Blog do Marcelão

Blog para debate sobre excelência na gestão.

Arquivo da categoria ‘Gestão 2.0’

Burrice das multidões ou Inteligência Coletiva?

Publicado por marcelao em abril 1, 2012

Pessoal,

durante nossa vida, nós acumulamos uma série de lições que aprendemos com diversas pessoas que tivemos contato. Sabe aquela frase: “aprendi com fulano isso…” e outras expressões como essa? Pois um dos ensinamentos que registrei, e que volta e meia eu cito para as pessoas, é uma frase da minha professora de educadoria no MBA que fiz sobre planejamento e gestão empresarial. Em meio a discussão sobre participação das pessoas e processo decisório, alguém comentou sobre a questão da maioria imperar na tomada de decisões. Foi aí que ela afirmou: “Muitos afirmam que a maioria tem razão, mas a maioria não tem razão, a maioria decide o que vai fazer. Se a maioria tivesse razão sempre, nenhuma eleição daria errado”.

Resgato essa passagem, e ensinamento da minha vida, porque tive contato com um artigo da professora de programação e criadora de games Kathy Sierra sobre inteligência coletiva. Segundo a professora, aproveitar a inteligência coletiva pode trazer muitos benefícios – desde que não seja necessário um consenso prévio entre as pessoas que compõem essa inteligência. O objetivo é agregar de algum modo a sabedoria de cada individuo independente. Kathy exemplifica separando inteligência coletiva ou burrice das multidões:

- Inteligência coletiva é um monte de gente escrevendo resenhas de livros na Amazon. Burrice das multidões é um monte de gente tentando escrever um romance juntos;

- Inteligência coletiva são todas as fotos no Flickr, tiradas por individuos independentes, e as novas ideias criadas por esse grupo de fotos. Burrice das multidões é esperar que um grupo de pessoas crie e edite uma foto juntas; Leia o resto deste post »

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O Mundo mudou. E a sua empresa?

Publicado por marcelao em março 7, 2012

Pessoal,

Mudança é assunto mais que recorrente aqui neste espaço. Estamos passando por um período semelhante ao ocorrido quando da revolução industrial, mas com mais impactos na economia, no trabalho e na sociedade. Toda essa mudança é potencializada pelo crescimento e evolução da internet, mas a internet em si não poderia fazer toda essa transformação somente por existir. São as pessoas que a utilizam que mexem com a configuração de forças existentes no mundo.

As pessoas sempre se rebelaram contra o poder institucionalizado por meio de sindicatos ou de associações de moradores por exemplo, mas o equilíbrio delicado entre as economias de escala proporcionadas pelas grandes empresas e organizações criadas pelas pessoas mudou graças ao surgimento e à disseminação das tecnologias sociais.

Nesse sentido, relaciono abaixo o que considero serem as grandes forças que estão transformando a economia, o trabalho e a sociedade:

A confiança em empresas está decaindo

Segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology), apenas 14% das pessoas acreditam em propaganda veiculada na mídia tradicional (jornais, TV e rádio). As demais pessoas (86%) acreditam mais nas opiniões veiculadas em mídias sociais como blogs, Facebook e Twitter. Estudo da Mckinsey mostra que 62% da população adulta em 20 países confiavam menos em empresas em dezembro de 2008 do que no ano anterior;

Transformação dos 4”P”s em 4 “E”s do marketing

No lugar de preço, produto, praça e promoção, agora temos respectivamente troca (exchange), experiência, engajamento  e onipresença (everyplace);

Transferência do poder das instituições para as pessoas

As tecnologias que mais beneficiam as empresas não costumam pegar, mas aquelas que beneficiam as pessoas, sim. O Facebook, por exemplo, deu às pessoas o poder de se conectarem sem ter a supervisão de uma corporação e a Wikipedia permitiu que as pessoas criem conteúdo sem a necessidade da aprovação de um expert;

Migração de uma economia de massa para uma economia de nicho

Os custos de atingir nichos estão caindo drasticamente, fundamentalmente em empresas que oferecem serviços, cada vez mais realizados de forma digital;

Economia de abundância

Vivemos cada vez mais em uma economia de abundância ao invés de escassez. Os recursos de produção são cada vez mais baratos devido à migração de um mercado que oferecia produtos e que agora oferece serviços;

Crescimento da demanda por sustentabilidade

É preciso encarar sustentabilidade não só como uma agenda ambiental. É preciso perceber o aumento de pessoas doentes por conta do trabalho, o aumento do stress e a disseminação da intolerância, custos intangíveis que as pessoas pagam por um modelo de capitalismo que já se esgotou.

