Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts com Tag ‘Planejamento Estratégico’

Estratégia : 10 tendências para monitorar

Publicado por marcelao em Julho 29, 2009

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Pessoal,

foi publicado um artigo na edição de julho/2009 da revista Harvard Business Review um artigo - de autoria de Eric Beinhocker, Ian Davis e Lenny Mendonça - que apresenta 10 tendências a serem monitoradas por qualquer estrategista de plantão. Esse artigo é baseado nas forças subjacentes que ajudam a moldar o ambiente de negócios e buscar sinais de descontinuidade que são monitoradas pela McKinsey & Company que vão desde o crescimento em mercados emergentes à evolução do papel da empresa na sociedade. Avaliando esses fatores, os autores argumentam que, após a crise, o ambiente de negócios sofreu transformações e não voltará a ser o que era antes da crise.

Meu objetivo com esse post é relacionar essas 10 tendências, colocar a minha opinião sobre cada uma delas e provocar um debate sobre elas. Não é minha intenção colocar o conteúdo do artigo aqui até por respeito a publicação da revista. Portanto, se vocês querem mais detalhes sobre cada uma das tendências relacionadas no artigo, procurem a revista na banca e compre-a.

Vamos as tendências :

- Recursos sob pressão : Lembro-me de uma palestra que assisti do professor Vicente Falconi, cujo título era “A invasão dos bárbaros e as decisões empresariais de hoje” (disponível aqui), em que o professor acredita que estamos diante de uma aceleração muito grande na economia e que coisas que serão decisivas daqui a 10 anos, mas que precisavam começar a ser preparadas hoje. Falconi apresentou o conceito histórico da palavra “bárbaros” como sendo todo aquele que não pertencia ao império romano, ou seja, eram povos pobres, nômades e pessoas com muita fome. Esses povos bárbaros eram motivados pela guerra para matar a sua fome. Fazendo um paralelo com os dias atuais, Falconi argumenta que a história se repete de formas diferentes, ou seja, o império romano mudou de mãos(países desenvolvidos ou primeiro mundo) e os bárbaros são os países excluídos desse império (países emergentes ou do terceiro mundo). Os países do novo império reunem cerca de 1 bilhão de pessoas, enquanto que os países “bárbaros” reunem em torno de 5 a 6 bilhões de pessoas. Muitos desses países “bárbaros” possum economias em franco crescimento e farão parte do “novo império”, o que caracteriza, segundo o professor Falconi, a invasão dos ”novos bárbaros”. Esses bárbaros estão consumindo mais e a consequência disso é o aumento do consumo de recursos como combustível e água, o que naturalmente exerce uma pressão sobre os preços dessas comodities. Portanto, devemos nos preparar para um mundo em que haverá o encarecimento desses recursos como, por exemplo, os recursos minerais e hídricos;

- Globalização sob ataque : Essa é uma tendência que deve ser analisada em partes. Com relação ao comércio mundial, acredito que haverá uma retração, mais em decorrência da crise financeira e da insegurança do consumidor que ela gerou, mas deve ser retomada com a recuperação da economia. Um revés na globalização do comércio traria consequências muito grandes para o consumidor como consequência da diminuição da competitividade entre os mercados. Já a globalização financeira porque foi justamente a complexa conexão entre os mercados financeiros que envolveu vários países é que gerou o efeito cascata que afetou todos os países durante a crise financeira mundial. A consequência desse efeito é que aumentarão os mecanismos reguladores para evitar atividades de especulação financeira e o aumento de incentivos para investimentos em atividades produtivas, que passem a gerar riquezas através da produção e não a partir de engenharia financeira; Leia o resto deste post »

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Livro : As 5 perguntas essenciais

Publicado por marcelao em Fevereiro 26, 2009

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Pessoal,

                  esse é um livro que apresenta uma ferramenta de gestão que utiliza 5 perguntas essenciais que toda organização deve estar sempre respondendo em busca da auto-avaliação, sejam elas na área de negócios, sem fins lucrativos ou do setor público. São perguntadas apresentadas pelo pai da administração moderna, Peter Drucker.

