Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts com Tag ‘Nova Economia’

Tendências da TI : Modelos de negócios baseado em TI

Publicado por marcelao em Outubro 29, 2009

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Pessoal,

já escrevi em posts anteriores que as áreas de TI existentes dentro das empresas estão passando e ainda passarão por uma grande transformação nos próximos anos. A mudança é fundamentalmente de postura, deixando de ser uma área reativa, que espera ser demandada para desenvolver soluções, e passando a adotar uma postura mais pró-ativa e buscando apresentar soluções de TI que ofereçam maiores e as mais inovadoras oportunidades de negócio para as empresas.

As áreas de TI sempre foram vistas como ferramentas para executar os processos de forma mais rápida e com menor custo. Essa é uma visão muito baseado no modelo mental da revolução industrial em que se procura otimizar processos para reduzir os custos de operação e transação. Mas a TI pode ser muito mais que simples ferramenta de redução de custos, ela pode ser uma ferramenta para fazer as coisas de formas inteiramente diferentes, servindo como um componente de um modelo de negócio inovador. Leia o resto deste post »

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Digital Age – Minhas impressões

Publicado por marcelao em Agosto 30, 2009

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Pessoal,

estive essa semana em São Paulo para participar do evento Digital Age 2.0, que foi organizado pelo IDG!NOW. Esse post tem o objetivo de compartilhar com vocês as minhas impressões sobre o evento.

Se eu tivesse que resumir esse evento em uma expressão, ela seria : O poder está com as pessoas e não mais com as empresas. Isso confirma várias das minhas impressões que já havia registrado aqui no blog (confira aqui). As pessoas estão no poder, seja como consumidoras, seja como funcionários. Como disse Tony Hsieh(mais detalhes aqui), CEO da Zappos, as pessoas criaram uma via de mão dupla ao se apossarem da Web.

As pessoas, com o advento da Internet, passaram a ser mais questionadoras e a exigir mais transparência nas relações que elas realizam no cotidiano. Questionamento esse que as leva a querer se relacionar mais com pessoas do que com as empresas. Vivemos em uma era em que a padronização, caracterizada principalmente pelo atendimento dos Help-Desks, acabou. O consumidor exige maior personalização dos produtos e maior transparência nos relacionamentos. Tony Hsieh afirmou categoricamente : “Seja verdadeiro e transparente e você não terá nada a temer”. Leia o resto deste post »

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O papel das empresas – Parte I

Publicado por marcelao em Agosto 26, 2009

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Pessoal,

            o último post que publiquei, que foi sobre a Web 3.0,  eu fechei afirmando que, para alcançarmos todos os benefícios que a economia digital e social poderá nos trazer, era preciso repensarmos o papel das empresas na sociedade. Então, quero iniciar uma nova série de posts comentando sobre, na minha opinião, qual deveria ser o papel das empresas nesse novo mundo. Quero discutir porque as empresas devem existir.

Hoje (2608), estou participando do evento da IDG!NOW, o Digital Ages, que tem como objetivo discutir a realidade dos negócios com o advento da Internet nos campos do marketing, publicidade, comunicação. Quem me acompanha nos blogs de que participo, sabe que procuro discutir a tecnologia não como bits e bytes, mas sim em como ela transforma tudo no nosso mundo. Dito isso, no meu entender, a Internet é a nossa grande chance de RE-criarmos uma nova sociedade, uma nova humanidade, uma HUMANIDADE 2.0 como diria o meu amigo Gil Giardelli. Parafraseando um famoso politico, Nunca na história desse mundo estivemos tão perto de fazer uma revolução de baixo para cima, uma RE-Evolução.

Existem vários casos  que posso citar de eventos associados a essa revolução de baixo para cima como, por exemplo, o movimento dos moradores e associações de bairros da cidade do Rio de Janeiro que estão proporam o boicote ao pagamento IPTU no ano de 2008. A razão desse boicote é que a cidade do Rio de janeiro, segundo relatos, estava entregue a própria sorte quanto a sua manutenção com suas e calçadas esburacadas, grama sem cortar virando capim, árvores que não recebiam poda há muito tempo, proliferação de camelôs nas ruas, … E só quando se aproximaram as eleições é que o prefeito da cidade resolve fazer acontecer valendo-se daquela máxima de que a “última impressão é a que fica”. Resultado : os moradores cansaram-se dessa postura e resolveram pagar o IPTU apenas em Novembro fazendo com que o prefeito não tenha recursos para continuar com essa prática eleitoreira.

