja a lista de posts relacionados abaixo), há uma verdadeira transferência de poder em curso, onde o poder das empresas está sendo transferido para os consumidores (PROSUMERS) e o poder da alta administração das empresas está sendo transferido para o trabalhador do conhecimento, potencializado pelo poder que a tecnologia da informação e a Internet possuem em criar novas disrupturas no mercado.

                Cada vez mais os consumidores participaram do processo de produção de novos produtos que eles mesmo irão comprar, além de exigir uma maior personalização dos seus produtos. O trade-off Massificação X Personalização está quebrado com a evolução da TI e da Internet. Empresas como Google, Ebay e Amazon já trabalham com esse novo paradigma de atendimento de milhões de consumidores tratando cada um como único através da customização de seus produtos e serviços. Como já escrevi em outros posts, a participação do consumidor nesse processo diminui os riscos, uma vez que os produtos são oferecidos com base naquilo que o consumidor imaginou como lhe sendo útil.

                Como exemplo de aliança entre produtos e serviços, o consultor citou o caso em que, com a inserção de um aparelho GPS em pneus de carro, por exemplo, seria possível fazer com que o consumidor não pagasse mais pelo item pneu, mas pelo uso do pneu: “como linhas telefônicas, você pagaria mais se usa e gasta mais e menos se usa pouco o carro”. O sistema de conectividade permitiria o usuário receber, além de dicas de direção e manutenção do carro”, ajuda na hora de encontrar determinados estabelecimentos e teria um registro completo, como uma caixa preta, de tudo o que ocorre com o carro. “É uma oportunidade de se relacionar com o consumidor todo dia para um segmento –venda de pneus – que só costuma se relacionar na hora em que o cliente faz uma troca de produto”.

                      Como o segredo para atender o mercado é pensar em fazer as coisas em escala, para que a equação “preço – lucro = custo” funcione e, além disso, oferecer personalização dos produtos, o modelo de criação de valor das empresas muda. No século passado, empresas como a Ford, com seu famoso modelo T, buscavam a padronização dos seus produtos para atender vários clientes. No século atual, o modelo exigido passa a ser várias empresas para atender UM consumidor, ou seja, são vários fornecedores (R=G Acesso pluri-institucional e plurigeográfico a recursos) e cada pessoa é pensada individualmente (N=1, Co-criação de experiências personalizadas). As fontes de competência estão mudando, já que antes a corporação era o portfólio de competências e hoje o que faz a diferença é uma boa rede de parceiros, consumidores e fornecedores.
                      Na nova arquitetura empresarial, as bases de sustentação são:

                      – tecnologia da informação e da comunicação –a espinha dorsal da empresa
                      – Acesso a recursos e talentos do mundo inteiro: R=G
                      – Experiências co-criadas personalizadas: N=1
                      – Processos de negócio flexíveis, maleáveis e resistentes, e análises focadas

                      Os Fundamentos Filosóficos para amudança são:

  • Supremacia do indivíduo (microconsumidores, microprodutores, microinovadores e microinvestidores).
  • Interdependência das instituições (o surgimento de “ecossistemas” de inovação).
  • Criação de riqueza por meio da inovação (interativa, iterativa e contínua).
  • Empreendedorismo democratizante (consumidores ativos e bem informados, e a relação simbiótica entre grandes e pequenas organizações).
  •                   Eu, particularmente, já havia postado sobre esses assuntos aqui no blog, comentando sobre o aumento do poder do consumidor devido ao potencial que a Internet tem em conectar pessoas com mesmo interesse e que estão expressando seus desejos e insatisfações por meio das redes sociais como o Orkut e dos blogs que crescem de forma exponencial constituindo o que chamamos de blogosfera.

                       É uma nova era, uma era de novos desafios que requer novas formas de enxergar o mundo e as oportunidades existentes para quem souber enxergá-las antes e, dessa forma, construir o futuro, um futuro melhor para todos na sociedade, um futuro que deixe de lado o modelo exploratório do século passado e adote um modelo mais colaborativo para atender a sociedade como um todo. Afinal de contas, essa é a verdadeira razão da existência das empresas – um portfólio de competências que visem atender as necessidades da comunidade global.

