Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Posts com Tag ‘Ética’

Humildade: Diferença entre Arrogância e Auto-confiança

Publicado por marcelao em setembro 16, 2010

Pessoal,

já escrevi em posts anteriores que existe uma linha tênue entre arrogância e auto-confiança e que a diferença entre os dois estava na humildade e no comportamento que as pessoas apresentam diante de uma mesma situação.

Há tempos atrás, eu escrevi um post exaltando a “rebeldia” saudável que o jogador do Santos Paulo Henrique Ganso teve ao desobedecer o técnico Dorival Júnior quando quis substituí-lo na final do campeonato paulista desse ano, pois, naquele momento, ele entendia que estava sendo muito importante para o time na retenção de bola.

Ontem tivemos uma situação semelhante de rebeldia, mas de forma negativa. A situação envolveu o jogador Neymar do Santos, da mesma geração de talentos que vem o Paulo Henrique Ganso, e que vem sendo alvo de diversas polêmicas nos últimos tempos. No último domingo, ele se desentendeu com o volante João Marcos, do Ceará. Nesta quarta-feira, durante jogo contra o Atlético-GO, na Vila Belmiro, a confusão foi com seus próprios companheiros. Rebelde, se recusou a cumprir ordens. Passou a rebolar em campo, negando-se a trocar passes com o restante da equipe. Ele discutiu com o zagueiro Edu Dracena e com o técnico Dorival Júnior. Chegou até a xingar o chefe.

Qual a diferença entre essas duas situações? Apenas uma palavra: HUMILDADE.

Um abraço.

“Keep the Faith”

twitter: @blogdomarcelao

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O Poder Corrompe. A Falta Dele Também

Publicado por marcelao em julho 19, 2010

Pessoal,

em um artigo passado, eu procurei trazer para reflexão se os modelos de gestão e a postura dos administradores da empresa estão estimulando o comportamento não ético dos funcionários da empresa, principalmente a postura de tentar alcançar a excelência por decreto(clique aqui para ler). Hoje quero abordar a questão da autonomia dos funcionários no desempenho de suas tarefas diárias.

Na edição de julho de 2010, recentemente lançada, a revista Harvard Business Review Brasil apresenta um artigo da especialista em Gestão de mudanças, Rosabeth Moss Kanter, em que ela levanta a questão sobre se a falta de poder pode corromper e que isso tem muito a ver com os entraves existentes dentro das empresas por questões burocráticas e manutenção de silos de poder. Você tenta avançar no seu trabalho e emperra em frases como, por exemplo, “Os procedimentos não permitem”, “Vai levar meses para ser aprovado”, “Isso não vai dar certo”, “Aqui sempre foi assim”.

Diante desse tipo de barreira, ou você entra no jogo da troca de favores ou você é excluído do processo. É por essa razão que as relações políticas imperam muito mais nas empresas do que o atingimento dos resultados que interessam realmente a empresa. O projeto passa a ser individual e não de interesse coletivo. Leva mais quem tem maiores relações com quem está no poder atualmente do que a importância que um projeto tem para a empresa, o que leva a um fisiologismo pérpetuo que compromete a eficácia organizacional. Como as pessoas não podem enfrentar muitas dessas barreiras, elas acabam por “sabotá-la”. Acabam usando as relações para inverter e conseguir o que deseja. Quanto mais ordem, quanto mais centralização do poder, maior é a inversão.

Tal comprometimento da eficácia organizacional da empresa tende a trazer conseguências terríveis em futuro muito próximo para as empresas, uma vez que uma das grandes forças de mudança no cenário competitivo das empresas é a transferência de poder do centro para as bordas, principalmente, em consequência do aumento do poder do consumidor que hoje ainda é muito mais ciente de sua força na econonia do que em tempos anteriores.

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Resultados não sustentáveis

Publicado por marcelao em julho 15, 2010

Pessoal,

toda empresa deve buscar apresentar excelentes resultados financeiros, até porque é cobrada por isso pelos seus acionistas, mas deve-se ter cuidado com a sustentabilidade dos resultados obtidos, ou seja, qual o custo que a empresa pagará no futuro para obter os resultados obtidos no presente.