Na palestra do Sr. Tony Hsieh, CEO da Zappos (loja on-line de venda de sapatos), ficou claro como essa revolução deveria impactar as empresas. Para Tony, devemos reinventar o DNA das empresas visando encantar nossos clientes e, principalmente, funcionários e torná-los seguidores da marca da empresa. Quem achava que seria uma palestra sobre negócios, recheada com números, foi surpreendido com uma palestra que falou 99% sobre pessoas e 1% sobre negócios. Leia o resto deste post »

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A verdadeira demanda

Publicado por marcelao em Agosto 11, 2009

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Pessoal,

no último post que publiquei, escrevi sobre a iniciativa da IBM e o seu direcionamento de que “uma demanda por mudança é uma demanda por inteligência”. A crise financeira pela qual o mundo vem passando mostrou que é preciso rever os pressupostos que guiaram a economia mundial até o presente momento e que são precisas novas bases para fundamentar nossos próximos passos daqui para a frente. É como escrevi em um post anterior, essa crise nada mais é do que a nova economia se vingando da velha economia.

No meu entender, essa crise já vinha dando seus sinais desde a crise do petróleo na década de 70, que mostrou ao mundo a dependência da economia em relação a fontes de energia não renováveis e gerou a noção de que os recursos não são infinitos. Esse é o grande X da questão, temos que liderar nossas equipes e empresas sabendo lidar com restrições de recursos.

Se todos os recursos que precisamos para liderar uma empresa ou projeto fossem infinitos, não haveria a necessidade de desenvolver a criatividade nas nossas atividades. Como essa não é a realidade, os líderes precisam desenvolver essa habilidade e desenvolver sua criatividade para enfrentar os desafios que estão sendo colocados no pós-crise e que são iguais para todos. É justamente quando tudo caminha para ser igual é que devemos partir para a diferenciação.

Não podemos admitir mais permanecermos em uma zona de conforto onde é mais fácil optar por escolher ao invés de combinar. Estava discutindo isso hoje sobre se devemos implementar novos negócios ou zelar pela disponibilidade dos sistemas e apresentei minha visão para o grupo de que devemos ter os dois e não optar por apenas um deles. Esse é o verdadeiro desafio, a escolha deve ser pelo “E” e não pelo “OU”.  É ter qualidade E quantidade, liberdade E disciplina, personalização E massificação. Um exemplo dessa combinação foi a estratégia da HSM na renovação do layout da revista e nas palavras do presidente do grupo HSM : o desafio é inovar com disciplina. Leia o resto deste post »

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Paulo Freire e o Líder como educador

Publicado por marcelao em Agosto 6, 2009

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Pessoal,

no blog da HSM foram publicados dois posts muito interessantes sobre a questão da educação (clique aqui e aqui para ler). Em um deles é citado um dos maiores educadores mundiais, o brasileiro Paulo Freire. Como estudioso, ativista social e trabalhador cultural, Freire desenvolveu, mais do que uma prática de alfabetização, uma pedagogia crítico-libertadora . Em sua proposta, o ato de conhecimento tem como pressuposto fundamental a cultura do educando; não para cristalizá-la, mas como “ponto de partida” para que ele avance na leitura do mundo, compreendendo-se como sujeito da história. É através da relação dialógica que se consolida a educação como prática da liberdade.

Paulo Freire representa um dos maiores e mais significantes educadores do século XX. Sua pedagogia mostra um novo caminho para a relação entre educadores e educandos. Caminho este que, consolida uma proposta político-pedagógica elegendo educador e educando como sujeitos do processo de construção do conhecimento mediatizados pelo mundo, visando a transformação social e construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária.

Seu pensamento rompeu a relação cristalizadora de dominação, buscando pensar a realidade dentro do universo do educando, construindo a prática educacional considerando a linguagem e a história da coletividade elementos essenciais dessa prática. Seu trabalho revela dedicação e coerência aliados a convicção de luta por uma sociedade justa, voltada para o processo permanente de humanização entre as pessoas onde ninguém é excluído ou posto à margem da vida. Paulo Freire provou que é possível educar para responder aos desafios da sociedade, neste sentido a educação deve ser um instrumento de transformação global do homem e da sociedade.