                  Apesar de parecerem simples, responder a essas perguntas exige profundidade e franqueza, por vezes dolorosa, pois ninguém gosta de enxergar suas próprias fraquezas e deficiências. Aliás, eu costumo dizer que encontrar as perguntas é muitas vezes mais importante do que encontrar as respostas. As 5 perguntas aqui apresentadas são complexas e convincentes, essenciais e relevantes em qualquer época e para qualquer organização.

                  Essa ferramenta de auto-avaliação é um método para avaliar o que você está fazendo, por quê você está fazendo e o que precisa fazer para melhorar o desempenho de uma organização. A ferramenta utiliza 5 perguntas essenciais : Qual é a nossa missão? Quem é o nosso cliente? O que o cliente valoriza? Quais são os nossos resultados? e Qual é o nosso plano?

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Não Existe Planejamento Perfeito

Publicado por marcelao em Fevereiro 7, 2009

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Pessoal,

                 o título desse post é uma frase que eu enfatizo muito nas minhas palestras : “Não existe planejamento perfeito”. Escrevo aqui nesse espaço sobre essa frase porque ontem(06.02.2008), na capa do caderno de economia do jornal “O Globo”, foi feita matéria sobre alterações que estavam sendo feitas no pacote de estimulo a economia americana proposto pelo presidente americano, Barack Obama. Na reportagem, o presidente Obama diz :

                 – “A hora da discussão acabou. É hora de agir agora. Nenhum plano é perfeito. Houve mudanças construtivas nas últimas semanas. Gostaria de ver novas melhorias.”

                Perfeitas as palavras do presidente americano. Planos devem ser corrigidos quando identificamos erros ou aspectos que não consideramos inicialmente. Aliás, eu complemento a frase do título com outra : “No inicio de um projeto, podemos fazer tudo, mas não sabemos nada. No final de um projeto, sabemos tudo, mas não podemos fazer mais nada.”

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Marketing alinhado com estratégia : Um conto sobre a minha sogra

Publicado por marcelao em Fevereiro 3, 2009

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Pessoal,

                 a estratégia deve sempre direcionar as ações de todos os setores da empresa. Para exemplificar, vou contar um fato que aconteceu comigo há alguns anos atrás e que sempre conto nas minhas palestras.

                 Esse é um caso que mostra o perfeitamento alinhamento da estratégia de Marketing com a estratégia de uma empresa.

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Internacional : Exemplo de visão de futuro

Publicado por marcelao em Janeiro 31, 2009

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Pessoal,

                  como escrevi no post anterior sobre a gestão no Flamengo, considero o Internacional de Porto Alegre uma das exceções em termos de gestão no futebol brasileiro.

                   Hoje(31.01.2009), tivemos mais uma confirmação da eficiência e efetivadade da gestão do Inter, pois o seu estádio, Beira-Rio, foi indicado como estádio para a copa do mundo de 2014 no Brasil, caso a cidade de Porto Alegre seja uma das doze cidades escolhidas pelo comitê da FIFA para receber jogos da copa.

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Livro : Safari de Estratégia

Publicado por marcelao em Novembro 3, 2008

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Pessoal,

              este é um excelente livro para quem quer conhecer mais sobre o assunto estratégia. O professor Henry Mintzberg, grande nome nessa área de estratégias, em parceria com Bruce Ahlstrand e Joseph Lampel.

              O livro apresenta o assunto usando uma analogia de uma grande selva - onde a confusão impera, as diversas visões do assunto coexistem e não há um padrão reconhecido, com o objetivo de esclarecer e criticar uma variedade de perspectivas que os autores identificaram e classificaram em 10 escolas de pensamentos distintos, comparando-as entre si, explicando seus pressupostos, identificando seus pontos fortes e criticando seus pontos fracos, mostrando em que situações a utilização de cada uma dessas escolas pode ser mais apropriada.

