Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Arquivo da categoria ‘Gestão de mudanças’

6 Hábitos de Pensadores Estratégicos

Publicado por marcelao em abril 15, 2012

Pessoal,

o cotidiano de um gerente é cheio de tentações que o atraem para lidar apenas com micro-atividades ou de curto-prazo porque sempre parece ser mais urgente e concreto. No entanto, tal atitude pode acarretar vários riscos a perenidade de sua empresa, pois o mundo muda em uma velocidade que é muito dificil acompanhar, principalmente em uma economia onde é o consumidor que possui maior poder de negociação e, diante disso, as empresas precisam acompanhar a velocidade na mudança das necessidades de sua principal razão de existir que são seus clientes.

Diante de tal realidade, cresce cada vez mais a importância de desenvolvermos habilidades relacionadas a pensar estrategicamente nossas empresas. Nesse sentido, inspirado em um artigo do professor Paul Schoemaker que li recentemente, apresento seis habilidades que, na minha opinião, os lideres devem desenvolver se quiserem pensar estrategicamente suas empresas:

- Antecipe: Vale a máxima “É melhor previnir do que remediar”. Pensar apenas no cotidiano pode leva-lo a não enxergar movimentações de seus concorrentes o que deixa sua empresa vulnerável para perda de mercado. Nesse sentido, é preciso acompanhar a mudança nas necessidades de seus clientes e como eles utilizam os produtos. Procure olhar de forma conceitual para as necessidades de seus clientes, pois, como diria Peter Drucker, o que seu cliente precisa não é de uma furadeira, mas sim de um furo na parede;

- Pense criticamente: O chamado senso-comum é na maioria das vezes baseado no olhar que as pessoas tem sobre o passado, naquilo que deu certo até agora. Pensar criticamente ajuda você olhar com mais carinho para dados que são desprezados pela grande maioria e faz com que você comece a enxergar problemas ou soluções futuras ainda na fase de concepção, possibilitando que você se antecipe e se prepare melhor para a mudança que está por vir. Procure desafiar crenças e mentalidades atuais, inclusive as suas e, principalmente, não se deixe manipular por PRÉ-CONCEITOS;

- Interprete: Sempre há uma tentação pela solução rápida. Muitas pessoas sentem-se angustiadas porque tem a percepção de que nossas vidas estão muito corridas. Mas precisamos desesperadamente, afastarmos um pouco para refletir com calma sobre nossas próprias experiências. Afinal de contas, ninguém entende o significado de suas experiências sem reflexão. Explore diversas opções, dê meia volta e tente outra quando a primeira não funcionar;

- Decida: Não se deixe paralizar pela análise. Vivemos em um mundo cada vez mais complexo e, devido a essa alta complexidade, existem muitas variáveis a serem consideradas em qualquer processo. Portanto, é impossível termos todas as informações disponíveis para tomar a decisão 100% perfeita. Isso aumenta mais ainda a chance de erro nas nossas decisões, mas isso não pode ser justificativa para tornar o processo decisório vagaroso e retardar a ação. Uma coisa é certa, nenhuma decisão considerará todas as variáveis e nenhuma decisão conseguirá agradar a todos, mas a ausência de decisão e ação é meio caminho andado para o fracasso de um projeto ou de uma empresa;

- Alinhe: Consenso total é utopia. Também não se deixe levar pela maioria, afinal de contas, como disse em post anterior, se a maioria tivesse razão sempre, nenhuma eleição poderia ser contestada. Isso não significa que você não deva promover o diálogo aberto, mas sim que você deve procurar entender os motivos de cada pessoa que participa do processo do debate de ideias, entender seus vieses e procurar agir de forma integrar os diversos pontos de vistas apresentados;

- APRENDA: A mais importante de todas as habilidades. Entenda que o sucesso e, principalmente, o fracasso são fontes abundantes de aprendizado. Utilize o erro como instrumento pedagógico e não como instrumento de punição. Não se trata de tentar para errar e depois aprender, mas sim de tentar e, se errar, aprender com o erro.  Não existe inovação sem assumir riscos e assumir riscos é saber que erros podem acontecer, a diferença está em como aprendemos com nossos erros. Nesse sentido, o papel do líder é de criar ambiente propício para que as pessoas sintam-se confiantes para arriscar e orientar os membros da equipe a aprender com os erros cometidos.