O mundo mudou. E a sua empresa? Com todas essas transformações no mercado, não faz o menor sentido continuar com o mesmo pensamento. Repensar modelos de negócio e gestão é mais do que necessário – é uma questão de sobrevivência.

Um abraço.

“I believe in change”

Twitter: @blogdomarcelao

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Expomanagement 2011: O que eles disseram

Publicado por marcelao em novembro 16, 2011

Pessoal,

na última página da revista HSM Management, sempre vem a seção “O que eles dizem sobre “. Trata-se de um conjunto de frases sobre determinado assunto e que servem como insights para o nosso cotidiano. Acho a idéia excelente e sempre a utilizo para reunir aqui no blog algumas frases apresentadas pelos palestrantes nos eventos da HSM de que participo.

Seguem abaixo, algumas frases que capturei durante a ExpoManagement 2011 realizada entre os dias 05 e 07 de Novembro:

Clayton Christensen:

“Inovação não é algo inerentemente previsível do sucesso”

“Uma estratégia de baixo custo só funciona quando existem concorrentes com produtos de alto custo. Se tudo vira comoditie, essas empresas quebram”

“Os maiores mercados são aqueles que não existem ainda”

“Empresas devem buscar uma compreensão que reflete o modo como os clientes vivem a vida”

“Tentar entender o cliente é errado. O que precisamos compreender é a função que o cliente está querendo utilizar”

“O cliente raramente compra o que as empresas pensam que estão vendendo” (citando Peter Drucker)

“Entenda nao PORQUE o cliente compra seu produto, mas O QUE DE FATO ele faz com ele. Assim você consegue melhorá-lo” Leia o resto deste post »

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Vídeo: 20 dicas para aprender a inovar

Publicado por marcelao em novembro 2, 2011

Pessoal,

segue vídeo da consultoria TerraFórum com 20 dicas para aprender a inovar. Todas elas são muito boas e importantes, mas eu particularmente gostei muito e venho praticando algumas dessas dicas e que comento logo após o jump.

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Perdão, Permissão e Mudança

Publicado por marcelao em agosto 9, 2011

Pessoal,

depois de algum tempo de reflexão, volto novamente a escrever nesse espaço. Durante esse tempo procurei refletir bastante sobre minhas atitudes e a forma como me relaciono com os diversos assuntos que aqui procuro comentar. Como já disse em posts anteriores, são precisos dois processos na aquisição de conhecimento sendo o primeiro o conceito de Exploration, que consiste em explorar e procurar por conhecimento, e o segundo é o processo de Exploitation que implica em absorver o conhecimento através da reflexão e da análise, comparando com conhecimentos que você já detém para depois fazer com que esses novos conhecimentos sejam refletidos nas suas atitudes.

Nesse sentido, procurei refletir bastante sobre um assunto que é parte permanente dos textos que publico nesse blog que é a mudança, principalmente nos modelos de gestão das empresas. Durante muito tempo eu pesquisei sobre vários tipos de ferramentas de gestão que auxiliariam a mudança nos modelos de gestão, mas, confesso que me sentia bastante frustrado ao tentar aplica-los. E aí vem a importãncia do auto-conhecimento em nossas vidas, pois procurei identificar a causa dessa frustração e descobri que ela estava em mim mesmo. Leia o resto deste post »

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Análise e Síntese: Irmãos Inseparáveis

Publicado por marcelao em junho 1, 2011

Pessoal,

tempos atrás eu escrevi um post sobre a importância de buscar um equilíbrio dinâmico entre estabilidade e inovação e fiz uma analogia desse equilíbrio com dois personagens das histórias em quadrinhos do universo marvel que são classificadas como entidades cósmicas: Lorde Caos e Mestre Ordem(leia mais sobre isso aqui)

Mas existem dois conceitos que não podem ser aplicados de forma separada, mas sim em conjunto, pois são irmãos inseparáveis. Estou falando dos conceitos de análise e síntese. Diante disso, vamos analisar e sintetizar esses conceitos tão importantes no processo de tomada de decisão de qualquer empresa.