              As 10 escolas identificadas no livro são :

Design – > Formação da estratégia como um processo de concepção, onde o controle permanece nas mãos do CEO que mantém o processo de maneira informal e simples. Seu ponto fraco é que não vê o processo de desenvolvimento da estratégia como um processo de aprendizado;

Planejamento – > Formação da estratégia como um processo formal dividido em etapas, que são apresentadas na forma de listas de verificação. Seu ponto fraco é que, apesar de fornecer uma direção clara e dar estabilidade a organização, ela mina a flexibilidade;

Posicionamento – > Formação da estratégia como um processo analitico para lidar com posições de mercado no geral e de forma reconhecível. Seu ponto fraco está no seu pragmatismo em concentrar-se em fatores puramente econômicos e quantificáveis, desconsiderando outros fatores;

Empreendedora – > Formação da estratégia como um processo visionário definido pelo CEO como uma percepção da direção que a empresa deve seguir no longo prazo e aí é que reside o seu ponto fraco devido a concentrar no comportamento de um único individuo;

Cognitiva – > Formação da estratégia como um processo mental como formas de enxergar conceitos, mapas, esquemas e estruturas. Seu ponto fraco está na demora por ter que passar por um longo caminho através da psicologia cognitiva;

Aprendizado – > Formação da estratégia como um processo emergente em que o sistema coletivo é que aprende. Seu ponto fraco está no seu custo alto, pois leva tempo, gera uma quantidade enorme de reuniões, troca de mensagens, …;

Poder – > Formação da estratégia como um processo de negociação através do exercício da influência para negociar estratégias favoráveis a certos interesses. Seu ponto fraco é desconsiderar aspectos como a cultura da empresa e o exercício da liderança;

Cultural – > Formação da estratégia como um processo coletivo baseado nas crenças e interpretações comuns a todos os membros da organização. Seu ponto fraco é basear-se apenas no presente desconsiderando as mudanças que estão por vir;

Ambiental – > Formação da estratégia como um processo reativo ao meio-ambiente, que se apresenta para a organização como um grupo de forças contra as quais ela precisa reagir. Seu ponto fraco está em acreditar que o meio-ambiente pode ser generoso ou complexo, hostil ou dinâmico;

Configuração – > Formação da estratégia como um processo de transformação que interrompem períodos de estabilidade. Seu ponto fraco é o argumento fraco de que as empresas são estáticas ou só mudam por meio de grandes avanços;

 

              Essas 10 escolas são divididas em 2 grupos : prescritivas e descritivas. No primeiro grupo, os autores incluem três escolas (design, planejamento e posicionamento), responsáveis pelas abordagens mais ortodoxas da formulação estratégica e com ênfase nas questões de método e forma, no como deve ser a gestão estratégica.

              No segundo grupo, encontram-se as sete escolas descritivas (empreendedora, cognitiva, aprendizado, poder, cultural, ambiental e configuração) que representam diferentes perspectivas mais orientadas para a compreensão de como são efetivamente formuladas e implementadas as estratégias.   

              A diferença entre esses dois grupos é que os prescritivos devem ser associados aos modelos mais mecânicos, enquanto que os descritivos devem ser associados às arbodagens mais orgânicas e contemporâneas, o que podemos concluir que há uma relação entre as escolas prescritivas e a estabilidade e, inversamente, entre as descritivas e a instabilidade, ou seja, quanto mais instáveis o ambiente em que a empresa opera, menos eficaz será a aplicação dos modelos prescritivos.

               Outra relação que podemos estabelecer a partir do livro é que quanto mais centralizados e hierarquizados forem os sistemas organizacionais, maior será a tendência de utilização das escolas prescritivas ao contrário de ambientes evoluidos para modelos de estruturas flexíveis, mais necessárias e imprescindíveis se tornam as estratégias descritivas.

              O final do livro é um apelo a integração, pois o ambiente empresarial atual exige um processo de criação de uma estratégia que combine os vários elementos de cada uma das escolas, selecionando e combinando as caracteristicas que sejam as mais adequadas às tarefas e aos desafios a serem enfrentados em cada momento, sendo que o essencial não é a ferramenta utilizada, mas sim as competências de análise, integração e aplicação efetuadas pelos gestores das empresas.

             Afinal de contas, como já escrevi em outros posts, adaptabilidade é o nome do jogo no século XXI e, adaptabilidade é uma especialidade do professor Mintzberg.

Um abraço.

P.S : Ao procurar figuras para compor o post, encontrei o blog “Stratègós” da Marcella Santos Souza  Cardoso. No blog da Marcella, você encontrará um post com a descrição de cada uma das escolas identificadas no livro(Link : http://marcella-strategos.blogspot.com/2008/04/ee-aula-4-safri-de-estratgia.html). Recomendo a leitura desse post e dos demais posts do blog. Por essa razão, esse será o próximo blog que recomenderei em um post futuro.

