Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts com Tag ‘Gestão 2.0’

Erre para acertar

Publicado por marcelao em Novembro 10, 2009

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Pessoal,

existe uma frase muito citada no futebol que é : “O medo de perder tira a vontade de ganhar”. Adaptando para o tema desse post, eu diria que o medo de errar diminui a chance de acertar e inovar. Fomos criados nos bancos de sala de aula com a idéia de que o erro deve ser repreendido e punido. Se vocês se lembrarem dos tempos de escola, sempre que um professor apresentava uma questão para a turma responder, muito poucos se apresentavam para responder e sempre tinha alguém que, depois de respondida a pergunta, dizia que sabia a resposta, mas tinha medo de falar e estar errado.

O modelo de educação que a nossa geração recebeu foi todo ele calcado na metáfora da máquina como símbolo da época. Se você errasse uma palavra, você tinha que ir para o quadro e repeti-la várias vezes, assim como nos treinamentos para realizar o trabalho nas indústrias que era baseada na repetição, ou seja, não eram treinamentos, na verdade, eram adestramentos. Além disso, repetir a palavra era uma forma de castigar o aluno. Leia o resto deste post »

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Mais Confiança = Arriscar Mais = Inovar mais

Publicado por marcelao em Outubro 12, 2009

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Pessoal,

estava assistindo ao jogo do Flamengo contra o Avaí há algumas semanas quando ocorreu um lance em que um jogador do Flamengo errou um passe de meio metro, o narrador comentou : “Quando fase é ruim, nada dá certo”. Feito esse comentário, o comentarista do jogo corrigiu : “Não é uma questão relacionada a fase, mas sim quando os resultados não aparecem, a confiança diminuiu e o jogador passa a arriscar menos, pois se arriscar muito e errar, a torcida, que já não anda satisfeita, passa a perseguir o jogador”.

Fiz essa introdução utilizando o futebol para mostrar a importância que a confiança tem com a inovação. Se estamos confiantes, passamos a arriscar mais e, dessa forma, fazemos coisas que, em situações normais, seriam impossíveis. Eu, por exemplo, jogo como goleiro no futebol e o goleiro precisa fundamentalmente de confiança. Sempre digo que a defesa mais importante sempre é a primeira, porque é ela que vai me dar confiança para o resto da partida. É impressionante a importância da confiança nesse caso. Já tive vários jogos que eu comecei muito bem as partidas e dizia para mim mesmo “Hoje não vou tomar gol” e não tomava mesmo. Você chega quase que a antever o que o jogador vai fazer antes de bater na bola. Mesmo quando havia um penalti nesses dias, eu mentalizava que nem penalti ia passar e, na maioria das vezes, não passava mesmo.O mais interessante disso é quanto mais eu fechava o gol, mais eu recebia elogios de meus colegas de time e mais confiante eu ficava.

Mudando um pouco de esporte, analisem o tênis por exemplo. Tênis é basicamente confiança. Pode ser o Roger Federer que se ele tiver uma pequena dúvida do seu potencial, ele perde o jogo. Aliás, a final do US Open americano foi um exemplo disso. O argentino Juan Martin Del Potro acreditou em si muito mais que outros, foi para cima do Federer e venceu seu primeiro Grand Slam. Vale lembrar que nos anos de 2004 a 2007, Roger Federer passou a dominar o tênis mundial quando venceu seu primeiro Grand Slam em Winbledon(2003). Foi nesse título que ele percebeu que ele não era mais uma promessa e sim uma realidade. Durante esse período (2004-2007), muitos adversários entravam em quadra respeitando demais o Federer e perdiam por essa razão. Leia o resto deste post »

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A diferença entre líderes e gerentes : Controlador X Inovador