Pensar estrategicamente é como se enxergássemos nossas empresas como uma tapeçaria tecida a partir dos fios da reflexão, análise, visão de mundo, colaboração e proatividade, todos unidos pelo fio da integridade social. Afinal de contas, empresas são abstrações. O que vale, de verdade, são as pessoas dentro delas. Empresas são redes interativas, não hierarquias verticais. Empresas são redes sociais tecidas e integradas pelos fios do conhecimento.

Um abraço.

“I Believe in change”

Twitter: @blogdomarcelao

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O Mundo mudou. E a sua empresa?

Publicado por marcelao em março 7, 2012

Pessoal,

Mudança é assunto mais que recorrente aqui neste espaço. Estamos passando por um período semelhante ao ocorrido quando da revolução industrial, mas com mais impactos na economia, no trabalho e na sociedade. Toda essa mudança é potencializada pelo crescimento e evolução da internet, mas a internet em si não poderia fazer toda essa transformação somente por existir. São as pessoas que a utilizam que mexem com a configuração de forças existentes no mundo.

As pessoas sempre se rebelaram contra o poder institucionalizado por meio de sindicatos ou de associações de moradores por exemplo, mas o equilíbrio delicado entre as economias de escala proporcionadas pelas grandes empresas e organizações criadas pelas pessoas mudou graças ao surgimento e à disseminação das tecnologias sociais.

Nesse sentido, relaciono abaixo o que considero serem as grandes forças que estão transformando a economia, o trabalho e a sociedade:

A confiança em empresas está decaindo

Segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology), apenas 14% das pessoas acreditam em propaganda veiculada na mídia tradicional (jornais, TV e rádio). As demais pessoas (86%) acreditam mais nas opiniões veiculadas em mídias sociais como blogs, Facebook e Twitter. Estudo da Mckinsey mostra que 62% da população adulta em 20 países confiavam menos em empresas em dezembro de 2008 do que no ano anterior;

Transformação dos 4”P”s em 4 “E”s do marketing

No lugar de preço, produto, praça e promoção, agora temos respectivamente troca (exchange), experiência, engajamento  e onipresença (everyplace);

Transferência do poder das instituições para as pessoas

As tecnologias que mais beneficiam as empresas não costumam pegar, mas aquelas que beneficiam as pessoas, sim. O Facebook, por exemplo, deu às pessoas o poder de se conectarem sem ter a supervisão de uma corporação e a Wikipedia permitiu que as pessoas criem conteúdo sem a necessidade da aprovação de um expert;

Migração de uma economia de massa para uma economia de nicho

Os custos de atingir nichos estão caindo drasticamente, fundamentalmente em empresas que oferecem serviços, cada vez mais realizados de forma digital;

Economia de abundância

Vivemos cada vez mais em uma economia de abundância ao invés de escassez. Os recursos de produção são cada vez mais baratos devido à migração de um mercado que oferecia produtos e que agora oferece serviços;

Crescimento da demanda por sustentabilidade

É preciso encarar sustentabilidade não só como uma agenda ambiental. É preciso perceber o aumento de pessoas doentes por conta do trabalho, o aumento do stress e a disseminação da intolerância, custos intangíveis que as pessoas pagam por um modelo de capitalismo que já se esgotou.

O mundo mudou. E a sua empresa? Com todas essas transformações no mercado, não faz o menor sentido continuar com o mesmo pensamento. Repensar modelos de negócio e gestão é mais do que necessário – é uma questão de sobrevivência.

Um abraço.

“I believe in change”

Twitter: @blogdomarcelao

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Expomanagement 2011: O que eles disseram

Publicado por marcelao em novembro 16, 2011

Pessoal,

na última página da revista HSM Management, sempre vem a seção “O que eles dizem sobre “. Trata-se de um conjunto de frases sobre determinado assunto e que servem como insights para o nosso cotidiano. Acho a idéia excelente e sempre a utilizo para reunir aqui no blog algumas frases apresentadas pelos palestrantes nos eventos da HSM de que participo.

