
Pessoal,
continuando o resumo sobre o congresso de gestão de projetos que participei nos dias 26 e 27 de junho, vamos abordar a mesa-redonda sobre a carreira do gerente de projetos.
Na mesa redonda sobre a carreira de gerente de projetos, ficou clara a necessidade de desenvolvimento de competências não-técnicas (soft skills) pelos gerentes de projeto, sendo essa uma posição unanime dos participantes da mesa. O principio que rege essa necessidade é a constatação que estamos em uma nova era, uma era do saber onde as pessoas devem ser valorizadas cada vez mais. As empresas estão em busca dessas pessoas com talento e estão dispostas a oferecer ambiente adequado para que esse talento possa exercer suas habilidades na plenitude.
Um dos palestrantes apresentou um velho ditado que diz “se você quer 1 ano de prosperidade, cultive grãos. Se você quer 10 anos de prosperidade, cultive árvores. Agora, se você quer 100 anos de prosperidade, cultive pessoas.”
O destaque vai para debatedora Isabel Santana, funcionária da petrobrás responsável pela escola de gestão e negócios da Universidade Petrobrás, que apresentou uma linha de tempo da história da Petrobrás e como a gestão de projetos faz parte do sucesso da Petrobrás. Alinhada aos novos tempos da era do conhecimento, ela apresentou as quatro necessidades dos funcionários de uma empresa : aprender a viver juntos, aprender a ser, aprender a fazer, aprender a conhecer.
Segundo Isabel, a competência de gestão de projetos tem que estar em todos os níveis da organização, pois gestão de projetos é competência necessária para enfrentar os novos desafios da área de geração de energia.
Para isso, a Petrobrás possui um programa de educação continuada em GP(Reconhecida como REP pelo PMI) que já formou 350 PMPs (mais de 5% dos PMPs do Brasil são funcionários da Petrobrás) cuja missão é colocar a competência de gestão de projetos no DNA da companhia.
O resultado desse esforço é que a Petrobrás é a única empresa latino-americana reconhecida no indice Dow-Jones no critério Capital Humano.

Outro destaque do mesa redonda foi a apresentação do Sr. Artur Szabo, IBM Project Manager Certification Board Leader, que apresentou dados sobre a carreira do gerente de projetos que está altamente concentrada (90%) nas áreas de engenharia, Ti e Telecom, mas que a tendência seria a demanda por esses profissionais nas áreas de Marketing e Propaganda, produção cultural/Eventos (cinema, teatro, carnaval e esporte), moda, terceiro setor, meio-ambiente.
Os debatedores também concordaram sobre a necessidade de os profissionais não enxergarem a carreira como uma linha reta ou um trilho, mas sim uma trilha que exigirá uma formação sólida em uma determinada área e conhecimentos conceituais sobre as demais áreas da empresa para que seja possível uma maior aproximação com o negócio da empresa, ou seja, visão sistêmica e visão estratégica.

Na minha opinião, essas tendências identificadas pelos debatedores é cada vez mais crescente nas empresas. Já havia escrito sobre isso em posts do blog(veja a lista de posts ao final desse texto) referente a esses profissionais que terão que desenvolver essas habilidades não-técnicas como a habilidade de trabalho coletivo, trabalhar como orientador das pessoas sendo exemplo para elas, além de saber comunicar-se e circular pelas diversas áreas da empresa com bastante desenvoltura.
É isso aí pessoal, no próximo post escreverei sobre as demais palestras.
Um abraço.
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