Querem um exemplo disso? Ontem, terça-feira, o novo diretor de futebol do Flamengo, o Sr. Arthur Antunes Coimbra, mais conhecido como ZICO, deu uma entrevista coletiva onde ele comentava sobre a situação atual do Flamengo em meio a todos os encandalos em que o nome do Flamengo vem sendo envolvido nos últimos meses. Zico deu a seguinte declaração:

- “Não é porque o Flamengo teve um título que poderia se fazer o que quisesse no Flamengo. Esse título acabou sendo ruim, porque as coisas que estão acontecendo e que vem acontecendo só denegriram a imagem do clube. É preferível não ganhar um título e ter um clube intacto, um clube limpo, do que ganhar um título e acontecer o que nós estamos vendo aí.” Leia o resto deste post »

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Afinal, De quem é a culpa?

Publicado por marcelao em maio 8, 2010

Pessoal,

eu estava acompanhando via twitter alguns comentários sobre a edição do TED Sudeste quando apareceu um comentário que teremos 50 bilhões de carros transitando pelo planeta. Imaginem o impacto que isso teria para a nossa qualidade de vida não só do ponto de vista ecológico, mas também com relação ao tempo gasto no trânsito das grandes cidades, aumentando o nosso custo de transação (veja mais aqui).

Algumas pessoas chegam a culpar esse problema gerado pelos carros ao fundador da Ford, Henry Ford, por ter inventado a linha de montagem e facilitado a massificação da comercialização dos carros. A pergunta que faço é : Podemos atribuir aos inventores a culpa pelo uso irresponsável de suas invenções?

É claro que não.

Já ouvi de um amigo meu que a Internet é o grande mal da humanidade que, por causa dela, vemos coisas repugnantes como pedofilia e outras coisas afim. Ora essa, crimes como a pedofilia sempre existiram, apenas ganharam mais visibilidade com a Internet e, sem a Internet, seria mais dificil encontrar esses criminosos. Atribuir a Internet a culpa por crimes como pedofilia é o mesmo que atribuir a Tramontina a culpa por todos os assassinatos com utilização de facas. Leia o resto deste post »

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O que é legal e o que é moral

Publicado por marcelao em abril 20, 2010

Pessoal,

durante a madrugada de sábado para domingo, eu assisti ao GP da China de F-1  e, assim como eu, havia várias pessoas no twitter acompanhando e comentando a corrida. A corrida estava cheia de alternativas, assim como sempre acontece quando chove, até que houve a ultrapassagem do Fernando Alonso em cima do Felipe Massa quando os dois estavam entrando para os boxes e ocorreu o que mostra o vídeo abaixo :

A partir desse fato, começou uma discussão no Twitter sobre a manobra do Alonso se teria sido uma manobra legal ou não.

Na F-1, visando a segurança dos pilotos, existe uma linha branca que delimita o caminho dos carros quando eles entram e quando eles estão saindo do box. Segundo o regulamento, se o carro tocar nessa linha branca, o piloto recebe uma punição que consiste em passar pela área dos boxes o que faz com eles percam tempo na corrida. Ocorre que essa punição só é aplicada quando essa infração ocorre na saída dos boxes e não se aplica quando tal fato acontece na entrada dos boxes.

O que quero levar a reflexão nesse post não é a questão esportiva, mas sim a diferença entre o que é legal e o que é moral. Leia o resto deste post »

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O valor do respeito

Publicado por marcelao em outubro 5, 2009

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Pessoal,

se eu pudesse resumir o Fórum Mundial de Negociação em uma palavra, essa palavra seria respeito. Assim como em vários momentos da vida nós estamos negociando e decidindo, em vários momentos da vida devemos procurar respeitar as pessoas em seus sentimentos e nas suas intenções.