Seguem abaixo, algumas frases que capturei durante a ExpoManagement 2011 realizada entre os dias 05 e 07 de Novembro:

Clayton Christensen:

“Inovação não é algo inerentemente previsível do sucesso”

“Uma estratégia de baixo custo só funciona quando existem concorrentes com produtos de alto custo. Se tudo vira comoditie, essas empresas quebram”

“Os maiores mercados são aqueles que não existem ainda”

“Empresas devem buscar uma compreensão que reflete o modo como os clientes vivem a vida”

“Tentar entender o cliente é errado. O que precisamos compreender é a função que o cliente está querendo utilizar”

“O cliente raramente compra o que as empresas pensam que estão vendendo” (citando Peter Drucker)

“Entenda nao PORQUE o cliente compra seu produto, mas O QUE DE FATO ele faz com ele. Assim você consegue melhorá-lo” Leia o resto deste post »

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Perdão, Permissão e Mudança

Publicado por marcelao em agosto 9, 2011

Pessoal,

depois de algum tempo de reflexão, volto novamente a escrever nesse espaço. Durante esse tempo procurei refletir bastante sobre minhas atitudes e a forma como me relaciono com os diversos assuntos que aqui procuro comentar. Como já disse em posts anteriores, são precisos dois processos na aquisição de conhecimento sendo o primeiro o conceito de Exploration, que consiste em explorar e procurar por conhecimento, e o segundo é o processo de Exploitation que implica em absorver o conhecimento através da reflexão e da análise, comparando com conhecimentos que você já detém para depois fazer com que esses novos conhecimentos sejam refletidos nas suas atitudes.

Nesse sentido, procurei refletir bastante sobre um assunto que é parte permanente dos textos que publico nesse blog que é a mudança, principalmente nos modelos de gestão das empresas. Durante muito tempo eu pesquisei sobre vários tipos de ferramentas de gestão que auxiliariam a mudança nos modelos de gestão, mas, confesso que me sentia bastante frustrado ao tentar aplica-los. E aí vem a importãncia do auto-conhecimento em nossas vidas, pois procurei identificar a causa dessa frustração e descobri que ela estava em mim mesmo. Leia o resto deste post »

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Tendências da TI: A Economia Pull

Publicado por marcelao em junho 15, 2011

Pessoal,

mudança é assunto mais que recorrente aqui nesse espaço. Estamos passando por um período semelhante ao ocorrido quando da revolução industrial, mas com mais impactos na economia, no trabalho e na sociedade. Toda essa mudança é potencializada pelo crescimento e evolução da Internet. Mas a Internet em sim não poderia fazer toda essa transformação somente por existir. São as pessoas que as utilizam e mexem com a configuração de forças existentes no mundo. As pessoas se conectam com outras pessoas e recebem poder delas, principalmente nas multidões e, nesse sentido, a Internet potencializou todas essas conexões como nunca antes na história da humanidade.

As pessoas sempre se rebelaram contra o poder institucionalizado através de sindicatos ou associações de moradores, por exemplo, mas o equilíbrio delicado entre as economias de escala proporcionadas pelas grandes empresas e as organizações criadas pelas pessoas mudou graças ao surgimento e disseminação das tecnologias sociais.

Nesse sentido, eu relaciono abaixo o que considero ser a grandes forças que estão transformando a economia, o trabalho e a sociedade como consequência de toda essa mudança:

- Confiança em empresas está decaindo -> Segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology) apenas 14% das pessoas acreditam em propaganda veiculada na mídia tradicional(Jornais, TV e rádio). As demais pessoas(86%) acreditam mais na opinião de outras pessoas veiculadas através das midias sociais como blogs, facebook e twitter. Estudo da Mckinsey mostra que 62% da população adulta em 20 países confiava menos em empresas em dezembro de 2008 do que um ano antes;

- Transformação dos 4”P”s em 4 “E”s do marketing -> Ao invés de preço, produto, praça e promoção, agora temos troca(Exchange) ao invés de preço, Experiência ao invés de produto, Engajamento ao invés de promoção e Onipresença (EveryPlace) ao invés de praça;