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Gestão no Futebol Brasileiro

Publicado por marcelao em Outubro 8, 2008

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Pessoal,

             acompanho muito futebol e sempre estou assistindo os debates sobre o desempenho dos clubes brasileiros no nosso campeonato nacional. Venho notando nesses debates que o assunto planejamento vem sendo abordado com frequência cada vez maior.

             Muitos dos comentários exaltam o planejamento como sendo o fator decisivo para o desempenho dos clubes no campeonato, pois eles estão errados. O planejamento é apenas um componente do sucesso do time no campeonato. Além dele existem outros elementos como por exemplo a presença de jogadores com talento nos times, pois assim como nas empresas, nada sobrevive sem a presença do talento humano.

              Outro aspecto que não é abordado é que não basta ter um bom planejamento, tem que saber tirar ele do papel que, afinal de contas, aceita tudo. Dificil é converte-lo em resultados.

              Além disso, é importante que o clube seja administrado com visão de longo prazo. Ter um planejamento estratégico é fator importante para a manutenção do sucesso do time por longo tempo. Estrutura como centro de treinamentos, salas de musculação bem equipadas, departamento médicos bem aparelhados, atenção as categorias de base que são a garantia de futuro do clube.

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              Entre os clubes brasileiros, gostaria de destacar alguns :

              - São Paulo – > Clube que possui uma administração de visão de longo prazo. No passado, o São Paulo passou por algumas dificuldades em prol da construção do seu estádio, o Morumbi. O seu estádio e mais o seu centro de treinamento são ações que mostram a preocupação da alta administração do clube com a perenidade do clube. Além disso, os jogos do São Paulo em seu estádio é um verdadeiro evento onde os torcedores chegam antes do horário do jogo e visitam o museu e consomem produtos do clube;

             - Internacional-RS – > O titulo de campeão mundial de 2005 foi fruto de um trabalho que envolveu planejamento estratégico e profissionalismo na administração do clube sob a condução do presidente Fernando Carvalho. Depois que Fernando Carvalho deixou a presidência, o clube não vem tendo os resultados esperados ao ponto de convidar o presidente Fernando Carvalho para tornar-se o consultor do departamento de futebol do clube, o que pode nos levar a concluir que o sucesso do clube depende muito da pessoa de Fernando Carvalho e não houve uma formação de novos lideres;

             - Flamengo – > Vem de um processo de recuperação de sua credibilidade. Quando Marcio Braga assumiu em 2003, quase nenhum jogador, que possuisse mercado no futebol, queria jogar no Flamengo. Restavam aqueles jogadores menos que medianos e oferecidos por empresários. Exceção feita apenas ao meio-campista Renato vindo do Corinthians, que encarnou o espirito Rubro-Negro. Ele foi o inicio da construção de uma base para o time que contou também com alguns jogadores formados na base do clube como Ibson e Renato Augusto. Passou ainda por riscos de rebaixamento entre 2003 e 2005, mas começou a se recuperar a partir de 2006 com a conquista da Copa do Brasil em cima do seu maior rival, o Vasco. Na área financeira, parece-me que o futebol sustenta-se perfeitamente e de forma equilibrada, mas seu maior problema é seu passivo com o Governo;

              Esses são exemplos de clubes que possuem indicios de boa administração. Podemos citar outros como o Botafogo devido a figura de seu Presidente Bebeto de Freitas ou o atual Palmeiras com o patrocinio forte obtido com a nova administração, principalmente com a participação do economista Luiz Augusto Beluzzo.

              É claro que todas as ferramentas, acima citadas e utilizadas pelos clubes, contribuem muito para o sucesso de seus times em campo, mas é sempre muito dificil associar o uso delas ao sucesso dos times, afinal de contas, o futebol é uma caixinha de surpresas.

Um abraço.