Publicado por marcelao em Outubro 2, 2009

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Pessoal,

quem acompanha esse blog sabe que gosto de escrever sobre a diferença entre líderes e gerentes (Clique aqui para acessar minha versão e aqui a versão do Gary Hamel). Estava navegando pela Internet e encontrei o excelente site sobre inovação chamado “Inovation Tools”. No site, eu encontrei um artigo do Sr. Paul Sloane que estabelece a diferença entre líderes inovadores e líderes controladores. Segue abaixo a opinião do Sr. Paul Sloane : Leia o resto deste post »

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Gestão 2.0 : A diferença entre líderes e gerentes by Gary Hammel

Publicado por marcelao em Setembro 7, 2009

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Pessoal,

todo mundo deve saber que eu sou fã do livro “O futuro da administração” do professor Gary Hammel e sua visão de uma Gestão 2.0, além das minhas críticas a gerentes que procuram manter o status quo e não promovem a mudança. Já escrevi sobre a diferença entre líderes e gerentes nesse espaço (clique aqui para acessar), mas hoje revisitei o blog do professor Gary Hammel(clique aqui para acessar) e achei um post sobre a visão dele para essa diferença e que compartilho com vocês aqui.

Para o professor Gary Hammel, a diferença básica entre líderes e gerentes é que líderes estabelecem uma visão e traçam o caminho para chegar até essa visão, enquanto gerentes gerenciam o status quo vingente sem pensar em mudanças. Líderes são agentes de mudança.

Nas organizações tradicionais, aqueles que se consideram lideres, na verdade são gerentes, tem seu poder derivado de suas posições na hierarquia da empresa. Em organizações inovadoras, o poder de um verdadeiro líder reflete o apoio dado livremente por seus pares e seguidores. Com esse perfil de liderança pelos pares, Gary Hammel citou Madre Teresa de Calcutá, Linus Torvalds (criador do Linux) e Jimmy Wales (fundador da Wikipedia).

No post, o professor apresenta uma reflexão sobre a distinção entre um líder intitulado (gerentes) e um líder natural, ressaltando que não são categorias mutuamente exclusivas, ou seja, você pode ser um líder natural e intitulado ao mesmo tempo. Voltando a reflexão, ele faz o seguinte exercício imaginário levando você a se perguntar sobre o seu papel no trabalho. Suponha que você, por um momento, já não tem qualquer autoridade posicional – você não é mais o líder designado de um projeto, um chefe de departamento ou vice-presidente. Não há título em seu cartão de visita e você não tem subordinados diretos. Suponhamos que você não tem nenhuma forma de penalizar aqueles que se recusam a fazer o que você pede, você não pode demiti-los ou reduzir seus salários. Diante desse cenário, o quanto você poderia ter feito em sua organização?  Leia o resto deste post »

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Gestão 2.0 : Crie uma cultura de inovação

Publicado por marcelao em Setembro 6, 2009

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Pessoal,

o nível atual de competitividade existente no mundo de hoje exige que as empresas busquem a inovação como forma de se manterem competitivas no mercado. Por outro lado, a tecnologia está transformando a inovação na sua essência, permitindo que as empresas testem idéias novas e preços em uma velocidade que era inimaginável há uma década.

Com toda essa velocidade e facilidades proporcionadas pela tecnologia, a inovação deve ser contínua e deve vir de todos os lugares da empresa. Por essa razão, mais importante do que inovar é criar uma cultura de inovação, mas para que essa cultura de inovação apareça dentro das empresas é preciso criar as condições propícias.

Diante disso, relaciono abaixo o que considero as ações necessárias para criar uma cultura de inovação dentro das empresas :

- Adoção imediata de Redes Sociais dentro das empresas : É o que escrevi no post sobre redes sociais nas empresas(clique aqui para ler). É preciso liberar o fluxo contínuo de troca de idéias dentro das empresas fazendo com que as pessoas sintam-se a vontade para expor suas idéias e opiniões sem restrições e preconceitos. As empresas terão de reconhecer as sociedades virtuais como fontes de aprendizado e potencial solução de problemas;