    Um abraço e até o próximo post da série.

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    Funcionários satisfeitos = maior valor das ações – > Clique aqui para ler;

    Importância da franqueza nas organizações – > Clique aqui para ler;

    Importância do aprendizado contínuo – > Clique aqui para ler;

    Prosumer – Caso prático – > Clique aqui para ler;

    Revolução na sociedade – > Clique aqui para ler;

    Para os rebeldes. Pense diferente – > Clique aqui para ler;

    Inovação – o poder da colaboração – > Clique aqui para ler

    Miopia gerencial – > Clique aqui para ler;

    Sua empresa é Flexível? – > Clique aqui para ler;

    Questionar é preciso – Liderando equipes talentosas – > Clique aqui para ler;

    Livro : O futuro da administração – > Clique aqui para ler;

    Livro : Wikinomics – > Clique aqui para ler;

    Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para ler;

    Empreendedor Corporativo – > Clique aqui para ler;

    Competências dos lideres do futuro – II – > Clique aqui para ler;

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    O Tapete Vermelho da TAM virou pó?

    Publicado por marcelao em Julho 23, 2008

    Pessoal,

                  eu também utilizo o blog para expressar o meu poder como consumidor. Aliás, a Internet é a grande ferramenta para o consumidor exercer o seu poder e responsável pela transferência de poder das empresas para o consumidor.

                 O caso que vou abordar é o atendimento da empresa aérea TAM. A TAM, na época do Comandante Rolim, era reconhecida pela excelência do seu atendimento aos clientes. Existiam duas regras nesse relacionamento : A primeira era que o Cliente tinha sempre razão e a segunda era que se o cliente estivesse errado, leia a primeira regra. O simbolo dessa época era o tapete vermelho.

                 Pois bem, na última segunda-feira (21.07) precisei obter uma passagem utilizando a pontuação do sistema de milhagens. Tentei pelo call-center, mas minha senha, que eu havia trocado há um mês, não funcionava, pois estava bloqueada pelo sistema. Passei por vários atendentes que não conseguiram resolver o problema.

                 Resignado, adotei a outra alternativa que tinha, que era deslocar-me até a loja da TAM no aeroporto de Brasilia. Chegando lá as 19:35h, a fila para o antendimento estava grande e percebi que ficaria muito tempo. O problema é que das 10 posições de atendimento, apenas 5 estavam em funcionamento. Isso, aliado a uma alegada lentidão do sistema, fazia com que a fila andasse de forma muito lenta.

                  Depois de passar 1 hora em pé na fila, pedi para falar com o responsável pelo atendimento que se chamava Batista. Disse a ele que, por lei, o tempo máximo de permanência na fila é de no máximo 30 minutos e que apenas metade das posições de atendimento estavam sendo ocupadas. Ele argumentou que o atendimento estava ruim porque a outra loja da TAM em Brasília, Localizada no Hotel Nacional, havia sido fechada e que ele não poderia resolver aquele problema da noite para o dia.

                  Perguntei a ele há quanto tempo havia sido comunicada a decisão de fechar a outra loja e ele disse que isso foi decidido há seis meses atrás. Foi então que disse a ele que se não era para ele resolver o problema da noite para o dia, por quê ele não começou a resolver o problema há seis meses atrás.

                   Esse é um exemplo de empresa que resolve economizar em cima do péssimo atendimento aos seus clientes e do tempo dos seus clientes. O resultado é que só fui atendido depois de uma hora e meia na fila.

                   Pelo visto, o tapete vermelho da TAM virou pó.

    Um abraço.

    Leia também os seguintes posts :

    Mau exemplo de atendimento – > Clique aqui para ler;

    Prosumer – Caso prático – > Clique aqui para ler;

    Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para ler;

    Revolução na sociedade – > Clique aqui para ler;

    Época de mudança ou mudança de época – > Clique aqui para ler;

    Gestão da marca – Caso Ronaldo Fenômeno – > Clique aqui para ler;

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    Será o Fim do SECOND LIFE?

    Publicado por marcelao em Julho 10, 2008

    Pessoal,

                 acabei de ler no site do omelete (www.omelete.com.br) que o Google acaba de lançar uma versão beta do que seria um concorrente do Second Life, o Lively.