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Frases inspiradoras sobre Estratégia

Publicado por marcelao em Outubro 3, 2008

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“Conhecer o outro e conhecer a si mesmo; em cem batalhas nenhum perigo. Não conhecer o outro e conhecer a si mesmo; uma vitória para uma perda.Não conhecer o outro e não conhecer a si mesmo, em cada batalha, derrota certa.” Sun Tzu (A arte da guerra)

“Os guerreiros vitoriosos vencem antes de ir à guerra, ao passo que os derrotados vão à guerra e só então procuram a vitória. ” Sun Tzu ( A arte da guerra)

“Para conseguir grandes coisas, é necessário não apenas planejar, mas também acreditar; não apenas agir, mas também sonhar”. Anatole France – Escritor Francês

“Ou você tem uma estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém.” Alvin tofler

“Na estratégia, decisa é a aplicação.” Napoleão Bonaparte

“As idéias e estratégias são importantes, mas o verdadeiro desafio é a sua execução.” Percy Barnevick (Leia mais sobre isso aqui)

“A percepção é forte e a visão é fraca. Em estratégia, é importante ver o que está distante como se estivesse próximo e ter uma visão distanciada do que está próximo.” Miyamoto Musashi

“A estratégia de ontem foi o que nos possibilitou sobreviver até agora, mas uma nova estratégia deve ser criada se quisermos garantir nossa sobrevivência no futuro.” Paul Levesque

“A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruido antes da derrota.” Sun Tzu

“As empresas não se transformam com palavras.” Henry Mintzberg

“A essência do posicionamento estratégico é escolher atividades diferentes daquelas dos concorrentes.” Michael Porter

Um abraço.

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Gestão e inovação é com o lado direito do cérebro

Publicado por marcelao em Setembro 15, 2008

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 Pessoal,
               reparem na figura acima e analisem ela. A figura representa a diferença de uso dos dois lados do cérebro, o lado esquerdo preenchido por baias de trabalho ocupadas por funcionários de cabeça baixa e, o lado direito com pessoas sem nada restrigindo seus movimentos, mais dedicados ao lazer. Se vocês repararem mais um pouco, verão que existem 3 funcionários que estão saindo do lado esquerdo e indo para o lado direito, enquanto isso, uma pessoa do lado direito está se preparando para entrar no lado esquerdo.
               Estudos revelam que o lado esquerdo do cérebro é o lado que funciona de forma mais linear, lógica e analitica. Trabalha mais com certezas do que com incertezas. O lado direito, por sua vez, funciona de forma mais não-linear, intuitiva e holistica, além de ser mais ligada as artes.

               Diante desses estudos, tenho desenvolvido algumas teses relacionadas a formação dos gerentes nas empresas e a formulação de suas estratégias.
               Nas empresas, quando promovemos um técnico a gerente, é comum ouvirmos a seguinte frase : “Perdi um excelente técnico e ganhei um péssimo administrador.” Se lembrarmos que a principal função de um gerente é converter o conhecimento em ação e resultados, esse problema torna-se mais critico ainda.
               A grande dificuldade é que agora esse técnico necessita pensar de forma mais não-linear e menos lógica, diferente do que ele estava acostumado a fazer até então.  A minha tese é que isso acontece porque o técnico, durante a sua vida profissional, desenvolve muito mais o lado esquerdo do cérebro, o lado lógico e racional. Ao promove-lo a gerente, existe uma falha na adaptação desse técnico em utilizar mais o lado direito do cérebro, que é mais apropriado para pensar estrategicamente e para o relacionamento com as pessoas. Existe até uma frase do autor de livros, Dale Carnegie, sobre gestão de pessoas que resume um pouco dessa dificuldade dos técnicos que viram gerentes : “Ao lidar com pessoas, lembre-se de que você não está lidando com seres lógicos, e sim com seres emocionais.”