O principio central da proposta pedagógica do professor Paulo Freire é o da educação transformadora, na qual a educação é uma atividade onde professores e alunos, mediatizados pela realidade que apreendem e da qual extraem o conteúdo da aprendizagem, atingem um nível de consciência dessa mesma realidade, a fim de nela atuarem para transformá-la, ou seja, a principal característica da proposta é refletir sobre a própria realidade, para que seja possível levantar hipóteses e procurar soluções para transformar a realidade.

Paulo Freire rejeitava as tendências que buscam formatar o aluno como ente passivo e mero receptor/repetidor de conteúdos formatados. A experiência revela que os indivíduos assim formatados se tornam medíocres, sem estímulo para a criação. Um educador nega a educação e forma seres de consciência ingênua quando acha que os educandos devem repetir o que ele diz em sala de aula. Isso significa tratar o aluno como objeto e não reconhecê-lo como sujeito do processo educacional.

Diante disso, o homem não é um ser para adaptação, uma vez que adaptar significa acomodar, contrapondo-se a criar e transformar indo contra o ímpeto próprio do ser humano que é a criação.

Agora, vamos traçar um paralelo com o papel dos líderes nas empresas. O líder deve ter um compromisso com a formação e o desenvolvimento das pessoas. Líderes são inconformistas por natureza e, por essa razão, estão sempre em busca de quebrar paradigmas, principalmente aqueles ilustrados pela famosa frase “Aqui sempre foi assim” que caracteriza a repetição eterna de ações e posturas. Seu compromisso deve ser com a transformação das pessoas e da realidade. Leia o resto deste post »

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Estratégia : 10 tendências para monitorar

Publicado por marcelao em Julho 29, 2009

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Pessoal,

foi publicado um artigo na edição de julho/2009 da revista Harvard Business Review um artigo - de autoria de Eric Beinhocker, Ian Davis e Lenny Mendonça - que apresenta 10 tendências a serem monitoradas por qualquer estrategista de plantão. Esse artigo é baseado nas forças subjacentes que ajudam a moldar o ambiente de negócios e buscar sinais de descontinuidade que são monitoradas pela McKinsey & Company que vão desde o crescimento em mercados emergentes à evolução do papel da empresa na sociedade. Avaliando esses fatores, os autores argumentam que, após a crise, o ambiente de negócios sofreu transformações e não voltará a ser o que era antes da crise.

Meu objetivo com esse post é relacionar essas 10 tendências, colocar a minha opinião sobre cada uma delas e provocar um debate sobre elas. Não é minha intenção colocar o conteúdo do artigo aqui até por respeito a publicação da revista. Portanto, se vocês querem mais detalhes sobre cada uma das tendências relacionadas no artigo, procurem a revista na banca e compre-a.

Vamos as tendências :

- Recursos sob pressão : Lembro-me de uma palestra que assisti do professor Vicente Falconi, cujo título era “A invasão dos bárbaros e as decisões empresariais de hoje” (disponível aqui), em que o professor acredita que estamos diante de uma aceleração muito grande na economia e que coisas que serão decisivas daqui a 10 anos, mas que precisavam começar a ser preparadas hoje. Falconi apresentou o conceito histórico da palavra “bárbaros” como sendo todo aquele que não pertencia ao império romano, ou seja, eram povos pobres, nômades e pessoas com muita fome. Esses povos bárbaros eram motivados pela guerra para matar a sua fome. Fazendo um paralelo com os dias atuais, Falconi argumenta que a história se repete de formas diferentes, ou seja, o império romano mudou de mãos(países desenvolvidos ou primeiro mundo) e os bárbaros são os países excluídos desse império (países emergentes ou do terceiro mundo). Os países do novo império reunem cerca de 1 bilhão de pessoas, enquanto que os países “bárbaros” reunem em torno de 5 a 6 bilhões de pessoas. Muitos desses países “bárbaros” possum economias em franco crescimento e farão parte do “novo império”, o que caracteriza, segundo o professor Falconi, a invasão dos ”novos bárbaros”. Esses bárbaros estão consumindo mais e a consequência disso é o aumento do consumo de recursos como combustível e água, o que naturalmente exerce uma pressão sobre os preços dessas comodities. Portanto, devemos nos preparar para um mundo em que haverá o encarecimento desses recursos como, por exemplo, os recursos minerais e hídricos;

- Globalização sob ataque : Essa é uma tendência que deve ser analisada em partes. Com relação ao comércio mundial, acredito que haverá uma retração, mais em decorrência da crise financeira e da insegurança do consumidor que ela gerou, mas deve ser retomada com a recuperação da economia. Um revés na globalização do comércio traria consequências muito grandes para o consumidor como consequência da diminuição da competitividade entre os mercados. Já a globalização financeira porque foi justamente a complexa conexão entre os mercados financeiros que envolveu vários países é que gerou o efeito cascata que afetou todos os países durante a crise financeira mundial. A consequência desse efeito é que aumentarão os mecanismos reguladores para evitar atividades de especulação financeira e o aumento de incentivos para investimentos em atividades produtivas, que passem a gerar riquezas através da produção e não a partir de engenharia financeira; Leia o resto deste post »

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Gestão 2.0 : Por quê líderes criativos são tão raros?