O dicionário Aurélio define análise como o “exame de cada parte de um todo, tendo em vista conhecer sua natureza, suas proporções, suas funções, suas relações, etc.” Em um mundo em que somos cada vez mais inundados por um quantidade avassaladora de informações, saber conduzir um processo de análise, de forma a identificar a informação que é realmente relevante, torna-se vital para o processo decisório de qualquer empresa. Imagine você diante de tabelas com milhares de números armazenados em banco de dados de umm computador ou as informações contidas na Internet, você ficaria louco. A análise tem o papel de entender o significado das informações disponíveis.

Voltando ao dicionário Aurélio, ele define síntese como a “reunião de elementos concretos ou abstratos em um todo através de fusão ou composição”. A síntese tem em vista conhecer, ou seja, estabelecer um modelo final conhecido do problema ou situação que está sob análise. Segundo afirma o professo Vicente Falconi em seu mais recente livro – “O Verdadeiro Poder” – construindo um modelo do problema, ou da situação sob análise, teremos um conhecimento razoável de seu comportamento e poderemos atuar com segurança sobre ele para maximizar resultados.

É através dos modelos que se torna possível analisar uma quantidade muito grande de informações e abandonarmos aquilo que for irrelevante, compondo, finalmente um modelo de informações relevantes que é a síntese, o conhecimento final para resolver o problema.

A imagem acima é um exemplo de modelo resultado de um processo que envolveu análise e síntese. Trata-se do modelo de gestão pregado pela FNQ(Fundação Nacional da Qualidade). Ele significa que “a liderança da empresa, olhando para os seus clientes e a sociedade, estabelece estratégias e planos que serão suportados por pessoas capacitadas que executam processos em busca de resultados, baseados e envolvidos em um mar de informações e conhecimento”

A combinação de análise e síntese é uma contínua interação entre o fenômeno percebido e o observador. Em um primeiro momento, o observador procura, por meio da análise dissecar o problema em suas partes para melhor entendê-lo, agrega as informações pertinentes, elimina partes não relacionadas ao problema, prioriza e finalmente constrói o modelo final do sistema, que é a síntese.

O objetivo geral da análise e da síntese é reduzir as incertezas na tomada de decisões nas empresas. A análise preocupa-se com os detalhes, enquanto que a síntese tem o objetivo de estabelecer uma visão do conjunto e das relações entre os elementos de um problema ou situação. Eles devem funcionar em conjunto se você deseja melhorar o seu processo de tomada de decisão, pois análise e síntese são conceitos complementares e inseparáveis.

Análise e síntese são as duas formas mais importantes de se interpretar informações, pois é através delas que é possível reduzir um todo coerente a seus componentes fundamentais, ou podemos combinar seus elementos para formar um todo coerente. Ambos são métodos essenciais para o raciocínio humano.

Resumindo, em última análise, podemos sintetizar tudo isso em uma única frase: Análise e Síntese – Um não pode existir sem o outro.

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, but i still believe”

Twitter: @blogdomarcelao

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Minha Entrevista sobre Redes Sociais nos Projetos

Publicado por marcelao em maio 30, 2011

Pessoal,

segue abaixo vídeo contendo uma entrevista que concedi ao pessoal da organização do 8o Congresso de Profissionais de Gerenciamento de Projetos organizados pelo PMI-RJ. Nesse evento, eu palestrei sobre a utilização de Redes Sociais no gerenciamento de projetos.

Esse ano estarei presente palestrante também no 9o Congresso discursando sobre a importância do Design Thinking como ferramenta de criatividade e de percepção real da necessidade do cliente no gerenciamento de projetos.

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, but i still believe”

Twitter: @blogdomarcelao

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Qual é o problema?

Publicado por marcelao em maio 23, 2011

Pessoal,

o cotidiano de um lider/gerente é resolver problemas. Aliás, se eles não existissem, não precisaríamos de lideres/gerentes e tudo poderia ser operado através de máquinas ou robôs. Por essa razão, sempre que alguém lhe apresentar um problema para ser resolvido, agradeça porque isso mostra que você continua sendo importante para a organização que você faz parte.