Nas negociações, uma das atitudes mais importantes para se ter credibilidade é procurar respeitar os interesses do outro lado na negociação, como afirmou Paul Schoemaker. Bons negociadores procuram escutar o que trás por trás de qualquer negociação, e essa tarefa só será possível se você respeitar o outro lado. Respeitar, nesse aspecto, significa calçar o sapato do outro e saber onde está apertando no calo do outro.

Aliás, Willian Ury resgatou com muita felicidade o significado da palavra “respeito” que vem de RE-SPECT que significa “olhar de novo para ver o outro”. Olhar de novo para ver o outro para dar valor a si mesmo e ao outro com o objetivo de prestar atenção positiva a outra pessoa. Respeito esse que, independente do resultado da negociação, será muito importante para manter uma relação saudável e sustentável com o outro lado após o fim da negociação. Leia o resto deste post »

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10 lições de Gandhi para mudar o mundo

Publicado por marcelao em setembro 28, 2009

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(Via @GuyKawasaki)

Pessoal,

Mahatma Gandhi não precisa de introdução longa para que vocês saibam que ele foi. Todo mundo sabe sobre o homem que levou o povo indiano a independência do domínio britânico em 1947. Portanto, segue abaixo 10 ensinamentos dele para mudar o mundo :

1 - Mude a si mesmo – > “Você deve ser a mudança que você quer para o mundo”. Antes de querer mudar o mundo, você deve mudar a si mesmo. Fazendo isso, as pessoas que estão ao seu redor perceberão a mudança e também mudarão. Por essa razão que o conhecimento mais importante é o autoconhecimento. A partir desse conhecimento, você começará a perceber quais são as premissas e os preconceitos que te guiaram em outras situações e que você deve trabalhar para corrigir;

2 – Você está no controle – > “Ninguém pode me ferir sem minha autorização” O que você sente e como você reage a algo está sempre com você. Você é senhor dos seus pensamentos e atitudes. Ninguém além de você pode controlar o que você sente. O segredo é fazer com que esse pensamento ganhe cada vez mais força ao longo do tempo;

3 – Perdoar e deixar ir em frente – > “Os fracos nunca podem perdoar. O perdão é o atributo do forte.” Combater o mal com o mal não vai ajudar ninguém. E, como foi colocado no item anterior, você sempre escolhe como reagir a algo. Não perdoar é ficar preso ao passado e significa falta de aprendizado com a situação, causando apenas sofrimento e paralisando sua ação no presente;

4 – Sem ação, não se vai a lugar algum – > “Uma grama de prática vale mais do que toneladas de pregação” Intenção sem ação é o mesmo que nada. Agir pode ser duro e díficil diante do novo, mas não podemos criar resistências internas. Os livros podem na maior parte apenas lhe trazer conhecimento, mas você tem que agir e transformar esse conhecimento em resultados e em compreensão; Leia o resto deste post »

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Paulo Freire e o Líder como educador

Publicado por marcelao em agosto 6, 2009

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Pessoal,

no blog da HSM foram publicados dois posts muito interessantes sobre a questão da educação (clique aqui e aqui para ler). Em um deles é citado um dos maiores educadores mundiais, o brasileiro Paulo Freire. Como estudioso, ativista social e trabalhador cultural, Freire desenvolveu, mais do que uma prática de alfabetização, uma pedagogia crítico-libertadora . Em sua proposta, o ato de conhecimento tem como pressuposto fundamental a cultura do educando; não para cristalizá-la, mas como “ponto de partida” para que ele avance na leitura do mundo, compreendendo-se como sujeito da história. É através da relação dialógica que se consolida a educação como prática da liberdade.

Paulo Freire representa um dos maiores e mais significantes educadores do século XX. Sua pedagogia mostra um novo caminho para a relação entre educadores e educandos. Caminho este que, consolida uma proposta político-pedagógica elegendo educador e educando como sujeitos do processo de construção do conhecimento mediatizados pelo mundo, visando a transformação social e construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária.