- Transferência do poder das instituições para as pessoas – > As tecnologias que mais beneficiam as empresas não costumam pegar. As que beneficiam as pessoas, sim. O Facebook deu às pessoas o poder de se conectar sem terem a supervisão de uma corporação. A Wikipedia permitiu as pessoas criarem conteúdo sem terem a aprovação de um expert. O Twitter, da mesma forma, permite que as pessoas se conectem;

- Migração de uma economia de massa para uma economia de nicho – > Os custos de atingir nichos estão caindo drasticamente, fundamentalmente em empresas que oferecem serviços, pois a produção de serviços é cada vez mais realizada de forma digital.

- Economia de abundância – > Vivemos cada vez mais em uma economia de abundância ao invés de escassez, pois os recursos de produção são cada vez mais baratos devido a migração de um mercado que oferecia produtos e que agora oferece serviços. Nesse sentido, é preciso repensar modelos de negócio e gestão, pois tudo o que foi feito até agora nas empresas foi baseada na escassez e no custo alto dos recursos de reprodução;

- Crescimento da demanda por sustentabilidade – > Nesse sentido, não que não seja importante, é preciso encarar sustentabilidade não só como uma agenda ambiental. É preciso perceber os custos intangíveis que as pessoas estão pagando por um modelo de capitalismo que se esgotou como, por exemplo, aumento de pessoas doentes por conta do trabalho, aumento do stress na sociedade e consequente baixa tolerância onde simples acidentes no trânsito podem levar até a morte de alguém, e outras coisas mais;

Nas últimas décadas, têm se verificado uma tendência para a adoção de uma economia pull em alternativa a uma economia push devido a uma libertação do comércio e a um aumento da concorrência, que se traduziu num aumento da oferta muito além da procura. Leia o resto deste post »

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HSM – Mosaico de Tendências – Minhas previsões

Publicado por marcelao em fevereiro 5, 2011

Pessoal,

está disponível uma iniciativa muito legal no portal da HSM que é o mosaico de tendências. O Mosaico está disponível no endereço http://www.hsm.com.br/mosaico/index.html#/pt_BR/home/

Lá você pode fazer suas previsões nos campos da Gestão e Negócios, Sustentabilidade, Web e Mobilidade, Brasil, Marketing e liderança. Se você não tem previsões a fazer, você também pode participar opinando sobre a qualidade das previsões feitas por outras pessoas.

Eu mesmo já fez duas previsões lá. A primeira, que está disponível em http://bit.ly/hkC3sO , é sobre o futuro da gestão das organizações. Na minha opinião, empresas grandes trazem uma complexidade muito grande para serem administradas e o custo de gestão de toda essa complexidade está cada vez mais elevado e insustentável e a consequência disso é a falta de mobilidade e flexibilidade das empresas para acompanhar as mudanças cada vez mais frequentes proporcionadas pela evolução cada vez mais rápida da tecnologia e, o que considero pior, o grande distanciamento da alta administração das grandes empresas daqueles que são a razão de ser de qualquer empresa que são seus clientes. Leia o resto deste post »

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Olhe para as forças e não para a Tecnologia

Publicado por marcelao em janeiro 13, 2011

Pessoal,

mudança é assunto mais que recorrente aqui nesse espaço. Estamos passando por um período semelhante ao ocorrido quando da revolução industrial, mas com mais impactos na economia, no trabalho e na sociedade. Toda essa mudança é potencializada pelo crescimento e evolução da Internet. Mas a Internet em sim não poderia fazer toda essa transformação somente por existir. São as pessoas que as utilizam e mexem com a configuração de forças existentes no mundo. As pessoas se conectam com outras pessoas e recebem poder delas, principalmente nas multidões e, nesse sentido, a Internet potencializou todas essas conexões como nunca antes na história da humanidade.

As pessoas sempre se rebelaram contra o poder institucionalizado através de sindicatos ou associações de moradores, por exemplo, mas o equilíbrio delicado entre as economias de escala proporcionadas pelas grandes empresas e as organizações criadas pelas pessoas mudou graças ao surgimento e disseminação das tecnologias sociais.