Publicado por marcelao em Julho 27, 2009

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Pessoal,


encontrei no site da Harvard Business Review artigo do professor Navi Radjou, diretor executivo do centro de pesquisas sobre a Índia da Universidade de Cambridge, em que ele comenta uma palestra apresentada pelo Dr. Abdul Kalam, ex-presidente da Índia, com o título “Liderança criativa na economia do conhecimento Global”.


Na sua palestra, o Dr. Kalam discursou sobre as mudanças tecnológicas e sócio-econômicas ocorridas no mundo, como o deslocamento do centro de gravidade econômica e geopolítica do ocidente para o oriente, o ritmo acelerado de mudanças tecnológicas e a crescente escassez de recursos.


Diante desse cenário, Dr. Kalam argumentou que as empresas, bem como as nações precisam desesperadamente do que ele chama de “líderes criativos,” uma nova geração de líderes visionários e empáticos que agem menos como comandantes e mais como treinadores, menos como gerentes e mais como facilitadores, e que permitem o auto-respeito antes de exigir respeito.


A partir de sua experiência, o Dr. Kalam articulou os oito princípios fundamentais de uma liderança criativa que são críticos para a condução de inovação e de crescimento na economia do conhecimento:


- O líder deve estabelecer uma visão para a organização;


- O líder deve ter paixão para transformar essa visão em ação;


- O líder deve ser capaz de liderar em um mundo de incerteza;


- O líder deve saber como liderar tanto no sucesso quanto no fracasso;


- O líder deve ter coragem de tomar decisões;


- O líder deve ter nobreza ao liderar;


- Cada ação do líder deve ser transparente;


- O líder deve trabalhar com integridade e ter sucesso com integridade;


 Para ilustrar seu ponto, o Dr. Kalam citou líderes que para ele lideravam imbuídos com estas oito qualidades. Por exemplo, quando Índia fracassou no lançamento do primeiro satélite missão em 1979, o presidente da agência espacial indiana, Prof Satish Dhawan assumiu total responsabilidade pela falha, embora o Dr. Kalam tenha sido realmente o diretor da missão.  Mas no ano seguinte, quando alcançaram o sucesso ao colocar o primeiro satélite contruído na Índia em órbita, o professor Dhawan não compareceu à conferência de imprensa, mas sim o Dr. Kalam para quem ele pediu que compartilhasse a história de sucesso com a mídia, dando-lhe todo o crédito para o sucesso da missão.


O autor do artigo comentou sobre como a economia mundial mergulhou em uma profunda recessão ao longo dos últimos doze meses devido a uma falta de liderança criativa em toda a sociedade e política. A falta de transparência – e muito menos nobreza – foi gritante entre as instituições financeiras, que acabou por conduzir à sua queda. Além disso, recentes escândalos políticos nos fizeram lembrar da absoluta falta de integridade em todo o espectro político.


O autor espera que, à medida que vamos saindo da recessão econômica, as empresas e os cidadãos irão eleger líderes empresariais e políticos que pratiquem uma liderança criativa com nobreza e integridade, que procurem agir menos como comandantes e mais como facilitadores, que sejam dotados de uma bússola moral que lhes permite trabalhar com integridade – e ter sucesso com integridade.


Concordo em gênero, número e grau com o professor Navi Radjou. O tema competências dos líderes do futuro é recorrente aqui nesse blog e deveria ganhar importância maior nas empresas, se elas quiserem realmente tornar-se sustentáveis, conciliando competitividade com a ética.


Esse é mais um post que vai para a série “Gestão 2.0″.


E você leitor, quem você considera como líderes criativos que apresentam os princípios acima relacionados? Quais os passos que sua organização está tomando para produzir tais lideranças?


Um abraço.


P.S : Força, Massinha!