Seu pensamento rompeu a relação cristalizadora de dominação, buscando pensar a realidade dentro do universo do educando, construindo a prática educacional considerando a linguagem e a história da coletividade elementos essenciais dessa prática. Seu trabalho revela dedicação e coerência aliados a convicção de luta por uma sociedade justa, voltada para o processo permanente de humanização entre as pessoas onde ninguém é excluído ou posto à margem da vida. Paulo Freire provou que é possível educar para responder aos desafios da sociedade, neste sentido a educação deve ser um instrumento de transformação global do homem e da sociedade.

O principio central da proposta pedagógica do professor Paulo Freire é o da educação transformadora, na qual a educação é uma atividade onde professores e alunos, mediatizados pela realidade que apreendem e da qual extraem o conteúdo da aprendizagem, atingem um nível de consciência dessa mesma realidade, a fim de nela atuarem para transformá-la, ou seja, a principal característica da proposta é refletir sobre a própria realidade, para que seja possível levantar hipóteses e procurar soluções para transformar a realidade.

Paulo Freire rejeitava as tendências que buscam formatar o aluno como ente passivo e mero receptor/repetidor de conteúdos formatados. A experiência revela que os indivíduos assim formatados se tornam medíocres, sem estímulo para a criação. Um educador nega a educação e forma seres de consciência ingênua quando acha que os educandos devem repetir o que ele diz em sala de aula. Isso significa tratar o aluno como objeto e não reconhecê-lo como sujeito do processo educacional.

Diante disso, o homem não é um ser para adaptação, uma vez que adaptar significa acomodar, contrapondo-se a criar e transformar indo contra o ímpeto próprio do ser humano que é a criação.

Agora, vamos traçar um paralelo com o papel dos líderes nas empresas. O líder deve ter um compromisso com a formação e o desenvolvimento das pessoas. Líderes são inconformistas por natureza e, por essa razão, estão sempre em busca de quebrar paradigmas, principalmente aqueles ilustrados pela famosa frase “Aqui sempre foi assim” que caracteriza a repetição eterna de ações e posturas. Seu compromisso deve ser com a transformação das pessoas e da realidade. Leia o resto deste post »

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Gestão 2.0 : Por quê líderes criativos são tão raros?

Publicado por marcelao em julho 27, 2009

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Pessoal,


encontrei no site da Harvard Business Review artigo do professor Navi Radjou, diretor executivo do centro de pesquisas sobre a Índia da Universidade de Cambridge, em que ele comenta uma palestra apresentada pelo Dr. Abdul Kalam, ex-presidente da Índia, com o título “Liderança criativa na economia do conhecimento Global”.


Na sua palestra, o Dr. Kalam discursou sobre as mudanças tecnológicas e sócio-econômicas ocorridas no mundo, como o deslocamento do centro de gravidade econômica e geopolítica do ocidente para o oriente, o ritmo acelerado de mudanças tecnológicas e a crescente escassez de recursos.


Diante desse cenário, Dr. Kalam argumentou que as empresas, bem como as nações precisam desesperadamente do que ele chama de “líderes criativos,” uma nova geração de líderes visionários e empáticos que agem menos como comandantes e mais como treinadores, menos como gerentes e mais como facilitadores, e que permitem o auto-respeito antes de exigir respeito.


A partir de sua experiência, o Dr. Kalam articulou os oito princípios fundamentais de uma liderança criativa que são críticos para a condução de inovação e de crescimento na economia do conhecimento:


- O líder deve estabelecer uma visão para a organização;


- O líder deve ter paixão para transformar essa visão em ação;


- O líder deve ser capaz de liderar em um mundo de incerteza;


- O líder deve saber como liderar tanto no sucesso quanto no fracasso;


- O líder deve ter coragem de tomar decisões;


- O líder deve ter nobreza ao liderar;


- Cada ação do líder deve ser transparente;


- O líder deve trabalhar com integridade e ter sucesso com integridade;


 Para ilustrar seu ponto, o Dr. Kalam citou líderes que para ele lideravam imbuídos com estas oito qualidades. Por exemplo, quando Índia fracassou no lançamento do primeiro satélite missão em 1979, o presidente da agência espacial indiana, Prof Satish Dhawan assumiu total responsabilidade pela falha, embora o Dr. Kalam tenha sido realmente o diretor da missão.  Mas no ano seguinte, quando alcançaram o sucesso ao colocar o primeiro satélite contruído na Índia em órbita, o professor Dhawan não compareceu à conferência de imprensa, mas sim o Dr. Kalam para quem ele pediu que compartilhasse a história de sucesso com a mídia, dando-lhe todo o crédito para o sucesso da missão.