 - Capacitar a gerência Média no sentido de facilitar a inovação : A gerência média é sempre alvo de críticas por filtrar em demasia as idéias criativas de suas equipes. É preciso fazer com que a gerência média entenda que são seus funcionários que estão mais próximos dos clientes que, em última instância, são os maiores beneficiados quando a inovação surge, além de também serem fontes para a inovação. É preciso dar maior autonomia aos funcionários que estão na ponta, afinal de contas,  algumas das melhores experiências vêm de fora da cadeia de comando; Leia o resto deste post »

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10 razões para adotar redes sociais nas empresas

Publicado por marcelao em Setembro 2, 2009

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Pessoal,

como escrevi no post anterior sobre o Digital Age, esse post tem o objetivo de compartilhar as minhas impressões sobre a palestra do consultor da IBM, Mauro Segura, sobre a utilização de redes sociais dentro das empresas.

Muitas empresas tem receio de utilizar redes sociais dentro das empresas alegando que haverá queda na produtividade de seus funcionários. Isso prova, como sempre, que as pessoas preocupam-se mais em identificar os problemas do que em enxergar as oportunidades presentes em certas decisões. Esse tipo de pensamento focado apenas no problema faz com que as empresas substimem a capacidade criativa, de mobilização e criatividade coletiva das pessoas dentro das empresas.

A realidade das empresas mudou. A competição é muito maior do que no século passado e isso faz com que a inovação seja a principalmente competência a ser desenvolvida pelas empresas. Inovação que deve vir de todos os lugares da empresa. A emrpresa deve buscar conhecimento onde quer que ele esteja, seja dentro ou fora da empresa. Alguns dizem que ela deve ser “chuveiro” (de cima para baixo), outros dizem que deve ser “bidê” (de baixo para cima), mas o importante é que ela seja do tipo “hidromassagem” (de todos os lados).

Mauro apresentou o resultado de uma pesquisa que a IBM faz regularmente que se chama “CEO study – The enterprise of the future”. Essa pesquisa apontou 5 tendências :

- As empresas serão ávidas por mudança;

- Inovação de fora para dentro;

- Empresas globalmente integradas;

- Disruptivas por natureza;

- Pensam na sustentabilidade e no longo prazo;

Diante desse cenário, as empresas devem basear suas ações no desenvolvimento do seu capital intelectual a fim de criar uma cultura de inovação em que todos sintam que são livres para expor suas idéias. Para isso, é preciso dar voz as conversas existentes dentro das organizações. Nesse sentido, as redes sociais são ótimas ferramentas para criar esse ambiente de conversas dentro das empresas, pois ela aproxima as pessoas e facilita a conexão entre pessoas com interesses comuns e que poderiam compartilhar idéias. Nesse sentido, Mauro apresentou as 10 razões para se adotar redes sociais dentro das empresas : Leia o resto deste post »

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Digital Age – Minhas impressões

Publicado por marcelao em Agosto 30, 2009

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Pessoal,

estive essa semana em São Paulo para participar do evento Digital Age 2.0, que foi organizado pelo IDG!NOW. Esse post tem o objetivo de compartilhar com vocês as minhas impressões sobre o evento.

Se eu tivesse que resumir esse evento em uma expressão, ela seria : O poder está com as pessoas e não mais com as empresas. Isso confirma várias das minhas impressões que já havia registrado aqui no blog (confira aqui). As pessoas estão no poder, seja como consumidoras, seja como funcionários. Como disse Tony Hsieh(mais detalhes aqui), CEO da Zappos, as pessoas criaram uma via de mão dupla ao se apossarem da Web.