Nesse sentido, eu relaciono abaixo o que considero ser a grandes forças que estão transformando a economia, o trabalho e a sociedade como consequência de toda essa mudança:

- Confiança em empresas está decaindo -> Segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology) apenas 14% das pessoas acreditam em propaganda veiculada na mídia tradicional(Jornais, TV e rádio). As demais pessoas(86%) acreditam mais na opinião de outras pessoas veiculadas através das midias sociais como blogs, facebook e twitter. Estudo da Mckinsey mostra 62% da população adulta em 20 países confiava menos em empresas em dezembro de 2008 do que um ano antes;

- Transformação dos 4”P”s em 4 “E”s do marketing -> Ao invés de preço, produto, praça e promoção, agora temos troca(Exchange) ao invés de preço, Experiência ao invés de produto, Engajamento ao invés de promoção e Onipresença (EveryPlace) ao invés de praça;

- Transferência do poder das instituições para as pessoas – > As tecnologias que mais beneficiam as empresas não costumam pegar. As que beneficiam as pessoas, sim. O Facebook deu às pessoas o poder de se conectar sem terem a supervisão de uma corporação. A Wikipedia permitiu as pessoas criarem conteúdo sem terem a aprovação de um expert. O Twitter, da mesma forma, permite que as pessoas se conectem;

- Migração de uma economia de massa para uma economia de nicho – > Os custos de atingir nichos estão caindo drasticamente, fundamentalmente em empresas que oferecem serviços, pois a produção de serviços é cada vez mais realizada de forma digital.

- Economia de abundância – > Vivemos cada vez mais em uma economia de abundância ao invés de escassez, pois os recursos de produção são cada vez mais baratos devido a migração de um mercado que oferecia produtos e que agora oferece serviços. Nesse sentido, é preciso repensar modelos de negócio e gestão, pois tudo o que foi feito até agora nas empresas foi baseada na escassez e no custo alto dos recursos de reprodução;

- Crescimento da demanda por sustentabilidade – > Nesse sentido, não que não seja importante, é preciso encarar sustentabilidade não só como uma agenda ambiental. É preciso perceber os custos intangíveis que as pessoas estão pagando por um modelo de capitalismo que se esgotou como, por exemplo, aumento de pessoas doentes por conta do trabalho, aumento do stress na sociedade e consequente baixa tolerância onde simples acidentes no trânsito podem levar até a morte de alguém, e outras coisas mais;

Como disse no começo, a Internet e a evolução da tecnologia são as grandes motivadoras dessa transformação, mas elas são apenas agentes facilitadores. É a Internet e a tecnologia na mão das pessoas que a torna tão poderosa. A tecnologia muda rapidamente, mas não é ela que importa, o que importa são as forças em ação.

A consequência disso é que cada vez mais o sistema, seja ele capitalista ou qualquer nome que você queira dar a ele, terá que se aproximar e se adaptar ao que é ser humano.

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, but i still believe”

Twitter: @blogdomarcelao

P.S : Meu ritmo de postagem tem sido menor nos últimos dias porque estou com meu filho na minha casa e, devido a minha separação e o pouco tempo que tenho devido ao fato de ele morar longe de mim, preciso dedicar um maior tempo a ele. Amanhã viajo em férias e só retorno depois do dia 23/01. Até lá eu estarei ausente nesse espaço, mas volto logo após  esse período. Até lá.

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Ano Novo, Atitude Nova

Publicado por marcelao em janeiro 4, 2011

Pessoal,

2010 já ficou para trás e 2011 está começando. Sempre que ocorre a virada de ano, as pessoas começam a planejar o que vão fazer de diferente no ano que se inicia. Muito importante nessa hora é você possuir um planejamento estratégico pessoal para saber definir que resultados diferentes você quer alcançar no ano que se inicia. Planejamento estratégico, na minha opinião, envolve 3 coisas: auto-conhecimento, mudança e atitude.

Auto-conhecimento porque você precisa se conhecer primeiro para reconhecer os seus pontos falhos e pontos fortes para combinar oportunidades de melhoria dos seus pontos fracos e oportunidades de crescimento com seus pontos fortes. Auto-conhecimento é importante para que você tenha cada vez mais auto-confiança, afinal de contas, não se deve confiar em quem não conhecemos.