O autor do artigo comentou sobre como a economia mundial mergulhou em uma profunda recessão ao longo dos últimos doze meses devido a uma falta de liderança criativa em toda a sociedade e política. A falta de transparência – e muito menos nobreza – foi gritante entre as instituições financeiras, que acabou por conduzir à sua queda. Além disso, recentes escândalos políticos nos fizeram lembrar da absoluta falta de integridade em todo o espectro político.


O autor espera que, à medida que vamos saindo da recessão econômica, as empresas e os cidadãos irão eleger líderes empresariais e políticos que pratiquem uma liderança criativa com nobreza e integridade, que procurem agir menos como comandantes e mais como facilitadores, que sejam dotados de uma bússola moral que lhes permite trabalhar com integridade – e ter sucesso com integridade.


Concordo em gênero, número e grau com o professor Navi Radjou. O tema competências dos líderes do futuro é recorrente aqui nesse blog e deveria ganhar importância maior nas empresas, se elas quiserem realmente tornar-se sustentáveis, conciliando competitividade com a ética.


Esse é mais um post que vai para a série “Gestão 2.0″.


E você leitor, quem você considera como líderes criativos que apresentam os princípios acima relacionados? Quais os passos que sua organização está tomando para produzir tais lideranças?


Um abraço.


P.S : Força, Massinha!


“Keep the faith”


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- A diferença entre líderes e gerentes – > Clique aqui para ler;


- Palestra realizada na Tecnologia do BB – Inovação, empreendedorismo e projetos – > Clique aqui para ler;


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- A gestão de projetos na nova economia – > Clique aqui para ler;


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- O que precisa mudar – > Clique aqui para ler;


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- Google – Modelo de inovação na Gestão – > Clique aqui para ler;


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- Por quê é tão dificil mudar? – > Clique aqui para ler;


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- Autoconhecimento : O conhecimento mais importante – > Clique aqui para ler;


- Chegou a hora da administração? – > Clique aqui para ler;


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Gestão por decreto = Números torturados = Estimulo ao não ético

Publicado por marcelao em julho 16, 2009

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Pessoal,

muito já foi escrito e comentado que a crise financeira pela qual o mundo vem passando é na verdade uma crise de ética. Eu gostaria de ampliar um pouco mais essa questão, indo além do lado financeiro, e refletir se os modelos de gestão e a postura dos administradores não acabam por estimular um comportamento não ético nos colaboradores da empresa.

Não se faz gestão e nem se alcança a excelência por decreto. Mas o que vemos, na maioria das vezes, é que as metas  da empresa são definidas sem seguir um método, sem identificar quais os pontos que devem ser melhorados, focando apenas a definição de um número mágico, que deve ser alcançado no curto prazo, ao invés de definir as causas, estabelecer um plano de ação com metas intermediárias para alcançar o resultado no longo prazo.

Como escrevi, o que ocorre é justamente o contrário. E, como na maioria das vezes, essas metas sempre estão atreladas ao recebimento de bônus, é aqui que mora o perigo, pois, uma vez que isso mexe no bolso dos colaboradores da empresa, isso acaba por estimular que sejam feitas as chamadas contas de chegada, ou seja, se eu tenho que alcançar um número X em um determinado objetivo, a preocupação passa a ser como faço para que os números cheguem a X, privilegiando o curto prazo, ao invés de focar quais as ações que eu devo estabelecer para alcançar a meta e manter esse desempenho sustentável. Leia o resto deste post »

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