 Mas o que vem a ser um problema?  Segundo o professor Falconi afirmou em seu livro “O Verdadeiro Poder”, “Problema é um resultado indesejável”. Portanto, todos que desejam realmente melhorar suas empresas devem estar cheios de problemas. Diante disso, a pergunta passa a ser como resolvemos os problemas?

O primeiro passo para resolver um problema é o mais simples, mas é também o mais dificil, não pela sua complexidade, mas sim por ser complicado. Esse primeiro passo é RECONHECER a existência do problema. Esse passo é complicado porque é sempre muito dificil para as organizações reconhecerem a existência de um problema, pois isso envolve questões politicas, vaidades e, principalmente, o medo de ficar exposto dentro de um ambiente de competição exarcebado dentro das empresas.

Como consultor de projetos vivenciei muitas situações em que o projeto se arrastava  e quando eu perguntava porque ele se encontrava nessa situação e qual era o problema, a resposta invariavelmente que estava tudo bem e que não havia problemas, isso mesmo depois de eu confrontar o lider do projeto mostrando que o projeto estava há muito tempo em planejamento, que faltavam várias definições importantes ou que ele havia sofrido várias prorrogações de prazo. Essa é uma situação corriqueira em várias empresas, pois sempre que encontro amigos meus em congressos, eu comento sobre esse tipo de situação e todos eles afirmam que passam o mesmo em suas respectivas empresas.

Mas sem reconhecer um problema, não é possível resolve-lo. Nesse caso, a alta administração da empresa deve dar apoio e encorajar seus líderes a reconhece-los e enfrentar de frente os problemas existentes em suas áreas de responsabilidade.

Reconhecido o problema, o próximo passo é descobrir qual é realmente o problema. Na etapa anterior, você reconheceu qual era o resultado indesejável que você precisava resolver. Agora trata-se de analisar e identificar qual é o problema.

No início de abril, viajei a São Paulo para participar do Fórum HSM de gestão e liderança. Na viagem de volta, estávamos eu e meu colega Pedro Pivoto dentro do mesmo avião para retornar para Brasília quando fomos avisados pelo comissário de bordo que precisávamos trocar de aeronave. Pensamos eu  e ele que era melhor trocar de aeronave enquanto ela estava no solo e não depois.

Como estávamos nas últimas fileiras, fomos os últimos a entrar na segunda aeronave e, como era de se esperar, não havia espaço para nossas malas. Isso acontece porque muita gente não respeita o limite máximo de bagagem de mão permitido. Esse é um resultado indesejável que traz muitos problemas, pois gera incômodo para os passageiros, gera atraso nos vôos e, no nossa caso, deixa os passageiros com a sensação de mau atendimento.

A comissária do vôo olhou a bagagem e disse que ela teria que ser despachada. Disse a ela que isso era um absurdo, visto que na aeronave anterior as bagagens estavam alocados no bagageiro. Ela respondeu que isso era devido a falta de senso das pessoas em não respeitar o limite máximo de peso para bagagens de mão.

E aí vem a pergunta: Será que esse é realmente o problema? A falta de senso de comunidade em respeitar o limite de peso máximo para bagagens de mão? O que levaria uma pessoa a andar por todo um aeroporto carregando malas pesadas?

Pessoas gostam de conforto e muitas vezes estão dispostas a pagar por isso, se for de graça aí que elas gostam mesmo. Mas se elas gostam de conforto e carregar malas dentro de um aeroporto é extremamente desconfortável, por quê elas carregam malas? O que as levaria a abrir mão do conforto de despachar a mala e não ter que carrega-las pelo aeroporto?

A resposta é que elas preferem o desconforto de carregar malas do que o desconforto maior de esperar por elas na esteira de bagagem. Esse é realmente o problema. É a demora do serviço de esteira de bagagens que faz com que as pessoas não respeitem o limite de peso máximo para bagagens de mão e não sua falta de senso de comunidade.

Identificar erroneamente qual é realmente o problema leva a aplicar a solução errada, o que pode se tornar em um desastre. Nesse caso, é preciso criar dentro das empresas uma cultura de questionamento constante para identificar quais são realmente os problemas existentes dentro das empresas.