As pessoas, com o advento da Internet, passaram a ser mais questionadoras e a exigir mais transparência nas relações que elas realizam no cotidiano. Questionamento esse que as leva a querer se relacionar mais com pessoas do que com as empresas. Vivemos em uma era em que a padronização, caracterizada principalmente pelo atendimento dos Help-Desks, acabou. O consumidor exige maior personalização dos produtos e maior transparência nos relacionamentos. Tony Hsieh afirmou categoricamente : “Seja verdadeiro e transparente e você não terá nada a temer”. Leia o resto deste post »

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O papel das empresas – Parte I

Publicado por marcelao em Agosto 26, 2009

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Pessoal,

            o último post que publiquei, que foi sobre a Web 3.0,  eu fechei afirmando que, para alcançarmos todos os benefícios que a economia digital e social poderá nos trazer, era preciso repensarmos o papel das empresas na sociedade. Então, quero iniciar uma nova série de posts comentando sobre, na minha opinião, qual deveria ser o papel das empresas nesse novo mundo. Quero discutir porque as empresas devem existir.

Hoje (2608), estou participando do evento da IDG!NOW, o Digital Ages, que tem como objetivo discutir a realidade dos negócios com o advento da Internet nos campos do marketing, publicidade, comunicação. Quem me acompanha nos blogs de que participo, sabe que procuro discutir a tecnologia não como bits e bytes, mas sim em como ela transforma tudo no nosso mundo. Dito isso, no meu entender, a Internet é a nossa grande chance de RE-criarmos uma nova sociedade, uma nova humanidade, uma HUMANIDADE 2.0 como diria o meu amigo Gil Giardelli. Parafraseando um famoso politico, Nunca na história desse mundo estivemos tão perto de fazer uma revolução de baixo para cima, uma RE-Evolução.

Existem vários casos  que posso citar de eventos associados a essa revolução de baixo para cima como, por exemplo, o movimento dos moradores e associações de bairros da cidade do Rio de Janeiro que estão proporam o boicote ao pagamento IPTU no ano de 2008. A razão desse boicote é que a cidade do Rio de janeiro, segundo relatos, estava entregue a própria sorte quanto a sua manutenção com suas e calçadas esburacadas, grama sem cortar virando capim, árvores que não recebiam poda há muito tempo, proliferação de camelôs nas ruas, … E só quando se aproximaram as eleições é que o prefeito da cidade resolve fazer acontecer valendo-se daquela máxima de que a “última impressão é a que fica”. Resultado : os moradores cansaram-se dessa postura e resolveram pagar o IPTU apenas em Novembro fazendo com que o prefeito não tenha recursos para continuar com essa prática eleitoreira.

Na palestra do Sr. Tony Hsieh, CEO da Zappos (loja on-line de venda de sapatos), ficou claro como essa revolução deveria impactar as empresas. Para Tony, devemos reinventar o DNA das empresas visando encantar nossos clientes e, principalmente, funcionários e torná-los seguidores da marca da empresa. Quem achava que seria uma palestra sobre negócios, recheada com números, foi surpreendido com uma palestra que falou 99% sobre pessoas e 1% sobre negócios. Leia o resto deste post »

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A verdadeira demanda

Publicado por marcelao em Agosto 11, 2009

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Pessoal,

no último post que publiquei, escrevi sobre a iniciativa da IBM e o seu direcionamento de que “uma demanda por mudança é uma demanda por inteligência”. A crise financeira pela qual o mundo vem passando mostrou que é preciso rever os pressupostos que guiaram a economia mundial até o presente momento e que são precisas novas bases para fundamentar nossos próximos passos daqui para a frente. É como escrevi em um post anterior, essa crise nada mais é do que a nova economia se vingando da velha economia.

No meu entender, essa crise já vinha dando seus sinais desde a crise do petróleo na década de 70, que mostrou ao mundo a dependência da economia em relação a fontes de energia não renováveis e gerou a noção de que os recursos não são infinitos. Esse é o grande X da questão, temos que liderar nossas equipes e empresas sabendo lidar com restrições de recursos.

Se todos os recursos que precisamos para liderar uma empresa ou projeto fossem infinitos, não haveria a necessidade de desenvolver a criatividade nas nossas atividades. Como essa não é a realidade, os líderes precisam desenvolver essa habilidade e desenvolver sua criatividade para enfrentar os desafios que estão sendo colocados no pós-crise e que são iguais para todos. É justamente quando tudo caminha para ser igual é que devemos partir para a diferenciação.