                 Segundo o omelete, a vantagem do Lively em relação ao second life é a menor necessidade de hardware para roda-lo, sendo possível roda-lo em ambientes Windows XP com Internet explorer ou firefox. “O Lively (http://www.lively.com/) é um ambiente 3D cartunesco em que você pode criar seu próprio avatar, desenhar ambientes, divulgar fotos e vídeos, conversar e todas essas coisas que ficam muito melhor ao vivo que na internet.”

                 Na minha opinião, esse pode ser o último prego do caixão do second life, pois se tem algo que o google é campeão é em permitir a criação em larga escala dessas redes sociais. As aquisições que o Google fez nos últimos anos como o youtube e doubleclick, oferecem uma quantidade imensa de informações sobre o comportamento e preferências dos consumidores ao redor do mundo.

                 Essas informações, aliadas a competência do Google no desenvolvimento de ferramentas de busca, permitirá a empresa estar sempre oferecendo a outras empresas, que pagam pelos links patrocinados, formas de encontrar consumidores para os seus produtos, além de informações para geração de novos produtos que cada vez mais serão customizados e personalizados.

    Um abraço.

    Leia também os seguintes posts :

    Livro : Wikinomics – > Clique aqui para acessar;

    Google – Modelo de Inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;

    Inovação – o poder da colaboração – > Clique aqui para ler;

    Prosumer – Caso prático – > Clique aqui para ler;

    Modelos de gestão – necessidade de evolução – > Clique aqui para ler;

    Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para acessar;

    Palestra realizada na Aiec – > Clique aqui para acessar;

    Revolução na sociedade – > Clique aqui para acessar;

    Quanto vale uma empresa da nova economia? – > Clique aqui para acessar;

    A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para acessar;

    Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para acessar;

    Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos? – > Clique aqui para acessar;

    Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para acessar;

    Livro : O lider do futuro – > Clique aqui;

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    Prosumer – Caso Prático

    Publicado por marcelao em Junho 10, 2008

    Pessoal,

                  um dos primeiro posts que escrevi foi o resumo do livro Wikinomics. No livro é abordado a necessidade que as empresas tem de inovar com seus clientes, tarefa essa facilitada pela existência de grandes redes sociais como o Orkut e o Facebook. Daí surge o conceito de PROSUMER, ou seja, consumidores atuando também como colaboradores para empresas no processo de criação de novos produtos ou de idéias que serão consumidos por esses mesmo consumidores. Outro termo utilizado para caracterizar esses consumidores é “Consumidor 2.0″.

                  Se fizermos um resgate histórico das três ondas de toffler, na primeira onda (revolução agricola), o fazendeiro era responsável por todo o processo, desde a plantação dos alimentos, passando pela manutenção e irrigação da terra, até o processo de venda. No ato da venda, esse mesmo fazendeiro tinha o feedback do cliente quanto a qualidade do seu produto seja por sugestões ou reclamações do cliente, seja pela baixa venda. Esse feedback realimentava o processo do fazendeiro fazendo com que ele melhorasse cada vez mais a qualidade do seu produto, ou seja, o estímulo a melhoria era gerado pelos seus clientes.

                   Com o tempo, essa estrutura de fazendas teve que crescer porque já não atendia a demanda do mercado, foi onde houve o investimento nas grandes máquinas e a criação das indústrias (revolução industrial). Para que fosse possível controlar o processo produtivo com mais qualidade, as indústrias começaram a criar mais níveis hierárquicos, o que começou a afastar o nível de decisório, que na revolução agricola era de responsabilidade do fazendeiro, do contato com o cliente final, porque para essa informação (feedback do cliente) chegasse ao presidente da empresa, era necessário passar por vários níveis, o que acabava por distorcer a mensagem inicial.

                   Hoje em dia (Revolução do conhecimento), com as redes sociais como o Orkut e o Facebook, o contato com o cliente final ficou mais facilitado. E um exemplo prático disso, você pode constatar acessando o link http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=16659751&tid=5209865359523411841&start=1 que é um tópico criado na comunidade “Aprendiz 5 # O sócio” no orkut. Nesse tópico, a primeira vencedora do aprendiz, Vivianne Ventura, participará como entrevistadora oficial da comunidade entrevistando os demitidos do programa logo após o programa. Além disso, alguns representantes da comunidade estarão na platéia do auditório no programa final do Aprendiz.