“Keep the faith”


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- Chegou a hora da administração? – > Clique aqui para ler;


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A gestão de projetos na nova economia

Publicado por marcelao em Julho 20, 2009

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Pessoal,

esse final de semana, eu conversei com o Ricardo Cavallini sobre a carreira de gerente de projetos. Uma coisa que ficou clara nessa conversa é que essa é uma carreira que está em franco crescimento e sendo procurado para diversas áreas.

O PMI foi criado em 1969 por engenheiros e durante muito tempo seguiu o modelo mental dessa profissão. O crescimento de adesões ao PMI aconteceu de forma muito linear até meados dos anos 90, que é quando ocorre uma adesão muito forte de pessoas oriundas das áreas de tecnologia das empresas devido a forte dependência que os negócios de algumas empresas passou a ter da TI, notadamente os bancos. Hoje em dia, há uma forte tendência em aplicar a gestão de projetos a áreas outras como, por exemplo, publicidade, marketing e logistica.

Durante muito tempo, o foco do gerenciamento de projetos foi muito grande na parte técnica (Hard Skills), predominando as discussões sobre gestão de cronograma com o desenvolvimento de ferramentas como método de corrente crítica, gráfico de gantt, … Outro foco era na geração de documentação do projeto com suas declarações de escopo, WBS, plano de comunicação, …, ou seja, o foco era na disciplina de gestão de projetos como uma ciência e ao pensar e planejar desconectado da ação e da atenção aos detalhes.

Como ciência, a tentativa é sempre de tentar reduzir a complexidade do sistema, dividindo-o em vários pedaços, analisando cada pedaço de forma isolada de forma a torna-lo mais próximo de um padrão. Como disse meu grande amigo, Marcelo Cota, padrão é a tentativa de simplificar algo que é complexo.

Esse é o ponto que quero levar a reflexão dos leitores desse post, pois se tem uma coisa que todo mundo concorda nesses tempos de nova economia é que a complexidade e a quantidade de variáveis a serem geridas aumentou consideravelmente. Não vivemos mais em mundo em que os fatos acontecem de forma linear. Isso é coisa da velha economia. A gestão de projetos como ciência é como foi a administração científica de Taylor para a indústria, ou seja, desconsidera, principalmente, os aspectos humanos ligados ao trabalho e parte da premissa que podemos prever o curso do ambiente de negócios, controlá-lo e presumir que ele se manterá estável. Leia o resto deste post »

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Inteligência coletiva, Cloud Computing e Gestão 2.0

Publicado por marcelao em Maio 14, 2009

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Pessoal,

                um dos vários e grandes benefícios que a Internet nos proporciona é a facilidade de conexão entre pessoas que possuem os mesmos interesses facilitando a colaboração entre elas. Antes do advento da Internet, a colaboração era de pequena escala, pois uma quantidade excessiva de pessoas era excluída da circulação de conhecimento, poder e capital, e portanto, participava das margens da economia. Ela ficava restrita em pequenos territórios como comunidades, locais de trabalho e acontecia apenas entre amigos, parentes e sócios nesses locais. Com a Internet e a WEB 2.0 tudo mudou, pois o acesso dessas pessoas agora está a apenas um click no mouse, o que coloca todas essas pessoas para participarem da inovação e da criação de riqueza em cada setor da economia devido ao potencial que a Internet tem de interligar a massa da humanidade em um organismo próspero e infinitamente superior.

Se você quiser entender melhor a transformação que a colaboração em redes traz para os negócios, a dica é o livro do Jeff Howe – “O poder das multidões – Por quê a força da coletividade está remodelando o futuro dos negócios”. O livro apresenta o conceito de crowdsourcing como um mecanismo pelo qual todo o talento gerado pelas comunidades encontram o lugar onde poderão ser utilizados. Leia o resto deste post »

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Enxergue de forma mais abrangente

Publicado por marcelao em Maio 3, 2009

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Pessoal,

                no mestrado que estou cursando, eu tenho que ler alguns textos sobre competências nas organizações e o texto que estou lendo atualmente é sobre o desenvolvimento de competências já existentes dentro das empresas, o que chamaos de knowledge exploitation ou, em uma tradução mais literal, exploração do conhecimento. Entre os fatores que dificultam o desenvolvimento de competências já existentes dentro da organização é o fator miopia gerencial.

                Ao ler sobre esse fator, lembrei de varios casos de miopia que poderiamos citar. Entre eles, vou citar três casos, sendo dois recentes e um mais voltado para a gestão nas empresas. Leia o resto deste post »

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