Auto-conhecimento é importante para reconhecer vícios que você carrega a algum tempo e pensamentos/principios que já não valem mais. Eu, por exemplo, sempre estou começando regimes, mas nunca obtenho resultados diferentes. Começo, emagreço, engordo novamente e o ciclo está sempre se reiniciando. Dessa vez eu resolvi que deveria fazer totalmente diferente de outras vezes. A primeira coisa que fiz foi identificar o que deu certo no passado e enumerei todas elas como, por exemplo, mastigar mais vezes os alimentos, além de escovar os dentes usar também Plax para maior limpeza da boca, comer cinco refeições ao longo do dia, … Não introduzi todas essas práticas porque resolvi faze-las aos poucos para que se tornem atos realizados incoscientemente, de forma natural, e isso exige foco.

A mudança é importante para rever velhos hábitos e quando falamos em mudança é preciso lembrar que mudança é sinônimo de aprendizado. Para mudar, você precisa aprender, aprendendo você estará mudando. Mudar é um processo doloroso, pois envolve muitas vezes desaprender algo para aprender algo novo, pois, como já escrevi em outros posts, nosso cérebro, para nos preservar de ficarmos loucos com todas as informações existentes no mundo, acaba por criar certos padrões de comportamento que são automaticamente disparados quando entram em contato com determinadas situações. Mudar esses padrões é um processo doloroso, exige muita persistência e um questionamento constante. Leia o resto deste post »

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5a Jornada de Tecnologia e Gestão do Banco do Brasil – Parte I

Publicado por marcelao em dezembro 13, 2010

Pessoal,

Durante a semana de 22 a 26 de novembro, realizamos na Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil a quinta jornada de tecnologia e gestão. A jornada é um evento que tem como diretriz abordar assuntos de vanguarda ligados a inovação colocando os funcionários da Diretoria de Tecnologia em contato com pessoas no mercado que, em suas respectivas empresas, estão a frente dos assuntos inovadores abordados na jornada. O tema desse ano foi “Conectando as pessoas pelo diálogo”.

Além das palestras realizadas no auditório principal da Tecnologia, também é organizada uma mostra de inovação onde os parceiros da Diretoria apresentam suas visões sobre o futuro da tecnologia para a indústria bancária permitindo compartilhar essas visões com os funcionários de modo que possamos construir esse futuro em parceria. Participam da mostra de tecnologia empresas como Microsoft, IBM, Oracle, HP, Diebold, …

Esse é um post mix-resumo das palestras realizadas no auditório principal. Como esse texto será longo, dada a grande quantidade e qualidade das palestras, eu dividi esse resumo em cinco partes, um para cada dia da jornada, que serão publicadas uma a cada dia para que vocês possam ler em um ritmo que for melhor para vocês.

Essa primeira parte abordará os temas “Organizações do trabalho no futuro”, que contou com a presença de Silvio Meira e da Adriana Salles Gomes, e o painel “Melhores empresas para se trabalhar” que contou com as presenças de Ruy Shiozawa, Presidente do instituto Great Place to Work, Andreas Huettner, Diretor Comercial da Google Brasil e Daniel Moczydlower, CEO da Chemtech, Leia o resto deste post »

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TED: William Ury – O caminho do “Não” até o “Sim”

Publicado por marcelao em dezembro 7, 2010

Pessoal,

segue abaixo vídeo do TED com palestra de um dos maiores especialistas em negociação que é o professor Willian Ury. Nessa palestra, o professor Ury nos oferece dicas simples, mas não tão fáceis, para buscar acordos mesmo em situações de extrema dificuldade para se chegar a um acordo, principalmente em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais conectadas devido as redes sociais o que aumenta ainda mais a complexidade das negociações em virtude da diversidade de culturas e crenças reunidas em diversas situações de negociação.

Diante de tanta complexidade, o professor Ury apresenta a importância de resgatarmos as conversas e que nós somos seres-humanos e não máquinas-reativas.

Um abraço.

“Keep the Faith”

Twitter: @blogdomarcelao

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