                   Trata-se de um exemplo prático de uso das redes de relacionamento pelas empresas na busca da inovação dos seus produtos, pois além desse tópico, existem outros tópicos com diversas sugestões dos participantes para melhoria do programa.

    Um abraço.

    Leiam também os seguintes posts :

    Livro : Wikinomics – > Clique aqui para acessar;

    Transferência de poder e nova postura do profissional – > Clique aqui para acessar;

    Palestra realizada na Aiec – > Clique aqui para acessar;

    Revolução na sociedade – > Clique aqui para acessar;

    Quanto vale uma empresa da nova economia? – > Clique aqui para acessar;

    A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para acessar;

    Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para acessar;

    Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos? – > Clique aqui para acessar;

    Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para acessar;

    Livro : O lider do futuro – > Clique aqui;

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    Transferência de poder e nova postura do profissional

    Publicado por marcelao em Maio 6, 2008

    Pessoal,

                  quem acompanha esse blog, já deve ter identificado que um dos assuntos que mais gosto de escrever é sobre as transformações que estão ocorrendo na sociedade e que traz consequências para o ambiente de competição em que as empresas vivem hoje em dia. Mudanças essas que geram a necessidade de identificação e formação de um novo profissional dentro das empresas. Um profissional com atitude mais participativa nas decisões das empresas, com mais atitude empreendedora( clique aqui para ler sobre isso).

                   Primeiro, vamos trazer para análise os conceitos apresentados pelo pesquisador americano Alvin Toffler que são concentrados na temática da mudança.

                   Toffler baseias suas pesquisas no que acontece com às pessoas quando toda a sociedade se transforma abruptamente em algo novo e inesperado, além do efeito dessas transformações nas organizações. Entre seus estudos, destacam-se os três livros lançados por ele que são “O Choque do futuro”, “A terceira onda” e “Powershift”. Nesse post, vamos nos concentrar nos dois ultimos trabalhos que são os mais recentes.

                    “A terceira onda” fala das três ondas existentes na história da humanidade e que foram importantes para o desenvolvimento humano. A primeira onda foi denominada como a revolução agricola que trouxe a transformação do ser-humano em uma figura do caçador-coletor, que precisa sair a caça do seu alimento para sobreviver, para o agricultor organizado proporcionando a estabilidade e a segurança necessárias para o desenvolvimento das artes e da tecnologia, que são a base da sociedade como a conhecemos hoje.

                    Para efeito de comparação com as outras ondas, o trabalho na agricultura permite ao trabalhador acompanhar todo o processo de produção, desde o momento que ele espalha as sementes dos produtos, passando pela colheita e finalizando com a venda do produto, permitindo a esse trabalhador uma visão completa de todo o processo, além de ter o feedback do consumidor no momento da venda possibilitando a esse trabalhador rever o seu processo a fim de atender as exigências do consumidor apresentadas quando da venda do produto.

                    No entanto, os bens produzidos não eram suficientes para atender a todos que deles necessitassem, ou que os desejassem, prevalecendo a escassez. A partir desse fato, iniciou-se um movimento para aumentar o volume de produção, com a mecanização das oficinas, que se transformaram nas primeiras fábricas. Trata-se da segunda onda, a revolução industrial.

                    Na revolução industrial, passou a prevalecer a produção em série, com redução de custos, que tornava os produtos acessíveis a um número bem maior de consumidores, muitos dos quais integrantes de uma nova classe social que surgia, a dos assalariados. A revolução industrial teve o mérito de dar um fantástico salto à frente nos métodos de produção e na organização do trabalho.

                    Por outro lado, a revolução industrial trouxe alguns malefícios onde podemos citar algumas consequências como o afastamento de boa parte da empresa da percepção de necessidade do consumidor o que levou o homem a ter uma visão fragmentada do processo. Se utilizarmos a fazenda como analogia, é como se eu tivesse uma pessoa para semear, outra para irrigar o terreno, outra para colher e outra pessoa para vender o produto. Cada um desses atores passou a ter a visão apenas da funcionalidade atribuida a ele perdendo a visão do todo e do significado e importância que a sua tarefa tinha para o todo. A imagem mais emblemática desse período é o filme de Charles Chaplin chamado “Tempos modernos”.