Não podemos admitir mais permanecermos em uma zona de conforto onde é mais fácil optar por escolher ao invés de combinar. Estava discutindo isso hoje sobre se devemos implementar novos negócios ou zelar pela disponibilidade dos sistemas e apresentei minha visão para o grupo de que devemos ter os dois e não optar por apenas um deles. Esse é o verdadeiro desafio, a escolha deve ser pelo “E” e não pelo “OU”.  É ter qualidade E quantidade, liberdade E disciplina, personalização E massificação. Um exemplo dessa combinação foi a estratégia da HSM na renovação do layout da revista e nas palavras do presidente do grupo HSM : o desafio é inovar com disciplina. Leia o resto deste post »

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Paulo Freire e o Líder como educador

Publicado por marcelao em Agosto 6, 2009

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Pessoal,

no blog da HSM foram publicados dois posts muito interessantes sobre a questão da educação (clique aqui e aqui para ler). Em um deles é citado um dos maiores educadores mundiais, o brasileiro Paulo Freire. Como estudioso, ativista social e trabalhador cultural, Freire desenvolveu, mais do que uma prática de alfabetização, uma pedagogia crítico-libertadora . Em sua proposta, o ato de conhecimento tem como pressuposto fundamental a cultura do educando; não para cristalizá-la, mas como “ponto de partida” para que ele avance na leitura do mundo, compreendendo-se como sujeito da história. É através da relação dialógica que se consolida a educação como prática da liberdade.

Paulo Freire representa um dos maiores e mais significantes educadores do século XX. Sua pedagogia mostra um novo caminho para a relação entre educadores e educandos. Caminho este que, consolida uma proposta político-pedagógica elegendo educador e educando como sujeitos do processo de construção do conhecimento mediatizados pelo mundo, visando a transformação social e construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária.

Seu pensamento rompeu a relação cristalizadora de dominação, buscando pensar a realidade dentro do universo do educando, construindo a prática educacional considerando a linguagem e a história da coletividade elementos essenciais dessa prática. Seu trabalho revela dedicação e coerência aliados a convicção de luta por uma sociedade justa, voltada para o processo permanente de humanização entre as pessoas onde ninguém é excluído ou posto à margem da vida. Paulo Freire provou que é possível educar para responder aos desafios da sociedade, neste sentido a educação deve ser um instrumento de transformação global do homem e da sociedade.

O principio central da proposta pedagógica do professor Paulo Freire é o da educação transformadora, na qual a educação é uma atividade onde professores e alunos, mediatizados pela realidade que apreendem e da qual extraem o conteúdo da aprendizagem, atingem um nível de consciência dessa mesma realidade, a fim de nela atuarem para transformá-la, ou seja, a principal característica da proposta é refletir sobre a própria realidade, para que seja possível levantar hipóteses e procurar soluções para transformar a realidade.

Paulo Freire rejeitava as tendências que buscam formatar o aluno como ente passivo e mero receptor/repetidor de conteúdos formatados. A experiência revela que os indivíduos assim formatados se tornam medíocres, sem estímulo para a criação. Um educador nega a educação e forma seres de consciência ingênua quando acha que os educandos devem repetir o que ele diz em sala de aula. Isso significa tratar o aluno como objeto e não reconhecê-lo como sujeito do processo educacional.

Diante disso, o homem não é um ser para adaptação, uma vez que adaptar significa acomodar, contrapondo-se a criar e transformar indo contra o ímpeto próprio do ser humano que é a criação.

Agora, vamos traçar um paralelo com o papel dos líderes nas empresas. O líder deve ter um compromisso com a formação e o desenvolvimento das pessoas. Líderes são inconformistas por natureza e, por essa razão, estão sempre em busca de quebrar paradigmas, principalmente aqueles ilustrados pela famosa frase “Aqui sempre foi assim” que caracteriza a repetição eterna de ações e posturas. Seu compromisso deve ser com a transformação das pessoas e da realidade. Leia o resto deste post »

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