É preciso incentivar dentro das empresas uma cultura de enfrentamento dos fatos, que valorize a verdade e a gestão baseada em fatos. É preciso não ter medo de ver os fatos como eles verdadeiramente são. É a cultura onde se espera que os gerentes se comuniquem, para o time e para cima, não somente os bons resultados, mas também o que não está indo bem e precisa ser encarado como é, de tal modo que possa ser consertado. Uma cultura onde se valoriza a busca de dados e fatos para analisar eventos e não somente opinião e intuição, que também são importantes, mas não podem ser o único recurso utilizado no reconhecimento e na solução de problemas.

Existem muitas pessoas que não gostam de encarar de frente seus problemas e tem a atitude de “não quero enxergar a verdade dos fatos”. Isso as torna a iguais a medianidade dos gerentes. Se você quer ser diferente, não faça como a maioria, encare de frente a verdade. Afinal de contas, como afirmou Theodore Rubin: “O problema não é que existem problemas. O problema é esperar que seja de outra forma e pensar que ter problemas é um problema.”

Um abraço.

“Maybe I’m a dreamer, but i still believe”

Twitter: @blogdomarcelao

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Fórum HSM de Gestão e Liderança – Sintese I: Significado

Publicado por marcelao em abril 8, 2011


Pessoal,

Nos dias 5 e 6 de junho participei do Fórum HSM de Gestão e liderança onde passaram grandes nomes como John Kotter, Vicente Falconi, Dan Ariely, César Souza. Robert Sutton, Sonia Esteves e Claudio Áraoz que compartilharem com os participantes do evento suas visões e conhecimento sobre gestão em diferentes perspectivas.

Todo o evento teve a cobertura do portal da HSM e está disponível no site da HSM(clique aqui para acessar). Meu objetivo com esse texto é fazer uma síntese e trazer a minha visão do que pude captar nas palestras.

Nesse sentido, se eu tivesse que resumir todas as palestras em duas palavras, essas duas palavras seriam significado e execução. E para cada uma delas eu farei um post.

Significado é o que as pessoas procuram cada vez mais no trabalho que desempenham em suas empresas, principalmente nos tempos atuais onde as mudanças são cada vez mais freqüentes, ou como afirmou César Souza: “Não vivemos em uma época de mudanças, mas sim em uma mudança de época”. Em uma época como essa é “inaceitável a hesitação em um mundo que se move em nanosegundos” Leia o resto deste post »

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A Importância do Design na Revolução Digital

Publicado por marcelao em abril 4, 2011

Pessoal,

na semana passada estive em São Paulo no estúdio da Live Work Brasil para o Workshop de Design focado em serviços que foi conduzido pelos craques Tennyson Pinheiro e Luis Alt. Já há algum tempo que venho estudando sobre design thinking e notado a importância que ele tem nos tempos atuais, principalmente porque ele é uma metodologia focado no atendimento das necessidades do ser-humano. O Design thinking é uma abstração do modelo mental utilizado há anos pelos designers para dar vida as idéias.

Na revolução industrial, o foco dos estudos para aumentar a produtividade foi em cima de como melhorar os processos que envolviam as máquinas para desenvolver com custo cada vez menor os produtos que as empresas entendiam ser o melhor para as pessoas consumirem. Esse era um processo que funcionava dentro de uma economia onde as pessoas, enquanto consumidores, pouco participavam do processo de definição de quais produtos elas desejavam consumir.

Nesse sentido, valorizou-se muito mais a aplicação da engenharia e da análise na definição dos produtos e da ciência e racionalidade como modelo mental para entender os processos economicos e sociais daqueles tempos. Conhecimentos esses mais facilmente associados ao desenvolvimento do lado esquerdo do cérebro. Eram tempos de escassez de oferta de produtos e serviços.

Os tempos mudaram e hoje os consumidores tem um poder muito maior de participação no processo econômico com o crescimento das redes sociais. Além disso, vivemos hoje em um mundo de abundância. Segundo estudo apresentado durante o Workshop, diariamente estamos em contato com 3.000 marcas. Isso em um dia que não envolva fazer compras, do contrário, entraremos em contato com mais de 35.000 marcas. Diante de tanta abundância, as empresas tentam atrair a atenção de seus consumidores, mas como atrair essa atenção diante de tanta exposição de marcas? Leia o resto deste post »

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