                    A terceira onda trata da revolução da informação, dos profundos efeitos que a tecnologia da informação e a biotecnologia trazem para a economia, e as mudanças que hoje vemos acontecer com os métodos de fabricação, marketing e padrões de trabalho.  Mudanças essas que permitem a geração de novas oportunidades como o marketing de nicho e o aumento do poder do consumidor. Até cunhou um novo termo chamado “prosumidor” que é o consumidor como produtor (clique aqui para ler sobre isso). Apenas para exemplificar, esse blog é um exemplo de consumidor e produtor, pois gera conteúdo e consome conteúdo ao permitir que ele localize e seja localizado por pessoas que possuem os mesmos interesses referentes a excelência da gestão.

                      Toda essa mudança proporcionada pela terceira onda traz profundas mudanças na questão do poder, não se limitando apenas a transferência do poder das empresas para os consumidores, mas também do alto escalão da empresa para o trabalhador do conhecimento, mas também de uma mudança profunda na própria natureza do poder. Esse é o trabalho apresentado no terceiro livro chamado “Powershift”.

                      Esse trabalho apresenta as três fontes básicas de poder : violência, riqueza e conhecimento. Podemos utilizar esse conceito e aplica-los as três ondas onde a violência foi o poder que imperou antes da primeira onda, pois o homem precisava caçar para sobreviver e nesse ambiente ganhava o mais forte. Na revolução agricola e industrial imperou o poder da riqueza onde as pessoas com maior “salário” eram quem determinava os destinos da empresa.

                      Já a crescente importância do conhecimento provocou mudança no equilibrio entre elas, pois com a revolução da informação potencializada pela Internet, a informação passou a estar disponível em larga escala e com maior facilidade de acesso. Junta-se a isso o crescente número de pessoas que tiveram acesso a cursos de nível superior e temos ai um maior nivelamento do conhecimento entre as pessoas. Deter o conhecimento passa a ser o diferencial competitivo das empresas e das nações. Para se ter idéia dessa mudança, existem empresas onde quem ganha os maiores salários ou recompensas são aqueles que detém maior conhecimento e não aqueles que estão nos níveis mais superiores das organizações.

                      Outra mudança identificada por Toffler é a reversão das tendências das soluções de massa predominantes no final do século XX com o surgimento do marketing de nicho e da exigência dos consumidores por soluções mais customizadas o que leva as grandes empresas a serem divididas em unidades pequenas e autônomas.

                      Daí podemos concluir que toda essa transformação exige uma nova postura do profissional que trabalha dentro das empresas, posturas essas abordadas em outros tópicos desse blog como nos posts sobre empreendedorismo corporativo (clique aqui para acessar), empreendedorismo corporativo e o gerente de projetos (clique aqui para acessar), empreendedorismo e inovação e projetos (Clique aqui para acessar). Uma postura mais próativa, uma visão mais conectada com o mundo, mais participativa das decisões das empresas o que exigirá a contra-partida que é assumir responsabilidades.  Exigirá também uma nova postura dos gerentes das empresas, uma postura que saiba trabalhar com a diversidade de opiniões, trabalhe com a motivação no sentido de identificar o motivo para ação de cada colaborador, uma postura que coloque o conhecimento em ação, afinal de contas, uma empresa na mais é do que um portfólio de competências a serviço da sociedade.

    Um abraço.

    Leia também os seguintes posts :

    Revolução na sociedade – > Clique aqui para acessar;

    Quanto vale uma empresa da nova economia? – > Clique aqui para acessar;

    A sua empresa é do século XXI? – > Clique aqui para acessar;

    Livro : Desafios gerenciais do século XXI – > Clique aqui para acessar;

    Como transformar sua empresa em uma empresa adaptável aos novos tempos? – > Clique aqui para acessar;

    Época de mudança ou mudança de época? – > Clique aqui para acessar;

    Livro : O lider do futuro – > Clique aqui;

     

                     

                  

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