               Com relação ao planejamento estratégico, e até mesmo a gestão de projetos, a dificuldade está no fato de que esse técnico sempre trabalhou com certezas e a sua nova função exige que ele passe a trabalhar com incertezas, afinal de contas pensar estrategicamente é trabalhar com hipóteses, que podem se confirmar ou não. Terá que desenvolver mais a imaginação e a criatividade, além de pensar de forma não-linear. Terá que tomar decisões com 30% das informações disponíveis, até porque, se ele tomar decisões com 100% das informações, é porque ele não é mais necessário.
                Essa necessidade de desenvolvimento maior do lado direito do cérebro é motivada pela mudança de época que estamos passando. A era anterior, revolução industrial, cujo o simbolo são as máquinas, desenvolveu mais o lado esquerdo do cérebro. Foram tempos dominados por determinado tipo de pessoas com um certo tipo de pensamento mais ligados a pensar tudo de forma analitica e converter em números. Essa é uma era que está ficando para trás, pois estamos deixando de ser uma economia e uma sociedade baseada nos modelos mentais lógicos, lineares, frias e extremamente objetivas dessa era. Essa é uma das principais causas do nível de frustração existente atualmente nas empresas, frustração essa ilustrada na figura localizada no inicio desse post.
Baloons
                Estamos em uma era de transição para uma economia e sociedade baseada mais nas faculdades criativas, empáticas e sistêmicas. Nessa nova era, revolução do conhecimento, cujo simbolo maior é o Internet, devemos desenvolver mais o lado direito do cérebro, lado das emoções, pensamentos não-lineares e das relações interpessoais.
                 Isso não quer dizer que o desenvolvimento do lado esquerdo deva ser esquecido, até porque as hipóteses levantadas pelo lado direito exigirão um esforço do lado esquerdo para tornar essas hipóteses em fatos. Vale lembrar o que já escrevi em posts anteriores, o cérebro é um músculo que precisa ser exercitado, senão atrofia.

Um abraço.

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Caso OI Celular : Estratégia Inovadora e Inteligente

Publicado por marcelao em Setembro 7, 2008

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Pessoal,

             já havia comentado em outros posts que em tempos de mudança, o segredo para obter vantagem competitiva é liderar a mudança. Isso exige das empresas empreenderem estratégias inovadoras, estratégias que quebrem algumas leis do mercado. Esse foi o caso da empresa de telefonia celular OI.

             O primeiro movimento da OI foi lançar a campanha de desbloqueio dos celulares. A campanha envolveu chamadas na televisão que mostravam clientes “acorrentados” as empresas de telefonia celular, como vocês podem ver no video abaixo.

               A mensagem anunciava que a OI passou a comercializar celulares desbloqueados, que você deve ficar com um celular da empresa porque quer e não porque é obrigado.

               Essa ação da OI iniciou uma onda de clientes exigindo que seus celulares fosse desbloqueados e chegou até a blogosfera com campanhas iniciadas por alguns blogs como o Kibeloco (link : http://www.kibeloco.globolog.com.br/archive_2008_02_27_10.html?postId=479922) e até a iniciativa de criar um site chamado “Bloqueio Não” que hoje está fora do ar devido a ação liminar de uma operadora de telefonia celular.

                O resultado é que em 13 de fevereiro, a Anatel soltou nova regulamentação que obrigava a todas as operadoras a desbloqueiar gratuitamente os aparelhos de seus clientes.

                Isso abriu uma porta para novas oportunidades para OI. Nesse caso, alguém deve ter lido e interpretado muito bem o livro “A estratégia do Oceano Azul”, começando por quebrar uma lei do mercado para depois criar um novo mercado, que envolveu os cliente das outras operadoras insatisfeitos com o atendimento de suas operadoras e que não podiam trocar, e culminou agora com uma ação de conquista de novos clientes, aliado com redução de custos, com a campanha atual que mostra que os clientes precisam apenas comprar o chip disponível em vários tipos de estabelecimentos, como farmácias e lojas, e instala-los em qualquer celular desbloqueado,  uma vez que ela não precisa abrir mais lojas para venda de celular e sim disponibilizar o chip em vários estabelecimentos ao alcance do cliente.

                Esse é um caso de uso da inteligência na estratégia para abertura de novos mercados. Uma estratégia que envolveu ações de curto, médio e longo prazo, uma vez que a campanha do desbloqueio começou em julho de 2007. Além disso, foi uma estratégia inovadora que contou com a colaboração de um importantissimo fator para a inovação que foi a participação dos clientes nas campanhas de desbloqueio e dos blogs na Internet.

                  Quem ganha com isso somos nós, consumidores, porque agora para conquistar a tão procurada “fidelidade do consumidor”, as empresas terão de oferecer um serviço melhor. Como disse em outros posts (veja a lista abaixo), cada vez mais consolida-se uma transferência de poder no mundo atual, uma transferência do poder das empresas para os consumidores, trasferência essa potencializada pela Internet e a WEB 2.0 com seu poder de viral e oferecendo toda a estrutura necessária para proliferação dessas grandes redes sociais que estão surgindo cada vez mais em maior número. 

Um abraço.

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